José Malhoa, A volta da feira (Chegada do Zé-Pereira à romaria), 1905; óleo sobre tela; 73.3 x 56.6 cm
“Ramalho Ortigão enumerou algures, já em 1906, os temas de Malhoa, numa sequência precisa, que vai da lavra à procissão, passando pela feira e pelo arraial dançando e também pela extrema-unção levada ao moribundo e seria igualmente possível agrupar as numerosas composições em situações dramáticas que se respondem, numa ação ondulada em que as mesmas personagens entram e saem da cena, num viver quotidiano que não é certamente alheio, mais uma vez, aos esquemas romanescos de um Júlio Dinis – que não é por acaso o outro mais popular criador da ficção em Portugal, e do qual, aliás, Malhoa, pintou a clara das pupilas, em 1903” (José-Augusto França in ‘A Arte Portuguesa de Oitocentos’, Lisboa, Biblioteca Breve, 1983.)
Basílica da Estrela
Violino
Tocador de violino, de Machado de Castro
Tocador de violino. Machado de Castro. Século XVIII. Basílica da Estrela, Lisboa
Colégio Militar
Anjos Músicos
Colégio Militar, Lisboa, créditos Sónia Duarte
Colégio Militar, Lisboa, créditos Sónia Duarte
Museu de Lisboa
Fado
José Malhoa, Fado, Museu da Cidade de Lisboa
O Fado é uma pintura a óleo sobre tela, 150 cm de altura e 183 cm de largura, do pintor português José Malhoa, datado de 1910. O quadro está no Museu do Fado, temporariamente cedido pelo Museu da Cidade em Lisboa. José Malhoa pintou duas versões do quadro a de 1909 e a de 1910. Foram expostas pela primeira vez juntas, lado a lado, na exposição O Fado de 1910, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa em 2010. A obra de 1909 é propriedade da família do empresário Vasco Pereira Coutinho. Nas obras é retratado Amâncio, afamado marginal (ou “fadista”, então sinónimo) da Mouraria a quem chamavam “pintor” (e por isso, no bairro, chamavam a Malhoa o “pintor fino”), e Adelaide, mulher de má vida, conhecida por Adelaide da Facada (exibia no rosto uma cicatriz desenhada a navalha).
Museu de Lisboa
Amália Rodrigues
Amália Rodrigues, do escultor Joaquim Valente, Museu de Lisboa
Amália Rodrigues, cabeça, do escultor Joaquim Valente, Museu de Lisboa
Museu de São Roque
Harpa
Pormenor de tábua de Bento Coelho da Silveira
Pormenor de uma tábua seiscentista (década de oitenta) de um pintor régio pedrino. Erudito. Poeta, membro da Academia dos Singulares de Lisboa. Homem do Barroco. Operoso e documentado mestre lisboeta. Debuxador controverso. Elogiado pelos seus contemporâneos, homenageado por intelectuais com écfrases sobre as suas pinturas,… enfim, é de Bento Coelho da Silveira. Encontra-se no Museu de S. Roque, em Lisboa. (Sónia Duarte)
Museu Nacional da Música
Anjos Músicos
Adoração do Cordeiro Místico, MNM
De autor português desconhecido do século XVI, a “Adoração do Cordeiro Místico”, “no contexto da Iconografia musical, esta pintura quinhentista religiosa constitui a peça mais antiga pertencente ao acervo do Museu.
Apresenta o tema do “Cordeiro Místico” ou “Adoração do Cordeiro”. Este surge no centro da composição, deitado sobre uma bíblia, simbolizando o sacrifício de Cristo. Como principais elementos musicais, destaca-se, no plano inferior, o Rei David representado com uma harpa e anjos músicos que cantam e tocam louvando Cristo. Além da harpa identificam-se outros instrumentos: cornetas, uma charamela, uma sacabuxa e uma viola da gamba.
Museu Nacional de Arte Antiga
Tamborileiro
Pormenor de pintura de autor desconhecido
A autoria é ignota mas é uma pintura de convento extinto, da col. do Museu Nacional de Arte Antiga, créditos Sónia Duarte.
Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
Homem do teatro e depois da pintura, Mário Eloy pinta aqui, num cromatismo mormente ácido-azulado, um bailarico no Bairro sonorizado por uma caixa-de-rufo percutida por uma mulher, uma concertina por um homem sentado que parece calvo, e a completar o trio um trompa, de pé. Espreitam uns às janelas e portas de suas casas, juntam-se outros aos pares, dançando. Uma velha de barrete agastada pela vida senta-se encolhida no vão da escada, ouvindo-os e observando-os. (Sónia Duarte)
Mário Eloy, ca. 1936, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
Mário Eloy, bailarico no Bairro, ca. 1936, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
Museu Nacional do azulejo
Lição de música
Lição de Música, atribuído ao monogramista PMP
Lição de Música (pormenor), atribuído ao monogramista PMP, 1700-1730, Museu Nacional do azulejo, Lisboa (Sónia Duarte)
Músicos
Presépio da Madre de Deus.
Presépio da Madre de Deus. Séc. XVIII. Museu Nacional do azulejo, Lisboa
Sé de Lisboa
Músicos
Coro de anjos tocando instrumentos, de J. Machado de Castro (1766)
Coro de anjos tocando instrumentos. Sé de Lisboa. Único presépio assinado por J. Machado de Castro (1766). Foi acrescentado por J. José de Barros
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.
Elementos para uma Iconografia Musical no Concelho de Braga e sugestões musicoturísticas no interior. Para aceder a sugestões para rotas musicoturísticas no exterior, clique AQUI.
Mosteiro de Tibães
Anjo músico a tocar viola
Anjo Músico no Mosteiro de Tibães, Braga
Lado esquerdo da Capela de Santa Gertrudes. Anjo de rosto juvenil, despido com asas em tons de vermelho e azul a tocar viola, um instrumento da família dos cordofones compostos, com caixa de ressonância, em que o som é produzido pela vibração de cordas beliscadas.
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração). Dinamiza oficinas de música e atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.
Contacte-nos:
António José Ferreira
962 942 759
Santuário do Sameiro
Anjos cantores
Anjos cantores na escadaria do Santuário do Sameiro
Anjos músicos
Anjos músicos na escadaria do Santuário do Sameiro
Museu Nogueira da Silva
Jorge Barradas, Museu Nogueira da Silva
Painel de azulejos de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Portugal
Cena bíblica do Rei David
Rei David tocando guitarra. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.
Cena bíblica do Rei David
Flautim e violino. Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.
Cena bíblica do Rei David
Dança. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Pandeiro. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Violinos. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Dança. Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.
Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga
Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.
Músicos pintados em azulejo
Palácio dos Biscainhos
O Palácio dos Biscainhos localiza-se na rua que lhe deu o nome, em Braga, numa alusão aos artífices vindos da Biscaia, que aqui se instalaram, no século XVI. Tem um museu, e os jardins são de acesso gratuito.
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/braga-museu-nogueira-da-silva-ajf-2009-047.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-22 18:48:172024-10-27 23:38:41Braga e a sua arte musical
Pormenores encantadores da Iconografia Musical portuguesa
Esta é uma página em expansão que teve como ponto de partida fotografias e textos da musicóloga Sónia Duarte, especialista em Iconografia Musical, e numa página existente na antiga Meloteca. Pouco a pouco foram (são) acrescentados conteúdos até se criar uma grande secção dedicada à Iconografia musical de todos os concelhos do País.
Abrantes
Coreto do Jardim do Castelo, Abrantes
Clarinetes e lira, pormenor do coreto do Jardim do Castelo.
Albufeira
150 Anos da Banda de Paderne
Monumento Comemorativo dos 150 Anos da Banda Filarmónica de Paderne, Albufeira
Monumento Comemorativo dos 150 Anos da Banda Filarmónica de Paderne, Albufeira
A Clave de Sol dá vida ao “Monumento ao Músico” que foi instalado em 2016 na nova praça da Maiorga, batizada como “Largo da Casa da Música“. A inauguração do monumento e da praça presta homenagem à Sociedade Filarmónica Maiorguense e às gerações que se dedicaram à prática da música.
Violinista, azulejo da Casa dos Patudos. A Casa dos Patudos foi residência de José de Mascarenhas Relvas, que nasceu a 5 de março de 1858, na Golegã, numa família de proprietários rurais. Na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, encontra-se uma rica e vasta coleção composta por pintura, escultura e artes decorativas.
Amadora
Monumento a José Afonso, Amadora
A estátua em mármore de José Afonso, de 4 metros, no Parque Central da Cidade da Amadora, da autoria do escultor Francisco Simões, foi inaugurada em 1991 pela Câmara Municipal.
Na Avenida António Variações, 4720-440 Fiscal, perto da estância termal de Caldelas no Concelho de Amares, onde nasceu António Variações no dia 3 de dezembro de 1944, está situado um busto do cantor.
Baixos-relevos do escultor Aureliano Lima na frontaria do Teatro Alves Coelho, em Arganil, edifício inaugurado em abril de 1954. O pintor Guilherme Filipe executou várias pintura nas salas do teatro.
Aveiro
Músicos no coro alto do Museu de Aveiro
Iconografia Musical no coro alto do Museu Regional de Aveiro
Órgão da Igreja do Bom Jesus da Cruz, anjos músicos
Anjos músicos do órgão da Igreja do Bom Jesus da Cruz
Belmonte
Monumento a José Afonso em Belmonte
Monumento a José Afonso, em Belmonte, da autoria do escultor Pedro Figueiredo (2020)
Borba
Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII
Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII
“Pintor, escultor e proprietário, integrado numa elite borbense, José de Sousa de Carvalho (1741 – 1795) é o autor de várias pinturas que se espalham por espaços públicos e privados, incluindo as raríssimas representações musicais e de dança que se guardam nos Paços do Concelho de Borba.
Rei David tocando guitarra. Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.
Pintura mural quinhentista de temática mariana tapada por um altar Barroco, em Quintela de Lampaças, Bragança. Cinco aerofones, mais um sexto num dos caixotões de finais de seiscentos, da Capela-mor, créditos Sónia Duarte.
Cantanhede
Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede
A 13 de junho de 1993, aquando dos 125 anos da Banda Filarmónica de Covões, foi inaugurado no Largo de Santo António, o Monumento ao Músico, como forma de homenagear todos os músicos amadores. Retrata um saxofonista adulto que tem à frente uma criança a segurar-lhe a pauta.
O monumento a José Afonso na Malpica do Tejo, datado de 2014, é da autoria do escultor Cristiano Ferreira.
Ao lado do Tejo, a Malpica é vizinha de Espanha e foi imortalizada por Zeca Afonso que se inspirou em quatro músicas do cancioneiro local. A mais conhecida é Maria Faia. O músico e compositor visitava com alguma regularidade a Malpica embora não tivesse aqui qualquer relação de parentesco. Nos anos 60 as visitas tornaram-se mais frequentes. Nestas deslocações encontrou no campo grupos de trabalhadores agrícolas em que era usual cantarem a trabalhar. Zeca Afonso gravou algumas destas músicas e compôs e editou quatro canções: cantiga da Maria Faia, A moda do Entrudo, Oh que calma vai caindo e Lá vai Jeremias. Com estas músicas Zeca Afonso imortalizou Malpica o que honra os locais e retribuem com uma homenagem que é o Festival Zeca Afonso. O Festival José Afonso contou com a participação gratuita de músicos que trabalharam com José Afonso. Numa das ruas principais da aldeia há um restaurante com o nome Tasca da Maria Faia e segundo um dos proprietários, José Manuel Galvão, é uma homenagem ao cantor e às mulheres de Malpica. Maria Faia não é o nome de uma mulher. Faia é relativo a trabalho no campo. A música Maria Faia é sobre as campesinas de Malpica. Muitas das pessoas que vão ao restaurante cantam a Maria Faia e quem não sabe tem a letra escrita numa das paredes.
Coimbra
Tributo de Almedina à Cidade de Coimbra
Junto aos aos Arcos de Almedina, Coimbra, encontra-se o monumento dedicado pela Junta de Freguesia de Almedina à cidade de Coimbra, 18 de julho de 2013.
É uma obra de arte em bronze da autoria do escultor Alves André, também o autor da Tricana de Coimbra, evocativa do Fado de Coimbra ou Canção de Coimbra. É constituído por uma Guitarra de Coimbra em forma estilizada de mulher.
Tomás de Aquino Carmelo Alcaide foi um cantor lírico português de renome internacional.
Nasceu em Estremoz a 16 de fevereiro de 1901 e morreu em Lisboa a 9 de novembro de 1967. A estátua, da autoria do escultor Domingos Soares Branco, foi inaugurada por Mário Soares como Presidente da República em 1987. Nesta obra escultórica aparece-nos representado com um traje renascentista. A 12 de dezembro de 2011, o município outorgou postumamente a Tomás Alcaide o título de Cidadão Honorário e a Medalha de Ouro da Cidade. Existem ruas com o nome do tenor em Lisboa e Seixal.
Évora
Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560.
Esta tábua de grandes dimensões encontra-se exposta na parede lateral, do lado da Epístola, do Santuário de peregrinação da freguesia de Brotas, construído na 1.ª metade do séc. XV pela povoação da região em sinal de agradecimento pelo milagre da vaca, como consta de uma lenda.
Adoração dos Pastores, séc. XVII (finais), Manuel de Freitas Padrão (?); óleo sobre madeira, Vila Cova da Lixa, Felgueiras, créditos Sónia Duarte
Figueira da Foz
“Ao Músico de Santana” de Mário Nunes.
Situado no Largo Silva Carvalho, Santana, freguesia de Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz), o monumento “Ao Músico de Santana”, da autoria de Mário Nunes, foi inaugurado a 8 de dezembro de 2001. Promovido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz e população da Freguesia de Santana, é uma estátua em bronze, com pedestal em pedra calcária. Tem por medidas: 200cm x 107cm x 39cm. É estátua de pé de arte contemporânea. A estátua retrata um músico filarmónico com a respetiva indumentária a tocar flauta transversal. Encontra-se sobre um pedestal de configuração paralelepipédica, de disposição horizontal, onde contém inscrições alusivas aos músicos de Santana. Obra resulta de uma encomenda pela Câmara Municipal da Figueira da Foz ao escultor Mário Nunes, tendo também o apoio da população da freguesia de Santana.
Grândola
Monumento de João Videira a José Afonso
Situada no espaço urbano da vila de Grândola, o monumento a José Afonso, da autoria do arquiteto João Videira, foi inaugurado a 25 abril de 1987. Zeca Afonso faleceu em Setúbal a 23 de fevereiro de 1987.
Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia Duarte
“O pintor deveria conhecer o instrumento baixão, mas nunca o terá visto a ser tocado, porque o representa ao contrário com a campânula para baixo e o anel de latão para cima” (João Mateus).
Sónia Duarte afirma: “é possível que o tenha representado de visu ou por fonte gravada, à semelhança dos outros instrumentos que integram a mesma pintura sobre madeira. Coexistem: uma harpa, uma viola e notações musicais – quadrada num dos livros abertos e mensural, noutro. Denotam uma série de erros pela mão de um pintor regional (espanhol?) de poucos recursos. No caso, uma das mais de duas dezenas de representações deste instrumento em espaços sacros que tenho vindo a levantar ao longo das minhas jornadas de campo no âmbito da minha tese doutoral sobre as Representações Musicais na Pintura Barroca em Portugal.”
O monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia é uma escultura de arte contemporânea, figurativa, assente sobre uma base escalonada, revestida a xisto irregular.
Pormenor de uma tábua seiscentista (década de oitenta) de um pintor régio pedrino. Erudito. Poeta, membro da Academia dos Singulares de Lisboa. Homem do Barroco. Operoso e documentado mestre lisboeta. Debuxador controverso. Elogiado pelos seus contemporâneos, homenageado por intelectuais com écfrases sobre as suas pinturas,… enfim, é de Bento Coelho da Silveira. Encontra-se no Museu de S. Roque, em Lisboa. (Sónia Duarte)
Da autoria do escultor Laureano Ribatua, o Monumento às Bandas Filarmónicas, datado de 1997, é uma homenagem às seculares bandas de música de Moreira e Gueifães. Foi apresentado como o maior grupo escultórico em bronze da Europa representando uma banda em plena atuação.
Busto de Guilhermina Suggia, por Helder de Carvalho
Busto da grande violoncelista portuense Guilhermina Suggia, de Helder de Carvalho, situado em frente à Igreja Matriz, busto em bronze, com base em granito – obra do escultor Helder de Carvalho (2005).
O monumento a José Afonso, no Parque Zeca Afonso – Baixa da Banheira, Moita, é uma peça escultórica, implantada no Parque Municipal José Afonso, da autoria do Mestre Lagoa Henriques, 1994.
A escultura, em pedra e bronze, foi adquirida por subscrição pública.
Monforte
Pormenor de armário em Monforte, distrito de Portalegre, créditos Sónia Duarte
Pormenor de armário em Monforte, distrito de Portalegre, créditos Sónia Duarte
Oeiras
Músicos, Azulejos do Palácio Marquês de Pombal
Azulejos do Palácio Marquês de Pombal, Oeiras
Penafiel
Estuque da Capela da Ajuda, Penafiel
Estuque da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, Penafiel, créditos Sónia Duarte
Penalva do Castelo
Monumento ao Músico, Penalva do Castelo
A escultura de homenagem à Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo e a todos os músicos penalvenses foi inaugurada a 22 de novembro de 2015.
A escultura homenageia todos os músicos penalvenses e os 190 anos de existência da Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo. Inserida nas comemorações da padroeira dos músicos, Santa Cecília, o presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo inaugurou a escultura de um músico na recém-criada rotunda junto à Biblioteca Municipal e à Casa da Banda. A cerimónia, iniciou-se com a bênção da estátua, presidida pelo Sr. Padre José António. De seguida procedeu-se ao descerramento da placa alusiva à “Homenagem ao Músico e à Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo, pelos 190 Anos ao Serviço do Concelho”, que coube ao Presidente da Câmara, Francisco Carvalho, juntamente com o Presidente da Junta de Freguesia de Ínsua, José António, o Presidente da Banda Musical e Recreativa, Anselmo Sales, e o maestro Rafael Ferreira. A estátua, esculpida em granito, e com o músico virado para o edifício da Câmara Municipal, é da autoria do escultor penalvense Isidro Batista, tendo ainda tido a colaboração de João Fernandes, colaborador do Município.
Monumento ao Músico em Penalva do Castelo
Ponta Delgada
Viola, em Os emigrantes, de Domingos Rebelo
Domingos Maria Xavier Rebelo (n. Ponta Delgada, 3 de dezembro de 1891; m. Lisboa, 11 de janeiro de 1975) mais conhecido por Domingos Rebelo, foi um professor e pintor açoriano.
Foi autor de algumas das imagens mais emblemáticas da Iconografia dos Açores, com destaque para Os Emigrantes, provavelmente a imagem mais reproduzida no arquipélago.
Guitarra Portuguesa em praça de Santa Maria da Feira
Santa Marta de Penaguião
Pormenor da Igreja de São Miguel de Lobrigos
Pormenor da Igreja de São Miguel de Lobrigos, Santa Marta de Penaguião, anjo da trombeta, créditos Sónia Duarte.
Santiago do Cacém
Adoração dos Magos de Francisco de Campos
Adoração dos Magos de Francisco de Campos, Museu de Arte Sacra de Santiago do Cacém. “Uma Adoração dos Pastores [e Adoração dos Reis Magos] repleta de elementos musicais fantasiosos!” (Sónia Duarte)
Setúbal
azulejo da Capela do Senhor do Bonfim, Setúbal
Rei David tocando harpa, azulejo da Capela do Senhor do Bonfim, Setúbal.
O padre e compositor Manuel Ferreira de Faria nasceu em São Miguel de Seide, a 18 de novembro de 1916, e morreu no Porto, a 5 de julho de 1983.
Foi ordenado padre em 1939 e nomeado cónego da Sé de Braga em 1966. Formou-se em Roma, no Pontifício Instituto de Música Sacra com licenciatura em Canto Gregoriano em 1942. Obteve também o título de Maestro em Composição no Conservatório Nacional de Lisboa. Compôs música sacra, profana, coral, pianística e sinfónica, num total de mais de 550 composições (entre trabalhos originais e arranjos). A sua obra mais conhecida é o Avé de Fátima. Entre 1976 e 1981 fez na Rádio Renascença o programa semanal “Ao encontro da grande música”.
Vila Nova de Gaia
Mural de homenagem a Adriano Correia de Oliveira
Mural de azulejos em homenagem ao cantor Adriano Correia de Oliveira por António Carmo, situado em Avintes à entrada Parque Biológico de Gaia.
“Arte e Música: Iconografia musical na pintura dos séculos XV a XX” foi o título de uma exposição que esteve patente no Museu Nacional da Música, em -Lisboa, de 25 de novembro de 1999 a 22 de abril de 2000. A exposição, que reunia cerca de 50 peças selecionadas nos museus dependentes do antigo Instituto Português de Museus, pretendia mostrar a evolução organológica dos instrumentos, representados na pintura como acessórios da composição pictórica. As obras escolhidas centravam-se em temas religiosos, de género, alegóricos ou retratos, todos eles enriquecidos com a presença de instrumentos musicais, notações musicais, canto ou dança. Entre as peças expostas constavam obras como A Virgem, o Menino e dois Anjos Músicos (pintura flamenga, séc. XV), Adoração do Cordeiro Místico pelas Santas Virgens, de Bento Coelho (séc. XVII), Santa Cecília e dois Anjos (Escola italiana, séc. XVII), ou instrumentos musicais, eles próprios enquanto suportes de Iconografia. Procurando incentivar o estudo da Iconografia musical, esperava-se com esta exposição contribuir para o desenvolvimento da organologia.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/bento-coelho-da-silveira-museu-de-sao-roque-lisboa.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-21 23:14:592021-06-22 11:03:42Iconografia Musical de Portugal
Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Felgueiras
Adoração dos Pastores, Vila Cova da Lixa
Na Capela-mor da Igreja de Vila Cova da Lixa, concelho de Felgueiras, juntamente com uma Anunciação do mesmo autor, encontra-se uma Adoração dos Pastores, do séc. XVII (finais), Manuel de Freitas Padrão (?), óleo sobre madeira.
Entre os adoradores encontra-se um tocador de flauta de tamborileiro e tamboril. (Créditos e informação da musicóloga Sónia Duarte)
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
Rodeada de grande beleza natural, entre as Serras do Barroso e do Marão e o planalto de Montelongo, Celorico de Basto é uma vila e concelho do distrito de Braga, junto ao Rio Tâmega, que possui história rica. Teve grande importância na Idade Média por aqui se situarem pontos estratégicos de defesa da região: os castelos de Celorico de Basto e de Arnóias. Em termos de órgãos de tubos, a informação disponível de momento é a seguinte:
Igreja de Carvalho
A Igreja Paroquial de Carvalho dispõe de um órgão da autoria do organeiro suíço Erwin Hauser, opus 87, construído em 1990. Foi comprado de particulares e montado pela JMS Organaria em 2019.
Reciclanda
Com municípios e entidades diversas, a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.
Contacte-nos:
António José Ferreira
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/celorico-de-basto-carvalho-paroquial-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-16 23:36:112024-11-13 23:14:15Celorico de Basto e os seus órgãos de tubos
Morreu Eduardo Lourenço de Faria (n. São Pedro de Rio Seco, Almeida, 23 de maio de 1923 – m. Lisboa, 01 de dezembro de 2020), filósofo e professor português distinguido com diferentes galardões, entre eles, o D. Dinis de Ensaio, o Europeu de Ensaio Charles Veillon, e ainda os Prémios António Sérgio, Vergílio Ferreira e Camões e Pessoa. No que se refere a música, publicou pela Gradiva, em 2017, Tempo da Música, Música do Tempo, “conjunto de textos inéditos, colhidos em fontes dispersas e pessoais do autor e selecionados pela historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello”. “Textos inéditos, retirados das páginas diarísticas do ensaísta – um conjunto de reflexões «ocasionais» suscitadas pela audição de peças musicais, seja em salas de concertos, em casa ou durante as suas numerosas deslocações. Aqui, o filósofo revela a sua sensibilidade aos estados de alma dos trechos musicais e a sua imensa erudição, que torna possível o estabelecimento de relações surpreendentes entre as várias formas de expressão artística. Da pintura à literatura, são invocados contrapontos e analogias pertinentes e iluminadores da essência musical e da alma humana. A selecção dos apontamentos e sua organização estiveram a cargo da historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello. O livro inclui ainda um apêndice com textos já publicados em locais dispersos sobre a mesma temática.” Eduardo Lourenço afirmou: “A música e a poesia foram uma espécie de companhia. A música é o canto do nosso próprio inconsciente”.
13 de outubro de 2020
Castelo Branco
Luís Cipriano venceu o Prémio de Mérito/Música 2020 da Fundação INATEL cuja cerimónia teve lugar no Teatro da Trindade, em Lisboa. Na altura da distinção, Luis Cipriano frisou que o sucesso individual só surge depois do coletivo agradecendo à família, ao Coro Misto da Beira Interior, ACBI, colegas da Escola Serra da Gardunha e aos seus alunos.
10 de outubro de 2020
Gondomar
A comunidade de Compostela (um dos locais de culto católico de Foz do Sousa, Gondomar) inaugurou o seu novo órgão de tubos Emil Hammer, com bênção presidida por Dom Armando Esteves Domingues, bispo auxiliar do Porto, e concerto inaugural no mesmo dia com o organista Daniel Ribeiro e a soprano Sofia Pinto, conterrânea.
06 de outubro de 2020
Bragança
David Seixas, violinista brigantino, assinou contrato com a editora discográfica internacional Orpheus Classical que vai trabalhar no seu primeiro álbum solo digital disponível em todas as plataformas digitais principais (Spotify, Itunes, Amazon Music, Google Play, Deezer, Tidal, 7Digital, Yandex).
03 de outubro de 2020
Vila Nova de Gaia
O pianista gaiense Pedro Borges foi o vencedor da 3ª Edição do Prémio Novos Talentos Ageas. A final do Prémio Novos Talentos Ageas 2019 foi disputada entre Pedro Borges, a fadista Rute Rita e o Maat Saxophone Quartet, constituído por Catarina Gomes, Daniel Ferreira, Mafalda Oliveira e Pedro Silva.
27 de setembro de 2020
Porto
Música, sons e palavra em mais de 35 mil discos de vinil: abriu a Fonoteca Municipal em Campanhã.
Para celebrar o 20º aniversário do Remix Ensemble Casa da Música, a CdM estreou “Remix Solistas em Foco”, uma série de pequenos filmes que oferece um vislumbre da vida musical e das inspirações dos elementos que compõem este agrupamento residente.
26 de setembro de 2020
Porto
Enquadrado nas Jornadas Europeias do Património 2020, foi lançado um documentário sobre os órgãos de tubos da Igreja dos Clérigos.
25 de setembro de 2020
Barcelos
No dia em que se comemoram 141 anos do nascimento do compositor Luiz Costa, a Casa da Música lançou um novo sítio inteiramente dedicado ao seu espólio musical, em grande parte inédito. A alma lírica e bucólica de Luiz Costa atravessa um repertório de quase 180 composições, abrangendo peças para piano, voz e piano, música de câmara, orquestra e outras. A catalogação da obra foi realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, curadora do espólio juntamente com Henrique Gomes de Araújo e Helena Costa Araújo.” (Casa da Música)
21 de setembro de 2020
Estarreja
Renata Oliveira, diretora de bandas, natural de Estarreja, é vice-presidente da European Association of Women Band Conductors.
15 de setembro de 2020
Braga
Ana Vieira Leite (soprano portuguesa de Braga) venceu o Concours International de Chant Baroque de Froville (França). O Forum Opera Le Magazine du Monde Lyrique, destaca Ana Vieira Leite, cujos recursos vocais e inteligência musical provocaram uma forte impressão”.
14 de setembro de 2020
Idanha-a-Nova
O portal da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova noticiou que “A Filarmónica Idanhense desenvolveu um novo método intuitivo para ensinar crianças e jovens a tocar adufe, que tem como base 12 cantigas do concelho de Idanha-a-Nova.”
30 de agosto de 2020
Oeiras
Foi inaugurado o órgão de tubos da Igreja Paroquial de Paço de Arcos, órgão holandês da firma Flentrop montado pela Oficina e Escola de Organaria.
28 de agosto de 2020
Vila Nova de Famalicão
Foi apresentado o CD Cupertinos pela Hyperion Records, Duarte Lobo, Masses, Responsories & Motets, o segundo trabalho do grupo Cupertinos.
22 de agosto de 2020
Ourém
Morreu o maestro Ten-Coronel Francisco Ferreira da Silva, ilustre oureense, que foi músico, maestro e amigo da Academia de Música Banda de Ourém.
16 de agosto de 2020
Vila Nova de Gaia
Morreu aos 37 anos o pianista e pedagogo gaiense Daniel Cunha.
13 de agosto de 2020
Guarda
O “Interior, Diário das Beiras e Serra da Estrela” noticiou que foi aberto pela Direção Regional de Cultura da Região Centro o concurso público para o órgão da Sé da Guarda com um valor base de 500 mil euros.
10 de agosto de 2020
Aveiro
Morreu Carlos Firmino Soares da Cunha (1955-2020), conhecido por Carlos Firmino, músico aveirense, saxofonista, compositor, maestro, professor e artista plurifacetado. Foi maestro da Orquestra da TAUC, Tuna Académica da Universidade de Coimbra mil , de 1985 a 1987. Ofereceu à OAUC, “Little Overture”, uma peça da sua autoria, interpretada pela mesma no concerto comemorativo dos 730 anos da Universidade de Coimbra, dia 1 de março de 2020. Em 2016 apresentou no Departamento de Arte e Comunicação da Universidade de Aveiro a dissertação de maestrado “Analogias desenvolvidas entre a Formação Musical e a Análise e Técnicas de Composição: a Fraseologia como estratégia educacional”.
31 de julho de 2020
Loures
A obra Groovid, de Miguel Reis, foi a vencedora da primeira edição do Prémio Internacional de Composição para Clarinete e Big Band. O júri, constituído pelo clarinetista e maestro António Saiote, o compositor e pianista Carlos Azevedo, o clarinetista e professor Paulo Gaspar, o saxofonista e compositor Pedro Moreira e a chefe da divisão de Cultura na Câmara Municipal de Loures, Patrícia Silva (em representação do presidente da Autarquia), decidiu por unanimidade a entrega do primeiro prémio a Miguel Reis, pseudónimo de César Cardoso.
30 de julho de 2020
Oliveira de Azeméis
Faleceu o pianista Justiniano Canelhas (1937-2020), natural de Cucujães, Oliveira de Azeméis. Foi membro fundador do Quarteto do Hot Clube de Portugal e pianista histórico do Jazz moderno português. Faleceu com 83 anos, vítima de Covid19. Justiniano Canelhas era irmão de Carlos Canelhas, compositor de canções cantadas por Madalena Iglésias e Simone de Oliveira, entre outros.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/diario-musical-dos-concelhos-orgao-da-igreja-paroquial-de-paco-de-arcos-oeiras.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-24 00:18:142021-06-22 11:04:21Diário da Música nos Concelhos
Angra do Heroísmo: Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Guia
Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Guia
O órgão da Igreja Nossa Senhora da Guia foi construído no ano de 1788, por António Xavier Machado e Cerveira, o mais conceituado organeiro português de todos os tempos, que construiu mais de cem instrumentos deste género. Este órgão, que ostenta o n.º 22, é um dos instrumentos mais antigos saídos de suas mãos e, destes, o mais antigo nos Açores, obedecendo a regras de construção muito próprias da escola de organaria portuguesa do Século XVIII, que caracterizam o órgão português e que permitem distingui-lo dos construídos por outras escolas.
A investigação efetuada por Dinarte Machado permite concluir que um número deveras elevado de órgãos foi criado por António Xavier Machado e Cerveira para os conventos franciscanos, destacando-se de entre eles o do convento de São Francisco de Angra do Heroísmo, propositadamente encomendado para este espaço, como testemunham as insígnias do florão sobre o castelo de tubos central.
Trata-se de um instrumento dos mais curiosos do ponto de vista da organização do seu plano tonal, pois a sua composição revela o que era solicitado a um instrumento do género naquela época. A registação proporciona acentuados registos de mutação e a existência de um pisante permite criar planos sonoros diferentes, o que era uma prática exigida pelo modelo da polifonia daquele tempo.
A colocação deste órgão junto ao coro, numa tribuna do lado do Evangelho (lado esquerdo dos fiéis), virado para a nave central, é também de realçar, dado que se trata atualmente do único órgão a permanecer no seu local original. Esta localização, além de permitir que os frades exercessem o seu dever de louvar a Deus pelo canto, sem se misturarem com os leigos ou frades menores, criava igualmente a aparência de um certo “mistério”, escondendo os intervenientes que não deviam aparecer, como é o caso dos foleiros.
A alimentação do vento era feita recorrendo à força humana. Um foleiro acionava três foles cuneiformes de ação suspensa, colocados no exterior do instrumento, num sótão construído para o efeito e localizado mais atrás, escondido da assistência e com acesso a partir de uma antecâmara do coro. Durante o Século XIX, essa plataforma foi desmantelada, colocando-se dois desses três foles, sobrepostos, no interior da caixa, o que implicou sacrificar alguns dos registos existentes, de forma a ganhar espaço para aqueles dispositivos.
FICHA TÉCNICA
Produção
Museu de Angra do Heroísmo Coordenação Helena Ormonde Textos
Ana Lúcia Almeida
Dinarte Machado
Francisco Maduro-Dias
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
um só teclado manual cujo âmbito é: C ——— c3 c#3 ———– e5;
¬ um pisante para anular os registos de cheios e mutação;
¬ dois pisantes para fazer soar os tambores acústicos;
¬ diapasão encontrado e aplicado: 430 Hz;
¬ pressão do vento atual: 68 mm ca;
¬ temperamento desigual, próximo do utilizado na época da construção
do instrumento.
REGISTAÇÃO
MÃO ESQUERDA
¬ Trompa Real
¬ Resímbala de 3 vozes
¬ Símbala de 4 vozes
¬ Compostas de vinte dozena 5 v
¬ Compostas de 19ª de 3 vozes
¬ Dozena
¬ Quinzena
¬ Flautado de 6 tapado
¬ Flautado de 6 aberto
¬ Flautado de 12 tapado
¬ Flautado de 12 aberto
MÃO DIREITA
¬ Clarim
¬ Corneta de 5 vozes
¬ Resímbala de 3 vozes
¬ Símbala de 4 vozes
¬ Compostas de 19ª de 4 vozes
¬ Voz Humana
¬ Flauta em 12
¬ Flautim
¬ Oitava Real e 15ª de 3 vozes
¬ Flautado de 12 tapado
¬ Flautado de 12 aberto
Convento de São Francisco, Angra do Heroísmo, Açores
RUÍNA E RESTAURO
Este instrumento, que já se encontrava em muito mau estado desde os anos sessenta do Século XX, foi atingido, aquando do sismo de 80, pela derrocada parcial de um dos arcos da igreja de N.ª Sr.ª da Guia, sendo desmontado em 1981/2, por Luís Esteves Pereira, não tendo sido encontradas referências de desmontagem, o que levou a que a sua recuperação dentro dos traços originais se convertesse num processo moroso de investigação.
O que mais notabiliza o trabalho executado pelo mestre organeiro Dinarte Machado é a recuperação de 85% dos tubos sonoros originais, que, integrados no instrumento atualmente conservado e restaurado, garantem uma sonoridade muito próxima daquela para que foi construído.
Num universo de 1.174 tubos sonoros, labiais e palhetados, criaram-se apenas todos os tubos para os registos de Corneta de m.d., Símbala de m.e., Trompa Real de m.e. e alguns tubos intercalados, num total de 263 tubos novos.A decoração, a folha de oiro, dos tubos de fachada é a do Século XVIII.
Os dois foles originais existentes foram, também, reutilizados e procurou-se um compromisso para aproximar o mais possível este instrumento histórico das suas características iniciais, dado ter sido decidido que o sistema de sótão com três foles não seria reposto, aquando do restauro. Foram mantidos dentro da caixa, mas lado a lado e mais atrás, de modo a permitir a reposição dos tabuões e conjuntos de tubos dos registos que haviam sido suprimidos no Século XIX, a saber: Trompa Real m.e., parte dos tubos de flautado de 12 aberto m.e. e os tambores acústicos.
A nova disposição destes elementos e a nova colocação dos foles permite dizer que falta apenas o sótão para que todo o conjunto apresente a configuração arquitetónica e sonora originais.
A caixa foi igualmente alvo de intervenção paralela por parte dos técnicos da Direção Regional da Cultura, de modo a consolidá-la e a restitui-la à sua configuração original, retirando-lhe aberturas e funcionalidades introduzidas no Século XIX.
Em termos gerais, o restauro efetuado por Dinarte Machado e a sua equipa logrou recuperar mais de 80% do conteúdo histórico sonoro do instrumento, numa totalidade de mais de 1000 peças.
RELEVÂNCIA DOS AÇORES NA CERTIFICAÇÃO DA ESCOLA PORTUGUESA DE ORGANARIA
É através da ação das ordens monásticas que a música e nomeadamente os órgãos aportam aos Açores. Desde o povoamento que aqueles foram chegando, em forma de positivos ou portativos, pequenos instrumentos que integravam a bagagem dos missionários quer, fossem eles Franciscanos, Jesuítas, ou pertencentes a outras congregações, como é o caso das Clarissas.
A abordagem musical levada a cabo nas diferentes regiões ainda não se tinha particularizado. As solicitações feitas aos instrumentos eram basicamente as mesmas, pelo que estes não apresentavam características que os distinguissem e os constituíssem em escola.
Mais tarde, porém, a particularização das práticas musicais nos vários países vai determinar a construção de instrumentos com aspetos diferenciados, originando um formato cultural identificativo dos mesmos. À criação destas escolas, Dinarte Machado chama regionalização, uma vez que estes instrumentos não só se definem como sendo do país A ou B, mas também se diferenciam por cada região.
Em Portugal, até ao terramoto de 1755, não se faziam ainda sentir estas nuances, nem a nível dos instrumentos nem no modo de musicar, e assim coexistiam instrumentos de escola nórdica, incluindo a flamenga, com outros de origem ibérica. Todavia, por razões de natureza política e de transporte, no Século XVIII, a relação com o Sul de Itália, e
especialmente com Nápoles, estreita-se. Depois do terramoto, são muitos os artistas italianos em Portugal, entre os quais organeiros. Logo em 1756, são encomendados vários órgãos de armário, para colmatarem as faltas existentes. Desta maneira, as liturgias podiam ser musicadas, mesmo sem decorrerem em locais construídos para esse fim, já que, apesar das igrejas estarem na sua grande maioria destruídas, as cerimónias religiosas continuavam a realizar-se.
Com estes instrumentos criam-se modos de musicar, coincidentes com a escola de Roma e com a antiga Patriarcal (seminário) em Lisboa, adaptados aos mesmos, e levando a que os organistas se habituem a eles.
No último quartel do Século XVIII, começa a destacar-se a obra de uma família de organeiros portugueses, nomeadamente Bento Fontanes e Joaquim António Peres Fontanes, ambos filhos de Fontanes de Maquera, natural de Ponte Vedra, autores do antigo órgão grande da Sé de Angra, dos de São Gonçalo e St.ª Bárbara, na ilha Terceira, e dos de S. José e do Carmo, em S. Miguel. Por esta altura, surge também uma outra figura grande da organaria portuguesa, originária do norte de Portugal: Manuel Teixeira de Miranda, escultor e construtor de órgãos como os de Lorvão e Santa Maria de Belém, em Lisboa. O seu filho, António Xavier Machado e Cerveira, e Joaquim António Peres Fontanes são considerados os criadores da escola de organaria portuguesa.
Os dois inventaram um tipo de instrumento muito próprio, cujos aspetos técnicos e artísticos o diferenciam dos que particularizam outras escolas. Muito embora possam ter algumas semelhanças com os órgãos do país vizinho, hoje, perante o conhecimento que se tem destes instrumentos, torna-se errado continuar a generalizar, deixando de especificar as caraterísticas próprias da escola de organaria portuguesa do Século XVIII, que dão resposta e expressão ao gosto e forma de musicar nacionais. São, tal como acontece com este de N.ª Sr.ª da Guia do antigo convento de São Francisco de Angra, órgãos de organaria portuguesa.
A existência desta escola foi apresentada e justificada, internacionalmente, pela primeira vez, em intervenção feita por Dinarte Machado, no Congresso Internacional de Organaria, realizado em Mafra, em 1984. Para a sua certificação, contribuiu de forma decisiva o inusitado número de instrumentos provenientes dessa escola, existente nos Açores, cujas qualidades únicas, sobretudo graças ao restauro de que têm vindo a ser alvo, podem ser, hoje, devidamente apreciadas.
CONCERTO INAUGURAL APÓS O RESTAURO, 24 DE MARÇO DE 2012
Após o acurado trabalho de restauro efetuado por Dinarte Machado, o órgão histórico da igreja de N.ª Sr.ª da Guia voltou a fazer-se ouvir, a 24 de Março de 2012, pelas mãos do exímio organista João Vaz. A programação do recital foi por ele especialmente construída para evidenciar a capacidade, a riqueza e a variedade tímbricas deste instrumento e facultar uma breve panorâmica da produção organística na Europa, nos Séculos XVII e XVIII.
Quanto às particularidades do instrumento, há a assinalar a escolha de peças como Cuatro piezas de clarines (Anónimo, Espanha, Séc. XVII), que, no dizer de João Vaz, “exploram a sonoridade penetrante dos tubos de palheta dispostos horizontalmente na fachada do órgão, uma das características mais marcantes dos órgãos peninsulares seiscentistas e setecentistas”. Por seu turno, a Aria XXII (Giuseppe Paganelli, Nápoles, 1710/ca.1763) foi incluída por fazer “ouvir a sonoridade ondulante do registo de Voz humana, particularidade só encontrada nos órgãos italianos e portugueses do Século XVIII”. O Meio registo de 2.º tom (Diogo da Conceição, Portugal, Séc. XVII) foi igualmente selecionado por explorar “uma outra característica dos órgãos ibéricos: o teclado partido, (…) sistema que permite a coexistência de dois timbres diferentes num só manual.” Outras obras, como as variações sobre a ária Jesu du bist allzu schöne (Georg Böhm, Alemanha,1661/1733), apresentaram sucessivamente várias sonoridades contrastantes.
“A viagem pela história da produção organística”, ainda segundo João Vaz, incluiu a “audição de um repertório escrito ao longo de dois séculos”. Obras de Francisco Correa de Arauxo (Espanha, 1584/1654), Dietrich Buxtehude (Alemanha, 1637/1707), Joan Cabanilles (Espanha, 1644/1712) e Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685/1750) “testemunharam a diversidade da cultura organística europeia”. À severa estrutura polifónica de Frei Domingos de São José (Portugal, Séc. XVII) seguiu-se a audição de obras de Carlos Seixas (Portugal, 1704/1742) de “linguagem cravística e italianizante” e, finalmente, de Sonata para órgão em Ré maior, de Marcos Portugal (Portugal, 1762/1830), de forma a ilustrar diacronicamente a produção portuguesa para órgão.
Saliente-se que esta última obra “com as suas alternâncias entre o Cheio, Clarins e solos de Flauta, foi concebida tendo em mente o tipo de órgão produzido por Machado e Cerveira e, sendo praticamente contemporânea do instrumento da Igreja do Convento de São Francisco, encontra nele um meio de expressão ideal.”
Informação facultada pelo Museu de Angra do Heroísmo
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/angra-do-heroismo-orgao-da-igreja-de-nossa-senhora-da-guia.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-24 00:13:352021-06-22 11:05:43Angra do Heroísmo: Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Guia
Porto de Mós tem uma história riquíssima que remonta provavelmente à pré-História, apresenta vestígios da ocupação romana, foi conquistado pelos muçulmanos e reconquistado no tempo de D. Afonso I. “O Castelo de Porto de Mós, também referido como Castelo de D. Fuas Roupinho, localiza-se na freguesia de Porto de Mós – S. João Baptista e S. Pedro, concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria, em Portugal.
Erguido sobre um outeiro, em posição dominante sobre a povoação, o seu nome está ligado ao de D. Fuas Roupinho, imortalizado nos versos de Luís de Camões e na lenda da Nazaré.”
Em termos de órgãos de tubos, de acordo com a informação disponível, existe no concelho de Porto de Mós um instrumento no Alquidão da Serra.
Igreja Matriz do Alqueidão da Serra
Igreja de Alqueidão da Serra, Porto de Mós
Construída no século XVIII, a Igreja Paroquial de Alqueidão da Serra tem sofrido várias intervenções de restauro nos últimos trinta anos. Ainda assim, dos cinco altares iniciais, construídos em pedra da região, restam apenas três. Destacam-se os dois símbolos de fogo na parte superior de cada lado, convergindo para o centro, e a imagem de S. Francisco, esculpida em madeira e datada do século XIX.
Fonte: CMPM
A Igreja Paroquial do Alqueidão da Serra dispõe de um órgão de tubos histórico de tipo ibérico (positivo de armário), com teclado de 45 notas, fole manual e florão ornamental em talha dourada. É uma peça valiosa e única no património histórico e cultural do Município. O órgão histórico do século XVIII é o mais antigo do Concelho de Porto de Mós.
Órgão de armário
Órgão de tubos da igreja de Alqueidão da Serra
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/porto-de-mos-alqueidao-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-24 00:08:492024-11-12 01:11:49Porto de Mós e os seus órgãos de tubos
Peniche é uma cidade e concelho indissociável do mar, “um dos maiores portos de pesca tradicional de Portugal e um grande centro atlântico de atividades marítimo-turísticas.” Merecem destaque o centro histórico, o “Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, as Igrejas de São Pedro e da Misericórdia, e o Forte de Peniche, construído no séc. XVI/XVII para a defesa da costa em cruzamento com o Forte da praia da Consolação e o forte na Ilha das Berlengas.” No que se refere a órgãos de tubos, de acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:
Igreja de São Pedro
Em Peniche, “os primeiros templos terão sido edificados em meados do século XV, integrando-se neste conjunto possivelmente a Capela do Espírito Santo. Foi precisamente no local desta Capela que em 1589 se fundou a Igreja de São Pedro, cuja construção da estrutura estaria concluída cerca de 1593. O templo paroquial apresenta um corpo central retangular disposto longitudinalmente, que corresponde aos espaços da nave e da Capela-mor, ao qual foram adossados lateralmente a sacristia e uma sala de arrumações. A fachada principal apresenta um modelo de linhas robustas, dividido em três panos, que correspondem à disposição das naves.
Os panos laterais possuem dois torreões, o da direita com sineira. Ao centro foi aberto um nártex com duas colunas alteado ao centro. Sobre este foi rasgado um óculo, e o frontispício é terminado em empena. As fachadas laterais são marcadas pela disposição de portas no primeiro registo e cinco janelas retangulares de cada lado. O espaço interior divide-se por três naves cobertas por teto de madeira, marcadas por cinco tramos que assentam sobre colunas toscanas. No interior da torre do lado do Evangelho foi edificada uma Capela batismal, com cúpula, onde foi colocado um painel figurativo de azulejos azuis e brancos, de feitura setecentista, proveniente do Convento de São Bernardino. Na torre oposta foi construída a escada de acesso ao coro-alto.
A Capela-mor é coberta por abóbada, sendo esta decorada com pinturas de motivos de gosto Neoclássico que se estendem pelas paredes laterais. Aqui foi também disposto um cadeiral de madeira, da mesma proveniência dos azulejos do batistério. No programa decorativo do templo destacam-se as telas emolduradas por talha, que representam cenas da vida de São Pedro, estando uma assinada com a seguinte inscrição, PINTOR Pº PEIXOTO. E. DE 1711. Possui altares colaterais em talha dourada, com frontão em arco pleno, e altares laterais da mesma tipologia, com frontão triangular. Possui ainda uma imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, de grande devoção entre a comunidade piscatória da vila.
Cf. Catarina Oliveira, GIF/IPPAR/2006
Igreja Matriz de São Pedro, Peniche
A Igreja Paroquial de São Pedro de Peniche possui um órgão histórico de tipo ibérico (positivo de armário) [ I; 2 (4+5) ] construído por Pietro António Boni em 1771. Foi restaurado em 2015 pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz), de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 65.
Órgão de armário
Órgão de tubos da Igreja Matriz de São Pedro
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FOI NOTÍCIA
A 08 de abril de 2015, o sítio do Município de Peniche, agendava para o fim-de-semana, dias 11 e 12, as celebrações de inauguração do órgão de tubos da Igreja de São Pedro, em Peniche. No sábado, dia 11, às 21.30 horas, realizar-se-ia um recital inaugural com os organistas internacionais Eva Brandazza e Marco Brandazza e o Coral Stella Maris de Peniche, por ocasião do seu 38º aniversário. No domingo, às 10-30 horas teria lugar uma eucaristia acompanhada pelo órgão de tubos e pelos grupos corais da Paróquia de Peniche.
O órgão de tubos da igreja de São Pedro, data do século XVIII e estava parado desde a década de 40 do século passado. A recuperação deste órgão secular esteve integrada no âmbito da parceria para a regeneração urbana na candidatura liderada pelo Município de Peniche ao Programa Operacional Centro, para as obras de reabilitação da Igreja de São Pedro, reaberta ao culto no mês de novembro passado.
De acordo com Fernando Engenheiro, em artigo publicado na edição nº 1192 da “Voz do Mar” de 24 de Outubro de 2006, “ desde os fins do século XVIII, mais propriamente na sua última década, a Igreja de São Pedro passou a ser possuidora de um grande órgão, instrumento musical de teclas com sons por tubos construídos em estanho. No interior daquele templo, ao levantarmos a vista para a altura do coro, na época também designado por coreto, os nossos olhos prendem-se, no seu velho órgão que, pela imponência, nos maravilha com a sua caixa, ensamblamento e toda a composição onde encerra os tubos e a sua maquinaria”.
Na altura, este instrumento musical foi adquirido com “a colaboração dada pelas Confrarias das Almas e de Nossa Senhora do Rosário, aprovadas pelos seus Juízes, Oficiais e Mordomos, com assento na Igreja de S. Pedro, sendo assim possível ajudar a compartilhar nas despesas da sua aquisição, a cargo da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de S. Pedro”, pode ler-se no artigo.
O novo órgão teve “a sua solene inauguração na festa anual que se fazia naquele templo em louvor de Nossa Senhora do Rosário, a cargo da sua Confraria, cuja imagem se venerava no altar onde hoje se rende o culto a Nossa Senhora da Boa Viagem. A partir de então e até à abolição das Ordens Religiosas (que ocorreu a partir de 1834), foi a manutenção do órgão entregue aos cuidados do Convento do Bom Jesus de Peniche até porque ali existiam elementos competentes para o desempenho de funções de organista.
Nessa época “aqui vivia José Leal Moreira, mestre da música da então Vila de Peniche, com o partido de quarenta mil réis em cada um ano pagos pelo “Cofre dos Sobejos das Sisas” da mesma Vila sendo o dito mestre obrigado a ensinar de graça os moradores de Peniche por provisão da Rainha D. Maria I, de 5 de Dezembro de 1778. Pensa-se que, talvez a ideia da aquisição do órgão para a Igreja de São Pedro se deva ainda que de uma forma indirecta àquele professor de música, habilitado a formar alunos organistas”, explica o historiador.
Desde então, por longos anos ecoaram naquele templo os sons do velho órgão, “enchendo a alma” e acompanhando celebrações solenes como “Te Deum Laudamos”, ou Acções de graças a Deus, especialmente cantados quando em Peniche eram recebidos membros da realeza, altos eclesiásticos e militares de alta patente. Fernando Engenheiro acrescenta ainda que “outros organistas exploraram as capacidades deste majestoso órgão de tubos, mas não há memórias da sua actuação até aos primeiros anos do século XX, aquando das solenidades litúrgicas que assinalavam os dias do corpo de Deus, de S. Pedro, orago do templo, da Cadeira de S. Pedro, de Nossa Senhora do Rosário, ou ainda o Domingo de Páscoa e o Natal”.
Mais tarde, já em pleno século XX e já depois da Implantação da República, pela mão do mestre José Cândido de Azevedo Mello, o velho órgão continuou a encher de sonoridade musical a Igreja de São Pedro. José Cândido de Azevedo Mello, figura ímpar na arte musical em Peniche, fez realçar aquele instrumento em momentos litúrgicos de grande esplendor. Alguns alunos seus também o usaram, como os organistas Joaquim Desidério Júnior e sua nora D. Romana Ester Caldas Pereira Fausto de Mello”, explica o artigo de Fernando Engenheiro.
No entanto, alguns anos antes da morte do mestre José Cândido, ocorrida a 1 de outubro de 1950, mergulhou aquele grande instrumento musical num silêncio profundo, até aos dias de hoje. Sessenta e cinco anos depois, esta verdadeira jóia do património religioso e cultural de Peniche voltou a fazer-se ouvir, num recital que marca oficialmente a inauguração deste histórico instrumento musical.
De acordo com o Correio da Manhã, 11 abril 2015, Pedro Silva, pároco de Peniche, afirmou: “é uma alegria para a igreja, mas também para o concelho voltar a ouvir o órgão”, não só pelo acompanhamento litúrgico que vai permitir fazer, mas sobretudo pela importância patrimonial e artística.
O restauro custou cerca de 40 mil euros e foi feito pelo organeiro Pedro Guimarães.
O órgão foi construído em 1771 pelo italiano Pietro Antonio Boni, responsável pela manutenção de instrumentos da Sé Patriarcal de Lisboa a partir de 1758, ano em que aí vendeu e montou um órgão, na sequência da destruição provocada pelo terramoto de 1755, vindo a falecer poucos anos depois, em 1774.
Pelo estado gasto das teclas e outros mecanismos, terá tido muito uso durante 160 anos, estimou a paróquia.
O blogue Terra de Mar e Sol noticiava também a 12 de abril de 2015:
Acontecimento há muito esperado teve ontem o seu desfecho na Igreja de São Pedro com a inauguração do seu Órgão de Tubos. Antes do Recital, o nosso Prior, Padre Pedro procedeu à Bênção do Órgão. O Recital Inaugural teve a participação dos organistas internacionais Eva e Marco Brandazza e o Coral Stella Maris de Peniche, dirigido pelo Maestro João Sebastião, no dia em que este Coro comemorou o seu 38º aniversário.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/peniche-matriz-sao-pedro-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-24 00:06:202024-11-10 12:00:54Peniche e os seus órgãos de tubos
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