Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Órgãos de tubos do concelho do Barreiro [3]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Paroquial de Santa Margarida do Lavradio

Igreja Matriz do Lavradio

Igreja Paroquial do Lavradio

Igreja Paroquial do Lavradio possui um órgão histórico António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, s./d.

Igreja Paroquial de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Nos séculos XV/XVI existia uma pequena ermida dedicada a S. Roque, onde hoje se situa a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Em data indeterminada a Confraria de S. Roque terá cedido a ermida à Irmandade de S. Pedro, constituída por marítimos e pescadores da Vila do Barreiro, a qual se encontra ali desde 1629. A partir de 1736, tem início a romaria à Senhora do Rosário, imagem venerada na velha ermida, transformando-se a partir dessa época num dos principais Círios da Margem Sul, à semelhança dos Círios da Atalaia (Montijo) e da Senhora do Cabo (Cabo Espichel). A Igreja começa a ganhar a atual designação. No final do séc. XVIII, a devoção à Senhora do Rosário atingira tal fama, que a velha ermida de S. Roque era já pequena para acolher todos os romeiros, em busca dos seus milagres. D. Maria I emitiu então um alvará régio autorizando os membros da Confraria dos Escravos de Nª Sª do Rosário, então instalada na igreja, para ampliarem a pequena ermida. Atualmente é uma igreja de corpo retangular, com uma fachada de linhas severas, onde sobressaem dois torreões, um dos quais (Norte) ostenta um carrilhão. No  interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, com uma imagem de roca da Senhora do Rosário. A sacristia está revestida com um silhar de azulejos do período final do Barroco. Referência ainda para o Lavatório em pedra lioz, ricamente lavrada, também deste período. A igreja situa-se no Largo Bento de Jesus Caraça.

Possui um órgão histórico [ I; (16+17) ], I teclado manual de 53 notas (Dó1 – Dó3 / Dó#3 – Mi5) e 33 meios registos, provavelmente de Joaquim António Peres Fontanes e seu filho, construído c. 1810, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2007, opus 50.

Montra

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

consola

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

consola

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

teclado manual

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Tubos

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

“Desde a década de 50 do século XX, partindo dos ensinamentos do professor Karl Heinz Muller, que o nosso país vive num movimento de recuperação de órgãos, nomeadamente órgãos de tubos históricos. A igreja dos Mártires de Lisboa e a de Santo Amaro em Oeiras viram o desejo da recuperação dos seus órgãos tornar-se uma realidade. Nos anos 60 a 70, foi a vez do órgão da de Lamego, o órgão (do Evangelho) de Mafra e o da do Porto, entre outros exemplos, verem devolvida toda a beleza dos sons que ecoaram de novo pelo espaço sagrado.

Na nossa Diocese de Setúbal, possuímos alguns belos exemplares da organística, que merecem um trabalho de análise histórica aprofundado; são os casos dos órgãos da Igreja da Arrentela, Seixal; da Igreja de S. Sebastião, Setúbal; do Santuário de Nossa Senhora do Cabo, Sesimbra, e do recentemente restaurado Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário no Barreiro.

Este último órgão de tubos, depois de apurado restauro, teve o seu concerto inaugural no passado dia 8 de Dezembro.

É um instrumento de tipo ibérico, que tem características adquiridas principalmente a partir de modelos originários dos Países Baixos. A partir do século XIV, a construção de Órgãos na Península fez grandes progressos, mas é no século XVI, com a vinda de mestres organeiros flamencos e italianos, que a actividade ganha grande fôlego, atingindo pleno vigor no século XVIII.

O Órgão da Senhora do Rosário do Barreiro, dadas as suas características, é do primeiro quartel do século XIX, visto que de 1821 a 1826 foram entregues vários trabalhos de restauro a António José Fontanes. É neste argumento que reside a atribuição deste órgão ao pai deste mestre organeiro da Real Basílica de Santa Maria de Lisboa.
Os órgãos de Joaquim António Peres Fontanes são muito semelhantes aos de Machado Cerveira, contudo, os frontispícios elaborados por este chegaram a adquirir estatuto de verdadeiras obras-primas. O seu filho, António José Fontanes, dedicou-se essencialmente a restaurar órgãos fabricados pelo pai, mas existem alguns da sua lavra, como o da Igreja Matriz de Oeiras, que tem esta inscrição: «Antonio Joaquim Fontanes, o fez em Lisboa no anno de 1829».

Segundo o mestre-organeiro Pedro Guimarães von Rohden, este órgão seria construído por Fontanes (filho), a partir de um instrumento de seu pai. A data da construção seria entre 1797 – ano em que ainda se alugou um instrumento em Lisboa – e 1808, de que data a primeira referência a um órgão nesta igreja.

Diz a tradição que o órgão foi oferecido por D. Maria I à Capela Real de Nossa Senhora do Rosário do Barreiro. Corroborando esta tese, está a coroa real presidindo ao frontispício do órgão; debaixo, inscrita sob uma forma ovalada, as siglas da Ave Maria, que alude à saudação do Anjo a Maria e, quem sabe, seja uma referência à ofertante?

É um órgão de características barroca-rocócó, com caixa pintada em parte com marmoreados. Possui 1515 tubos, sendo que os do frontispício dispõem-se de forma serpenteante de curva e contracurva, divididos em cinco corpos, definidos por estípites, cujos capitéis são rematados por jarros de flores. Ladeando as siglas marianas, colocadas no corpo central, há duas representações da ladainha mariana; nos corpos laterais, a lua do lado direito e o sol do lado esquerdo. Une as três formas ovais um elegante florão.

Casimiro Henriques, Diocese de Setúbal, 28 dezembro 2007

Igreja Matriz de Alcácer do Sal
Órgãos de tubos do concelho de Alcácer do Sal [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Alcácer do Sal

[ Igreja Paroquial ] [ de Santiago ] [ Santa Maria do Castelo ]

Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Sobre a colina do castelo ergue-se um dos mais interessantes exemplares do românico tardio que se conservam no sul de Portugal, onde o estilo tem pouca representação. A Igreja de Santa Maria do Castelo, tal como a maioria dos edifícios religiosos medievais da cidade, foi fundada pela Ordem de Santiago após a reconquista da cidade por D. Afonso II, em 1217. Em tempos a mais importante igreja e o principal local de encontro em Alcácer do Sal, no seu adro eram divulgadas as atas camarárias e as ações governamentais durante a Idade Média.

Foi construída no lugar onde já haviam estado um templo pagão e uma mesquita muçulmana. Tem três naves e com vários motivos de interesse: o púlpito setecentista, suportado por um anjo, a faustosa talha dourada das capelas, o trabalho minucioso de serralharia do século XVI, os revestimentos em azulejos e os traços góticos, manuelinos e barrocos.  A porta lateral é a peça mais significativa do ponto de vista arquitetónico: é larga, bem lançada e está bem conservada, apresentando quatro arcadas de estilo românico. Duas delas mostram as arestas biseladas com chanfro liso, as outras têm o chanfro côncavo, abrindo e terminando em meios rolos. O portal axial é mais singelo, embora moldado com os mesmos motivos. No século XVIII substituiu-se o frontão com o escudo da Ordem de Santiago, abrindo-se uma janela que ilumina o coro.

Na igreja encontra-se um órgão histórico construído em 1791 pelo grande organeiro António Xavier Machado e Cerveira, opus s. nº.

Órgão positivo de armário

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

teclado manual

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Manúbrios do lado esquerdo

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Órgão da Igreja Matriz de Alcácer do Sal

Igreja Matriz de Grijó
Órgãos de tubos do concelho de Vila Nova de Gaia [11]

Com um rico património cultural e religioso, Gaia é um dos concelhos portugueses com 10 ou mais órgãos de tubos. Destaque para um organista com importância a nível nacional, Joaquim Simões da Hora (Vila Nova de Gaia, 2 de maio de 1941 – Lisboa, 1 de abril de 1996), organista, professor e produtor português. Têm disciplina de órgão o Conservatório Regional de Gaia e a Escola de Música de Perosinho, lecionando nesta escola o organista e professor André Bandeira, licenciado pela Universidade de Aveiro, onde estudou Órgão sob orientação de Domingos Peixoto e Edite Rocha,, mestrado em Performance em 2013.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nos seguintes edifícios do Concelho:

Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau em Gaia existe um órgão histórico da autoria de José Joaquim da Fonseca, construído no século XIX, congénere do Órgão da Igreja Paroquial da Foz do Sousa, restaurado por JMS Organaria.

Conservatório Regional de Gaia

Conservatório Regional de Gaia

Conservatório Regional de Gaia

O Conservatório Regional de Gaia possui no Salão Nobre um órgão de tubos.

Igreja do Corpus Christi

Igreja do Corpus Christi

Igreja do Corpus Christi

A Igreja do antigo convento do Corpus Christi possui um órgão histórico da autoria de Manuel Sá Couto, construído em 1828.

Igreja de Avintes

No coro alto por cima da entrada, a Igreja Paroquial de São Pedro de Avintes possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, reformulação, 1860, restaurado pelo organeiro autodidata Manuel dos Santos Fonseca em 2000.

Igreja Matriz de Avintes, créditos Biblioteca Pública de Avintes

Igreja Matriz de Avintes, créditos Biblioteca Pública de Avintes

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Avintes

Órgão da Igreja Paroquial de Avintes

Veja AQUI o álbum Pinterest do órgão.

Igreja de Grijó

Igreja Matriz de Grijó

Igreja Matriz de Grijó

Em tribuna própria do lado da Epístola, a Igreja do antigo Mosteiro de São Salvador de Grijó, Igreja Paroquial, apresenta um órgão de dois teclados manuais [ II; (16+17) ], da autoria de Manuel Sá Couto, construído por volta de 1800, inventariação e projeto de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, opus, 20, em 1996, restaurado pela mesma Oficina e Escola de Organaria, em 2003, opus 40.

Órgão em tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja do Mosteiro de Grijó

Órgão da Igreja do Mosteiro de Grijó

Igreja de Gulpilhares

Igreja Matriz de Gulpilhares

Igreja Matriz de Gulpilhares

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Ó de Gulpilhares possui órgão de tubos.

Igreja de Mafamude

Igreja Matriz de Mafamude

Igreja Matriz de Mafamude

Na Igreja Paroquial de São Cristóvão de Mafamude, o  coro alto sobre a entrada alberga um órgão histórico de um teclado manual [ I ; (7+7) ], da autoria de Manuel Sá Couto construído por volta de 1800, restaurado em 1996 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 13.

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Mafamude

Órgão da Igreja Paroquial de Mafamude

Igreja de Oliveira do Douro

Igreja Matriz de Oliveira do Douro

Igreja Matriz de Oliveira do Douro

A Igreja Paroquial de Santa Eulália de Oliveira do Douro possui um órgão de um teclado manual [ I;6 ] construído por José Joaquim Fonseca em 1878, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, opus 25, em 1998.

Igreja de Santa Marinha

Igreja Matriz de Santa Marinha

Igreja Matriz de Santa Marinha

A Igreja Paroquial de Santa Marinha possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído entre 1815-1820, restaurado em 2000 por António Simões.

Igreja de Valadares

Igreja Matriz de Valadares

Igreja Matriz de Valadares

A Igreja Paroquial do Divino Salvador de Valadares possui um órgão histórico Manuel de Sá Couto?, séc. XIX.

Igreja de Vilar de Andorinho

Igreja Matriz de Vilar de Andorinho

Igreja Matriz de Vilar de Andorinho

O coro alto da Igreja Paroquial do Divino Salvador de Vilar de Andorinho alberga um órgão histórico de um teclado manual e seis meios registos [ I ; (6+6) ] construído por Manuel de Sá Couto, em 1817, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 2011, opus 56.

Montra do órgão com portadas abertas

Órgão da Igreja Paroquial de Vilar de Andorinho

Órgão da Igreja Paroquial de Vilar de Andorinho

Igreja de Vilar do Paraíso

Igreja Matriz de Vilar do Paraíso

Igreja Matriz de Vilar do Paraíso

A Igreja Paroquial de São Pedro de Vilar do Paraíso possui órgão de tubos.

Igreja de Santa Clara
Órgãos de tubos do concelho de Vila do Conde [7]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Vila do Conde

Igreja da Misericórdia de Vila do Conde

Igreja da Misericórdia de Vila do Conde

O órgão histórico do início do séc. XVIII foi restaurado por Giovanni Pradella, sendo André Bandeira Diretor Musical da Santa Casa da Misericórdia Vila do Conde.

Foi adquirido um órgão Klop.

Igreja de Santa Clara

Igreja de Santa Clara

Igreja de Santa Clara

A Igreja do antigo Convento de Santa Clara possui um órgão histórico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1775, em tribuna própria.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de Santa Clara

Órgão da Igreja de Santa Clara

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco

A Igreja de São Francisco, do convento de Nossa Senhora da Encarnação, possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1817. Foi reparado em 1988 por António Simões, a expensas da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Igreja de Arcos

Igreja Matriz de Arcos

Igreja Matriz de Arcos

A Igreja Paroquial de Arcos possui no coro alto, sobre a entrada, um órgão positivo histórico.

Montra do Órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Arcos

Órgão da Igreja Paroquial de Arcos

Igreja de Vairão

Igreja de Vairão

Igreja de Vairão

A Igreja do antigo Mosteiro de São Salvador de Vairão possui dois órgãos, um na nave, outro no coro alto.

Igreja Matriz de Vila do Conde

Igreja Matriz de Vila do Conde

Igreja Matriz de Vila do Conde

A Igreja Paroquial de São João Baptista de Vila do Conde possui um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1908.

Órgãos de tubos do concelho de Valongo [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Santa Rita

[ Santuário de Santa Rita ]  [ do Colégio de Santa Rita ] Ermesinde

A 12 de outubro de 1749 foi lançada a primeira pedra do convento dedicado a Nossa Senhora do Bom Despacho e Santa Rita. No local, uma quinta no lugar da Mão Poderosa, doada por Francisco da Silva Guimarães e mulher à congregação dos Religiosos Eremitas Descalços de Santo Agostinho, já existia uma ermida. Esta veio provavelmente a ser substituída por volta de 1800, com a construção da atual Igreja de Santa Rita ou da Formiga, como é também é conhecida. A igreja é uma referência do Barroco portuense, de decoração interior neoclássica. Durante o Cerco do Porto, entre 1832 e 1833, o convento serviu de hospital das tropas absolutistas, tendo tido a visita de D. Miguel. Com o liberalismo foi extinta a congregação e vendido o convento. Ao longo dos tempos foi tendo diversas funções ligadas com a educação. Com a República tornou-se um Internato e depois Colégio de Ermesinde, como ainda é conhecido. É local de peregrinação regional para onde convergem devotos durante todo ano. O culto mais significativo é o de Santa Rita, cujo dia se comemora a 22 de maio, sendo a festa, uma das mais importantes do concelho de Valongo, no segundo domingo de junho.

Fonte: CMV

Igreja de Santa Rita

Igreja de Santa Rita

O coro alto sobre a entrada alberga um órgão Orgelbau Goll AG, 2002, órgão de dois manuais e pedaleira com acoplamentos.

coro alto e órgão

Órgão da Igreja de Santa Rita

Órgão da Igreja de Santa Rita

Manúbrios da esquerda e manuais

Órgão da Igreja de Santa Rita

Órgão da Igreja de Santa Rita

Manúbrios da direita

Órgão da Igreja de Santa Rita

Órgão da Igreja de Santa Rita

Igreja Paroquial de Campo

[ São Martinho ]

Igreja Matriz de São Martinho do Campo

Igreja Matriz de São Martinho do Campo

coro alto e órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Teclados

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Manúbrios da direita

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Manúbrios da esquerda

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Pisantes

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Tubos da pedaleira

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Pisantes

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Traseiras

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Placa de bênção e inauguração

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Vista do presbitério

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Órgão da Igreja Paroquial de Campo

Igreja Matriz de Sobrado

[ Igreja Paroquial ] [ Santo André ]

Igreja Matriz de Sobrado

Igreja Matriz de Sobrado

Dedicada a Santo André, a Igreja Matriz de Sobrado é um edifício de arquitetura religiosa de construção seiscentista (1671) de uma só nave e harmoniosa traça barroca. A maior parte do seu património é do séc. XVIII. Ostenta no seu interior azulejo decorativo e talha dourada que tornam este templo no expoente máximo do Barroco no concelho de Valongo. O retábulo mor, feito num período de coexistência do Barroco com o Rococó, recebe duas bem conseguidas imagens de Santo André e de São Francisco de Assis. A sobrepujar o retábulo, há duas curiosas alegorias à Fé e à Esperança. De destaque é ainda o perfeito trabalho de talha do teto da Capela-mor, que mais parecem bordados executados em madeira, onde se encontram representados desde aves a anjos músicos. A Ceia de Cristo, do famoso pintor Francisco José de Resende, é digna de destaque. A edificação da torre sineira é um projeto posterior, concluída somente em 1874. A casa paroquial de 1691 foi alvo de intervenções recentes. Na envolvente encontra-se um fontanário granítico também Barroco. No Passal, onde existe um cruzeiro e um elemento escultórico dedicado aos Bugios e Mourisqueiros, é onde, no dia de S. João, decorrem as tradicionais Bugiadas e Mouriscadas.

Fonte: CMVV

Igreja Matriz de Valongo

[ Igreja Paroquial ] [ São Mamede ]

Igreja Matriz de Valongo

Igreja Matriz de Valongo

A Igreja Matriz de Valongo é um edifício de arquitetura religiosa. Com autorização régia a edificação iniciou-se, em 1794, com a ajuda de um imposto sobre bens alimentares, alargado, em 1796, à imposição de cinco reis sobre cada alqueire de trigo. Ainda em construção, em 1809, foi quartel das tropas invasores francesas. Já em 1823 teve a celebração da missa nova e, em 1837, na sacristia ocorreu a primeira reunião da vereação do concelho de Valongo, entretanto criado em 1836. De arquitetura neoclássica segue a traça da igreja da Lapa, Porto. A imponência da volumetria destaca-se na paisagem e no seu interior encontramos um excelente espólio de meados do séc. XIX. A decoração dos tetos engloba um interessante conjunto de pinturas com os evangelistas, na Capela-mor, e emblemas marianos, na nave. Os altares neoclássicos foram concebidos para receber imagens dos mais conceituados imaginários, encarnadores e pintores da época, como João Baptista Ribeiro, João António Correia e Francisco José Resende. Nas imediações encontra-se a Capela do Senhor dos Passos, que serviu de Igreja Paroquial, enquanto durou a construção da matriz.

Fonte: CMV

O coro alto construído sobre a entrada alberga um órgão de um teclado manual e pedaleira [ I+P ; 7 (2+2) ] construído por Peter Conacher & Co, em 1881, reparado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, trabalho executado em 2011, opus 58.

coro alto e órgão

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Órgão no coro alto

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Montra

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Órgão da Igreja Matriz de Valongo

Igreja Matriz de Santiago de Bougado
Órgãos de tubos do concelho da Trofa [5]

De acordo com as informações disponíveis a 22 de novembro de 2022, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Capela de Nossa Senhora da Livração

Capela de Nossa Senhora da Livração

Capela de Nossa Senhora da Livração

A Capela de Nossa Senhora da Livração possui um órgão construído em 2000 por António Simões.

Montra do órgão

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Livração

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Livração

Igreja de Santiago de Bougado

Igreja Matriz de Santiago de Bougado

Igreja Matriz de Santiago de Bougado

A Igreja Paroquial de Santiago de Bougado possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, do século XIX, restaurado em 1989 por António Simões.

Montra do órgão

Igreja Paroquial de Santiago de Bougado

Igreja Paroquial de Santiago de Bougado

Igreja de São Mamede do Coronado

Igreja Matriz de São Mamede do Coronado

Igreja Matriz de São Mamede do Coronado

A Igreja Paroquial de São Mamede do Coronado possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de São Mamede do Coronado

Órgão da Igreja Paroquial de São Mamede do Coronado

Igreja de São Martinho de Bougado

Igreja Matriz de São Martinho de Bougado

Igreja Matriz de São Martinho de Bougado

A Igreja Paroquial de São Martinho de Bougado possui um órgão histórico construído por Manuel de Sá Couto em 1830, restaurado em 2003 por António Simões.

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de São Martinho de Bougado

Órgão da Igreja Paroquial de São Martinho de Bougado

Igreja Nova
Órgão Bruggeman da Igreja Nova de São Martinho de Bougado

Órgão Bruggeman da Igreja Nova de São Martinho de Bougado

De acordo com informação do Notícias da Trofa, no ano em que a paróquia de S. Martinho de Bougado comemorou o 29.º aniversário da dedicação e inauguração da Igreja Nova (14 de novembro), foi adquirido um órgão construído por Jean Bruggeman no ano de 1987. Tem 19 registos, dois teclados e 1288 tubos e “serviu a liturgia” durante alguns anos na igreja da paróquia da Sagrada Família, em Waregen (Bélgica).

Segundo Luciano Lagoa, pároco de S. Martinho de Bougado, a paróquia e os seus responsáveis pretendiam há alguns anos adquirir um órgão de tubos mais consentâneo com a grandeza da Igreja Nova o que viria a concretizar-se através de contactos entre o organista e cravista Rui Soares (da Igreja dos Clérigos) e o padre Bruno Ferreira. A Fábrica da Igreja de S. Martinho de Bougado decidiu comprá-lo pelo preço estipulado de 30 mil euros suportados em parte pela Câmara Municipal da Trofa e outra parte por benfeitores da paróquia.

Igreja Matriz de Santo Tirso
Órgãos de tubos do concelho de Santo Tirso [5]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Capela do Mosteiro de Santa Escolástica

O edifício do Mosteiro de Santa Escolástica de Roriz alberga uma Comunidade Religiosa de Santa Escolástica, constituída por freiras, que para além do recolhimento dedicam-se ao fabrico de doçarias. O edifício encontra-se implantado cerca de 200 metros após a Igreja Românica de S. Pedro de Roriz, Monumento Nacional, sendo caracterizado por uma arquitetura tipicamente novecentista. A data da fundação do mosteiro é de 1935, apresentando uma planta quadrangular. Contudo, o edifício, com dois pisos e rés do chão, não se encontra acabado, tendo sido feita a última intervenção na década de 1950. A designação correta é monjas beneditinas da Rainha dos Apóstolos.

A Capela possui um “órgão de procedência belga construído por Bernard Pels. “Não obstante as suas pequenas dimensões, é um instrumento bastante versátil, dotado de dois teclados manuais e um de pedal. O órgão foi objeto de uma recente intervenção de desmontagem, limpeza geral, re-harmonização e afinação, realizada pela JMS Organaria, encontrando-se em excelentes condições de uso.” Foi inaugurado por Nuno Mimoso.

Nuno Mimoso ao órgão

Órgão da capela do Mosteiro de Santa Escolástica

Órgão da Capela do Mosteiro de Santa Escolástica

Colégio Nun’Alvres 

Colégio Nun’Alvres 

Colégio Nun’Alvres

O Instituto Nun’Alvres é um colégio da Companhia de Jesus. Iniciou a sua atividade nas Caldas da Saúde (Santo Tirso) em 1932.

A Capela do Instituto Nun’Alvres, na freguesia de Caldas da Saúde, possui um órgão espanhol do século XX, reparado em 1992 por António Simões.

Igreja do Mosteiro de Singeverga

Igreja do mosteiro de Singeverga

Igreja do Mosteiro de Singeverga

A Igreja do Mosteiro de Singeverga, de beneditinos), em Roriz, possui um órgão italiano Ruffati (século XX), reparado em 2006 por António Simões.

Montra

Órgão da Igreja do Mosteiro de Singeverga

Órgão da Igreja do Mosteiro de Singeverga

Igreja de Fontiscos

Igreja Paroquial de Fontiscos possui um órgão construído pela empresa Späth Orgelbau da Suíça para a Capela do Hospital de Visp, instalado na Igreja Matriz de Fontiscos em 2017 pela JMS Organaria.

Igreja Matriz de Santo Tirso

Igreja Matriz de Santo Tirso

Igreja Matriz de Santo Tirso

Monumento Nacional desde 1910, o Mosteiro de São Bento está implantado na margem esquerda do rio Ave, na zona baixa da cidade de Santo Tirso. Foi fundado por D. Unisco Godiniz e seu marido Abunazar Lovesendes, primeiro senhor da Maia e ancestral desta família, em 978, conforme documento publicado por D. António Caetano de Sousa. No século XV foi edificada a igreja monástica por benemerência de Martim Gil, conde de Barcelos. Desta igreja restam alguns vestígios arqueológicos. A atual Igreja Matriz foi construída em 1659 – 79, com projeto de Frei João Turriano, filho de um arquiteto milanês, Leonardo Turriano. Possui planta de cruz latina e é de uma só nave. A fachada tem três nichos em que estão alojadas as esculturas de Santo Tirso ao centro, ladeado por S. Bento e Santa Escolástica. No tímpano encontra-se inscrita a data de 1679 que, hipoteticamente, representa o termo da construção da igreja. Ao mosteiro pertenceram as terras do couto até ao século XIX, quando se deu a expropriação dos bens das ordens religiosas em 1834. Em 11 de maio desse ano, 46 dias após a retirada dos monges de S. Bento, toma posse a Comissão Municipal interina do futuro. Após a secularização o mosteiro foi dividido; uma parte fica para um particular, outra para repartições públicas (Câmara Municipal – nas antigas hospedarias conventuais, Tribunal e Administração do concelho) e o Asilo Agrícola Conde S. Bento, e uma última parte para residência paroquial.

Fonte: CMST

Dedicada a Santa Maria Madalena, a Igreja do antigo Mosteiro de São Bento, possui em tribuna própria, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha?, de data desconhecida.

Montra

Órgão da Igreja Matriz de Santo Tirso

Órgão da Igreja Matriz de Santo Tirso

Na nave, a Igreja do Mosteiro de São Bento possui um órgão positivo de armário. O realejo histórico atribuído a Manuel de Sá Couto (c. 1819-1822) foi restaurado pelas empresas JMS Organaria e N_Restauros entre os meses de setembro de 2017 e janeiro de 2018.

Citando a JMS Organaria “esta intervenção devolveu ao instrumento o seu plano fónico original, cuja sonoridade foi potencializada por uma harmonização a condizer com a estética organeira de Sá Couto, bem como o esplendor dos elementos artísticos que decoram a invulgar caixa que abriga esta autêntica joia organeira custodiada pelo concelho.”

Órgão positivo de portadas fechadas

Órgão positivo da Igreja Matriz de Singeverga

Órgão positivo da Igreja Matriz de Singeverga

Órgão positivo de portadas abertas

Órgão positivo da Igreja Matriz de Singeverga

Órgão positivo da Igreja Matriz de Singeverga

Igreja Matriz de Rates
Órgãos de tubos da Póvoa de Varzim [5]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Lapa

A Igreja da Lapa, Póvoa de Varzim, possui um órgão de tubos W. Sweetland proveniente de St Andrews Holcombe, Reino Unido.

Órgão de tubos W. Sweetland da igreja da Lapa, Póvoa de Varzim, créditos William Smith

Órgão de tubos W. Sweetland da igreja da Lapa, Póvoa de Varzim, créditos William Smith

Igreja da Misericórdia da Póvoa de Varzim 

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia da Póvoa de Varzim

A Igreja da Misericórdia da Póvoa de Varzim possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1820.

Igreja de Beiriz

Igreja Matriz de Beiriz

Igreja Matriz de Beiriz

A Igreja Paroquial de Santa Eulália de Beiriz possui um órgão da autoria de Augusto Joaquim Claro, organeiro de Braga, órgão de um teclado manual e 14 meios registos [ I ; (7+7) ], construído em 1894, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2001, opus 33.

Tubos da fachada

Órgão da Igreja Paroquial de Beiriz

Órgão da Igreja Paroquial de Beiriz

Igreja de Navais

Igreja Matriz de Navais

Igreja Matriz de Navais

A Igreja Paroquial do Divino Salvador de Navais possui um órgão positivo de armário em más condições.

Órgão positivo de portadas fechadas

Órgão da Igreja Paroquial de Navais

Órgão da Igreja Paroquial de Navais

Órgão positivo de portadas abertas

Órgão da Igreja Paroquial de Navais

Órgão da Igreja Paroquial de Navais

Igreja de Rates

Igreja Matriz de Rates

Igreja Matriz de Rates

A Igreja Paroquial de São Pedro de Rates possui um órgão histórico construído por Luís de Carvalho Guimarães no séc. XIX. Foi restaurado em 1989 por António Simões.

Órgão positivo de armário

Órgão da igreja de Rates, foto António Simões

Órgão da igreja de Rates, foto António Simões

Manúbrios e registos

Órgão da igreja de Rates, manúbrios da direita

Órgão da igreja de Rates, manúbrios da direita, foto António Simões

Registos e manúbrios

Órgão da igreja de Rates, manúbrios da esquerda

Órgão da igreja de Rates, manúbrios da esquerda, foto António Simões

Pisantes

Órgão da igreja de Rates, pisantes dos cheios

Órgão da igreja de Rates, pisantes dos cheios, foto António Simões

Igreja dos Terceiros Franciscanos

A Igreja dos Terceiros Franciscanos possui um órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1825-1826.

Sé do Porto, tempo com órgãos
Órgãos de tubos do concelho do Porto

O Porto é uma cidade e concelho com uma longa e rica História e isso reflete-se nos seus órgãos de tubos. É um dos três concelhos com mais extenso portefólio de instrumentos do género em Portugal e a cidade portuguesa com mais grandes órgãos nos últimos 50 anos. A cidade tem condições ótimas para a realização de ciclos de órgão e festivais como o Festival Internacional de Órgão do Porto e Grande Porto. Destacam-se entre as instituições académicas, o Conservatório de Música do Porto, a Escolas das Artes e a Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, na Torre da Marca, esta mais voltada para a formação de organistas para as paróquias. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Capela do Cemitério de Agramonte

A Capela do Cemitério de Agramonte dispõe de um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1890, com teclado manual dividido com quatro registos com pedal de expressão, restaurado em 1996 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (com sede em Esmoriz).

Capela das Almas

Órgão ibérico da capela das almas

Órgão ibérico da Capela das Almas

A Capela das Almas, na Rua de Santa Catarina, dispõe de órgão de um teclado manual com dez meios registos [ I ; (5+5) ], da autoria de José Joaquim Fonseca?, construído no XIX?, restaurado em 1993 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 3.

Conservatório de Música do Porto

Órgão positivo moderno de estudo

Escola das Artes

UCP

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Piso -1, sala 2

> Piso -1, sala 9

Piso -1, sala 10

Sala de orquestra

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

A Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, no Centro de Cultura Católica, Torre da Marca, possui um órgão positivo de estudo.

Montra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Igreja Anglicana de St. James

A Igreja Anglicana de St. James possui um órgão de tubos.

Igreja da Boavista

Órgão moderno

Órgão moderno da igreja Matriz da Boavista

Órgão moderno da Igreja da Boavista

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boavista, também conhecida como Igreja do do Foco, dispõe de um órgão da autoria de Joaquin Lois Cabello, construído em 2004, de dois manuais e pedaleira.

Igreja da Conceição

No coro alto sobre a entrada, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida por Igreja do Marquês, possui um grande órgão Georges Heintz, construído em 1998, de três manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Órgão Heintz da igreja Matriz da Conceição

Órgão Heintz da Igreja Matriz da Conceição

transeptoórgão positivo

Igreja da Esperança

A Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança possui um órgão histórico de tipo inglês Peter Conacher & Co., construído em 1891, restaurado por António Simões em 1989.

Igreja da Foz do Douro

A Igreja Paroquial da Foz do Douro (São João Batista) possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1868.

Igreja da Lapa

No coro alto sobre a entrada, a Igreja da Lapa apresenta um grande órgão Georg Jann, construído em 1995, de quatro manuais e pedaleira com acoplamentos.

Grande órgão Jann

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Filipe Veríssimo e o grande órgão da Lapa

Igreja da Misericórdia do Porto

A Igreja da Misericórdia do Porto possui um órgão com um teclado manual e pedaleira, vinte meios registos [ I+P (10+10) ] da autoria de António José dos Santos Júnior, construído em 1888, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, em 1996, opus 16.

Órgão ibérico

Órgão da Igreja da Misericórdia

Órgão da Igreja da Misericórdia

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, ou dos Terceiros de S. Francisco, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1801.

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Porto

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Porto

Igreja da Trindade

A Igreja da Celestial Ordem da Santíssima Trindade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído no séc. XIX.

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Órgão histórico da Igreja da Trindade, Porto

Órgão histórico da Igreja da Trindade, Porto, créditos FIOMS

Igreja da Vitória

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória possui no coro alto um órgão histórico.

Igreja de Campanhã

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Campanhã possui um órgão de tubos.

Igreja de Cedofeita

A Igreja Paroquial de São Martinho de Cedofeita, ou Igreja Nova de Cedofeita, dispõe de um grande órgão Th. Kuhn, inaugurado em 2000, de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Grande órgão moderno

Grande Órgão da Igreja de Cedofeita

Grande Órgão Th. Kuhn da Igreja de Cedofeita

Igreja de Lordelo do Ouro

A Igreja de São Martinho de Lordelo do Ouro possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1800.

Igreja de Massarelos

A Igreja Paroquial de Massarelos (corpo Santo) possui um órgão de tubos.

Igreja de Miragaia

A Igreja Paroquial de São Pedro de Miragaia possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1864.

Igreja de Paranhos

A Igreja Paroquial de São Veríssimo de Paranhos dispõe de um órgão histórico da autoria de António José dos Santos, construído em 1884, restaurado em 1991 por António Simões.

Órgão ibérico

Órgão ibérico da igreja de Paranhos

Órgão ibérico da Igreja de Paranhos

Igreja de Ramalde

A Igreja Paroquial São Salvador de Ramalde, ou Igreja Nova de Ramalde, possui um órgão de coro, moderno, do organeiro Heintz.

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Igreja de Santa Clara

Em tribuna própria, no lado da Epístola, a Igreja do Convento de Santa Clara apresenta um órgão histórico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, seg. W. Jordan, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de Santa Clara

Órgão da Igreja de Santa Clara

+ Órgão positivo

Igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da Igreja de Santo Ildefonso

A Igreja Paroquial de Santo Ildefonso dispõe de um órgão de dois teclados manuais [ II ; (12+13)] da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1811, restaurado em 2006 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 49.

Igreja de São Bento da Vitória

A Igreja do antigo mosteiro beneditino de São Bento da Vitória possui um órgão histórico de tipo ibérico, de dois teclados manuais [ II; (22+21) ], da autoria de Fr. Manuel de São Bento (c. 1720), inventariação e proposta de restauro da Oficina e Escola de Organaria, opus 17, em 1996, restaurado em 2001 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 32.

Órgão do lado da Epístola

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Igreja de São Francisco

A Igreja do antigo Convento de São Francisco possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1770.

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Igreja de São João da Foz

A igreja de São João da Foz possui no coro alto um órgão Heintz que se encontrava na Escola das Artes (Sala 1.10). Foi inaugurado no novo local pelo organista Pedro Monteiro em 2024. Ganhou nova vida numa das melhores acústicas para música barroca.

Órgão do coro alto da igreja de São João da Foz, Porto

Órgão do coro alto da igreja de São João da Foz, Porto, créditos Pedro Monteiro

Consola do órgão do coro alto da igreja de São João da Foz, Porto, créditos Pedro Monteiro

consola do órgão do coro alto da igreja de São João da Foz, Porto, créditos Pedro Monteiro

Igreja de São João Novo

Órgão histórico

Igreja de São João Novo, créditos Carlos Costa

Igreja de São João Novo, créditos Carlos Costa

Igreja de São José das Taipas

A Igreja de São José das Taipas possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto?, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Igreja de São Lourenço

A Igreja de São Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos, ou Igreja do Colégio dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico de um teclado manual [ I;(14+14) ], (c. 1785) restaurado em 1998 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 24.

Órgão ibérico

Órgão histórico da igreja de São Lourenço

Órgão histórico da Igreja de São Lourenço

Igreja de São Nicolau

A Igreja Paroquial de São Nicolau possui um órgão de tubos.

Igreja do Bonfim

órgão de tubos da igreja matriz do Bonfim

Órgão de tubos da Igreja Paroquial do Bonfim

A Igreja Paroquial do Senhor do Bonfim e da Boa Morte possui no coro alto um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Frei Domingos Varela, construído em 1817. Foi executado para o Mosteiro de S. Bento de Ave Maria, desaparecido, donde foi mudado para a Igreja do Bonfim.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo , ou dos Terceiros do Carmo, dispõe de um órgão histórico Peter Conacher & Co., construído em 1881.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja das Carmelitas

Órgão da Igreja das Carmelitas

Igreja do Carmo

A Igreja do Carmo ou dos Carmelitas Descalços possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Órgão em tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Igreja do Terço

A Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1863.

Igreja dos Anjos

Na Rua dos Bragas, a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos possui um órgão de tubos.

Igreja dos Clérigos

Rui Soares é desde dezembro de 2015, responsável pelos concertos de órgão diários na Igreja dos Clérigos no Porto.

Do lado do Evangelho, em tribuna própria na Capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, construído em 1774. Foi reparado em 1989 por António Simões a expensas do IPPC, e restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. / Atelier Samthiago.

No lado da Epístola, em tribuna própria na Capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, 1774, restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. Atelier Samthiago.

Órgãos na Capela-mor

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Igreja dos Congregados

A Igreja dos Congregados dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1815, reparado por António Simões em 1997.

Montra do órgão

Órgão da Igreja dos Congregados

Órgão da Igreja dos Congregados

Igreja dos Redentoristas

Igreja do Mirante

A Igreja Evangélica Metodista do Mirante possui um órgão William Sweetland, datado de 1924.

do Porto

lado do Evangelho

Na Capela-mor, do lado do Evangelho, a do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2017.

Na Capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do Porto lado do Evangelho

Órgão da do Porto lado do Evangelho

lado da Epístola

Na Capela-mor, em tribuna própria do lado da Epístola, a (Catedral) do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi reparado por António Simões em 1984, a expensas da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi restaurado novamente em 2017, por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Na, Capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do lado da Epístola

Órgão da do lado da Epístola

Capela de São Vicente

A Capela de São Vicente possui um  órgão de um teclado manual [ I; 5(1+2)] da autoria do P. Lourenço da Conceição, construído no séc. XVIII, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 41, em 2003.

Órgão e tribuna

órgão da capela de São Vicente, sé do Porto

órgão da Capela de São Vicente, do Porto

coro alto

No coro alto sobre a entrada, a do Porto dispõe de um grande órgão de três teclados manuais e pedaleira com acoplamentos [ III+P ; 45 ] construído por Georg Jann, inaugurado em 1985, manutenção pela Oficina e Escola de Organaria, opus 11, em 1995. Tem tido uso regular em concerto desde a sua inauguração.

Grande órgão Jann da Sé do Porto

Grande órgão Jann da do Porto

Seminário Maior do Porto

A Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição dispõe de um órgão Harm Kirschner, datado de 2002.

Órgão moderno

Órgão moderno da capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão moderno da Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão desaparecidos

O desaparecido Palácio de Cristal tinha um grande órgão.

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

FOI NOTÍCIA

Órgão de tubos da Capela de Nossa Senhora dos Anjos

A 8 de julho de 2004, a Agência Ecclesia informava que sábado, dia 10 de Julho, seria inaugurado o órgão de tubos na Capela de Nossa Senhora dos Anjos, Rua dos Bragas, Porto, a cargo dos Frades Franciscanos (OFM).

No âmbito de grandes obras de restauro e requalificação da Capela e da casa anexa que iriam proporcionar novos espaços para o desenvolvimento de ações pastorais e culturais dos Franciscanos no Porto, o novo Órgão substituiu outro anteriormente transferido para o Convento de Montariol.

Este novo instrumento foi concebido pelo organeiro Manuel Santos Fonseca e construído pela empresa Masof-Organ. É composto por três secções – grande órgão, expressivo e pedal tendo a consola dois manuais com extensão de cinquenta e seis notas. O pedal tem trinta e duas notas cromáticas.

No concerto inaugural, pelo organista Carlo Stella catedrático no Conservatório de Milão seriam interpretadas obras de diversos autores e épocas como Manuel Rodrigues Coelho (1570-1635); Pablo Bruna (1611-1679); Buxtehude (1637-1707); Johan Sebastian Bach (1685-1750); Carlos Seixas (1704-1742) e Juan de Sessé (1736-1801).

Grande órgão da igreja da Lapa

O órgão de tubos da igreja da Lapa possui um total de 4.307 tubos e um carrilhão de 42 sinos.

A 17 de Julho de 1756 iniciou-se a construção da igreja da Lapa, que viria a substituir uma Capela mais pequena. Na Capela-mor encontra-se o coração de D. Pedro IV, que foi oferecido pela viúva a Imperatriz D. Amélia de Beauharnais.

No dia 5 de maio de 1991, foi assinado na igreja o contrato de compra do órgão de tubos à firma alemã Georg Jann Orgelbau Meisterbetrieb. Assim, nos finais de maio de 1995, foi inaugurado o “grande órgão de tubos da Igreja da Lapa”. O construtor, Georg Jann, considera o instrumento que se encontra na Lapa a sua obra-prima, tendo-se mudado para Portugal para ficar mais próximo dela.

O maior tubo do órgão é de madeira e mede 10,12 metros de altura. O tubo mais pequeno é de metal e mede 9 milímetros.

Segundo Filipe Veríssimo, organista residente da igreja da Lapa, as principais diferenças entre o órgão da Lapa e os órgão ibéricos “residem principalmente no teclado”.

“O da igreja da Lapa tem quatro teclados, enquanto os ibéricos têm um, no máximo dois”, diz, acrescentando que os órgãos ibéricos se caracterizam por terem tubos na horizontal ou em chamada, mas, também, por terem teclado repartido e uma oitava curta, não possuindo pedais para tocar notas, mas sim para fazer efeitos, “como passarinhos e sininhos”.

A inspiração do órgão de tubos da Catedral do Porto:

Muitos organistas portuenses, como Filipe Veríssimo e Rui Fernando Soares, que toca na igreja dos Carmelitas, descobriram a paixão por órgãos de tubos quando ouviram pela primeira vez o ressoar das teclas do instrumento da Catedral do Porto.

Filipe Veríssimo teve um amor à primeira vista, quando ouviu a música que entoava das teclas deste tipo de órgãos. Segundo o organista da igreja da Lapa, esta sensação surgiu por volta de 1985, altura em que foi construído o órgão de tubos da Catedral do Porto, grande impulsionador do restauro e construção de mais destes instrumentos na cidade.

“Comprei uma cassete com música de órgão e a partir desse momento fiquei obcecado por encontrar o instrumento que tivesse aquela sonoridade. Quando descobri o órgão da Catedral do Porto, comecei a faltar às aulas para olhar os tubos”, afirmou Filipe Veríssmo.

Rui Fernando Soares sempre foi apaixonado por música, mas quando ouviu pela primeira vez um órgão de tubos – o da Catedral do Porto – ficou impressionado. “Saí da Catedral do Porto aos berros quando ouvi o órgão a tocar, mas foi este medo que fez com que hoje tenha respeito por este tipo de instrumento”, referiu.

O órgão da do Porto foi construído em 1985 e tem um total de 3.510 tubos. A construção deste instrumento impulsionou a edificação e restauro de órgãos de tubos por toda a cidade e diocese do Porto.

Cf. Marisa Ferreira, U.Porto, Ciências da Comunicação, 30 abril 2008

Órgão de tubos da igreja dos Carmelitas

Construído em 1784 pelo organeiro bracarense Jozé António de Souza. o órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora do Carmo ou Carmelitas foi notícia em 2008, devido ao restauro de que foi alvo.

Para Rui Fernando Soares, organista do órgão dos Carmelitas, “o resultado final do restauro foi uma surpresa, pois ninguém conhecia o timbre do órgão”.

O órgão dos Carmelitas, de estilo ibérico, tem um total de 1.067 tubos. A empresa responsável pelo restauro do órgão dos Carmelitas, que se encontrava em avançado estado de degradação, foi a Orguian, criada por Georg Jann, responsável pela construção do órgão da Lapa.

Órgãos históricos da do Porto

Em 2017 os órgãos históricos da do Porto, do século XVIII, mas com alterações nos séculos seguintes, eram notícia, por estarem a ser alvo de operações de conservação e restauro que culminam em abril após cerca de dois anos de intervenção.

São dois órgãos de tubos que convivem frente a frente num templo classificado como Monumento Nacional, sendo um designado como “órgão do evangelho”, à esquerda para quem está de frente para o altar, e outro como “órgão da epístola”.

O mestre organeiro Dinarte Machado, responsável pelos trabalhos, descreveu à agência Lusa dois órgãos diferentes, cada qual com o seu bilhete de identidade, sendo que o instrumento da esquerda se identifica mais com o século XVIII e o outro com a primeira metade do século XIX.

“A harmonização está a ter em conta essas duas identidades. Mas apesar de as respeitar, é preciso perceber que eles vão tocar juntos. E para que toquem juntos é preciso fazer uma harmonização que dá ao órgão da epístola um som mais grave, complementando o que o órgão do evangelho não tem”, descreveu Dinarte Machado, organeiro há mais de três décadas.

O convite ao mestre que restaurou quase uma centena de órgãos do acervo histórico português, incluindo dezenas nos arquipélagos dos Açores e Madeira, os seis órgãos do conjunto histórico do Palácio Nacional de Mafra, e participou no restauro de instrumentos do Palácio Real de Madrid e da igreja de São Francisco, em Lorca, Espanha, surgiu por parte do Cabido da do Porto, num processo autorizado pela Direção Regional de Cultura do Norte e acompanhado pelo cónego Ferreira dos Santos.

Dinarte Machado contou à Lusa que o trabalho da sua equipa surge depois de duas outras grandes intervenções, uma levada a cabo no século XIX por um organeiro da zona do Porto que assinava com o nome “Santos” e outra feita nos anos 1970 pela empresa holandesa Flentrop.

“O Santos fez uma intervenção no órgão da epístola e aumentou o número de registos graves de base. Foi muito inteligente da parte dele. Não desmistifica em nada o conjunto”, apontou Dinarte Machado que já sobre a operação levada a cabo pela empresa holandesa é menos otimista, considerando que a Flentrop “terá tentado manter as caraterísticas dos órgãos mas aplicou materiais que hoje não são concebíveis”.

“O trabalho dessa firma foi importante por pôr os instrumentos a tocar. Nos anos 1970 encontraram o órgão do evangelho totalmente degradado. Do ponto de vista de filosofia de conservação e restauro não foi uma catástrofe mas foi muito próximo”, analisou.

O mestre organeiro, que foi condecorado pelo Presidente da República e ganhou o prémio internacional Europa Nostra em 2010, teve agora a missão de recuperar a qualidade do vento, corrigindo a posição dos foles, peças que descreve como “os pulmões dos órgãos”.

“Se calhar há quem ache que qualquer um pode fazer isto desde que saiba apertar um parafuso. Não é bem assim”, alertou, acrescentando que conseguiu substituir os “materiais menos nobres” encontrados pelas corrediças originais e históricas que “por acaso estavam conscientemente guardadas”.

Soma-se a correção de aspetos mecânicos e, do lado da Epístola, a retirada de um forro de madeira de pinho considerado “prejudicial em termos acústicos”.

Paralelamente à intervenção deste mestre organeiro está a ser feita uma operação nas caixas – os armários – numa lógica de continuidade e cooperação entre artes que Dinarte Machado aplaude.

“Quando entramos numa igreja e olhamos para a caixa de órgão, esta pode não ter nada lá dentro mas ele já começa a soar. A imagem transmite aquilo que já estamos a ouvir pelo que nunca essa imagem pode ser entregue a alguém que não ouve”, apontou.

Preocupado com o futuro do património organeiro do país, Dinarte Machado realça que “é preciso pensar que o restauro dos instrumentos é importante, mas o primeiro mandamento para a manutenção de um órgão é que seja utilizado”, embora advirta para o “respeito pela peça”.

“É importante que as pessoas tenham consciência e digam ‘eu aprendi notas de música, sei tocar, sou dotado, mas a minha especialidade não é organista num órgão histórico’. Um polícia para isso é ridículo. Isto tem de estar na consciência das pessoas. A defesa do nosso património é a defesa da nossa própria identidade”, afirmou.

Quanto ao Porto, Dinarte Machado recomenda “a uma cidade que cada vez mais se expõe aos turistas” que preserve aquilo que é o seu património e a sua identidade, sem esquecer os seus órgãos de tubos.

A ideia do mestre organeiro, que recentemente foi convidado para académico correspondente da Academia Nacional de Bela Artes, é que o Porto crie um roteiro sobre os órgãos de tubos da cidade, a par de uma programação com concertos, envolvendo mecenas e o comércio local.

Lusa/DNArtes, 18 março 2017, consulta a 22 de março

Igreja do Senhor do Calvário
Penafiel [5]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Com existência conhecida desde o século XVI e sediada na Capela em frente da matriz, a Misericórdia de Penafiel apenas beneficiou de igreja própria na segunda década do século XVII. As obras tiveram início na década de 1620, estando concluídas, muito possivelmente, em 1631, data que figura numa inscrição patente na Capela-mor. “Trata-se de um edifício assumido na sua forma chã, mesclado de elementos eruditos, no qual a gramática clássica se articula segundo uma estética de liberdade”. O frontispício, concebido como um retábulo, inscreve-se nas denominadas fachadas-retábulos. É delimitado por pilastras, nos cunhais, que acentuam a sua verticalidade, sendo que a do lado direito separa o alçado da torre sineira, setecentista, que se eleva bem acima da linha da empena, terminando numa cúpula bolbosa, revestida por azulejos. No interior, a nave única e a Capela-mor, alta e bastante profunda, são articuladas pelo arco triunfal, flanqueado por pilastras e encimado por frontão triangular. Na Capela-mor, o teto é em caixotões de cantaria, numa composição de linguagem seiscentista, tal como o arcosólio onde se inscreve o túmulo de Amaro Moreira e seus descendentes. O património integrado que hoje podemos observar neste interior é muito posterior, remontando na sua grande maioria ao final do século XVIII e inícios da centúria seguinte, e substituído os originais de época barroca. A linguagem aqui presente é já neoclássica, conhecendo-se os nomes dos entalhadores responsáveis pela execução dos retábulos. De linhas e elementos decorativos Rocaille, o alçado desenvolve-se em planta contracurvada, que destacam a composição central formada pela porta, nicho e óculo, flanqueada pelos cunhais onde se abrem os nichos. Ao lado, ergue-se a Capela da Senhora da Lapa, de linhas menos eruditas, e edificada em substituição da parte da fachada que ficou por levantar. Da mesma época deverá ser, ainda, a Capela do Senhor dos Passos, na cabeceira da igreja.

Fonte: DGPC, RC

Igreja da Misericórdia de Penafiel possui um órgão histórico António José dos Santos, 1882.

Igreja das Freiras

[ do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição ]

Igreja das Freiras

Igreja das Freiras

A Igreja do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição é o que resta do antigo Convento das Freiras. A construção do convento foi iniciada nos finais do séc. XVII por Gonçalo Ferreira da Costa, a fim de cumprir a última vontade de sua esposa, Clara de Barros, que faleceu na Quinta das Lages em Milhundos. Por morte de Gonçalo Costa, o convento foi penhorado e posto em praça. Por esse motivo as obras da construção do Convento das Freiras pararam por algum tempo. Entretanto, por testamento lavrado a 8 de fevereiro de 1692, Gonçalo Pinheiro e sua mulher Ana de Castilho fundaram um recolhimento para seis donzelas, que seria instalado nas casas que os fundadores possuíam e habitavam bem de fronte da principal porta da Igreja da Misericórdia de Penafiel.

Fonte: Penafiel, Terra Nossa

Caixa

Órgão da Igreja das Freiras

Órgão da Igreja das Freiras

Igreja Paroquial de Fonte arcada 

[ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Fonte Arcada 

Igreja Paroquial de Fonte arcada

A Igreja Paroquial de Fonte arcada é um edifício de arquitetura religiosa de construção românica de que mantém a estrutura e alguns vestígios exteriores, como várias mísulas, o portal axial com moldura biselada e decorada com friso de pequenas esferas, ladeado por cruzes insculpidas nos muros, que surgem também nas laterais e na posterior, onde forma um calvário, com acesso por escadas frontais, formando pequeno pódio. É de planta em cruz latina composta por nave, transepto pouco saliente, de duas naves, numa estrutura pouco comum, divididas por duas possantes colunas e a nave não tem a mesma largura, sendo mais larga junto ao portal axial, adaptando-se aos afloramentos rochosos e ao terreno que rodeia o imóvel, tendo capelas adossadas, uma delas marcada exteriormente por pequena sineira e outra por remate em frontão triangular, sendo a mais alta de todas, com acessos interiores por arcos de volta perfeita, dois deles envolvidos por decoração arquitetónica maneirista e com pedra de armas; a terceira Capela apresenta vestígios de policromia no arco de acesso, o que também acontece com a pia batismal, com bacia gomeada; Capela-mor com sacristia. fachada principal em empena truncada por dupla sineira, rasgada por pórtico de volta perfeita com a moldura constituída pelas aduelas do arco, apresentando afinidades com o de Lourosa. Fachadas com remates em cornija, rasgada a direita por porta travessa e janelas em capialço, já de feição maneirista. Interior com coro-alto de madeira, sob o qual surge pia batismal no lado do Evangelho, aparecendo, do mesmo lado, o púlpito. Apresenta coberturas de madeira, em masseira na nave e em falsa abóbada de berço em caixotões na Capela-mor. São visíveis as marcações dos arcos que constituiriam arcossólios e destaca-se a existência de dois retábulos de talha maneirista, que mantém a decoração pictórica e um deles o dossel e a ilharga com revestimento de azulejo hispano-mourisco. retábulo-mor de talha dourada do Estilo Nacional com três eixos definidos por colunas torsas decoradas com pâmpanos que se prolongam em arquivoltas e destaca-se pela perfeição do talhe, ostentando o intradorso dos nichos com baixos-relevos fingindo drapeados.

Pequeno órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Fonte Arcada

Órgão da Igreja Paroquial de Fonte arcada

Igreja do Senhor do calvário

[ de São Francisco de Assis ]

Igreja do Senhor do Calvário

Igreja do Senhor do calvário

A Igreja do Senhor do calvário é um edifício de arquitetura religiosa construída em finais do século XVIII e inícios do século XIX em estilo tardo-Rococó. Situada no Lugar do calvário, tem a tutela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Igreja do Convento de Santo António dos Capuchos

[ do Hospital ]

Igreja do Hospital

Igreja do Hospital

A igreja de Santo António dos Capuchos era parte integrante do convento que os Franciscanos Capuchos da província da Soledade ergueram em Penafiel. Obtiveram alvará régio do rei D. Afonso VI, em 1662, que autorizava a criação de um cenóbio, o convento de Santo António dos Capuchos. Apenas se conservando intacta a Igreja do Convento. A igreja passou para as mãos da Misericórdia em 1836, quando as ruínas do convento lhe foram entregues pelo governo para nelas se instalar o Hospital da Santa Casa. A igreja de Santo António dos capuchos de Penafiel, edificada no século XVII, segue um conjunto de características típicas dos demais templos capuchos seus contemporâneos. Abre por um pequeno alpendre de três arcos sustentados por quatro colunas sobre os quais assenta o pano frontispício da igreja, rematado por um frontão, no qual se rasgam um janelão sob o qual está um nicho com imagem de Santo António, em pedra. É uma igreja de nave única, com Capela-mor mais estreita. Tem cobertura em falsa abóbada de berço com molduras simples de granito que enquadram florões de gesso. Tem três altares em talha dourada e policromada da segunda metade do séc. XVIII: o altar da Capela-mor e os altares colaterais (adossados ao arco cruzeiro da igreja) de Nossa Senhora das Dores (lado do Evangelho) e de Nossa Senhora da Conceição (lado da Epístola). Os altares colaterais são unidos por uma longa composição em talha dourada e policromada que cobre todo o arco cruzeiro, no centro do qual se desenvolvem as armas dos Azevedo e Brito, senhores da Honra de Barbosa e padroeiros do convento. Nos dois nichos do altar-mor, vêem-se do lado do Evangelho, a imagem de S. Francisco de Assis e do outro lado a imagem de Santo António e na tribuna a imagem do Senhor do Hospital, obra escultórica do séc. XVI que teve grande importância. A igreja dos capuchos situa-se no Largo de Santo António dos Capuchos, entre o Hospital da Misericórdia e o Lar de Santo António dos Capuchos.

Fonte: Misericórdia de Penafiel

O órgão foi restaurado por Nuno Rigaud em 2018.

Órgão e tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Inauguração

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel