Setúbal e os seus músicos

Gonçalo Simões, pianista, León 2019
Músicos do Concelho de Setúbal

Meloteca é o sítio dos músicos;
Musorbis é o sítio do património musical dos concelhos.

Afonso Malão

Natural de Setúbal, Afonso Malão estudou clarinete e piano, mas optou definitivamente pelo piano. Diplomou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com 19 valores em piano e completou a licenciatura na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto em 2003, com 20 e 18 valores, respectivamente em música de câmara e piano.

Ganhou diversos prémios, entre os quais se contam o 1º Prémio em Piano nos Prémios Jovens Músicos / RDP (1988); 1º Prémio do Júri e do Público em Piano Concurso Maria Campina (1990); 1º Prémio em Música de Câmara no Concurso Helena Sá e Costa (1994).

Foi professor de Música de Câmara na ESML, professor correpetidor e professor de piano em diversas escolas de música em diferentes pontos do País.

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Afonso Malão

Afonso Malão, pianista, de Setúbal

Afonso Malão, pianista, de Setúbal

Celina da Piedade

Celina da Piedade é acordeonista, cantora, e compositora. Começou a estudar música aos 5 anos, e pouco tempo depois já atuava em público. Estudou no Conservatório de Setúbal, onde também deu aulas de acordeão. Licenciou-se em Património Cultural e pós-graduou-se em Estudos de Música Popular. Em 1998 conheceu a Associação PédeXumbo, com quem colaborou desde então e da qual é atualmente Presidente Honorária.

No ano de 2000 integrou o Cinema Ensemble de Rodrigo Leão, com quem ainda trabalha, tocando em todos os concertos e discos do compositor. A esta partilha acrescentam-se outras: Mayra Andrade (com quem tocou e para quem compôs “Mon Carroussel”), Uxia, Ludovico Einaudi, Gaiteiros de Lisboa, António Chainho, Samuel Úria, entre muitos outros.

Participou como artista e compositora em mais de 50 edições discográficas, para além de bandas sonoras para cinema, teatro e dança. Integra o grande coletivo Tais Quais, fazendo parceria com Vitorino, Tim, Sebastião, Serafim, Jorge Palma, Paulo Ribeiro e João Gil.

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Celina da Piedade

Celina da piedade, cantora, de Setúbal

Celina da piedade, cantora, de Setúbal

Gonçalo Simões

Gonçalo Simões nasceu em Setúbal. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi.

Prosseguiu os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa, onde concluiu com elevadas classificações a Licenciatura em Piano (2008) e o Mestrado em Ensino de Música – Variante de Instrumento (Piano) (2013), tendo trabalhado sob a orientação dos pianistas Olga Prats, Jorge Moyano e Miguel Henriques.

Encontra-se em fase de conclusão do Programa de Doutoramento em Música e Musicologia na Universidade de Évora, variante de Performance (Piano), desenvolvendo investigação sobre o repertório português de música de câmara para violino e piano da primeira década do século XX, sob a orientação de Ana Telles-Béreau.

​Participou em diversas classes de aperfeiçoamento com músicos internacionalmente reconhecidos como Irina Vinogradova, Jörg Demus, Vitaly Margulis, Jura Margulis, Luiz de Moura Castro, Helena Sá e Costa, Manuela Gouveia, Ralf Nattkemper, Avedis Kouyoumdjian, Jiri Tomasek, Walter Moore, Agne Stepina e Jeanette Favaro-Reuter. Entre 2015 e 2017, realizou trabalho de aperfeiçoamento na classe particular do pianista Artur Pizarro.

Desde 2003, colabora com o Coral Infantil de Setúbal, tal como desde 2006 com o Coro Feminino TuttienCantus, ambos sob a orientação do Maestro Nuno Batalha, e com os quais desenvolve intensa atividade artística por todo o país.

Desde 2007, desenvolve atividade pedagógica no Conservatório Regional de Setúbal, onde desempenha as funções de Professor de Piano e Pianista Acompanhador. Exerce ainda o cargo de Professor Assistente, desempenhando funções de Pianista Acompanhador na Escola Superior de Artes Aplicadas, pertencente ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, tendo ainda desempenhado o mesmo cargo na Escola Superior de Música de Lisboa entre 2009 e 2010, bem como no Departamento de Música da Universidade de Évora entre 2017 e 2021.

Apresentou-se como solista no espetáculo “Carnaval” (no qual foram interpretadas obras em estreia mundial de importantes compositores portugueses da atualidade, como Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso, entre outros, e a obra Carnaval des Animaux, de Saint-Säens), com a Orquestra Sinfónica Portuguesa em parceria com a Companhia Nacional de Bailado e sob a direção do Maestro Cesário Costa, tendo realizado espetáculos no Teatro Camões, em Lisboa, e no Teatro Rivoli, no Porto, em 2016 .

Em 2017, apresentou-se como solista com a Orquestra da ESART, interpretando a obra Prelúdio para Piano e Cordas, do compositor setubalense Gonçalo Lourenço (estreia mundial), e o Concerto em Ré menor BWV 1052, de J. S. Bach. Participou como compositor e pianista no FilmFest Setúbal – Festival de Cinema Mudo (edições de 2019 e 2020), interpretando bandas sonoras da sua autoria escritas para os filmes Shoes, de Lois Weber (1916), e Filibus, de Mario Roncoroni (1915).

Apresenta-se regularmente em público com projetos na área de Música de Câmara, nomeadamente com a violinista Josefina Alcaide, com a qual fundou o Duo Concêntrico; paralelamente trabalha também com regularidade com o violoncelista Samuel Santos e com a soprano Ana Catarina Tomás.

Inês Constantino

A mezzo-soprano Inês Constantino começou por estudar guitarra clássica, saxofone e canto no Conservatório Regional de Palmela.

Completou a licenciatura em canto na Universidade de Aveiro sob orientação de Isabel Alcobia em 2016.

Nesse mesmo ano ganhou o 2º prémio no Concurso Internacional de Música “Cidade de Almada”.

No teatro Aveirense sob direção de Vassalo Lourenço e encenação de Claudio Hochman, interpretou as personagens Cherubino em “Le nozze di Figaro”, Zita em “Gianni Schicchi” e Suor Zelatrice em “Suor Angelica”. Também participou em musicais como “O feiticeiro de Oz” e “A pequena Sereia”.

Na Universidade Mozarteum em Salzburg, estudou de 2016 a 2018 na classe de ópera do maestro Gernot Sahler e encenador Alexander von Pfeil e na classe de canto de Michèle Crider. Em 2018 ganhou a bolsa de estudos Gianna Szel-Stipendium em Salzburg.

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Inês Madeira Lopes

Nascida em Setúbal, em 1999, Inês Madeira Lopes iniciou o seu percurso musical no Conservatório Regional de Setúbal. Passou pelas classes de Violino e Viola d’arco, e terminou o ensino secundário em Composição, com António Laertes. Encontra-se neste momento a terminar a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com Carlos Caires, tendo estudado também com outros compositores como João Madureira, António Pinho Vargas e Luís Tinoco.

Participou em classes de aperfeiçoamento e conferências com compositores de renome como Kaija Saariaho, Thomas Adès, Jaime Reis, John Chowning, Mario Mary, entre outros. Com a bailarina Michele Luceac criou “Jano”, uma obra para multipercussão, para o projeto de investigação “Música para espaço específico”, parceria entre a ESML e a Faculdade de Motricidade Humana.

Inês Madeira Lopes

Inês Madeira Lopes, compositora, de Setúbal

Inês Madeira Lopes, compositora, de Setúbal

Compôs “Primeira sensação de um lugar” para guitarra solo, encomenda do Festival de Música de Setúbal para a inauguração da exposição “Lanzarote, a janela de Saramago” de João Francisco Vilhena. Escreveu a peça para fagote solo “Reminiscências”, para a 34a edição do Prémio Jovens Músicos, encomenda da Antena 2 – RTP. Compôs música, em parceria com a compositora Sara Marita, para o projeto “Vozes abafadas e instrumentos distantes”, encomendada para a “Festa dos Anos de Álvaro de Campos”, iniciativa da Câmara Municipal de Tavira. É uma das compositoras que integra a 4ª edição do programa “Jovens compositores”, dos Estúdios Victor Córdon.

João Valinho

João Valinho nasceu em Setúbal em 1997. Iniciou os estudos musicais em Clarinete aos 10 anos com David Pinheiro na Escola de Música da Banda Musical de Monção. Ingressou mais tarde no 1º ano do grau médio do Conservatório Profissional de Música de Vigo. Aí finalizou os primeiros estudos oficiais onde lhe foi atribuído o “Premio fim de grau” na especialidade de Clarinete. Posteriormente expandiu os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo com Astério Leiva entre outros.

Realizou classes de aperfeiçoamento com Phillipe Berrod, Hedwig Swimberghe, Valerii Althukov, Nuno Pinto, Ognjen Popovic, Dominique Vidal, Rimvydas Savickas, Justo Sanz, Carlos Alves, Luís Carvalho, Luís Gomes, Pablo Fernandez e Máximo Mazzone. Fez um curso de Jazz com o professor Philippe Leloup. Foi selecionado para o estágio “Buffet Crampon Wind Orchestra” em 2016 com o maestro António Saiote e realizou um curso de direção musical com o maestro Afonso Alves.

Colabora com a Orquestra Clássica de Vigo e em seus grupos de música de câmara como clarinetista. Tocou na Faculdade de Geografia e História de Santiago de Compostela, no auditório García Barbón, Auditório Mar de Vigo, entre outros. É solista da Banda Musical de Monção e prossegue os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo.

Maria Beatriz de Oliveira

Nascida em Setúbal, Maria Beatriz de Oliveira é licenciada em Música – Guitarra Clássica, pela Universidade de Aveiro (UA) e já marcou presença em eventos como os Dias da Música em Belém e o Festival de Música de Setúbal.

Maria Beatriz Oliveira

Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal

Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal

Em 2005 teve o primeiro contacto com o instrumento e em 2009 ingressou no Conservatório Regional de Setúbal (CRS), na classe de Filipa Pinto Ribeiro. Enquanto aluna do Conservatório foi convidada a participar em projetos como o Grupo de Música Contemporânea e a Orquestra de Guitarras, nos quais desempenhou o papel de solista inúmeras vezes. Nesse âmbito, participou em intercâmbios e colaborações com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, o compositor Jaime Reis e os alunos da Licenciatura em Música da Universidade de Évora.

Na vertente da Música de Câmara iniciou o seu percurso como membro do Quarteto de Guitarras do CRS e, atualmente, pertence ao Duo SulTasto (com o Guitarrista João Pires) e ao Duo Chiaroscuro (com a Violinista Aurora Miranda). Tocou em salas no Centro Cultural de Belém (Lisboa), Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Lisboa), Fórum Luísa Todi (Setúbal), Casa da Cultura (Setúbal), Auditório Municipal António Chainho (Santiago do Cacém), Cineteatro Alba (Albergaria-a-velha) e é frequentemente contactada para protagonizar momentos musicais em eventos culturais.

Estreou obras de compositores como Jorge Peixinho, Clotilde Rosa e António Laertes, de estudantes de composição como Inês Madeira Lopes e Margarida Gonçalves, e frequentou masterclasses com Dejan Ivanovic (Croácia), Zoran Dukic (Macedónia), Daniel Wolff (Brasil), Juan Almada (Argentina), Redmon O’Toole (Irlanda), Paulo Vaz de Carvalho (Portugal), Miguel Carvalhinho (Portugal), Francisco Morais Franco (Portugal). Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na UA, leciona Guitarra Clássica na Academia de Música da Quinta do Picado e Música/Expressão Musical em escolas do Município de Ílhavo.

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Destaca-te na Musorbis

Destaca-te no Musorbis

HISTÓRIA

Celestino Rosado Pinto

Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, violoncelista e regente, nasceu em Setúbal a 17 de dezembro de 1872 e faleceu a 09 de janeiro de 1963. Iniciou os estudos musicais com José Luciano de Carvalho e continuou com o compositor setubalense António do Nascimento.

Foi considerado, no campo das artes, um dos setubalenses mais completos. Pianista, organista, violoncelista, compositor e instrumentista, desde muito cedo se evidenciou na música. Tinha apenas 11 anos de idade quando as suas qualidades artísticas se começaram a revelar, sobretudo na área da composição.

Foi regente do Grupo Strauss e fez parte do Grupo Dramático Rangel de Lima (1894). Pertenceu ao grupo de organizadores da Academia Sinfónica de Setúbal (1914), da qual foi regente musical juntamente com o maestro Lambertini.

O seu espólio está na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, onde se encontra Hymno de Nossa Senhora d’Arrábida (1895) e outras obras.

Celestino Rosado Pinto era pai do Médico Eduardo Rosado Pinto e da musicóloga Maria Adelaide Rosado Pinto.

Fontes: portal da Câmara Municipal de Setúbal; Setubalenses de Mérito (de João Francisco Envia, Edição de Autor, 2003)

Luísa Todi

Luísa Todi, uma das maiores artistas líricas do seu tempo, nasceu em Setúbal a 9 de Janeiro de 1753 e faleceu em Lisboa a 1 de Outubro de 1833. Filha de Ana Joaquina de Almeida e do mestre de música Manuel José de Aguiar, recebeu no batismo o nome de Luísa Rosa de Aguiar.

Ainda na sua terra natal, entre 1758 e 1763, Luísa e três dos seus irmãos familiarizam-se com a arte de representação frequentando a residência de uma dama setubalense que organizava espetáculos teatrais em privado. Com dez anos de idade, ingressou no teatro profissional por mão de seu pai.

Por contrato firmado a 6 de Julho de 1763, Manuel José de Aguiar e quatro dos seus filhos mais velhos (Cecília Rosa, António José, Isabel Ifigénia e Luísa Rosa) passavam a integrar a companhia do Teatro do Bairro Alto.

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Luísa Todi

Luísa Todi, cantora lírica, de Setúbal

Luísa Todi, cantora lírica, por Lobão Tello 2009

Madalena Sá Pessoa

Maria Madalena Nunes Pereira de Sá Pessoa nasceu a 5 de Maio de 1920, na freguesia de São Sebastião, em Setúbal, e faleceu em Cascais a 15 de fevereiro de 2020 em Cascais. Iniciou os estudos de música aos 8 anos. Frequentou o Conservatório de Lisboa, onde terminou o Curso Superior de Piano orientado por Jaime Silva, com a nota final de 19 valores.

Aos 21 anos foi para a Covilhã onde começou a dar aulas de piano a particulares. Aos 23 anos casou com o industrial de Lanifícios António de Sá Pessoa, de quem teve 7 filhos Aos 40 anos ficou viúva, deixou a Covilhã e instalou-se com os seus 7 filhos em Carcavelos.

Frequentou o curso de Iniciação Musical, na Fundação Calouste Gulbenkian, regido pelo Professor Edgar Willems, um curso de aperfeiçoamento no Conservatório de Délémont (Suíça), regido por Jacques Chapuis, o curso de Verão de Jos Wytack.

Lecionou na Escola Preparatória Conde de Oeiras, na Academia de Santa Cecília, no Colégio “O Cavalinho” e na Escola de Dança Ana Mangericão. Durante os anos 60 e 70, foi organista na Igreja Paroquial de Carcavelos, voltou nos finais dos anos 90 até 2008.

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Madalena Sá Pessoa

Madalena Sá Pessoa, pedagoga, de Setúbal

Madalena Sá Pessoa, pedagoga, de Setúbal

Maria Adelaide Rosado Pinto

Maria Adelaide Miguéns Rosado Pinto, professora e musicóloga, nasceu em Setúbal (São Julião), a 30 de junho de 1913 e faleceu a 22 de setembro de 1997. Era filha de Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, e irmão de Eduardo Rosado Pinto.

Iniciou os estudos musicais com Alice Salgado Barreto. Aos 18 anos concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores. Fez o Curso de Especialização de Piano com Campos Coelho, nos ano de 1943 a 1947, tendo, igualmente, recebido lições de Helene Zumstagde, em Basileia (Suíça), nos anos de 1968, 1969 e 1975.

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir de 1958, tendo por isso visitado e estudado em diversas escolas de música, academias, institutos e conservatórios na Suíça, assim como noutros países, onde ganhou imensos conhecimentos, com a intenção de organizar a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi de Setúbal. Desta academia foi co-fundadora (1960), professora e diretora até 1988.

Foi diretora pedagógica da Academia Eborense, de 1982 a 1988.

Foi professora de Educação Musical na Escola Preparatória Luísa Todi.

Fez grande parte da sua vida de concertista no estrangeiro. Em 1961 foi uma das fundadoras do Coral Luísa Todi. Participou em vários congressos e seminários um pouco por todo o Mundo na qualidade de membro da International Society for Music Education.

Maria Adelaide Rosado Pinto pertenceu à comissão fundadora da delegação de Setúbal da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), em 1970, bem como da Associação Portuguesa de Educação Musical e do Conservatório Regional de Setúbal, em 1987, onde lecionou até 1997, data da sua morte. Foi fundadora da Associação de Canto da Cidade de Setúbal, da qual foi presidente desde 1986.

Escreveu várias obras infantis do teatro musicado, entre as quais: Sorrisos da Primavera, Aniversário Real, Mercado de Aldeia, A Gruta Encantada e o Príncipe Enamorado.

Publicou os livros: Natal, Natal; Marés Vivas; Evocando Poetas e compositores Setubalenses; e Toadas e Cantares de Setúbal e sua Região. Gravou para a eternidade as vozes dos homens do mar, suas toadas, danças e cantilenas do seu dia a dia.

Era sócia honorária da Associação do Património Cultural e Natural da Região de Setúbal. Em 1987, a Câmara Municipal de Setúbal condecorou-a com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da Cidade de Setúbal.

Desde 1981, colaborou com o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia. Efetuou visitas de apoio técnico à sua tocata, e prestou os necessários esclarecimentos sobre músicas e danças que o rancho adotou do seu livro Toadas, Cantares e Danças de Setúbal e sua Região, que reúne uma basta obra de recolha em Setúbal e sua região em épocas diferentes do inicio do século XX, por seu pai, Celestino Rosado Pinto.

Participou com regularidade no júri do Festival de Acordeão da Barra Cheia. Foi membro do Conselho Técnico da Estremadura Sul da Federação do Folclore Português desde 1981 até falecer. O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, prestou-lhe homenagem póstuma, em 1999, dedicando-lhe a edição do 11º. Festival de Acordeão da Barra Cheia, onde participaram dezenas de acordeonistas da região, muitos amigos e o Grupo de concertinas de Montargil. O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, participou em 2017 no Fórum Municipal Luísa Todi em Setúbal, nas cerimónias de Homenagem prestadas a Maria Adelaide Rosado Pinto.

Fontes: portal da Câmara Municipal de Setúbal, Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia

TOPONÍMIA MUSICAL

Celestino Rosado Pinto tem em Setúbal um largo com o seu nome (2910-458, São Sebastião, GPS: 38.52650700 -8.87122000)

Luís Petrolino tem rua com o seu nome em Setúbal, na freguesia de São Sebastião (GPS: 38.522882, -8.896155, 2900-721 Setúbal Zona Industrial da Varzinha).

Luísa Todi tem um monumento e uma avenida com o seu nome em Setúbal, e ruas em Matosinhos, Sesimbra, Gondomar, Lisboa e Cascais.

Maria Adelaide Rosado Pinto tem em Setúbal uma rua com o seu nome (2900-693 São Julião, GPS: 38.53281100 -8.89715700)