Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha
Órgãos de tubos das Caldas da Rainha [1]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo

Classificada como Monumento Nacional desde 1911, a Igreja Nossa Senhora do Pópulo é uma das mais emblemáticas atrações de Caldas da Rainha. Construída inicialmente como capela privada do Hospital Termal, foi elevada a Igreja Matriz devido ao rápido crescimento da localidade. Da autoria do Mestre Mateus Fernandes, um dos responsáveis pelas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a igreja data do inicio do século XVI e tem a particularidade da capela-mor ter sido erguida sobre uma das nascentes termais. De pequenas dimensões, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo revela-se enorme pela conjugação de estilos que abarca, sendo referenciada como um dos primeiros edifícios onde se pode encontrar indícios do estilo manuelino. Para melhor se perceber o legado da cidade das artes e da cultura, em 1504 a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo foi palco de uma das mais emblemáticas obras de um dos grandes nomes da literatura portuguesa, o Auto de São Martinho de Gil Vicente, de quem a Rainha Dona Leonor, grande impulsionadora das artes e da cultura, era mecenas.

Órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora do Pópulo

Em 2020, Dinarte Machado publicava no Facebook:

“Este é o estudo prévio, de um órgão histórico, em estado de degradação acentuado, cujo estudo é o que vem publicado num caderno para concurso público.

Os dois foles deste instrumento, estariam num quarto atrás do órgão. Os foles foram retirados e o espaço utilizado para outros fins. Alguma indicação de onde irão ser colocados os foles? Refazer a casa dos foles? Instalar os foles no coro-alto? ao lado do órgão? Este é apenas um exemplo. E que tal este estudo prévio?

Órgão

No coro-alto encontra-se o órgão com caixa em madeira de estrutura simples e sem grandes ornamentos. Este não é o órgão original da igreja. O órgão inicial deveria ser um órgão “realejo”, ou seja, um órgão mecânico com um ou mais foles e teclado, o qual terá sofrido vários consertos no final do séc. XVI, inícios do séc. XVII. Em 1825 sabe-se da doação de um novo órgão pelo Rei D. João VI e em 1880 do restauro e afinação do órgão por Paul Lê Gros. Este será o órgão atual uma vez que ainda se pode ler na caixa do órgão junto ao teclado “António Joaquim Fontanes o fez no anno de 1826”.

O órgão é uma peça simples apresentando caixa ao nível inferior onde se encontra teclado e pedaleira e caixa ao nível superior tripartida onde se encontram os tubos do órgão com decoração ao nível do remate superior em talha dourada. O órgão encontra-se em mau estado de conservação com tubos ausentes e grande parte deles tombados e fora do sítio original.

O órgão apresenta-se em mau estado de conservação, não estando funcional. Ao nível da caixa de madeira verificam-se pequenas fissuras e desligamento entre elementos estruturais, com presença de lacunas de pequena dimensão. É admissível a presença de elementos em falta e/ou soltos armazenados no interior da caixa, carecendo toda a estrutura de revisão. São visíveis elementos metálicos oxidados. A superfície apresenta lacunas com deposição de sujidade generalizada em todo o conjunto.

No que diz respeito ao mecanismo é visível a presença de tubos em mau estado de conservação, alguns dos quais armazenados no interior da caixa, não se sabendo se o conjunto se encontra completo. A este nível também se salienta o mau estado de conservação do teclado e pedaleira, necessitando todo o mecanismo de uma intervenção de fundo.

Dinarte Machado 2020

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