Igreja Matriz de Alvito

Órgãos de tubos do concelho de Alvito

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

A Igreja Matriz do Alvito, que viria a ser dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi edificada de raiz em finais do séc. XIII. Em 1279, o padroado da igreja foi doado ao Convento da Santíssima Trindade de Santarém, ficando na posse dos mesmos durante os séculos seguintes.

A feição atual do templo resulta principalmente das ampliação que aí decorreram entre 1480 e 1554, sendo a mais importante alteração, em termos estruturais, aquela que implicou a justaposição de uma nova nave perpendicular ao corpo da igreja duocentista, de tal forma que esta passa a funcionar como transepto. Desta forma, será sempre necessário tomar em conta esta obra para contextualizar os elementos arquitetónicos e decorativos mais antigos, nesta zona do monumento. Das campanhas de finais do século XV e inícios do XVI, provavelmente decorrendo a par das obras de construção do castelo da vila, sob a égide dos Barões do Alvito, resultaram elementos arquitetónicos como o sistema de contrafortagem e o coroamento das fachadas. Destacam-se assim os grossos contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos, e as fileiras de merlões chanfrados no coroamento do edifício, típicos do tardo-gótico alentejano na sua declinação manuelino-mudéjar. Tal como o grande modelo destas igrejinhas, a ermida de São Brás de Évora, também aqui se assume a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, que está presente no Alvito de forma particularmente inspirada na Ermida de São Sebastião, mas igualmente em pequenas capelas espalhadas pelo conselho (como é o caso da ermida de São Bartolomeu, entre outras). O cotejo deste edifício com a matriz de Viana do Alentejo é também muito interessante. A finais de Quatrocentos pertencem por fim as capelas tumulares do transepto, e a instituição da capela tumulária de Maria de Sousa Lobo e seu marido, João Fernandes da Silveira, 1º Barão do Alvito, esta no ano de 1481. De finais da centúria e inícios da seguinte datarão as pinturas murais do interior, das quais restam vestígios (transepto), apesar de uma parte destas ter sido picada já em finais do século XX. O portal renascentista datará de uma intervenção mais tardia, dentre as várias que aqui se podem identificar. Entre 1534 e 1547 foi demolida e reconstruída uma parte do edifício, possivelmente com a participação do mestre pedreiro João Mateus, e entre 1553 e 1559, por ordem do cardeal D. Henrique, surge uma nova capela-mor e sacristia. A torre sineira é seiscentista. No interior, com as três naves resultantes da ampliação, são ainda dignos de realce os silhares de azulejos do séc. XVII, bem como algumas pinturas retabulares, e os altares barrocos de talha dourada.

Fonte: SML, DGPC

A Igreja Matriz do Alvito, de Nossa Senhora da Assunção, possui órgão positivo histórico de um teclado manual construído por Pascoal Caetano Oldovino, em 1772, restaurado por António Simões em 1994.

Montra

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manual

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrio do lado esquerdo

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito