Banda Musical de Cabreiros
Filarmónicas de Braga

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Musical de Cabreiros

Extintas:

  • Banda Militar do Regimento de Infantaria 8
  • Banda da Oficina de S. José
  • Banda do Colégio dos Órfãos de S. Caetano
  • Banda dos Bombeiros Voluntários
  • Philarmonica Bracarense (Banda dos Paivas)
Banda Musical de Cabreiros

A Banda Musical de Cabreiros, Associação Cultural, Musical, Artística e Recreativa, foi fundada em 1843, por João Martins Oliveira, com o nome de Banda Musical de S. Miguel de Cabreiros. Além de fundador, João Martins Oliveira foi também regente durante vários anos. Não existe qualquer documento ou testemunho sobre a sua fundação.

A única informação chega-nos através do livro de poemas históricos literários “A minha Aldeia”, do Monsenhor Alves da Rocha, neto do fundador, editado em 1949, no Rio de Janeiro. Não existem registos sobre os primeiros cem anos da banda, a não ser algumas notícias de jornal sobre a sua participação em algumas festividades. A Banda de Cabreiros viveu o seu apogeu nas décadas de 40 e 50, sendo, então dirigida pelo maestro Manuel Gonçalves e batia-se de igual para igual com muitas bandas militares da época. Nessa época demonstrava, uma especial apetência pelas interpretações de obras clássicas.

Banda Musical de Cabreiros

Banda Musical de Cabreiros

Atualmente a Banda Musical de Cabreiros é composta por mais de 50 elementos, estando a sua direção artística ao cargo do Maestro Bruno Pinto. Conta com cerca de 30 atuações anuais (festas, romarias, procissões e concertos). A Escola de Música tem mais de 30 alunos de várias idades e origens. A Banda Musical de Cabreiros é associada da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho desde 1999, ano da fundação da Federação.

Bandas de Música de Braga

A 14 de Julho de 2019, a Antena Minho noticiou que a Feira do Livro serviu de palco para o lançamento da obra De créditos firmados: As bandas de música em Braga nos séc. XIX e XX, da autoria da investigadora e professora associada da Universidade do Minho, Elisa Lessa. A obra evidencia o importante papel cultural desempenhado pelas várias filarmónicas que animavam a sociedade bracarense. Das várias bandas de música que existiam em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, hoje, resta a Banda Musical de Cabreiros, que celebrou já os 175 anos de existência.

A vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Brás Dias, acompanhou Elisa Lessa no lançamento desta obra cheia de curiosidades para os que se interessam pelo património imaterial da cidade, enaltecendo-o pela recuperação e valorização que faz não só histórica e documental, mas também com recurso ao acervo fotográfico do Arquivo Aliança e da ASPA.

“Braga contava com várias bandas de música, desde a Banda Militar do Regimento de Infantaria 8, a Banda da Oficina de S. José, a Banda do Colégio dos Órfãos de S. Caetano, a Banda dos Bombeiros Voluntários ou a Philarmonica Bracarense, conhecida como a Banda dos Paivas – que era uma família de artistas da família dos Paivas que viveu e trabalhou em Braga – e elas desempenhavam um importante papel na animação da cidade”, sublinhou Elisa Lessa.

A autora e investigadora explicou que esta obra acabou por surgir “de forma natural” e na sequência do trabalho de investigação que lidera no âmbito do projecto ‘À Descoberta de Braga’, promovido pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, sob a alçada do qual tem levado a cabo a recolha do património musical em cada uma das freguesias do concelho bracarense. “Este trabalho de investigação tem sido muito frutífero e temos conseguido recuperar e inventariar uma parte importante do espólio musical das freguesias”, assinalou Elisa Lessa, que é também professora associada da Universidade do Minho, que agradeceu também ao Município de Braga a oportunidade dada de poder publicar este livro, que considera de grande interesse público para a comunidade bracarense.

“Foi precisamente este trabalho de investigação sobre o património musical das freguesias do concelho que permitiu chegar a dados sobre a história das bandas de música de Braga, sendo um livro baseado em fontes documentais e também com recurso à imprensa bracarense, nomeadamente o ‘Correio do Minho’, sobre um património riquíssimo como é o património musical”, referiu.

Elisa Lessa diz, no entanto, que “este é um livro aberto para futuros investigadores”, até porque também ela foi ‘beber’ a alguns estudos já realizados, designadamente ao estudo de José Carlos Peixoto sobre o Colégio de São Caetano e a uma obra de Ivone Pais Soares sobre a Oficina de São José – os quais abordam no seu conteúdo detalhes sobre as bandas de música que tiveram também sob a sua alçada.

A autora recorda nesta obra, por exemplo, o “papel extraordinário” da Banda de Música do Regimento de Infantaria 8, recuperando as memórias de um tempo de convívio todas as quintas-feiras e sábados, em que a banda dava show no coreto instalado na Avenida Central.

A obra ‘De créditos firmados: As bandas de música em Braga nos séc. XIX e XX’ de Elisa Lessa tem ainda um capítulo especialmente dedicado ao repertório que estas bandas de música de Braga tocavam, aludindo também aos seus compositores, entre os quais figura o valenciano João Carlos Sousa Morais (cujo centenário da sua morte se celebra em 2019) e que foi precisamente o autor da composição ‘Homenagem a Braga’ e que fio um dos vários temas reproduzidos no concerto que teve lugar a 22 de Junho no Theatro Circo.

Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga

A 9 de junho de 2019 foi noticiado: “Dinamizar a actividade das bandas filarmónicas, projectar o trabalho realizado enquanto instituições de formação musical e dar-lhes visibilidade junto das comissões de festas de todo o país são os objectivos do Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga que, nos dias 23 e 24 de Novembro, volta ao Altice Forum Braga.

O Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga é um evento já consolidado no panorama cultural da Cidade que teve em 2019 a sexta edição, assumindo-se como “imagem de marca do Concelho de Braga”. Na apresentação do concurso, a 19 de Junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, salientou que o evento “tem vindo a registar um crescimento sustentado, constituindo-se já como uma marca distintiva da dinâmica cultural de Braga”.

Segundo a vereadora, esta iniciativa, além de dar visibilidade à música filarmónica, “visa divulgar o trabalho que as bandas realizam nas comunidades enquanto centros de ensino da música e contribui para o reforço da visibilidade e da importância destas instituições”.

Organizado pelo Município de Braga, com a colaboração da Associação de Festas de São João e do Conservatório Calouste Gulbenkian, e apoio da ‘Afinaudio’ e ‘Sons do Clássico’, o concurso terá a participação de 15 bandas filarmónicas nacionais e internacionais, que trazem a Braga cerca de mil músicos durante os dois dias do evento.

Em 2019 os prémios foram melhorados, aumentando o valor dos três primeiros classificados e os valores para as seis bandas vencedoras do Prémio de São João passarão a ser todos iguais, confirmando-se assim a aposta da Associação de Festas de São João de Braga em escolher as melhores bandas para abrilhantar as festividades sanjoaninas.

Na VI edição manteve-se a atribuição de quatro instrumentos musicais e a banda do distrito de Braga melhor classificada garantirá o direito de gravar um CD. Seria ainda premiado com a “Batuta de Prata” o maestro melhor classificado.

A pandemia levou ao adiamento da VII edição para 27 e 28 de novembro de 2021.