Tag Archive for: música em Pombal

Igreja Matriz de Redinha
Música à vista

Elementos para um roteiro de Iconografia, pintura e escultura de temática musical no Concelho

Igreja Matriz de Redinha

A Igreja Matriz de Redinha, Pombal, é uma igreja manuelina, repetindo a tipologia da Igreja Paroquial de nave e Capela-mor rectangulares cobertas de madeira. Ostenta portal manuelino de arco policêntrico. Tem Capela lateral renascentista e torre sineira tardia.

Fonte: SIPA

Igreja Matriz da Redinha

Igreja Matriz de Redinha, créditos Rodrigo Teodoro de Paula

Encontro de Bandas do Concelho, Pombal
Festivais de Música em Pombal

Ciclos, encontros, temporadas e festivais de música no Concelho

Encontro de Bandas do Concelho

A 6 de novembro de 2021 acontece em Pombal o XXXIII Encontro de Bandas do Concelho, na Expocentro – Centro Municipal de Exposições, com a participação das filarmónicas do Concelho: Associação Banda Filarmónica Ilhense, Associação Filarmónica Artística Pombalense, Filarmónica da Guia, Filarmónica Vermoilense, Sociedade Filarmónica Louriçalense

Encontro de Bandas do Concelho, Pombal

Encontro de Bandas do Concelho, Pombal

Festival Santos da Casa

O Festival Santos da Casa é um projeto que reúne inúmeros músicos pombalenses e que teve como cabeça de cartaz Carolina Deslandes. Na noite de 15 de Agosto de 2021 subiram ao palco do Teatro-Cine de Pombal Ricardo Silva e João Silva, Daniel Romeiro, Mário Martinho e Tó Zé Aguiar, Fernando Graça, Emídio Gameiro, Tânia Pataco, Carolina Lopes, Clara Soares, Iolanda Costa, Vando Barros e a mítica banda de covers de Rock dos anos 70, 80 e 90 os Hora-H. Os géneros musicais são tão diversos como os músicos que constituem o cartaz.

Sete Sóis Sete Luas

Em 2021, a 29ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas aconteceu em Pombal, promovendo as artes e culturas lusófonas e do Mediterrâneo.

Sete Sóis Sete Luas, Pombal, 2021

Sete Sóis Sete Luas, Pombal, 2021

Associação Filarmónica Artística Pombalense

Filarmónicas de Pombal

Bandas de Música, História e Atividades do Concelho

  • Associação Banda Filarmónica Ilhense
  • Associação Filarmónica Artística Pombalense
  • Filarmónica da Guia
  • Filarmónica Vermoilense
  • Sociedade Filarmónica Louriçalense
Associação Filarmónica Artística Pombalense

Tendo como data da fundação o dia 16 de outubro de 1867, conforme consta da escritura de constituição que veio a ser lavrada no Cartório Notarial de Ansião, em 29 de novembro de 1985, a Associação Filarmónica Artística Pombalense é uma das mais antigas coletividades do Concelho de Pombal. Por falta de registos históricos sobre a vida da Associação não é possível documentar a data da sua fundação, nem a indicação dos seus sócios fundadores, a forma como foi constituída e as motivações que lhe deram origem.

O livro “Pombal Oito Séculos de História” do historiador Dr. Joaquim Vitorino Videira Eusébio, cita que o jornal da época “O Leiriense” no seu número 113 de 1 de agosto de 1855, ao aludir às festas do Bodo diz: “… todos estes divertimentos foram acompanhados pela música de duas filarmónicas a de Maiorca e a de Pombal, distinguindo-se esta pelo a ceio e mesmo podemos dizer, luxo com que está vestida”.

Associação Filarmónica Artística Pombalense

Associação Filarmónica Artística Pombalense

Em 1856, o mesmo jornal no seu número 213, refere: “… a procissão da Nossa Senhora do Cardal era acompanhada pela Câmara Municipal, por algumas pessoas responsáveis pela Vila e pela Filarmónica Pombalense, a qual está dando honra à terra que viu nascer. Tocou primorosamente”. A Filarmónica tem existência anterior a 1867.

Mantêm a sua Escola de Música destinada ao ensino e aperfeiçoamento musical que representa hoje, como antigamente, a fonte municiadora da sua Filarmónica. Tem participado regularmente em festivais, concertos, encontros de bandas, festas populares, contribuindo para que se preservem ancestrais tradições das bandas/filarmónicas junto das massas populares. Atuou no estrangeiro (França).

A Associação Filarmónica Artística Pombalense foi distinguida pela Região de Turismo de Leiria – Rota do Sol, com a Medalha de Prata, atribuída às coletividades com mais de cem anos. Foi igualmente distinguida pela Câmara Municipal de Pombal com a Medalha de Prata da Cidade, pelos relevantes serviços prestados ao ensino, aperfeiçoamento e divulgação da música. Tem, desde 1999, o Estatuto de Utilidade Pública.

Associação Banda Filarmónica Ilhense

A Associação Banda Filarmónica Ilhense foi fundada em 1924. Participou na primeira festividade em junho de 1926, no lugar de Água Formosa em honra de Santo António, e desde então tem participado em serviços de ordem religiosa, cultural e didática. Durante vários anos, a Filarmónica Ilhense viveu momentos muito difíceis, desde a simples falta de energia eléctrica, até à necessidade de comprar instrumentos para os seus executantes e, só em 1930 foi construída a primeira sala de ensaios, pois até então, esta ensaiava em casa dos seus executantes.

Em 1974,a Filarmónica festejou o seu cinquentenário. Nesse ano, começou a construir a nova sede, inaugurada em 1978. Em 2004 foi inaugurada a reconstrução e ampliação. Esta Associação Cultural, desenvolve paralelamente outras atividades culturais como: Escola de Música, Banda Juvenil e Ensembles, grupos estes fundamentais para a formação e continuidade da Banda Filarmónica.

Associação Banda Filarmónica Ilhense

Banda Filarmónica Ilhense

Participou em procissões, arruadas, concertos, cerimónias. Estando associada ao INATEL, à Federação Portuguesa de Bandas Filarmónicas, à Delegação Regional da Cultura do Centro a Banda Filarmónica Ilhense participa em projetos musicais a convite das instituições acima referidas, realiza serviços religiosos, concertos na sua terra mas também por todo o país, no Arquipélago dos Açores e no Luxemburgo no dia de Camões de das Comunidades. Participa em encontros de bandas, dinamiza a Escola de Música e a Banda Juvenil, que tem participado com a Biblioteca Municipal de Pombal em atividades de promoção do livro e da leitura para crianças.

Atualmente com 52 executantes, a banda conheceu na sua história maestros como Manuel Francisco Ascenso (maestro fundador), António Carreira, António Oleiro, Carlos Pinto e Miguel Alves, que contribuiriam com a sua mestria e saber. Esta associação de natureza cultural está inserida numa comunidade rural com muitas tradições onde a Banda Filarmónica Ilhense ocupa um papel importante a todos os níveis, no desenvolvimento cultural da comunidade, no complemento da formação dos jovens que integram a banda e até um pequeno contributo na micro economia que a rodeia. Além disso, contribui também para a divulgação das suas gentes, suas tradições e de todo o concelho com as inúmeras prestações de serviços por todo o país e pelo estrangeiro.

Filarmónica da Guia

A Filarmónica da Guia – Associação Artístico-Cultural foi fundada em 1980. O Comendador José Maria Duarte Júnior suportou a aquisição de todo o instrumental e todo o fardamento iniciais, desenhado pela sua esposa Dª Lucília. Em 2005, durante as celebrações das suas Bodas de Prata, a Associação conseguiu finalmente realizar um sonho antigo, ter sede própria.

Filarmónica da Guia

Filarmónica da Guia

A sede da Filarmónica foi um projecto concebido e concretizado com um grande objectivo, o de ser o principal pólo cultural da região e um dos principais ao nível do Concelho. Além disso, a Associação possui autocarro próprio para todas as suas deslocações pelo país.

A sua atividade tem sido pautada por atuações em diversos eventos religiosos, festas civis e populares nas diversas freguesias do seu concelho (Pombal) e dos concelhos vizinhos (Leiria e Figueira da Foz). Tem participado também em encontros de bandas, festivais e receções a entidades civis, militares e religiosas. Além disso, tem estado regularmente presente nas festas do Bodo, em Pombal e na Fago – Feira de Atividades Económicas da Guia.

Ao longo destes anos foram passando vários maestros, desde o fundador Joaquim da Silva Carreira, seguindo-se o Augusto César Oliveira e Luís Claudino Vieira. Atualmente, conta com um ativo de 40 executantes, sendo a sua maioria alicerçada no trabalho desenvolvido pela sua Escola de Música, impulsionada em 2006, pelo atual maestro da Filarmónica: Gualdino Branco. Em pleno funcionamento, esta Escola de Música tem fomentado o crescimento do jovem músico, fornecendo ensinamentos teóricos e práticos necessários para a saudável prática musical.

A Escola de Música da Filarmónica da Guia organiza anualmente, desde a sua abertura, um Curso Intensivo de Aperfeiçoamento Musical dirigido a alunos e filarmónicos de todos os níveis. O enriquecimento musical e o convívio promovidos têm sido bem sucedidos, ano após ano, como pôde ser comprovado com a grande afluência de músicos de outras filarmónicas, não só do nosso concelho como dos concelhos de Tomar, Leiria e de Viseu.

Sociedade Filarmónica Louriçalense

A Sociedade Filarmónica Louriçalense foi fundada em 1825, na freguesia do Louriçal, concelho de Pombal. Surgiu após as Invasões Francesas ocorridas entre 1807 e 1810 sob os efeitos e consequências características das batalhas napoleónicas. Os registos relatam inúmeros atos de vandalismo e assassinatos provocados pelas tropas invasoras na freguesia do Louriçal, pelo que podemos afirmar que a criação da filarmónica foi um aspeto positivo desse marco histórico. Assim, a sua estreia, segundo dizem as gentes, a tradição e os registos existentes, ocorreu pelas festas religiosas realizadas a 25 de Dezembro de 1825 no lugar de Foitos, Freguesia de Louriçal.

Sociedade Filarmónica Louriçalense

Sociedade Filarmónica Louriçalense

Indissociavelmente ligada à Vila e às gentes da região, por motivos históricos e culturais, e apesar da sua longa existência, só em 1981 se constituiu juridicamente em Sociedade Filarmónica Louriçalense, por escritura pública lavrada no cartório notarial de Pombal, no dia 29 de maio desse ano.

A Sociedade Filarmónica Louriçalense participa em projetos musicais a convite, realiza serviços religiosos, concertos na sua terra mas também por todo o país e no estrangeiro, mantém com grande dinamismo um corpo docente competente e qualificado que lhe permite a manutenção de uma Escola de Música com cerca de 30 alunos onde leciona Teoria Musical, diversos instrumentos de Sopro e Percussão, Classes de Conjunto, Coro Juvenil e Orquestra Juvenil, além de outros instrumentos musicais não tradicionais das bandas Filarmónicas, tais como Teclado (Piano).

A SFL é constituída por 35 músicos no seu efetivo e conta com a direção artística do Maestro Cláudio Leitão com percurso musical nesta casa, bem como entre estudos musicais e experiências em outras instituições reconhecidas.

Sociedade Filarmónica Vermoilense

A Sociedade Filarmónica Vermoilense foi  fundada em 19 de novembro de 1893.

Sociedade Filarmónica Vermoilense

Sociedade Filarmónica Vermoilense

Rancho Típico de Pombal
Folclore em Pombal

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Estremadura – Alta Estremadura
  • Distrito: Leiria

07 grupos

  • Rancho Etno-Popular da Ilha
  • Rancho Folclórico Alegrias do Campo de Carnide
  • Rancho Folclórico As Ligeirinhas de Antões
  • Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Redinha
  • Rancho Folclórico de Vila Cã
  • Rancho Folclórico e Etnográfico do Louriçal
  • Rancho Típico de Pombal
Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Redinha

Vila de Redinha, situa-se na base da Serra de Sicó, num vale fértil, devido principalmente à abundância de água. É atravessada pelo Rio Anços, que tem a sua origem nos Olhos de Água, tendo por isso sido um importante centro de moagem.

É possível que Romaria a Nossa Senhora da Estrela tenha contribuído para as profundas raízes folclóricas na região. Desde sempre, ali aflui bastante povo, pagando promessas, cantando e dançando ao toque de vários harmónios e concertinas que nunca faltam para animar esta tradição.

Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Redinha

Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Redinha

Em 1963, foi fundado o Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Redinha, hoje designado por Rancho Folclórico de Redinha fazendo lembrar os costumes e tradições dos seus antepassados. Tem participado em grandes festivais de Folclore de Norte a Sul do País bem como no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e França. Apresentou-se também em alguns festivais de folclore na Ilha do Pico (Açores). Participou ainda no programa “Os Anos que Contam” gravado na Redinha para a RTP1 e no programa “Praça da Alegria”. É membro efetivo da Federação do Folclore Português e também da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura.

Tendo o seu Folclore características bem definidas, na Vila de Redinha, aparecem os diversos trajos da região (Romeiros, Moleiros, Camponeses, Lavadeira, Noivos, Boieiros, Domingueiros, Fiadeira e Lavradores Ricos). O Rancho Folclórico de Redinha é hoje um digno representante da Arte Popular da Alta Estremadura.

Rancho Etno-Popular da Ilha

No início da década de 70, do século passado, um conjunto de pessoas, do lugar da Ilha, decidiu criar o Rancho Etno-Popular da Ilha. Nessa altura o etno-musicólogo António Oleiro colaborou com a população local na recolha das danças e cantares tradicionais da região, bem como na recuperação dos trajes ancestrais, procurando representar os usos e costumes dos finais do século XIX e início do século XX.

Desde a sua fundação, o Rancho Etno-Popular da Ilha tem participado em festivais de Folclore, a nível nacional, com destaque para a região autónoma da Madeira e internacional tal como a Paris, a Vigo e Itália. Nas representações, podem ser apreciados os trajes de Noivos, Domingueiro Abastado, Domingueiro Pobre e o Traje de Trabalho no campo. Todos estes trajes são cópias, o mais fiel possível, dos que eram usados pelos antepassados desta região.

Rancho Etno-Popular da Ilha

Rancho Etno-Popular da Ilha

Predominam no seu repertório as danças de roda e os rodopios, que eram frequentemente interpretadas no final das “jornas de trabalho” agrícola, tais como: a “sacha” do milho, as vindimas, as colheitas de trigo, milho e outros cereais, bem como, nas desfolhadas e ainda durante as festas e romarias que então se realizavam. O artesanato predominante na Ilha é a “feitura dos capachos”. Esta atividade consiste na utilização do bracejo e do junco secos e entrelaçados com uma técnica apurada que permite realizar diversos objetos de utilização quotidiana, nomeadamente: cestinhas, bases de tachos, esteiras e tapetes, entre outros…

O Grupo pretende contribuir para manter viva a memória coletiva de um património imaterial que constitui um repositório de saberes onde assenta parte do que é hoje a população local. Efetuou dois trabalhos discográficos, um em 1997 e outro em 2006.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português, Membro da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e da Fundação INATEL.

Rancho Folclórico de Vila Cã

O Rancho Folclórico de Vila Cã foi criado no início da década de 80 tendo por base as recolhas feitas pelo seu dinamizador. Do seu reportório constam modas de roda com marcação, “Quatros pares a rodar”, “O Fadinho”, em que os pares dançam alternadamente, alguns viras de quatro, o Enleio, e ainda outras modas em que se nota alguma influência ribatejana, pois a ida para a borda d’água era comum no nosso povo.

Rancho Folclórico de Vila Cã

Rancho Folclórico de Vila Cã

Em termos de trajes, tem os domingueiros e de festa, em que os tecidos são um pouco mais ricos, as saias de armur, nas mulheres os lenços dos “caros” e a chapeleta ou giga, o cordão de oiro e brincos mais compridos; o homem de jaqueta e chapéu de aba larga, acompanhado pelo pau de zambujeiro. Os usados nos trabalhos do campo, saias de lã ou de riscadilha, a mulher que anda na ceifa e por isso usa o alteador para a saia não atrapalhar nos trabalhos; a manteeira que leva o jantar no tabuleiro aos homens da lavoura, os homens de camisa de riscado, calça de lã e barrete e o semeador que espalha a semente pelos campos lavrados.

Sendo a zona rica em pinhal, encontramos também o casal de resineiros, ela que colhe a resina para a lata em resultado dos rasgos já antes feitos pelo homem. Também as crianças estão representadas nas suas brincadeiras/tarefas.

Os instrumentos musicais usados são o acordeão, o banjo, os ferrinhos, o reco-reco e a viola.

O Rancho Folclórico de Vila Cã é membro da Federação do Folclore Português e sócio da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura.

Rancho Folclórico As Ligeirinhas de Antões

A aldeia de Antões está situada na estrema das freguesias de Carriço, Guia e Louriçal do concelho de Pombal a 20 quilómetros do mar e a 30 quilómetros da Serra de Sicó. O Rancho Folclórico As Ligeirinhas de Antões nasceu de uma simples brincadeira que se tornou realidade até aos dias de hoje, dançando pela primeira vez num cortejo religioso em outubro de 1977.

As suas danças, os cantares e os seus trajes são uma cópia mais fiel possível dos nossos antepassados que se usava em fins do século XIX e nos princípios do século XX, sendo de destacar noivos ricos, fato domingueiro, fatos de trabalho, ceifeira, cegador, pisador de uva, negociante de gado bovino, mulher que leva o almoço ao marido ao campo.

Rancho Folclórico As Ligeirinhas de Antões

Rancho Folclórico As Ligeirinhas de Antões

É sócio efetivo da Federação de Folclore Português desde 1995 e sócio da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura. O seu reportório inclui: Que lindas donzelas; bailarico; Fui ao baile aos Antões; Ai Ai Ai; Ceifeirinha e vira de roda.

Rancho Folclórico e Etnográfico do Louriçal

Em 1983 foi fundado o Rancho Folclórico e Etnográfico do Louriçal, tendo feito a sua primeira atuação em 15 de agosto do mesmo ano. Foi fundado com fins culturais, propondo-se fazer recolhas de cantares, danças tradicionais, trajes populares, etnografia da região da Estremadura e divulgação dessa mesma cultura.

Dos trajes que apresenta destacam-se os lavradores, os ceifeiros, os moleiros, a vendedora de tremoços, a vendedora de biscoitos, o resineiro, os trajes de ir à missa, os trajes domingueiros e os trajes dos senhores ricos. Todo o fato um pouco escuro só era vestido no dia do casamento e no dia em que morria servindo-lhe de mortalha. Se o marido morresse primeiro, o lenço era-lhe colocado debaixo da cabeça, no caixão. Destacam-se também os trajes dos ceifeiros do arroz, cultura de grande importância socio-económica para a freguesia.

A tocata é composta por acordeão, ferrinhos, bombo, reco-reco e matracas.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL.

Rancho Típico de Pombal

O Rancho Típico de Pombal nasceu em 1951 e desde então divulga as danças, cantares, usos e costumes de uma região, toda ela enraizada, em termos etnográficos, na velha Alta Estremadura. Pedro Homem de Mello escreveu: “Fronteira folclórica (repetimo-lo de uma vez para sempre), Pombal representa, irrefutavelmente, a chave que nos abre as portas da coreografia do Sul…”. O Rancho percorreu Portugal, do Sul ao Norte, do interior ao litoral, não esquecendo as ilhas e uma parte do continente europeu.

Rancho Típico de Pombal

Rancho Típico de Pombal

É sócio fundador da Federação do Folclore Português e da Associação Folclórica de Leiria Alta Estremadura, tendo feito parte de todos os seus Órgãos Sociais, e também da RFPtv. As danças assentam em três características que são o Rodízio, o Rodopio e o Marcadinho. Os trajes são domingueiros e de trabalho, a tocata é composta por acordeões, violas, ferrinhos e reco-reco. É seu lema honrar o nome de Pombal e corresponder ao que é imposto pelas raízes dos seus usos e costumes, danças e cantares.

André Ramalhais, trombonista jazz, de Pombal
Músicos naturais do Concelho de Pombal

O Musorbis pretende aproximar os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho. Projeto em desenvolvimento, aguarda artigos de músicos do Concelho que estão em falta.

  • André Ramalhais (trombonista)
  • Jacinto Gameiro Lopes Júnior (violinista amador e pedagogo, 1021-2020)
  • Jaime Pascoal (maestro e professor, 1981-2017)
  • Marco Santos (baterista, 1981)
André Ramalhais

André Ramalhais é licenciado em Jazz-Performance pela ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e estudou com Carlos Azevedo, Paulo Perfeito, Abe Rabade, Nuno Ferreira, Michael Lauren, entre outros. Leciona a disciplina de Trombone no Curso de Jazz do Orfeão de Leiria. Compôs e gravou inúmeros discos com formações distintas, como por exemplo: Projeto do Acaso, Big Band da Nazaré, Orquestra de Jazz do Algarve, Farratuga, curtas metragens.

Colabora regularmente com a orquestra de Jazz de Leiria, do Porto, e da Big Band Alão jazz (Big Band de Alenquer) é membro da Orquestra de Jazz do Algarve, da Big Band da Nazaré e dos Farratuga, e toca com várias formações, como por exemplo, o trio de Improvisação Maneta&Bernardino&Ramalhais, Projeto do Acaso já referido, e Sons do Bracejo (um projeto que faz a fusão entre a música tradicional e o Jazz).

Participou em diversos festivais de jazz, destacando-se o Festival de Jazz do São Luiz, ESTARREJAZZ, Festival de Jazz de Valado dos Frades, RAMPAJAZZ (Festival de Jazz da ESMAE), AlãoJazz (Festival de Jazz de Alenquer), OJL Jazz Sessions (Festival de Jazz promovido pela Associação de Jazz de Leiria), Festival PORTA-JAZZ, Foncasjazz (Festival de Jazz em Foncastim-Espanha), Festival de Jazz de Capbreton (França), AMR Jazz Festival (Genève – Suíça) entre outros.

No concelho de Pombal encontrou inspiração para a combinação original. A partir do bracejo, André Ramalhais transformou o cancioneiro tradicional da Ilha em sonoridades jazz. O cancioneiro da Ilha, uma das freguesias do concelho do Pombal, no distrito de Leiria, foi revisto em formato jazz pelo quinteto liderado pelo trombonista André Ramalhais, que estreou no dia 24 de agosto de 2023, o projeto “Sons do bracejo”.

A partir do simbolismo do bracejo, fibra vegetal abundante na localidade da Ilha, usada para o fabrico de cestos pelas chamadas capacheiras, o músico desenvolveu roupagem jazzística para temas tradicionais da freguesia, integrada na União das freguesias de Guia, Ilha e Mata Mourisca.

Um amigo apresentou-lhe o cancioneiro local e André achou “incrível uma terra tão pequena” – menos de dois mil habitantes – “ter música própria, com letras em que se fala do que o povo fazia antigamente”.

Com o também músico Evandro Capitão e o grupo “Os Semibreves”, pesquisou sobre aquelas canções junto das capacheiras, “senhoras que têm 80, 90 anos”. Inspirado pelo projeto “Deixem o pimba em paz”, de Bruno Nogueira, escreveu novos arranjos para aquele cancioneiro.

André Ramalhais procura inovar e, também, promover o trabalho das capacheiras que, durante a pesquisa, lhe revelaram tristeza pelo futuro incerto da arte do bracejo.

“Sons do bracejo” ambiciona, por isso, promover o trabalho de quem está “a tentar não deixar morrer essas tradições incríveis”.

Para o trabalho de rescrita, foi necessário mergulhar às raízes do jazz, os blues, “canções de trabalho, que os escravos cantavam para a apanha do algodão”, na América do Norte. “Ou seja, também eles eram trabalhadores do campo, eram pessoas que não tinham formação em música, nem direito a nada. E se eles conseguiram, porque eu não ia conseguir fazer uma música tradicional da Ilha, aproximando-a ao jazz? E o resultado é que… soa-me a jazz!”.

A partir dos dois ou três acordes destas músicas tradicionais, manteve-se a melodia, mas alterou-se a harmonia. “A vocalista vai cantar as melodias e as letras na sua integralidade. Basicamente, só ela é que vai cantar a parte que toda a gente conhece. Nós vamos mudar tudo por baixo”.

O quinteto de André Ramalhais integra Cristiana Costa (voz), Adelino Oliveira (baixo), Tiago Ferreira (piano) e João Maneta (bateria).

Fonte: Região de Leiria

André Ramalhais, trombonista jazz, de Pombal

André Ramalhais, trombonista jazz, de Pombal

Jacinto Gameiro Lopes Júnior

Jacinto Gameiro Lopes Júnior (n. 13 de abril de 1921 – m. 02 de julho de 2020) foi alfaiate de profissão, músico por vocação e amante da sua terra por devoção. Era senhor de um inconfundível assobio, que cultivava e executava durante as suas caminhadas através de Albergaria dos Doze. A sua vocação pela música levou-o, desde muito novo, a integrar vários grupos musicais tendo sido, no final do século XX, um dos fundadores da Orquestra Ligeira “Os Rouxinóis do Arunca, onde tocava violino e da qual foi maestro. Na sua alfaiataria, para além de ensinar a arte de alfaiate, ensinou música e solfejo a dezenas e dezenas de adolescentes. Foi um opositor ao regime do Estado Novo. Foi por três vezes presidente da Junta de Freguesia de Albergaria dos Doze e Presidente da Assembleia de Freguesia. A 25 de agosto foi inaugurada, após requalificação, uma praceta com o seu nome em Albergaria dos Doze.

Praceta Jacinto Gameiro Lopes Júnior

Praceta Jacinto Gameiro Lopes Júnior, inauguração com familiares

Fonte: Pombal Jornal (no Facebook)

Jaime Pascoal

Natural de Pombal, Jaime Pascoal (n. 1981-m. 2017) foi maestro da banda Vermoilense, onde acumulava a direcção pedagógica da sua escola de música, entre 2015 e 2017. Elemento da Orquestra de Jazz de Leiria e dos Farratuga, foi também professor na Ourearte, em Ourém, na escola Canto Firme, de Tomar, e no polo da Sertã, Conservatório Nacional de Coimbra. Faleceu a 21 de Junho de 2017 na sequência de um acidente de viação. A associação Ideias Ousadas, em conjunto com a Sociedade Filarmónica Vermoilense e a Filarmónica da Guia, organizaram um concerto de homenagem ao músico. A iniciativa teve lugar no Castelo de Pombal, e contou com a participação de vários grupos musicais, nomeadamente, os Latem Quintet, a Sociedade Filarmónica Vermoilense, a Filarmónica da Guia, a Orquestra Marquês de Pombal e a fanfarra Farratuga.

Marco Santos

Marco Santos é percussionista, baterista e compositor. Nascido em 1981, trabalha na Holanda. Viajando por todo o mundo em concertos e dando workshops, ele apresenta-se como freelancer, músico/compositor trabalhando com vários projectos em vários estilos, partilhando a sua profunda devoção e paixão pela música.

Fez a sua primeira Licenciatura em percussão clássica na Escola Superior de Música de Lisboa (2006). Depois de alguns anos a trabalhar em Portugal com vários projectos musicais, encenadores (Rui Horta, Fernanda Lapa) e cantautores (João Afonso, Ana Firmino, Sara Tavares, Carlos Barreto), e também como professor, foi para a Holanda, onde fez a sua segunda licenciatura em bateria de jazz no Conservatório Real de Haia (2011), e mestrado na Escola de renome internacional de Roterdão (CodArts) na área de composição, percussão e bateria (2012).
Desde que vive na Holanda, tem tocado e viajado com vários músicos e projectos dentro de vários estilos musicais, onde ganhou algumas competições de Jazz e várias nomeações. Nos últimos anos, o seu foco tem sido desenvolver a sua “voz” como músico e compositor, tendo gravado o seu primeiro disco de originais, “Ode Portrait”, que editou e apresentou ao vivo em Portugal.

Marco Santos, baterista, de Pombal

Marco Santos, baterista, de Pombal