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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Músicas no Concelho

Caminha e os seus músicos

Músicos de Caminha

Referências musicais do Concelho

  • João Lourenço Rebelo (Caminha, 1609/1610-1665)
  • Lígia Vareiro (violinista, 1993)
  • Olga Amaro (pianista)
  • Amândio José Afonso Martins (músico na Banda da GNR, Lisboa)
  • Anacleto José da Silva (músico na Banda da PSP, Coimbra)
  • Ana Cristina Fernandes Pereira (elemento da Orquestra Metropolitana de Lisboa)
  • António Jorge Lages Mourão (músico nas Bandas da Força Aérea e Armada, Lisboa)
  • António José Rosas Lages (músico na Banda da Força Aérea – Lisboa, elemento do Grupo Metais de Lisboa do Ministério da Cultura e Professor no Conservatório Nacional de Música – Lisboa)
  • António Nascimento da Rocha Ramalhosa (músico na Banda da Força Aérea)
  • António da Rocha (músico na Banda da Guarda Fiscal, Lisboa)
  • Arlete Pereira Oliveira (professora de Acordeão do Ensino Especializado da Música)
  • Armando Alves Viana (músico nas Bandas do Exército “Infantarias 3 de Viana do Castelo e 6 no Porto”, fazendo parte da Orquestras Sinfónicas da Rádio Difusão Portuguesa “Porto e Lisboa”)
  • Arthur Martins Pereira (músico na Banda do Exército “Infantaria 3” – Viana do Castelo)
  • Artur Fão (pedagogo, 1894-1963)
  • Cândido José Vasconcelos (músico na Banda da PSP, Porto)
  • Carlos Lameira de Carvalho (professor de Educação Musical – Viana do Castelo)
  • César Magalhães (pianista, compositor)
  • Cesário Lagido (músico)
  • Emília Fernandes Fão (violinista na Orquestra do Teatro de São Carlos, Lisboa, e professora)
  • Estefânio Ramalhosa Cunha (professor de Música)
  • Filipe Ramalhosa Cunha (Maestro em Barcelos e Professor em Braga);
  • Francisco Emílio Fontainha Presa (maestro do Orfeão de Vila Praia de Âncora)
  • Francisco Fernandes Fão (músico na Banda do Exército “Infantaria 16” – Évora)
  • Jaime Alvarez (professor do Ensino Especializado de Música)
  • Jerónimo Maria Lages (músico na Banda do Exército “Infantaria 3” – Viana do Castelo)
  • João da Costa e Silva (músico condecorado pela Câmara Municipal de Caminha e pelo Ministério da Cultura)
  • Joaquim Fernandes Fão (maestro da Banda da GNR)
  • Joaquim António Lages Mourão (músico n Banda do Exército “Infantaria 6” – Porto)
  • José Fernandes Fão (músico da Banda da GNR)
  • José João Fernandes Pereira (elemento da Orquestra Metropolitana de Lisboa)
  • José Joaquim de Araújo Pereira (maestro da Banda da Armada – Lisboa, condecorado pela Câmara Municipal de Caminha)
  • José Joaquim Gomes Lomba (músico de várias Bandas do Exército, desde Viana do Castelo até Tavira, condecorado “a título póstumo” pela Câmara Municipal de Caminha)
  • José Maria de Castro Fernandes (músico da Banda da Força Aérea)
  • José Paulo Ribeira (professor de Piano no Ensino Especializado de música)
  • José Rocha da Silva (músico da Banda do Exército – Coimbra)
  • Manuel de Jesus Vieira da Silva (músico na Banda da PSP – Coimbra)
  • Manuel João Varanda Covelo (músico na Banda do Exército “Infantaria 6” – Porto)
  • Márcio Daniel Fernandes Pereira (músico na Banda da Armada – Lisboa)
  • Marco André Fernandes Pereira (elemento da Orquestra Metropolitana – Lisboa e já fez parte da Orquestra Rainha Sofia – Espanha)
  • Non Talkers (banda)
  • Maria Helena Taxa da Silva Araújo (cantora lírica, professora, condecorada pela Câmara Municipal de Caminha e Academia de Música Fernandes Fão – Vila Praia de Âncora)
  • Paulo Alexandre Dias Franco (professor de Educação Musical – Monção)
  • Quim Barreiros (cantor, 1947)
  • Teófilo de Jesus da Cruz Lages (músico na Banda da Força Aérea – Lisboa)
  • Vítor Hugo Dias Franco (músico na Banda da Armada, fez parte de Orquestras Sinfónicas do Ministério da Cultura e dos Conservatórios de Música)

Fonte: João Franco (exceto Artur Fão, Cesário Lagido, João Lourenço Rebelo, Quim Barreiros)

César Magalhães

Licenciado, com Distinção e Mérito, e Mestre em Ciências Musicais, pela Universidade Nova de Lisboa, onde posteriormente lecionou Filosofia da Música, sob a assistência da pianista Manuela Toscano. Realizou na mesma faculdade a sua segunda licenciatura, em Filosofia, focando os seus estudos como pianista e investigador na obra de piano tardia de Franz Liszt.

Como dramaturgo-compositor, destacam-se as obras publicadas de O Rei de Cristal (2007), A Pítia (2011), ambas vencedoras do Prémio Miguel Rovisco no seu respetivo ano; o cancioneiro do Concelho de Caminha (2017), para dois solistas, coro e pequena orquestra, dirigido por Liliana Quesado; a ópera Madalena Morreu no Mar (2019), estreada pela soprano Daniela Matos; o ciclo de fados Arrependo-me, estreado por Fernando Santos Kristall no programa Cá por Casa (RTP) e posteriormente também gravado por Nemanya Sekiz.

As canções País Cansado e Figura de Cera inserem-se num ciclo de canções de intervenção, relacionado com o momento crítico atual que o país está a viver. A primeira retrata um Portugal em espera, perdido entre o cansaço e a esperança, em período de confinamento; a segunda será inserida no Dia de Luto Pelas Vítimas de Violência Doméstica, um fenómeno crescente no último ano, em contexto de pandemia e confinamento.

Non Talkers

Non Talkers é uma banda de Caminha. Saltam das raízes dos Brantner que em 2014 gravaram o primeiro disco. O EP “Pendulum of time” foi produzido pelo Hugo Danin e gravado por João Bessa.

Um disco que respira pop, polvilhado por algumas melodias folk. Sustentado por guitarras mais acústicas, vive muito dos contrastes das vozes masculina e feminina do casal que dá corpo aos Non Talkers.

Non Talkers

Non Talkers

Quim Barreiros

Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, mais conhecido por Quim Barreiros, (Vila Praia de Âncora, 19 de junho de 1947), é um cantor popular português que toca acordeão. É conhecido pelas suas letras de duplo sentido. É também, desde há décadas, um dos músicos mais bem-sucedidos em termos de popularidade junto do público português e a face mais conhecida da secção brejeira da chamada “música pimba”. Aos 9 anos, já tocava bateria no conjunto de seu pai (Conjunto Alegria). O seu primeiro disco foi lançado em 1971, com o famoso guitarrista Jorge Fontes, quando apenas tocava acordeão e folclore minhoto.

Desde inícios da década de 1990, a presença de Quim Barreiros em festividades académicas (Queima das fitas, Semana Académica, Receção aos caloiros) é extensa e intensa. A sua fama estendeu-se ao Brasil e à Galiza, e já atuou em numerosos países onde existem comunidades de portugueses (Canadá, EUA, Venezuela, Brasil, África do Sul, França, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Inglaterra, Suíça).

Algumas das suas músicas mais conhecidas são “A Garagem da Vizinha” (regravação da música da dupla brasileira Sandro & Gustavo), lançada em 2000, “A Cabritinha”, lançada em 2004, ou “Bacalhau à Portuguesa”, lançada em 1986. A sua discografia, sobretudo a inicial, conta também com diversos álbuns compostos essencialmente por faixas instrumentais de acordeão e desgarradas. Em 2007 lançou o álbum Use Álcool, no qual existe uma faixa (“O Meu Netinho”) em que canta para seu neto, abrindo ao público uma janela para um lado seu mais afetivo e sentimental, raramente visto no artista, dado que as suas músicas de estilo brejeiro são as que fazem maior sucesso.

Quim Barreiros

Quim Barreiros, cantautor, de Caminha

Quim Barreiros, cantautor, de Caminha

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Artur Fão

Artur Fernandes Fão nasceu em Gontinhães, freguesia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, a 27 de abril de 1894. Matriculou-se no Conservatório de Lisboa, onde foi um aluno distinto e dirigiu por várias vezes a orquestra na execução de obras suas. Terminou o curso superior de violino, em 1917, e o curso superior de Contraponto, Fuga e Composição em 1919, ambos com distinção. Tomou parte como 1º violino nas orquestras sinfónicas e da ópera. Em julho de 1920, após brilhante concurso de provas públicas, foi nomeado Diretor da Banda da Armada.

Escreveu várias obras para canto, com acompanhamento de orquestra e piano, tendo algumas delas sido executadas pelas orquestras sinfónicas de David de Sousa e Pedro Blanch. Dedicou-se a obras de didática musical, publicando um valioso trabalho intitulado «Teoria Musical», que foi aprovado por despacho superior, quer no Conservatório (Secção de Música), quer nos Ministérios da Guerra e da Marinha.

Em 1921, atendendo ao valor das suas obras, foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de S. Tiago da Espada. Recebeu, a 30 de janeiro de 1939, o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis. Acompanhou o Presidente da República António José de Almeida, em 1922, ao Rio de Janeiro, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, tendo ali realizado concertos que foram muito aplaudidos. Artur Fão tem uma rua com o seu nome em Vila Praia de Âncora (GPS: 41.812780, -8.854836).

Cesário Lagido

Cesário Lagido foi um músico ancorense (freguesia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha). Mereceu uma homenagem no dia em que se completaram 100 anos do seu nascimento, com o descerrar de uma lápide na casa onde morou, na Rua do Sol Posto, seguindo-se a deposição de uma coroa de flores no seu jazigo e uma missa na Igreja Paroquial. A iniciativa pertenceu ao Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora (CSCVPA), sob impulso do associado João Franco, a que se associaram a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora.

Antes de ser descerrada a placa perante alguns familiares daquele que formou centenas de músicos nos concelhos de Caminha e Viana do Castelo, e de outros assistentes ao ato, José Luís Presa, presidente do CSCVPA, teve algumas palavras de admiração pelo antigo músico ancorense que “da janela da sua casa onde viveu durante quase sete décadas depois de ter casado, via todas as manhãs o movimento” desta rua central de Vila Praia de Âncora, onde também ensinou música.

Cesário Lagido, músico e pedagogo

Cesário Lagido, músico e pedagogo

José Luís Presa considerou acertada a associação das duas autarquias a esta ato e teve palavras de agradecimento dirigidas “ao senhor João Franco, um dos impulsionadores desta justa homenagem”. O presidente do CSCVPA destacou ainda a presença de familiares do Cesário Lagido, em particular os seus filhos Manuel Guilherme e Olinda, os quais tiveram também oportunidade de dar o seu testemunho neste ato de gratidão.

“Eu, a minha irmã e minha família sentimo-nos muito honrados com esta iniciativa” levada a cabo pelas três instituições, embora lhe parecesse mais adequado assinalar as pessoas que as representaram naquele momento, Carlos Castro, Miguel Alves e José Luís Presa, particularizando ainda o contributo de João Franco, “uma pessoa com grande amizade a meu pai e admirador da sua obra”.

Manuel Guilherme destacou “a grande humildade e simplicidade” do homenageado, um marceneiro de profissão, mas que dedicou toda a sua vida à música e ao ensino (“e à causa social”), como sucedeu durante muito antes na Escola de Música da Banda de Lanhelas, associação que realizou um vídeo dirigido a esta efeméride, refira-se.

Referiu ainda a quantidade de mensagens de apreço recebidas pela família por motivo desta homenagem, pela admiração do seu talento musical e forma de vida.

Vivência cívica e dedicação à cultura foram duas das referências de Miguel Alves, presidente do Município caminhense, ao falar do homenageado que formou centenas de jovens do nosso concelho na arte da música.

Mestre e executante, “partilhou sempre diversos instrumentos”, participando em diversas orquestras e bandas, mas a sua vocação para o ensino da música acabou por ser o seu ponto mais destacado da sua vida ímpar, vincou o autarca.

Fonte: Caminha 2000

Emília Fernandes Fão, Caminha

Emília Fernandes Fão, Caminha

Francisco Dihego Fernandes Fão, Caminha

Francisco Dihego Fernandes Fão, Caminha

José Fernandes Fão, Caminha

José Fernandes Fão, Caminha

A Academia de Música Fernandes Fão, fundada a 15 de outubro de 1988 perpetua com o seu nome a distinta família de músicos da freguesia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha e distrito de Viana do Castelo. A 23 de janeiro de 2023 foram inauguradas as novas instalações da Academia. (João Elias Domingues Franco)

Família Fernandes Fão

A família Fernandes Fão é sobejamente conhecida em Vila Praia de Âncora. No entanto, foi a sua forte ligação à Música, no início do século XX, que determinou a escolha, pelos fundadores, do nome Fernandes Fão para a Academia de Música, como homenagem a tão distintos artistas que prestigiaram a terra à qual estavam ligados.

Emília, Joaquim e Arthur, filhos de Constantino Fernandes Fão, grande amante da música, e de mãe italiana, foram, de entre todos os irmãos, aqueles que, no campo musical, mais se destacaram nesta família, tendo-se notabilizado como músicos de projeção nacional e internacional.

A primeira obteve, com distinção, os cursos de piano, harmonia e violino no Conservatório de Música de Lisboa e era uma artista de rara sensibilidade.

Joaquim, nascido em 1878, na Argentina, teve uma carreira fulgurante, marcada pela regência e reorganização da Banda da GNR, como compositor, primeiro violino em todas as orquestras a que pertenceu e como solista na orquestra Blanch.

Arthur nasceu já em Vila Praia de Âncora, no ano de 1894. Obteve os cursos superiores de violino, contraponto, fuga e composição, com distinção, no Conservatório de Música (Lisboa), onde regeu a orquestra em composições de sua autoria. Foi primeiro violino nas orquestras de ópera e sinfónica, e compôs várias obras de canto, bem como uma de Teoria Musical, seguida nos Conservatórios de Música e nos Ministérios da Guerra e Marinha. Foi nomeado regente da Banda da Armada em 1920, sendo de referir que foi o maestro mais novo a iniciar funções em todo o historial desta Banda, permanecendo lá até 1956.

No início dos anos 90, Maria Filomena Fernandes Fão Rodrigues doou à Academia de Música Fernandes Fão (AMFF) o espólio da família, referente aos tios Emília, Joaquim e Arthur.

Fonte: Ponte de Lima Cultural

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, a capacitação de docentes e a qualidade de vida dos seniores.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, APPACDM, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/caminha-olga-amaro-piano-ft-lara-martins.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:28:032024-11-14 16:23:46Caminha e os seus músicos
Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos
Músicas no Concelho

Câmara de Lobos e os seus músicos

Músicos naturais de Câmara de Lobos

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Ernesto Serrão (regente, 1898-1937)
  • Fernando Eldoro (diretor de orquestra, 1940)
  • João Atanásio (compositor, 1947)
  • João Victor Costa (cantor lírico)
  • Rufino da Silva (musicógrafo)
Fernando Eldoro

Natural de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira, Fernando Eldoro iniciou a formação artística na Academia de Música e Belas-Artes do Funchal, tendo concluído os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa, onde se diplomou nos cursos superiores de violino, canto de concerto e composição, ao mesmo tempo que frequentou a classe de piano.

Foi aluno de Sandor Vegh e Margit Spirk (violino), Renate von Schenchendorff e Lisie Egger (canto), Jean-Françaix (música de câmara), Paul von Schillawsky (interpretação) e Michel Corboz e Kurt Prestel (direcção coral). Entre 1975 e 1982 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudando direcção de orquestra com J. S. Béreau, Michel Tabachnik e John Nelson.

Dirigiu as seguintes orquestras: Orquestra Sinfónica da ORTF, Orquestra Filarmónica da Lorena Metz, Orquestra da Ópera de Lille, Orquestras de Avignon, Bordéus e Arhnen, Orquestra da Rádio de Basileia, Orquestra de Plovdiv, Orquestra da Rádio de Sófia, Kent County Orchestra, Junges Philharmonisches Niedersachsen, Junges Philhamonisches Nordhein Westfalen, Orquestra Nacional de Toulouse e Orquestra Nacional de Detmold.

Leia AQUI a biografia completa.

João Victor Costa

João Victor Costa nasceu a 24 de abril de 1939, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, Madeira, e faleceu a 25 de outubro de 2018. Frequentou durante nove anos o Seminário Diocesano do Funchal, onde desenvolveu o gosto pela música, dedicando-se desde muito jovem à composição e estudo de instrumentos. Estudou canto, piano e composição na Academia de Música e Belas Artes da Madeira.

Concluídos esses estudos musicais, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pela Fundação Calouste Gulbenkian para cursos de aperfeiçoamento na Escola Superior de Música de Munique onde se especializou na interpretação de Lied, Oratória, Ópera e Composição.

Nos Festivais de Verão dessa mesma cidade, estreou-se como cantor na ópera Zaida de Mozart. Seguidamente integrou um quarteto vocal, contratado para uma digressão de concertos em Israel. Na ópera estadual de Augsburgo esteve contratado diversos anos consecutivos desempenhando papéis principais em óperas como A força do Destino, Il Trovatore de G. Verdi, La Bohéme e Tosca de Puccini.

Actuou como tenor convidado em Portugal, Áustria, Checoslováquia, Itália, entre outros países.

Nunca deixou de compor desenvolvendo um estilo muito próprio, sem sujeitar-se nunca aos ditames da moda. É o autor do Hino da Madeira, bem como de 2 oratórias em português, de mais de 100 canções eruditas para canto e piano, das quais se destacam 13 sonetos de Luís de Camões, já por ele mesmo gravados e editados em CD.

Leia AQUI a biografia completa.

João Victor Costa

Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos

Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos

João Atanásio

Músico, compositor, professor, fundador e diretor artístico de grupos musicais, João Atanásio é uma figura relevante no panorama musical. A sua relevância destaca-se a nível nacional devido às inúmeras composições que criou, sobretudo para diversos festivais. João Nunes Atanásio nasceu a 15 de maio de 1947 e é natural de Câmara de Lobos. Nasceu numa família de poucas posses e nenhum dos seus parentes esteve relacionado com o meio musical. Foi através do seu mestre, padrinho e mecenas, João Hermógenes de Barros, que iniciou o percurso musical. A filha de João Atanásio segue o percurso do pai e estuda música no Conservatório. Com cerca de sete anos João Atanásio integrou o coro dirigido por João Hermógenes de Barros. O maestro Hermógenes de Barros identificou de imediato o talento de Atanásio e aos onze anos encaminhou-o para a Academia de Música e Belas Artes da Madeira, matriculando-o no curso de piano.

Anos mais tarde, o músico foi para Lisboa e em 1973 concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, com distinção. Também frequentou durante três anos um Curso de Aperfeiçoamento no Conservatório de Música, em Aveiro. João Atanásio teve a oportunidade de escolher entre continuar a sua formação académica em Aveiro ou no estrangeiro, porque ganhou uma bolsa para estudar em Paris. No entanto o diretor do Conservatório de Aveiro tinha ministrado o mesmo cargo na Academia de Música e Belas Artes madeirense e contava com a presença de João Atanásio em Aveiro. O fato de não saber francês, aliado à boa receção no Conservatório de Aveiro influenciou a decisão do músico, que escolheu permanecer em Portugal.

A par da formação musical na Madeira e no Conservatório de Aveiro, João Atanásio também frequentou, durante alguns anos um curso de Musicoterapia. Quanto à execução instrumental Atanásio destacou-se desde criança no Piano, embora a prática coral também tenha despertado o seu interesse, o que deu origem ao estudo de Canto, no Porto e à direção artística de alguns coros, atividade que ainda exerce.

João Atanásio destacou-se sempre como pianista na Academia de Música e Belas Artes da Madeira, como prova do seu talento a Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu-lhe durante treze anos consecutivos uma bolsa. A duração deste subsídio colocou João Atanásio como um dos alunos, com mais anos de bolsa atribuída, pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1973 João Atanásio participou num concurso internacional no Estoril, classificando entre os 10 melhores de 150 participantes. O reconhecimento do seu talento a nível nacional aconteceu no Porto, enquanto cumpria o serviço militar na cidade do norte. Atanásio conseguiu a indulgência de ser dispensado duas vezes por semana, para frequentar o conservatório. O músico também foi dispensado da guerra do Ultramar, mas neste caso a decisão ocorreu devido ao fato de ser um excelente aluno na disciplina de Morse, uma qualidade que desenvolveu devido ao ritmo e reconhecimento apurado do som, noções adquiridas com a prática de música. Nos anos que esteve no Porto fez vários cursos: Pedagogia Musical com Jos Witack e Pierre Van Hauwe. A esta formação académica Atanásio adicionou um curso de Criatividade Musical realizado na Holanda. Quanto aos locais onde trabalhou João Atanásio lecionou no Conservatório em Aveiro, as disciplinas de Piano, Formação Musical e Composição. Dirigiu ainda o Grupo Coral do Conservatório de Aveiro.

Regressou à madeira em 1977, após concluir os estudos no continente, e foi convidado pela direção da antiga Academia de Música e das Belas Artes da Madeira para lecionar as disciplinas de Piano e Composição. Atividades que ainda hoje ministra. Em 1977 exerceu o ensino de música no Serviço Técnico de Educação de Deficiência Intelectual e formou em 1987, com Eleutério de Aguiar, uma orquestra constituída por músicos portadores de deficiência intelectual, visual, auditiva e motora. Esta orquestra representou Portugal em três eventos divulgados a nível internacional em Lisboa em 1987, na Dinamarca em 1989 e na Holanda em 1991.

A formação académica diversificada influenciou a forma de ensinar de João Atanásio e valeu-lhe um convite, entre 1988 e 1989, para ir à Holanda na qualidade de adjunto do mestre Pierre Van Hauwe. Quanto aos grupos musicais aos quais esteve ligado, evidencia-se a direção artística do Grupo Coral da Casa do Povo de Câmara de Lobos, em 1987; a direção artística do Orfeão Madeirense; a fundação da Turma do Funil e do Coro de Câmara de Câmara de Lobos, em 1989; a direção do Grupo Coral de Santana, em 1996. Dirigiu também alguns coros de igrejas e tocava em missas. Como pianista deu concertos de piano a solo e como acompanhante de orquestra, em várias cidades do país. Das composições da sua autoria existem mais de cem peças, mas a maioria não está arquivada nem inventariada.

João Atanásio destacou-se na composição temas infantis, que alcançaram enorme sucesso: Os Amiguinhos; Brinquedo; cantiga do Mar; Minha Bola Linda; Porquê; Meus Olhos; O Grilo; As Abelhas; Tri-u-li-u-li; Peixinho Vermelho; A Lagartinha; A Chuva; Meu Ursinho; Carrocel; A Capoeira; O Galo; Lá Vai a Gaivota; Bichinho de conta; Arco-íris; Zic Tric-Zon; Ter Umas Asas Assim”; Sempre em Pé; O Eco; Dona Bússola; O Se…má…fo…ro; O Palhaço; Flor Borboleta; A Menina do Trapézio; A Sorte Macaca; A Chuva; O Meu Violino; Bailarina de Porcelana; Porquinho Mealheiro; Laranjinha Doce; A Praia; A Primavera Chegou; O Vento; A Escola; O Relógio Despertador; O Calhambeque; Parabéns; A Borboleta; Vou Ser Grande e Artista; O Sapo Trovador; Macaco de Imitação; Pauzinho de Giz; O Grilo Desafinado; Maria das Nuvens; Figura de Urso; Gota d’Água; A Um Peixinho; Coração, Meu Coração; Pinguim; Meu Avô, Meu Avozinho; A Mochila Cor-de-rosa; Aos Saltinhos na Canção; Minha Amiga Catarina; Eterna Ternura; Sou Menina Traquina; Um Tenor às Escondidas; Num Momento de Magia; Assim Brinquei Sonhando. A composição contribuiu para a consolidação da carreira de João Atanásio, principalmente pela sua participação em festivais infantis e juvenis, regionais e nacionais. O músico participou em dezanove edições do Festival da Canção Infantil da Madeira, nas quais apresentou um total de 63 canções e alcançou sete vezes o primeiro lugar, representando a Madeira em certames nacionais.

Em 1990, com a canção O Macaco de Imitação venceu o Festival da Canção Infantil na Figueira da Foz; em anos anteriores as canções O Palhaço e a Flor Borboleta foram consideradas as melhores músicas, no Festival da Canção Infantil da Madeira. João Atanásio também compôs para um festival no Curaçau uma música com letra de Maria Aurora, que alcançou o 3º lugar. O madeirense clarifica que sempre se dedicou à música por gosto e não por lucro. Em confissão pessoal, durante a entrevista realizada a João Atanásio, o músico revelou “quando morrer desejo que seja interpretada a minha composição La Stellina. João Atanásio ainda é uma figura relevante no panorama musical devido à sua atividade no Conservatório da Madeira e às inúmeras composições da sua autoria. Durante o seu percurso artístico não destaca nenhum mentor ou professor em particular exceto o seu padrinho, João Hermógenes, responsável pela sua dedicação à arte musical.

Fonte: Catarina Gomes (2011). “João Nunes Atanásio”. Realizado no âmbito da Disciplina Ciências Musicais VI, integrada no plano curricular da Licenciatura em Educação Musical, do Instituto Superior de Ciências Educativas, Universidade da Madeira. Atualização: Ventura, Ana (2011). “João Nunes Atanásio”. Dicionário Online de Músicos na Madeira. Funchal: Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, atualizado em 06/09/2011.

Rufino da Silva
Rufino da Silva, de nome completo João Arnaldo Rufino da Silva, nasceu em 1929 em Câmara de Lobos e morreu no dia 18 de julho de 2016. Iniciou a formação académica no Seminário Diocesano do Funchal no início da década de 1950, tendo sido ordenado sacerdote em 1953, situação em que se manteve durante 23 anos. Foi professor de música no Seminário Diocesano, onde dirigiu o coro durante 13 anos.

De 1958 a 1962 frequentou o Instituto Pontifício de Música Sacra em Roma, licenciando-se em Canto Gregoriano e Composição Sacra. Nos anos 60 diplomou-se em Paris no método Ward. Frequentou a academia de Música e Belas Artes da Madeira, como aluno e professor, onde se diplomou no Curso Superior de Canto de Concerto.

De 1973 a 1975 dirigiu o Coro de Câmara da Madeira. De 1977 a 1994 pertenceu ao Coro Gulbenkian e foi professor de Educação Musical na Escola Preparatória de São Julião da Barra, em Oeiras, de 1980 a 1994.

Durante 10 anos, de 1994 a 2004, fez parte do “Coro Paz e Bem”, de Oeiras e actualmente pertence ao “Coro Solemnis” de Lisboa, dedicado ao canto gregoriano.

Leia AQUI a biografia completa.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/camara-de-lobos-victor-costa-maestro.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:27:322021-06-22 10:40:56Câmara de Lobos e os seus músicos
Manuel dos Passos de Freitas, músico, da Calheta (Açores)
Músicas no Concelho

Calheta (Madeira) e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Calheta (Madeira)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Manuel dos Passos de Freitas (instrumentista, 1872-1952)
Manuel dos Passos de Freitas, músico, da Calheta (Açores)

Manuel dos Passos de Freitas, músico, da Calheta (Açores)

Manuel dos Passos de Freitas

Fundador e regente do grupo musical Dr. Passos Freitas e do Orfeão Madeirense, Manuel Passos de Freitas introduziu no Funchal um repertório musical clássico que se distinguia da música praticada na sua época. Natural do concelho da Calheta, Manuel dos Passos Freitas foi um advogado ilustre que se destacou no domínio musical pelo seu poder de liderança, espírito de iniciativa e capacidade de organização.

Fundou e regeu dois grupos musicais com uma longevidade pouco habitual na Madeira: o grupo musical Dr. Passos Freitas (Tuna de bandolins), com atividade de 1906 a 1960; e o grupo de canto coral Orfeão Madeirense, instituição que se apresentou pela primeira vez em público nos dias 7 de Julho de 1921 e que ainda hoje subsiste. A inspiração para a criação destes agrupamentos surgiu a partir da temporada em que o músico frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou.

Segundo Luiz Peter Clode no livro “Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses nos séculos XIX e XX”, neste período da sua vida académica Passos Freitas integrou a Tuna Académica e o Orfeão da Universidade de Coimbra. Experiências musicais que serviram de referência para o trabalho desenvolvido na Madeira. A criação do grupo musical Dr. Passos Freitas e do Orfeão Madeirense conduziu a uma das ideias mais difundidas sobre o “músico-advogado”: Passos Freitas foi o “precursor do verdadeiro movimento musical” na Madeira. No entanto, tendo em consideração que a música já era uma arte muito praticada e difundida no Funchal no início do século XIX e início do século XX, a designação de “pioneiro musical” deve ser entendida tendo em conta o tipo de repertório clássico interpretado pelos que grupos que regia.

Na publicação trimestral “Ilustração Madeirense” de Outubro de 1930, periódico dirigido pelo Visconde do Porto da Cruz, o articulista Fonseca Duarte defendeu que apesar de “não haver rua [no Funchal] onde não se ouça piano [..], o repertório escolhido era acentuadamente caracterizado pelo mau gosto”. Perante este cenário negativo, Fonseca Duarte destacava o “heroico esforço do Dr. Passos Freitas”. A qualidade musical dos grupos liderados pelo Dr. Passos Freitas não foi apenas constatada por Fonseca Duarte.

No Elucidário Madeirense está patente a referência que entre “os vários grupos musicais [do Funchal] destaca-se o que é dirigido pelo Dr. Manuel dos Passos Freitas, advogado e músico distintíssimo”. O grupo musical Dr. Passos Freitas alcançou também enorme sucesso nas ilhas Canárias, com duas digressões. Na segunda deslocação ao arquipélago espanhol o grupo foi acompanhado pelo Orfeão Madeirense a apresentou-se em Tenerife com vários concertos.

Autoria:

Esteireiro, Paulo (2008). “Manuel dos Passos Freitas”. In 50 Histórias de Músicos na Madeira. Funchal: Associação de Amigos do Gabinete Coordenador de Educação Artística, pp. 38-39.

Atualização:

Ventura, Ana (2011). “FREITAS, Manuel dos Passos”. Dicionário Online de Músicos na Madeira. Funchal: Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, atualizado em 23/09/2011

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira:
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/calheta-madeira-manuel-dos-passos-de-freitas-musico.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:27:062024-12-05 18:13:10Calheta (Madeira) e os seus músicos
Francisco de Lacerda, compositor, da Calheta (São Jorge)
Músicas no Concelho

Calheta (São Jorge) e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Calheta (Açores)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Francisco de Lacerda (compositor, 1869-1934)

Francisco de Lacerda

Francisco de Lacerda, compositor, da Calheta (São Jorge)

Francisco de Lacerda, compositor, da Calheta (São Jorge)

Francisco de Lacerda em selo

Francisco de Lacerda em selo

O Jardim Francisco de Lacerda, com o seu monumento a Francisco de Lacerda, homenageiam o compositor e maestro na vila da Calheta, ilha de São Jorge, Açores.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/calheta-sao-jorge-francisco-de-lacerda-compositor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:26:282021-07-14 23:13:44Calheta (São Jorge) e os seus músicos
Francisco Luís, guitarra clássica, das Caldas da Rainha
Músicas no Concelho

Caldas da Rainha e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Caldas da Rainha

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Francisco Luís (guitarra clássica, n. 1998)
  • João Bernardino (acordeão)
  • João Rafael (compositor, n. 1960)
  • Júlio Vieitas (cantor, n. 1915 – m. 1990)
  • Raúl Mendes (harmónica, n. 1938 – m. 2020)
  • Ricardo Sousa (músico)
  • Rita Marques (soprano)
  • Zuleica Saque (soprano, n. 1941)
Francisco Luís

Vencedor de mais de 40 prémios internacionais, Francisco Luís destaca-se como um dos guitarristas mais preponderantes da sua geração.

Francisco nasceu nas Caldas da Rainha, a 22 de Julho de 1998. Aos 10 de anos, iniciou os estudos no Conservatório das Caldas da Rainha, com Luís Roldão.

Após 5 anos na sua cidade natal, Francisco Luís foi admitido à Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. Terminados os estudos em Lisboa, Francisco Luís prosseguiu o percurso académico no Conservatorium Maastricht, onde iniciou a licenciatura com Carlo Marchione. Depois de terminar com distinção (10/10), mudou-se para Den Haag, onde concluiu o mestrado no Conservatório Real de Haia, com Zoran Dukic.

Aos 25 anos de idade, Francisco Luís já tocou em várias salas de enorme prestígio pela Europa. Em 2023, fez a sua estreia na América Central, tocando como artista e lecionador convidado no famoso Festival Internacional de Guitarra do México, em Saltillo.

Tornou-se membro do projeto Eurostrings 2020-2021, sendo o primeiro e único guitarrista português a fazer parte deste programa, onde digressou pela Europa, tocando vários concertos e sendo professor convidado para classes de aperfeiçoamento em diversos festivais europeus (Zagreb Guitar Festival, Twents Guitar Festivals, Rust Festival de Guitarra, entre outros.)

Francisco Luís foi premiado em diversos concursos internacionais, incluindo 20 primeiros prémios, no concurso Florida Guitar Foundation, concurso Dutch Guitar Foundation, Iserlohn International Guitar Festival, Harmonia Cordis International guitar festival, Aalborg Guitar Festival, Festival de Guitarra do Báltico, entre outros. Recebeu o 2º prémio (1º não atribuído) no célebre Concurso Internacional de Guitarra de Koblenz (Hubbert Kappel).

Francisco Luís, guitarra clássica, das Caldas da Rainha

Francisco Luís, guitarra clássica, das Caldas da Rainha

Francisco Luís efetuou várias gravações profissionais em estúdios aclamados, destacando-se a Siccas Guitars, em Karlsruhe (Alemanha) e a Galerie de Luthiers em Lyon (França).

Clique AQUI para ler a bio completa.

Reciclanda

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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João Bernardino

O acordeonista João Bernardino nasceu em 1992 em Salir de Matos, Caldas da Rainha. Licenciou-se em Música, Variante Instrumento – Acordeão na Universidade de Aveiro em 2015. Frequenta o Mestrado na mesma instituição académica, em 2016. Tem vindo a desenvolver a sua atividade profissional quer como músico quer como professor de acordeão em várias escolas de Música. Colabora com várias bandas/grupos musicais, como SONJOVEM e Magma Music. É professor de acordeão na Academia de Música de Óbidos, desde 2018.

João Bernardino, acordeonista, das Caldas da Rainha

João Bernardino, acordeonista, das Caldas da Rainha

Raul Mendes

Natural de Alvorninha, Caldas da Rainha, cedo Raúl de Figueiredo Mendes foi viver para a Aldeia de Paio Pires, Seixal, onde faleceu a 26 de janeiro de 2020. Trabalhou como escriturário e chefe de serviço na Siderurgia Nacional. Com um enorme carinho pelos animais, colaborou com a União Zoófila.

Ao longo da sua carreira de músico, Raúl Mendes foi nove vezes campeão de harmónica a nível mundial. Foi um dos elementos do Trio Harmonia, conjunto português de harmónica composto também por Hermenegildo Francisco Mendes e José António dos Santos Correia.

Em 1974 fundou o Mendes Harmónica Trio com as suas filhas Ana Paula (12 anos) e Maria Luísa (11 anos). Concorreram ao 1º Festival Ibérico de Harmónica e ficaram em 1º lugar tendo o Trio Harmonia ficado em 2º lugar, e venceram também o 1º Prémio do Certame Ibérico de Harmónica em 1979, em Granada, Espanha, e Raul Mendes venceu também o Prémio de Honra atribuído ao melhor participante do Festival. Venceu também o 1º Prémio do Campeonato do Mundo de Harmónica em 1987, no Reino Unido. Venceram também o 1º Prémio do Campeonato do Mundo de Harmónica em 1993, na Alemanha.

Clique AQUI para saber mais.

Raul Mendes, harmónica, das Caldas da Rainha

Raul Mendes, harmónica, das Caldas da Rainha

Zuleica Saque

soprano lírico

Zuleica Saque, soprano, das Caldas da Rainha

Zuleica Saque, soprano, das Caldas da Rainha

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/francisco-luis-guitarra-2022.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:25:542024-10-30 07:11:03Caldas da Rainha e os seus músicos
Adriana Ferreira, flautista, de Cabeceiras de Basto
Músicas no Concelho

Cabeceiras de Basto e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Cabeceiras de Basto

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Adriana Ferreira (flautista, 1990)
  • Carlos Leite (trompete)
  • Hélder Gonçalves (maestro, 1980)
  • Joaquim dos Santos (compositor, 1936-2008)

Adriana Ferreira

Adriana Ferreira, flautista, de Cabeceiras de Basto

Adriana Ferreira, flautista, de Cabeceiras de Basto

Adriana Ferreira

A 28 de março de 2011, o presidente da Câmara Municipal, Eng.º Joaquim Barreto, entregou o Voto de Louvor, Congratulação e Regozijo à jovem cabeceirense Adriana Ferreira pelo êxito alcançado ao conquistar o 1.º Prémio e dois Prémios Especiais no IV Concurso Internacional Carl Nielsen, na Dinamarca.  A singela cerimónia contaria com a colaboração da Banda Cabeceirense, através da interpretação de alguns temas por parte de alguns músicos, mas também com a interpretação de duas peças por parte da homenageada.

Hélder Gonçalves

Hélder Gonçalves, clarinetista, de Cabeceiras de Basto

Hélder Gonçalves, clarinetista, de Cabeceiras de Basto

Joaquim dos Santos

Joaquim dos Santos, padre compositor, de Cabeceiras de Basto

Joaquim dos Santos, padre compositor, de Cabeceiras de Basto

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/cabeceiras-de-basto-adriana-ferreira-flauta.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:25:222024-11-17 13:50:16Cabeceiras de Basto e os seus músicos
Aušra Bernatavičiūtė, créditos Paco Dicenta
Músicas no Concelho

Bragança e os seus músicos

Personalidades da música do concelho de Bragança

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Abade de Baçal (etnógrafo, 1865-1947)
  • Aušra Bernatavičiūtė (pianista)
  • Francisco Fernandes (pianista, 1999)
  • Gualdino Campos (coletor, 1847-1919)
  • Telmo Pires (fadista)
Aušra Bernatavičiūtė

Aušra Bernatavičiūtė é uma pianista lituana residente em Bragança. Estudou em Tauragė na Escola de Música dessa cidade. Em 1997 terminou os estudos no Conservatório Juozas Gruodis de Kaunas.

Em 2001 graduou-se na Academia Superior de Vilnius, e terminou os estudos do programa de Arte e Interpretação (concertista e pianista acompanhadora), e o mestrado em Música.

Em 2005 realizou os estudos de especialização de Acompanhamento e Interpretação recebendo uma bolsa da Academia Superior de Vilnius.

Já no ano 2023, tirou o Título de Especialista em Música no Instituto Politécnico de Bragança.

Aušra Bernatavičiūtė participou em diversas classes de alto aperfeiçoamento com pianistas de renome como: K. Gierzod, H. Henck, M. Rubackyte, J. Winerock, R. Sloan entre outros.

Entre os anos 2001 e 2004 obteve diversos prémios em concursos nacionais e internacionais para jovens pianistas: na Grécia (Atenas); em Itália (Barletta); na Lituânia (Druskininkai); e como pianista acompanhadora: na Lituânia (Vilnius) e na Ucrânia (Vorzel) – Grand Prix no Concurso Internacional Art and Education in the XXI-st Century (2004). Por esta última conquista, em 2005 numa gala de entrega de prémios que decorreu em Vilnius – Lituânia, foi agraciada pessoalmente pelo Presidente da Lituânia, Valdas Adamkus.

Em 2017, realizou masterclasses de Piano na Esproarte de Mirandela, e em 2023 na Academia de Música Fernandes Fão no pólo em Ponte de Lima.

Desde 1999 atua como solista e pianista acompanhadora com cantores e agrupamentos de música de câmara.

Aušra Bernatavičiūtė fez recitais como solista e acompanhadora em várias salas de espetáculo, na Lituânia, Polónia, Espanha e Portugal. Com a soprano Ana Sofia Ventura e a flautista Gabrielle Silva integra o grupo de música de câmara Trio Majestoso.

Aušra Bernatavičiūtė, créditos Paco Dicenta

Aušra Bernatavičiūtė, créditos Paco Dicenta

É professora de piano e coordenadora do departamento de teclas no Conservatório de Música e Dança de Bragança (Portugal).

Aušra Bernatavičiūtė é diretora artística do Projeto Dança ao Som do Piano e do Concurso Internacional de Piano de Bragança.

Clique AQUI para saber mais.

Francisco Fernandes

Nascido em Bragança em 1999, Francisco Fernandes é um pianista que, após estudar na sua cidade natal sob a orientação da professora Ausra Bernataviciute, formou-se na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) no Porto, Portugal, sob a orientação de Pedro Burmester.

Faz o mestrado em Performance Musical na Bern University of the Arts (HKB) na Suíça, com foco em música contemporânea sob a tutela de  Antoine Françoise.

Francisco Fernandes destacou-se em inúmeras competições conquistando prémios como o 2º lugar no Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea, 2º lugar no II Concurso de Piano de Oeiras e 2º lugar no 15º Concurso Internacional de Piano do Alto Minho.

Colaborou com músicos de renome e participou em prestigiados festivais e academias de música. Apresentou-se no Aurora Music Festival em Estocolmo, onde trabalhou com Peter Jablonski, Mats Widlund e a soprano Camilla Tilling. Participou na Remix Summer Academy, trabalhando de perto com maestros como Peter Rundel e Jonathan Ayerst, tendo se apresentando como solista com o ensemble da Academia na prestigiada Sala Suggia da Casa da Música no Porto.

A sua paixão pela música contemporânea é evidente em seu repertório diversificado e colaborações com compositores como Pierre Jodlowski e Hector Parra, com quem trabalhou em peças para ensemble e solo. Ele executou obras significativas do repertório pianístico do século XX, incluindo “Oiseaux Exotiques” de Messiaen como solista sob a regência de Peter Rundel, assim como “The People United Will Never Be Defeated” de Rzewski, “Etudes for Piano Book I” de Ligeti e “Sequenza IV” de Berio.

Como músico de orquestra e ensemble, Francisco Fernandes apresentou-se com grupos como o VERTIGO Ensemble, Remix Ensemble Academy e Orquestra Sinfónica de Berna, sob a regência de estimados maestros como Patrick Jüdt, Graziella Contratto e Christoph Campestrini.

Desde 2023 é maestro da Musikgesellschaft Eggiwil.

Leia AQUI a bio completa.

Telmo Pires
Telmo Pires, fadista, de Bragança, créditos Ismael Prata

Telmo Pires, fadista, de Bragança, créditos Ismael Prata

Telmo Pires nasceu em Bragança, viveu 34 anos na Alemanha e está há uma década em Lisboa, onde já gravou três discos: Fado Promessa (2012), Ser Fado (2016) e Através do Fado, que foi este ano lançado nas plataformas digitais e também em CD.

No novo álbum, Telmo Pires gravou temas dos repertórios de Amália, Ana Laíns e Carlos do Carmo, entre outros.

“Tudo o que faço é, e sempre foi, uma evolução muito orgânica. Seja no meu percurso artístico ou na minha vida pessoal. Uma coisa está sempre ligada à outra. Cada novo trabalho reflete, também, um novo ponto de vista, uma nova marca na minha vida. Eu vejo a vida, a arte, o amor, a ‘minha’ cidade através do meu próprio fado. Daí o título do álbum”, justificou.

“Através do Fado” tem produção do fadista, com Davide Zaccaria, que também produziu o anterior CD, “Ser Fado”, editado em fevereiro de 2016.

O fadista, na gravação, foi acompanhado pelos músico Rui Poço, na guitarra portuguesa, Carlos Viçoso, à viola, e Yami Aloelela, na violas baixo.

Telmo Pires assina a letra do tema de abertura, “Só o Meu Canto”, uma confissão do fadista, na qual afirma “Só o meu canto está em mim/guardado, como um rio corre”. O fadista assina também a música com Maria Baptista.

Outro tema da sua autoria é “Era uma Vez”, em letra e música. Assina também a letra de “No Espelho”, que canta na melodia tradicional do Fado Vianinha, de Francisco Viana.

Outros fados tradicionais que interpreta são o “Cravo”, de Alfredo Marceneiro, para um poema de Tiago Torres da Silva, “Sem Peso ou Medida”, o “Fado Lopes”, de Mário José Lopes, para uma letra de Ana Laíns, “Não Sou Nascido do Fado”, do repertório de Lains, e “Fado Menor do Porto”, de José Joaquim Cavalheiro Júnior, para o poema de Vasco de Lima Couto, “Minha Mãe Eu Canto A Noite”,do repertório de Vasco Rafael (1949-1998).

Telmo Pires é um dos embaixadores do fado na Alemanha, país onde chegou ainda criança, e manteve a paixão pela língua e pela música portuguesas.

“Cheguei a Alemanha com dois anos e meio, frequentei a escola durante 13 anos, mas cresci com o fado, porque a minha mãe era uma grande admiradora da Amália Rodrigues e do Carlos do Carmo, e trouxe discos deles”, disse Telmo Pires à agência Lusa.

Do repertório de Amália, neste CD, gravou “Medo”, poema de Reinaldo Ferreira, com música de Alain Oulman, e “Oiça lá Senhor Vinho”, com letra e música de Alberto Janes. De repertório de Carlos do Carmo, canta “Uma Flor de Verde Pinho”, com letra de Manuel Alegre e música de José Niza, canção que venceu o Festival RTP da Canção, em 1975. Também do festival recuperou, em versão fado, “Silêncio e Tanta Gente”, de Maria Guinot que venceu o certame em 1984.

Telmo Pires interessou-se pelo fado, na década de 1990, aos 20 anos, depois de, na escola secundária, sob as influências da música pop anglo-americana, ter sido guitarrista de uma banda de rock. Nas suas preferências estão Prince, David Bowie, também Jacques Brel e, de uma maneira geral, a música portuguesa.

“Só quando tinha 20 anos, acabada a escola, comecei a sentir qualquer coisa que me puxava para outro lado e deixei o rock. Mas primeiro ainda fui pianista de um grupo, escrevia e cantava ‘canção francesa’ e também alguns temas em inglês”, contou o músico português. “No início da minha carreira a solo, tinha então 21 anos, fiz um arranjo musical ao piano para o tema ‘Foi Deus’ [de Alberto Janes, criação de Amália]. Cantei-o, e foi assim que começou a minha carreira de cantor português na Alemanha”, explicou Telmo Pires.

Começou a gravar fado em 2001. “Através do Fado” é o seu sexto álbum.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/ausra-bernataviciute-ft-paco-dicenta.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:24:462026-03-11 12:28:42Bragança e os seus músicos
Cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho
Músicas no Concelho

Borba e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Borba

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Joaquim Azinhal Abelho (folclorista, 1911-1979)
Cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho

cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho

Joaquim Azinhal Abelho nasceu na freguesia da Orada, concelho de Borba a 13 de abril de 1911. Filho de pais lavradores, viveu a infância no monte do Rossio, na Orada. Fez o exame da 4ª classe na sua terra Natal. O liceu fê-lo em Estremoz, partindo depois para Lisboa onde se licenciou em Filologia Românica na Universidade de Letras de Lisboa. Depois de ter passado brevemente pelo ensino, dedicou-se quase exclusivamente à atividade literária.

Foi grande estudioso e pesquisador de tema etnográfico, principalmente os ligados ao Alentejo. A sua paixão pelo teatro levou-o a dirigir o Teatro da Trindade, e a realizar diversos documentários cinematográficos. Foi compilador das Cartas de Florbela Espanca. Faleceu em Lisboa a 21 de Janeiro de 1979, mas veio a ser enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Orada concelho de Borba. Em sua homenagem, Borba tem o Pólo Museológico Azinhal Abelho.

Entre muitas obras de poesia, escreveu: Canto Chão, (1942); Os Anjos Cantam o Fado, (1961); cancioneiro do Natal Português, (antologia, 1964);  cancioneiro do Vinho Português, (1978). Escreveu também diversas obras em prosa.

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/borba-azinhal-abelho-autor-cancioneiro-do-natal-portugues.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:23:342024-12-06 21:02:30Borba e os seus músicos
António Zambujo, cantor, de Beja
Músicas no Concelho

Beja e os seus músicos

Música e Músicos do Concelho de Beja

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Abel Viana (folclorista, 1896-1964)
  • Ana Paula Russo (soprano, 1959)
  • António Zambujo (cantor, 1975)
  • Buba Espinho (cantor)
  • Carlos Gonçalves (guitarrista, 1938)
  • João Segurado (organista, 1984)
  • José Domingos Brandão (violoncelista, 1904-1983)
  • Manuel Joaquim Delgado (folclorista, 1910-1910)
  • Tiago Rosário (pianista)
  • Tonicha (cantora, 1946)
Ana Paula Russo

Ana Paula Russo nasceu em Beja.

Completou o Curso Superior de Canto do Conservatório Nacional, estudou em Salzburg e Luzern com Elisabeth Grümmer e H. Diez e trabalhou com Gino Becchi, C. Thiolass, Regine Resnick e Marimi del Pozo. Licenciou-se em Canto pela Esc. Superior de Música de Lisboa.

Como solista tem actuado em inúmeros concertos de “Lied”, ópera e oratória, quer em Portugal, quer no estrangeiro (Espanha, França, Bélgica, País de Gales, Itália, Macau, Canadá, Estados Unidos). Destacam-se, nomeadamente, trabalhos para a Fundação Calouste Gulbenkian, RTP, RDP, a Europália-91 (em Bruxelas), espectáculos no âmbito de Lisboa 94 – Capital da Cultura e a participação, entre outros, nos Festivais de Música dos Capuchos, Leiria, Estoril, Algarve, Póvoa de Varzim, Figueira da Foz, Ischia e no Festival Internacional de Macau. Dos muitos concertos e recitais destacam-se obras como “O Livro dos Jardins Suspensos” de A. Schönberg, “Les Noces” de Stravinsky, “Les Illuminations” de Britten, a Cantata op.29 de Webern, obras de A. Chagas Rosa, os “Carmina Burana” de Orff e as Operetas “Monsieur Choufleuri.” e “Bataclan” de Offenbach.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Ana Paula Russo, soprano, de Beja

Ana Paula Russo, soprano, de Beja

António Zambujo

Ainda pequeno, António Zambujo (Beja, 19 de setembro, 1975-) apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.

Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

António Zambujo, cantor, de Beja

António Zambujo, cantor, de Beja

Buba Espinho

Natural de Beja, Buba Espinho desde cedo vive e sente a música de raiz intensamente, pela mão do pai, também músico, que lhe transmitiu a importante missão de a preservar. A relação entre dois patrimónios culturais imateriais da humanidade, o Cante Alentejano e o Fado, sente-se quando o ouvimos e está bem presente no seu álbum de estreia.

Se o Cante Alentejano surgiu de pequeno com Buba, o Fado apareceu mais tarde, mas de forma natural, como a estética que percebeu que iria cruzar em perfeita harmonia as influências das suas raízes. Jovem, Buba tem já uma longa história na música, primeiro no Cante, onde integrou diversos grupos, os Adiafa, A Moda Mãe, Os Bubedanas, Mestre Cante e Há Lobos Sem Ser na Serra…

Um vasto caminho que chegado a 2016, e assumindo já o seu lugar como fadista, venceu a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios, tornando-se numa das mais aguardadas promessas da nova geração fadista. Aí decidiu iniciar uma carreira a solo. Fez os seus primeiros concertos a solo, explorou a composição e as suas primeiras canções foram gravadas. Desde então tem sido convidado regular em espetáculos de grandes nomes da música portuguesa: Rui Veloso, Ana Moura, António Zambujo, Celina da Piedade, Júlio Resende, entre muitos outros.

Buba Espinho, cantor, de Beja

Buba Espinho, cantor, de Beja

De Beja partiu para Lisboa, com passagem pelas mais icónicas casas de Fado da cidade, do Faia a Casa de Linhares, do Clube de Fado à Adega Machado, e daqui para os principais palcos nacionais, com marcantes atuações no Festival NOS Alive, no Coliseu de Lisboa, Coliseu do Porto, Casa da Música, CCB, Ovibeja, e muitos mais. Para além de Portugal, Buba, trilha ainda uma carreira que se prevê também de sucesso internacional, passando já por países como Inglaterra, Timor, Canadá, Espanha, Áustria, Suíça, França…

2020 trouxe o seu primeiro disco de estúdio, e a difícil harmonia entre a juventude e a tradição, entre o interior e o litoral, o legado de gerações da música de raiz portuguesa com a coragem e determinação de arriscar e inovar. O álbum inclui “Roubei-te um Beijo”, o primeiro single, que conta com a participação de António Zambujo no single e no vídeo. Foi escrito por Armando Torrão, cantador e autor do cancioneiro Modas Populares do Concelho de Serpa.

Buba Espinho e António Zambujo são da mesma terra rural, onde poucos são os que arriscam, e ao ver uma personalidade como o Zambujo, a arriscar e a alcançar o sucesso, as gerações mais novas, vindas do mesmo meio, acreditem em alcançar outros e novos objetivos que não serão possíveis no interior.

Destaque ainda neste álbum para o segundo single “Olhos de Mel” e participações de Tiago Nacarato e Diogo Brito e Faro, no tema “Zefa” e de Raquel Tavares na canção “O Verão, O Alentejo e os Homens”. “Jardim Paraíso”, outra canção deste álbum, tem letra de João Monge e música de António Zambujo.

Reciclanda

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira
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Carlos Gonçalves
Carlos Gonçalves, de seu nome completo Carlos dos Santos Gonçalves, nasceu em Beja, no dia 3 de junho de 1938. Morreu no dia 23 de março de 2020, com 81 anos, em Lisboa.

Influenciado pelo pai, que tocava bandolim, cedo começou a interessar-se por música tendo para o efeito aprendido solfejo. Chegou mesmo a tocar clarinete na Banda Capricho, em Beja, mas a sua paixão era a guitarra portuguesa, que se habituou a ouvir nos programas emitidos pela Emissora Nacional, através dos mestres José Nunes e Raul Nery, suas referências fundamentais.

Oriundo de uma família modesta, não dispunha de rádio e era numa taberna próxima que, ainda jovem, ia ouvir religiosamente os programas semanais de 20 minutos de fados e guitarradas. Com excelente ouvido e memória musicais, captava os sons que ouvia e, de seguida, corria para casa, pegava na guitarra que lhe haviam emprestado e tentava reproduzir, dentro dos moldes possíveis e à sua maneira, o que ouvira na rádio. Foi desta forma, quase autodidata, que conseguiu aprender a tocar guitarra portuguesa, revelando simultaneamente uma enorme destreza técnica.

Leia AQUI a biografia completa.

João Segurado

João Segurado nasceu em Beja, em 1984. Iniciou os estudos musicais no Conservatório local, onde estudou piano e órgão.

É licenciado em órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou sob a orientação de António Esteireiro (órgão e improvisação).

Concluiu o III Curso Nacional de Musica Sacra, na vertente de órgão, realizado em Fátima, entre 2003 e 2006. Frequentou classes de aperfeiçoamento com Franz Josef Stoiber, Hans-Ola Ericsson, João Vaz, José Uriol entre outros.

Participou nos ciclos “Jovens Organistas em Aveiro” e “Jovens Organistas em Lisboa” assim como nos recentes Festivais Internacionais de órgão de Lisboa.

Leia AQUI a biografia completa.

Tiago Rosário

Tiago Rosário iniciou os estudos musicais aos 4 anos no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, em Beja, tendo estudado piano com José Azevedo Souza. Em 2012 ingressou na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, onde continuou a sua aprendizagem com Ana Valente, tendo terminado em 2015 com a classificação máxima. Nesse ano foi admitido na classe de Vladimir Viardo na University of North Texas e na classe de Pedro Burmester na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, tendo ingressado na última, onde completou a licenciatura com alta distinção.

Participou em vários concursos, obtendo diversos prémios, como o 2º prémio no Concurso internacional “Cidade do Fundão” e o 1º prémio no Concurso Czerny. Foi membro dos grupos Triokovich (2º lugar no Prémio Jovens Músicos) e Quarteto Werther (3º lugar no Concurso Internacional de Música de Câmara de Alcobaça), sendo membro fundador do Quarteto Rosário.

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Tonicha

Antónia de Jesus Montes Tonicha Viegas, mais conhecida como Tonicha (Beja, 8 de março de 1946) é uma cantora portuguesa.

Tonicha, cantora, de Beja

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/beja-antonio-zambujo-cantor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:23:022024-10-28 19:01:51Beja e os seus músicos
Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro
Músicas no Concelho

Barreiro e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho do Barreiro

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberta Soares (pianista)
  • Dulce Cabrita (cantora lírica, 1928)
  • Domingos Caeiro (reparador de instrumentos, 1963)
  • Fábio Cachão (compositor, 1992)
  • Fernando Farinha (cantor, 1928-1988)
  • Ferrer Trindade (compositor de canções, 1917-1999)
  • José Batata (músico, musicógrafo)
  • Manuel Pedro Nunes (barítono)
  • Maria de Lourdes Resende (cantora, 1927)
  • Nuno Ferreira (guitarrista, 1975)

Dulce Cabrita

Dulce Cabrita, cantora, do Barreiro

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Fernando Farinha

Fernando Farinha, fadista, do Barreiro

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Ferrer Trindade

Ferrer Trindade, compositor de canções, do Barreiro

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José Batata

José Batata, musicógrafo, do Barreiro

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Maria de Lourdes Resende

Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro

Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro

José Batata

Homem com vasta cultura e formação musical, José Batata foi o grande impulsionador da Escola de Jazz do Barreiro. O seu nome está ligado à formação da Camerata Musical do Barreiro, assim como à Big Band da Escola de Jazz ou à Banda Municipal do Barreiro. José Batata dinamizou o projeto Outubro – Mês da Música, na época iniciativa do género pioneira na Área Metropolitana de Lisboa, que era um desafio para abrir caminho e colocar o Barreiro, no plano musical, na rota de eventos de dimensão cosmopolita.

José Batata, foi o impulsionador, da criação das Bolsas de Estudo Fernando Lopes-Graça, um projeto pioneiro da Câmara Municipal do Barreiro que permitiu a diversos jovens ter condições de aprendizagem e conquistarem os seus sonhos de formação musical. Foi responsável pela elaboração e implementação do Projeto de Animação e Dinamização da Atividade Musical para o Concelho do Barreiro, em 1987.

Musicógrafo com diversas participações em projetos na RDP e na RTP, professor de Educação Musical, colaborador na edição de várias obras musicais quer para a Oficina Musical do Porto, ou no “Cancioneiro Popular Português” de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça editado pelo Círculo de Leitores. José Batata, faleceu em 11 de janeiro de 2019.

Reciclanda

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/barreiro-maria-de-lourdes-resende-cantora.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:22:302024-10-29 23:12:04Barreiro e os seus músicos
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