Academia de Música de Castelo de Paiva, coro
Escolas de Música de Castelo de Paiva

Ensino da Música no Concelho

Academia de Música de Castelo de Paiva

A Academia de Música de Castelo de Paiva é um estabelecimento do ensino especializado de música lecionando cursos básicos e secundários de música de acordo com os normativos em vigor e a autorização concedida pelo Ministério da Educação. Funcionando em regime de paralelismo pedagógico durante vários anos, a Academia viu reconhecido em 2011 o seu mérito artístico e educativo através da atribuição da Autonomia Pedagógica pelo Ministério da Educação e Ciência, aos cursos que leciona. A Academia enquadra-se assim nos objetivos do sistema educativo e, por conseguinte, os estudos que leciona são equiparados aos ministrados nas escolas públicas.

O meio musical paivense teve, ao longo do século passado e no presente, uma vincada raiz popular. Em meados do séc. XIX o fenómeno ligado ao aparecimento das bandas de música no país não passou indiferente aos nossos antepassados que, inteligentemente souberam agarrar a ideia criando, na freguesia de Bairros, a 1ª Filarmónica de Castelo de Paiva. Em 1909, foi fundada a Banda Marcial de Fornos e em meados do século a Banda dos Mineiros do Pejão que chegou a ser considerada a melhor Banda Civil do país.

Paralelamente a este tipo de organizações, o folclore sempre fez parte das mais profundas vivências culturais das gentes paivenses. O cancioneiro musical, a precisar de ser urgentemente elaborado, é riquíssimo e cresceu intimamente ligado aos trabalhos do campo e às festividades populares e religiosas.

Ao nível do ensino da música saliente-se o esforço das bandas filarmónicas que, de uma forma amadorística e gratuita, criaram escolas e formaram nelas os seus executantes.

Na década de 70, com a democratização social e política, a reforma do ensino atribuiu à Educação Musical um papel importante na formação das crianças e jovens, instituindo a disciplina como curricular, novas perspetivas se abriram para aqueles que sempre sentiram a música como vocação.

Os conservatórios de Música, deixaram de ser exclusivos de determinadas elites, abrindo as portas a todos. A importância dada aos processos relacionados com a cultura e sociedade, resultaram na proliferação, por todo o país, de organizações artístico-culturais nomeadamente na área performativa da música.

Castelo de Paiva não viveu indiferente a este movimento renovador e 1988, por iniciativa da Câmara Municipal, foi inaugurada pelo Presidente da Republica, Mário Soares, a Casa Municipal da Cultura, nela se instalando a Escola de Musica. Funcionando esse ano letivo como ano experimental, foi-lhe concedida, no ano letivo de 1989/1990, pelo Ministério da Educação, autorização provisória de funcionamento.

Sendo gerida pela Câmara Municipal até 1994, por razões de ordem legal e funcional, decidiu-se, por protocolo, “transferir a sua gestão para uma pessoa colectiva, de índole associativa, vocacionada nesta área, salvaguardando a actividade e as funções sociais que a escola hoje desempenha e, também a prestação de colaboração às iniciativas da Câmara Municipal, em troca de apoio que esta anualmente prestará” (in Protocolo de Cooperação celebrado entre a Câmara Municipal e a Academia de Música de Castelo de Paiva, 1994).

A pessoa coletiva acima referida é a Academia de Música de Castelo de Paiva, criada com o objetivo de gerir a Escola de Música, com estatutos e regulamentos próprios. A ligação à Câmara Municipal, não é posta em causa, quer no protocolo, quer no Regulamento Interno aprovado pelos associados.

Ao longo da sua existência, considerando a especificidade do público escolar e a tradição musical do meio, a escola soube introduzir o currículo que melhor se adaptava às necessidades locais. Assim, os cursos propostos, têm procurado dar resposta aos organismos existentes, nomeadamente, bandas de música, coros, grupos etnográficos e ranchos folclóricos a quem a Academia reduziu as propinas e priorizou as matrículas aos alunos propostos por estas entidades, nas condições previstas no regulamento. A Escola rege-se por estatutos devidamente aprovados e por um Regulamento Interno homologado em Assembleia Geral.

Fonte: AMCP

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