Inês Margaça, cantora lírica, de Aveiro
Músicos naturais do Concelho de Aveiro

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • António Andias (guitarrista, n. 1946)
  • Carla Moreira (trompete, n. 1998)
  • Diana Ferreira (compositora, n. 1976)
  • Fernando Correia Martins (violinista, maestro)
  • Francisca Martins (composição, n. 1988)
  • Inês Margaça (cantora lírica, n. 2000)
  • José Afonso (cantautor, n. 1929 – m. 1987)
  • Nóbrega e Sousa (compositor, n. 1913 – m. 2001)
  • Óscar Marcelino da Graça (composição, n. 1980)
  • Ricardo Ribeiro (composição, n. 1971)
  • Tiago Cassola (guitarra, n. 1978)

Carla Moreira

Carla Moreira, trompetista, de Aveiro

Carla Moreira, trompetista, de Aveiro

Inês Margaça

Inês Margaça, cantora lírica, de Aveiro

Inês Margaça, cantora lírica, de Aveiro

José Afonso

José Afonso, cantautor, de Aveiro

José Afonso, cantautor, de Aveiro

Fernando Correia Martins

Fernando Correia Martins, maestro e arranjador, de Aveiro

Fernando Correia Martins, maestro e arranjador, de Aveiro

Carla Moreira

Carla Moreira nasceu em Aveiro a 20 de janeiro de 1998. Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Aveiro. Licenciada em Música pela Universidade de Aveiro, na classe de Trompete de Luís Granjo, fez programas na Orquestra de Sopros do DeCA, na BigBand e colaborou em estágios sinfónicos.

Ao longo dos anos investiu na participação em classes de aperfeiçoamento com trompetistas de renome internacional. Iniciou os estudos na Associação Escola de Música da Quinta do Picado (Aveiro), onde atualmente leciona as aulas de Trompete e Formação Musical. No ano 2013 ingressou no Conservatório de Música de Águeda, na classe de Nuno Silva, e no ano seguinte ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho, tendo tido aqui como professores Ivan Crespo e Luís Granjo.

A par da sua paixão pela música, está o seu interesse por adquirir e partilhar ferramentas que possibilitem o suporte emocional dos seus alunos, acreditando que o mesmo pode ser explorado através da arte. Foi nesta perspetiva que frequentou uma formação de meditação e suporte emocional para crianças e, ainda uma formação de instrutora de Yoga para idades compreendidas entre os 2 e os 16 anos.

É professora na Academia de Música da Quinta do Picado, desde o ano de 2014, onde leciona aulas de Trompete e de Iniciação e Formação Musical. É coordenadora do projeto MEU, dedicado a ensinar a música desde tenra idade. É vice coordenadora do projeto AMA, vencedor do concurso da Fundação Auchan, sendo pensado para crianças e jovens dos 5 aos 25 anos. Criou um projeto a solo que pretende criar uma aliança entre a Música, Yoga, Mindfulness e Meditação, promovendo uma visão do aluno como um todo, onde ferramentas, para além das musicais, possibilitam maior eficácia na aprendizagem e desenvolvimento através da Música. Leciona aulas de Música e Expressão Musical no Município de Ílhavo desde o ano letivo 2019/2020.

Fernando Correia Martins

Fernando Domingos Marques Correia Martins nasceu a 23 de novembro de 1936 em Aveiro e foi um dos maiores nomes da música portuguesa, sendo violinista, guitarrista, letrista, compositor, orquestrador e maestro. Esteve inserido em inúmeras orquestras ligeiras e conjuntos aos quais deu o seu cunho tão pessoal. Começou por estudar violino mas o gosto pela música levou-o a conhecer outras facetas musicais. Criou inúmeros temas para nomes destaque da música portuguesa e foi orquestrador de mais de 500 discos de nomes tão díspares como Simone de Oliveira, Deolinda Rodrigues, Marco Paulo, Clemente, Marina Mota, Carlos do Carmo, Dulce Pontes, Manuela Bravo, Dora, Alexandra, Paulo Alexandre ou Olívia.

Outra das suas notáveis características foi como compositor de temas para peças de teatro, tendo começado pelo teatro infantil no início da década de 70 e em 1975 fundou com várias pessoas o Teatro Adóque. Outras peças em que esteve envolvido e que foram enormes sucesso foram a opereta Invasão, nos anos 80 e A Severa, no início da década de 90. Depois disso já nos anos 2000 foi autor e maestro em várias revistas no Teatro Maria Vitória, onde em 2009 recebeu o Prémio Máscaras do Teatro, durante uma das exibições de Piratada À Portuguesa.

Fernando Correia Martins foi diretor e regente da Orquestra da Emissora Nacional a partir de 1990 e até à sua extinção em 1994. Foi também ele um notável compositor de marchas. Venceu a Grande Marcha de Lisboa em 1989, como compositor, num tema com letra de Rosa Lobato Faria, com quem fez várias parcerias depois disso. Ganhou o Prémio Musicalidade das Marchas Populares de Lisboa de 2003 a 2007, um feito nunca conseguido por nenhum compositor. Compõe em 2005 e 2006 a Grande Marcha de Almada e em 2009 foi compositor das Marchas dos Mercados e do Bairro Alto.

Na década de 90, o maestro Fernando Correia Martins foi convidado para dirigir o Festival de Israel, numa altura em que era autor e orquestrador da canção portuguesa, dado que os chefes de orquestra e maestros israelitas fizeram greve e entre os 40 chefes de orquestra foi ele o convidado pelo governo israelita. Esse feito valeu-lhe posteriormente uma condecoração estatal. Foi também ele o maestro do espetáculo dos 50 anos de carreira de Anita Guerreiro e de Maria José Valério, bem como do concerto dos 60 anos de carreira de Deolinda Rodrigues.

Fernando Correia Martins foi um dos grandes nomes dos Festivais da Canção. A sua primeira participação foi no Festival da Canção 1975, como orquestrador e maestro do tema Canção Acesa (9º lugar), interpretado por Vítor Leitão. Voltou ao certame em 1979 como orquestrador de três dos temas desse Festival: Zé Brasileiro Português de Braga (4º lugar na 2ª semifinal), interpretado por Alexandra; Canção do Realejo (5º lugar na 2ª semifinal), defendido por Valério Silva e do tema vencedor Sobe, Sobe, Balão Sobe, que Manuela Bravo cantou e representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção desse ano. No Festival da Canção 1980 foi orquestrador dos temas Concerto Maior (7º lugar), interpretado por Manuel José Soares, Uma Razão de Ser (4º lugar na 3ª semifinal), que Alexandra e António Sala cantaram e Agosto Em Lisboa (9º lugar), defendida por Zélia Rodrigues. No certame do ano seguinte voltou a ser orquestrador e maestro desta vez de Daqui Deste País (5º lugar) interpretado pelos Bric-À-Brac e de Um Adeus, Um Recomeço (3º lugar), que Maria Guinot cantou.

Correia Martins participou no Festival da Canção 1982 como orquestrador e maestro do tema Até Amanhecer (3º lugar), interpretado por Alexandra e de É O Fim do Mundo (11º lugar), cantado por Marco Paulo. No ano seguinte concorreu pela primeira vez como autor e compositor, para além de assumir as funções de orquestrador e maestro dos temas Mal d’ Amores (11º lugar), interpretado por Xico Jorge e Rosa, Flor Mulher (5º lugar), defendido por Alexandra. Na seleção interna levada a cabo pela RTP em 1988 para escolher o nosso representante para a Eurovisão, Correia Martins foi orquestrador do tema Quando A Noite Se Faz Certa, que Luís Duarte cantou. Em 1989 a RTP convidou-o para ser o diretor musical de todo o Festival da Canção, assumindo toda a parte musical do mesmo que teve lugar no Teatro Garcia de Resende em Évora e a mesma função teve no Festival da Canção 1991, na antiga FIL em Lisboa. Em 1989 foi ainda maestro do tema Canção de Roda e Fantasia (5º lugar) interpretado por Lenita Gentil.

No Festival da Canção 1990 dirigiu a orquestra nos temas Uma Rainha (6º lugar), interpretado pelos Onda Média, Na Ilha do Tesouro (8º lugar), que João Paulo cantou, Via Aérea (7º lugar), defendida por Jorge Fernando, Jujú e a sua Banda (9º lugar) cantado pelos Afonsinhos do Condado e Terceiro Milénio (10º lugar), que Kika interpretou. No ano seguinte foi orquestrador do tema Fazer Uma Canção (2º lugar), com interpretação dos Blocco e posteriormente foi convidado para ser o maestro do tema vencedor, Lusitana Paixão, interpretado por Dulce Pontes, no Festival Eurovisão da Canção desse ano em Roma. No Festival da Canção 1992 foi compositor, orquestrador e elemento do coro do tema Chão de Dança (10º lugar nas semifinais), que a sua esposa Olívia interpretou e também na grande final foi maestro dos temas Amo O Sol (5º lugar), defendido pelo grupo Safari, e A Tua Cor Café (6º lugar), cantado por Cristina Roque. A sua última participação foi em 1993 como orquestrador do tema Lembrar os Anos Sessenta (12º lugar nas semifinais), que Olívia interpretou.

Fernando Correia Martins foi um dos grandes nomes da música portuguesa que merece ser sempre recordado e homenageado por todos nós. Faleceu de forma inesperada aos 72 anos, a 28 de março de 2009 em Lisboa, depois de se sentir mal em casa após uma sessão da revista que estava a dirigir e de não ter sido socorrido de imediato conforme foi divulgado na altura, tendo a médica sido acusada de negligência no decorrer do processo.

A 13 de junho de 2019, no sítio Festivais da Canção, foi anunciado que o maestro Fernando Correia Martins seria alvo de uma grande homenagem no Jardim António Sardinha, um evento promovido pela Junta de Freguesia de Penha de França, onde morou durante muitos anos. Seria promovido no dia seguinte um encontro, apresentado por Carlos Jorge Español, que relembraria a obra do maestro em que estaria presente Olívia Correia Martins, mulher do maestro e companheira de toda uma vida, também Manuela Bravo, que iria interpretar o tema Sobe, Sobe, Balão Sobe, com que representou o nosso país em Israel no Festival Eurovisão da Canção 1979, com orquestração de Correia Martins. Serão também relembradas algumas das inúmeras Marchas Populares feitas pelo homenageado ao longo dos anos pela fadista Ana Margarida e também Clemente interpretaria o seu tema mais icónico, Vais Partir, que teve orquestração do maestro. No referido Jardim António Sardinha seria colocado um busto do maestro em sua homenagem, onde ele tantas vezes passeava com o seu cão.

Francisca Martins

Francisca Martins conclui o 8º grau de violino no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, em 2016. No mesmo ano, ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no curso de composição. Participou em workshops com Michael Edwards, Pierce Warnecke e Harrison Birtwistle, estudando atualmente com José Alberto Gomes, Carlos Azevedo, Eugénio Amorim e Ângela da Ponte. Trabalha regularmente com eletrónica e artes visuais.

Em junho de 2016, a sua obra Twisted Mind, para percussão, eletrónica e vídeo, foi estreada no festival Australian Percussion Gathering, pelo percussionista Brent Miller. No mês seguinte, a sua A Distorted Past, para violoncelo e eletrónica, recebe uma menção honrosa no concurso Prémio de Composição Século XXI. Twisted Mind foi novamente tocada em dezembro de 2016, no Queensland Conservatorium Griffith University, pelo músico que a estreou.

Inês Margaça

Inês Margarida Pereira Margaça nasceu em Aveiro, em 2000. Em 2018, concluiu o Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian em canto, na classe de Ana Fleming, com 19 valores. Nesse mesmo ano, entrou em Canto, com 19 valores, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Participou em várias classes de aperfeiçoamento de canto orientadas por Filipa Lã, Cristina Gonçalves, Ricardo Panela, Kelvin Grout, Connie De Jongh, Brigitte Stradiot, Lisa Herger, Bárbara Barradas, Cátia Moreso, Vasco Dantas e Sónia Aragão.

Inês Margaça

Inês Margaça, cantora lírica, de Aveiro

Inês Margaça, cantora lírica, de Aveiro

Em abril de 2017, ganhou o London Grand Prize Virtuoso International Music Competition, na categoria Advanced. E foi convidada para cantar no Concerto de Laureados, Award Ceremony’s Concert, na sala Elgar do Royal Albert Hall, em Londres. E obteve o 3º prémio na Categoria B, no X Concurso Nacional de Canto de Conservatórios Oficiais.

Em dezembro de 2017 e em janeiro de 2018 foi convidada para cantar a solo com a Orquestra do Conservatório de Música de Aveiro, o “Magnificat” de Antonio Vivaldi. E em março de 2018 cantou a “Fantasie” de Ludwig van Beethoven com a Orquestra e com o coro do Conservatório de Aveiro.

Também nesse mesmo mês, ganhou o 2º prémio na Categoria A e o prémio de melhor música portuguesa, no XI Concurso Nacional de Canto de Conservatórios Oficiais de Música.

Em maio de 2019, realizou três récitas da Ópera Real: “1755 seguido de O Tio Mário vai ao Cinema”, reencarnando a personagem Zézinha Paupério, no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto.

Desde 2014 faz atuações a solo, dentro e fora do país, com a Orquestra da Sociedade Musical de Santa Cecília, de São Bernardo.

Frequenta a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no 3º ano de licenciatura, na classe do Professor Rui Taveira.

Óscar Marcelino da Graça

Óscar Marcelino da Graça nasceu em Aveiro a 26 de janeiro de 1980. Incitado pelo avô materno, começou por estudar solfejo e piano com uma professora particular aos seis anos. Concluiu o curso complementar de Piano do Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian em 1998, aluno de Emília Gonçalves.

No mesmo ano ingressou na Licenciatura em Composição da Escola Superior de Música de Lisboa. Estudou com António Pinho Vargas, Carlos Caires, Luís Tinoco, Roberto Perez, António Sousa Dias, Sérgio Azevedo, entre outros.

Participou em diversos workshops e seminários com Emmanuel Nunes, Salvatore Sciarrino, Edwin Roxburgh, Wolfgang Niessner, Zsolt Gardonyi, Godfried William-Raes, Leo Verheyen, Ivan Fedele, Jorge Moyano, Álvaro Teixeira Lopes e Henk van Twillert. Foi pianista do Estágio de Interpretação nas 1ª e 3ª edições das Jornadas Nova Música. Desde 1997 estuda também jazz. Frequentou aulas na Escola de Jazz do Porto e no Hot Clube de Lisboa. Trabalhou com Zé Eduardo, Paulo Gomes, Bernardo Moreira, Greg Osby, Dieter von Glawischnig e Henry Martin.

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro nasceu em Calvão (Aveiro), em 1971. Depois de ter concluído o curso superior de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação de Christopher Bochmann e António Pinho Vargas, Ricardo Ribeiro realizou, nos dois anos seguintes, o curso de Alto Perfezionamento Musicale (Mestrado em composição) em Itália, com o compositor Franco Donatoni.

Entre 1998 e 2002, o compositor viveu em Paris, onde prosseguiu, sob a orientação de Emmanuel Nunes, o seu trabalho de composição e de investigação. Emmanuel Nunes surge, desde então– depois dos ensinamentos de Franco Donatoni e de Tristan Murail– como influência determinante no percurso criativo do compositor. Paralelamente às formações já referidas, frequentou ainda diferentes cursos e seminários de composição, dirigidos por compositores como Magnus Lindberg, Philippe Manoury, Salvatore Sciarrino e Brian Ferneyhough, entre outros.

Em 2003, na Universidade de Nice-Sophia Antipolis, obteve o grau de Mestre em Esthétique et Pratique des Arts, sob a orientação de Antoine Bonnet, com a tese Invention et développement mélodique dans l’oeuvre Einspielung I (1979) d’Emmanuel Nunes. Prepara, na Universidade de Rennes 2, com o mesmo orientador, a Tese de Doutoramento intitulada Dimensions complémentaires constitutives du temps. Prepara ainda outra tese de doutoramento na Universidade Católica do Porto, intitulada Da Linha à Mancha – Timbre e Técnicas Estendidas na Música de Câmara Ocidental – Evolução e Situação Actual.

Para a realização dos seus estudos, têm sido atribuídas ao compositor diferentes bolsas, das quais se destacam a Bolsa de Aperfeiçoamento Artístico da Fundação Calouste Gulbenkian (1997 a 2001) e a Bolsa de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2002 a 2006).

As obras de Ricardo Ribeiro têm sido apresentadas e encomendadas por diferentes agrupamentos e instituições europeias nomeadamente em França, Itália, Dinamarca e Portugal, dirigidas pelos maestros Cesário Costa, Pedro Neves, Guillaume Bourgogne, Jean-Sébastien Béreau, Franck Ollu e Peter Sundkvist. De 2011 ao presente, as técnicas estendidas passaram a ocupar um lugar de destaque como meio de construção do discurso musical do compositor, direcionando deste modo a sua criação para a exploração de sons complexos nas suas características fisico-acústicas. Foi Prémio Nova Música de Composição em 2001, com a obra Sem título.

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