Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor
Folclore em Ponte de Sor

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor é uma associação de natureza etnográfica constituída a 9 de dezembro de 1982, sediada na Casa do Povo na freguesia e concelho de Ponte de Sôr.

O Rancho foi fundado em 1968. O FestiFolk é organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor, em parceria com a câmara municipal e as juntas de freguesia do concelho.

Rancho Folclórico da Casa do

Rancho Folclórico da Casa do

Em 2015, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor inaugurou uma Exposição Etnográfica no Centro de Artes e Cultura desta cidade Lenços, Xailes, Jaquetas outras vestimentas, na sua grande maioria originais e fruto de trabalhos e recolha e pesquisa estiveram patentes no evento que durou cerca de um mês.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor, exposição

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor, exposição

Grupo União e Recreio Azarujense
Filarmónicas de Évora

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia de Évora – Canaviais
  • Banda da Associação Filarmónica 24 de Junho de São Miguel de Machede
  • Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Manhede
  • Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense
Banda da Associação Filarmónica 24 de Junho de São Miguel de Machede

A Banda da Associação Filarmónica 24 de junho de São Miguel de Machede foi fruto de uma Escola de Música formada em 1981 por iniciativa da direção que dirigia na altura os destinos da Casa do Povo de São Miguel de Machede, tendo como professor António Sardinha, que veio a ser também o Maestro da Banda durante largo período de tempo. Apresentou-se em 19 de setembro de 1981, só com músicos oriundos da Escola de Música. A Escola de Música tem tido um contributo benéfico para a Banda, porque é dela que vão saindo os novos músicos, tendo alguns ingressado em bandas militares.

A Banda realizou numerosas atuações por todo o país e uma em Espanha. Participou em festas tradicionais, cerimónias oficiais, encontros de bandas, concertos e festivais taurinos. É formada por 4 dezenas de elementos, com idades entre os 13 e os 50. Os maestros que a têm dirigido foram: António Sardinha, António João Redondeiro Painha, Andrelino José Rato, José Florindo, Inácio Galego Miranda. Desde 2003 é seu maestro Eduardo Correia.

Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Manhede

A Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede foi fundada em 1907, tendo sido integrada na Casa do Povo apenas em 1940. Foi graças ao empenho e determinação de sócios e dirigentes da antiga coletividade União Instrutiva e Recreativa Machedense que se formou a Banda. Até 1910, o 1º de Dezembro era considerado o seu dia festivo, mas a 4 de outubro de 1911, a banda abriu as festas de comemoração do 1º aniversário da implantação da República, passando o seu aniversário a ser festejado nesta data.

Desde a fundação até 1939, a banda passou por dificuldades em adquirir instrumentos, fardamentos e outros acessórios necessários, mas foi mantendo a sua atividade. Em 1939 atravessou um período mais complicado, quando ocorreu um acidente com um carro de tração animal que transportava os instrumentos musicais, o que provocou danos complicados de superar e obrigou a banda a cessar a atividade.

Com a implementação das Casas do Povo criadas durante o Estado Novo, Nossa Senhora de Machede passou a ter também uma Casa do Povo em edifício próprio que pertencia ao Conde da Azarujinha. A banda, bem como todos os bens da coletividade União Instrutiva e Recreativa Machedense foram integrados, em 1940, na Casa do Povo. Com grande esforço da comunidade, os instrumentos musicais foram reparados e a banda retomou a atividade.

Em 1977, a banda passou por uma reorganização, tendo sido criada a Escola de Música, que abriu com cerca de 70 alunos, entrando todas as crianças da aldeia. Desde então a Escola manteve a sua atividade, contando com a frequência regular de 25 alunos. Embora sendo exíguo o espaço onde funciona a Escola de Música, ao longo dos anos têm saído da escola e da banda diversos músicos que estão hoje integrados em bandas militares e noutros agrupamentos musicais.

Tem participando em festas populares, concertos, desfiles, sessões solenes e concursos de bandas. No início do século XXI participou nos Encontros de Jazz em Évora e em 2007, foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro. Em 2006 participa com os alunos da sua Escola de Música no CD “Encontros Mozart” e em Junho/Julho de 2007, a Banda Filarmónica, grava o seu primeiro CD áudio, intitulado “Centenário 1907-2007, CD financiado pela Delegação Regional da Cultura do Alentejo e apoiado pela Câmara Municipal de Évora.

Das três bandas do concelho esta é a única filarmónica que tem um CD editado exclusivamente com o seu repertório. A banda é constituída por 40 executantes de ambos os sexos e tem como Maestro, Professor e Diretor Artístico, desde 1992, Francisco Henrique Canoa Ribeiro, que é também o Maestro da Banda Militar de Évora.

No dia 4 de outubro de 2007 a Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede comemorou o seu 1º Centenário, tendo organizado uma festa de vários dias que incluiu um Encontro de Bandas.

Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense

A Banda de Música de Azaruja, atualmente Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense, pelos documentos existentes nos seus arquivos, foi fundada oficialmente a 3 de julho de 1904, embora haja registos da existência de uma banda nos anos 1860-1870. Presume-se que o seu primeiro maestro foi o Sr. Aboim, militar da Banda da GNR.

Nas primeiras décadas da sua história a inexistência de sede própria e fardamento obrigava a que os ensaios se realizassem em casas particulares, e as atuações em público fossem feitas em traje civil.

Em 1929 foi fundado o Grupo União e Recreio Azarujense (G.U.R.A.) que resultou da fusão de dois grupos recreativos existentes em Azaruja: o Clube Azarujense e o Grupo de Instrução e Recreio Azarujense. A partir desta data, a banda filarmónica foi anexada a esta coletividade que tinha como principal objetivo a sua reorganização. Após a sua fundação o G.U.R.A, tem-se dedicado essencialmente ao teatro amador, às marchas populares e à música.

Ao longo da sua vida, várias foram as fases por que passou, tendo sofrido algumas interrupções, sendo a primeira em 1917, e mais tarde nos finais dos anos 50 do século XX. Embora a banda interrompesse a sua atividade, a música nunca deixou de estar ativa. Os músicos tocavam nas sociedades existentes em Azaruja, e que hoje ainda existem: o Grupo Musical Azarujense “Os Unidos”, por alcunha “O Mainó” e o Grupo União e Recreio Azarujense, tendo como alcunha “O Bonó”. Estes músicos tocavam também em conjuntos e grupos que animavam os bailes, assim como em teatros de revista produzidos pelo Grupo União e Recreio Azarujense.

Grupo União e Recreio Azarujense

Grupo União e Recreio Azarujense

Respeitando e mantendo as vontades e as tradições de Azaruja, a banda teve a sua última reorganização em 1980, sendo o seu maestro António Sardinha. A partir desta data tem mantido a sua atividade, rejuvenescendo e aumentando o seu efetivo que conta neste momento com 26 elementos. Paralelamente à atividade da banda filarmónica, foi criada uma escola de música de ensino gratuito.

A Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense tem participado e dado cumprimento a todas a solicitações que lhe têm sido formuladas, atuando normalmente em arruadas, procissões, concertos, desfiles/encontros de bandas e corridas de toiros. Esta banda conta com atuações um pouco por todo o país e conta com uma atuação em Espanha (Isla Cristina, Huelva) no ano 2008.

De salientar a participação da Escola de Música no CD “Encontros Mozart” em 2007, no Mega Encontro de Bandas Filarmónicas em Elvas em 2011 que juntou 16 bandas do Alentejo e no Encontro de Bandas Filarmónicas do município de Évora que teve lugar no Teatro Garcia de Resende em 2015. Em 2016 teve uma participação especial num projeto internacional com músicos de Portugal, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste intitulado “Festival Traditional Music” que se realizou em Azaruja. Ainda em 2016 teve uma participação especial no filme “Aparição”, uma obra literária de Vergílio Ferreira adaptada para o cinema, com realização de Fernando Vendrell e estreia em 2018. Na cena pode ver-se a recriação de uma festa carnavalesca dos anos 50 do século XX, com a interpretação do tema “Quem Sabe, Sabe”.

Esta filarmónica foi sócia da extinta Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Évora e da Além-Tejo Música, uma associação regional que teve a sua fundação em Azaruja no ano 2008. Atualmente é associada do INATEL.

Poela Banda passaram ainda os maestros Eduardo Fernandes, Manuel Monteiro, Mário Ceia Alexandre e Aníbal Simplício. Desde setembro de 2017 é professor na escola de música e diretor artístico desta filarmónica o maestro José Manuel da Conceição Tobias.

Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística - SRFUA

Filarmónicas de Santiago do Cacém

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica Lira Cercalense
  • Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística – SRFUA
Banda Filarmónica Lira Cercalense

Ao longo do séc. XX, o Cercal viu nascer e morrer quatro filarmónicas, a última das quais em 1983 (fundadora da Escola de Música), desapareceu em 1988, devido a dificuldades financeiras. A Associação Musical dos Amigos da Banda Filarmónica Lira Cercalense foi fundada em 20 de Agosto de 1989, por uma comissão de músicos empenhados em fazer renascer a atividade musical na então aldeia do Cercal.

As raízes da associação, essas, remontam a 1911, ano em que aqui surge a primeira Banda de Música. Desde a sua fundação, a Banda Filarmónica Lira Cercalense assumiu-se como um projeto ao serviço da população, e, se excluirmos o ensino público, tem sido, com a sua Escola de Música, a única entidade que proporciona formação musical aos cercalenses. Numa terra em que, fora da escola, não há praticamente atividades de tempos livres, a Banda constituiu, nas últimas décadas, uma oportunidade única para a população, sobretudo a jovem, contactar com uma atividade cultural criativa, sã, enriquecedora e em prol da comunidade.

De 1983 até hoje, apesar das dificuldades e das interrupções de atividade da banda, a Escola de Música quase nunca deixou de funcionar. Por ela passaram cerca de 200 aprendizes (na maioria jovens), dos quais quase metade foram executantes da Filarmónica, sendo que alguns, como o atual regente, prosseguiram estudos na área musical. Todos os atuais executantes da Filarmónica foram formados na sua escola. Na freguesia de Cercal do Alentejo, a Banda animou dezenas de concertos, arruadas, festividades civis, laicas e religiosas.

Fora, a Banda Filarmónica Lira Cercalense representou a freguesia e o concelho em múltiplas iniciativas pelo Alentejo, contando, desde 1989, com o apoio da Junta de Freguesia de Cercal do Alentejo e da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Para além da Banda e da Escola de Música, esta associação conta ainda com o seu Orfeão, um coro feminino. Samuel Julião é o atual maestro da Banda Filarmónica Lira Cercalense e Orfeão.

Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística – SRFUA

A Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística – SRFUA, anteriormente designada de Sociedade Recreativa de Santiago do Cacém, sediada no Rossio da Senhora do Monte – freguesia de freguesia e Concelho de Santiago do Cacém, é uma associação de natureza cultural, desportiva e recreativa, constituída a 12 de outubro de 1987.

SRFUA

Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística - SRFUA

Sociedade Recreativa Filarmónica União Artística – SRFUA

Banda de Alcochete
Filarmónicas de Alcochete

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense
  • Sociedade Imparcial 15 de Janeiro
Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense

Fundada a 1 de dezembro de 1919 e reconhecida de utilidade pública, a Banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense desenvolve a sua atividade nas áreas cultural, musical, recreativa, desportiva e de apoio social. Tem como base de formação dos seus músicos uma Escola de Música, que começou a funcionar algum tempo antes da fundação da própria Banda.

A sua primeira atuação fora do Samouco teve lugar em Cascais, utilizando como transporte uma das muitas fragatas que sulcavam o rio Tejo na época. Consta dos seus registos um concerto musical em homenagem prestada a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, pela odisseia na travessia aérea no Oceano Atlântico, entre Portugal e Brasil.

Do seu historial fazem parte ilustres músicos e maestros, com destaque para Francisco Domingos Taneco e seu filho Jorge Taneco.

SFPLS

Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense

Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense

A Banda é composta por cerca de 50 elementos, praticamente todos formados na Escola de Música da Coletividade. A sua atividade tem-se desenvolvido de norte a sul do país em festas populares, religiosas, desfiles, concertos, intercâmbios musicais, ações levadas a efeito pelo INATEL e autarquias, assim como em espetáculos tauromáquicos, numa média superior a 50 atuações por ano.

Entre as décadas de 70 e 80 atuou 11 anos consecutivos nas festas de Nossa Senhora das Angústias em Ayamonte – Espanha, retomando a sua presença no decorrer da década de 90 até aos dias de hoje, onde continua a marcar o seu cunho e a ser muito acarinhada por gentes de terras andaluzas.

Participou em várias acontecimentos ligados à tradição e cultura tauromáquicas em vários pontos do grupo central do arquipélago dos Açores, na Graciosa e Terceira. Em 2010, lançou o seu novo trabalho discográfico: “Banda do Samouco – Campo Pequeno”, no qual a formação samouquense interpreta 16 dos pasodobles mais aplaudidos na praça número um do país. É dirigida pelo Maestro Sérgio Oliveira.

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro

A Sociedade Imparcial 15 de Janeiro é uma coletividade de cultura e recreio de Alcochete fundada em 1898. Tem promovido as artes do teatro, do canto e da música, embora o seu ex-libris seja a sua escola de música e a sua banda, e mais recentemente, após 45 anos de inatividade o renascer do seu orfeão.

O primeiro lugar no concurso nacional de bandas civis organizado pela E.D.P., a gravação de três discos e ainda uma colectânea destes num único CD, a Medalha de Ouro do Concelho de Alcochete, o reconhecimento de Instituição de Utilidade Pública, a Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Secretaria de Estado da Cultura, os dois troféus R.T.P. “João Moreira de Almeida” para a melhor banda taurina, a Medalha de Prata da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio, a distinção de Sócio de Honra “Ribatejano Ilustre” da Casa do Ribatejo, o “Galardão de Destaque da Temporada 1999”, atribuído pela Tertúlia Tauromáquica Sobralense, são momentos altos da nossa banda e da nossa coletividade.

Em 2001 gravou o 4º disco, deslocou-se à ilha Terceira-Açores e ganhou o prémio da Rádio Campanário para a melhor banda taurina do país. A Banda é composta por músicos oriundos, na sua maioria, da sua escola de música. A Banda e o orfeão são dirigidos desde 1998 pelo maestro António Francisco Rei Menino.

BA

Banda de Alcochete

Banda de Alcochete

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga
Escolas de Música de Braga

Referências no Ensino da Música no Concelho

  • Conservatório Bonfim
  • Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga
  • Escola de Dança do Mercado Cultural do Carandá
  • Escola de Música do Mercado Cultural do Carandá
  • Escola de Música Mozart
Conservatório Bonfim

Auditório

Conservatório Bonfim

Conservatório Bonfim, auditório

Conservatório Bonfim

Conservatório Bonfim

Conservatório Bonfim, Braga

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga

Situado praticamente no centro da cidade e com uma arquitetura muito peculiar dos anos 60, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é uma escola com algumas particularidades que a tornam diferente das escolas básicas e secundárias do nosso ensino em geral, uma vez que se trata de uma Escola Artística. O projeto educativo do conservatório preconiza, em regime integrado, a componente vocacional artística no ensino básico e no ensino secundário, isto é, no mesmo local os alunos podem completar a sua formação geral com o ensino especializado da música. O ensino integrado funciona do 1º ao 12º ano, com planos curriculares próprios. Os alunos que pretendem frequentar a escola têm que realizar testes de ingresso.

No ensino básico paralelamente às disciplinas de formação geral, que todas as escolas do ensino regular oferecem, existe a componente da área vocacional, com disciplinas diversificadas, tais como: instrumento, coro, classes de conjunto, formação musical e introdução às técnicas de composição. No ensino secundário há a possibilidade de escolha entre quatro cursos, sendo todos eles específicos da área da música: canto, composição, formação musical e instrumento.

CMCGB

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga

No conservatório existe a possibilidade de se fazer, em regime supletivo, um dos cursos de música do ensino secundário, isto é, o aluno pode frequentar paralelamente outra escola e o conservatório. Também para este fim o aluno deve candidatar-se por provas ao ingresso nestes cursos, desde que tenha o curso básico de música. O conservatório oferece o curso livre de dança, que poderá ser certificado, com exames, pela Royal Academy of Dance.

Escola de Música do Mercado Cultural do Carandá

O Correio do Minho de 05 de maio de 2011 noticiou que a Escola de Música do Mercado Cultural do Carandá seria apresentada no dia seguinte pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado. O equipamento corresponde à segunda fase de reconversão de um espaço comercial convencional. Seguindo uma proposta do arquiteto Eduardo Souto Moura — que havia desenhado o Mercado do Carandá há mais de 25 anos, sendo este um dos seus primeiros trabalhos públicos— a empreitada que ora se dá por concluída significa um investimento municipal que ultrapassa os dois milhões de euros.

Tendo iniciado a atividade em 2010/2011, a Escola de Música do Mercado Cultural do Carandá é gerida pela Companhia da Música, entidade privada que estabeleceu para o efeito um protocolo de colaboração com o Município de Braga. Com uma área total de terreno de 2040 metros quadrados e uma área de implantação de 1448,72 metros quadrados, a empreitada foi adjudicada ao consórcio FDO Projectos/FDO Construções e desenvolveu-se em dois pisos.

A entrada no novo edifício é feita num único ponto, que serve igualmente de acesso à Escola de Dança, o que reforça a ideia de um único espaço: o Mercado Cultural do Carandá. A Escola de Dança do Mercado Cultural do Carandá corresponde precisamente à primeira fase do projeto de reconversão do mercado convencional desenhado por Souto Moura e a sua gestão está protocolada há vários anos entre o Município e o Arte Total — Centro de Educação pela Arte.

O edifício desenvolve-se em dois pisos: um ocupado com a escola propriamente dita e outro, em cave, onde se situam as áreas de apoio ao auditório, designadamente camarins e arrumos gerais. Além dos espaços gerais (sala de convívio/sala de espera, secretaria, arquivo, gabinete do coordenador, e gabinete da direção, reprografia/papelaria, sala de professores/reuniões, bar, biblioteca e sanitários), a nova construção compreende um auditório com capacidade para 157 pessoas, camarins masculinos e femininos, ‘regie’ e arrumos gerais.

Os espaços destinados a atividades letivas dividem-se pela ‘iniciação musical’ (uma sala); ‘formação musical’ (três salas de formação musical, mais uma sala de História da Música, mais uma sala de Análise e Técnicas de Composição); ‘instrumentos’ (oito salas para aulas individuais de instrumentos cordofones e aerofones, mais uma sala para dois pianos de cauda, mais uma sala para aulas de instrumentos de percussão); e ‘conjuntos vocais e instrumentais’ (uma sala de coro, mais duas salas de música de câmara).

No que concerne à funcionalidade do edifício (voltado para a Praça Cândido Costa Pires/Centro de Saúde do Carandá), refira-se que o auditório se apresenta autónomo, bastando para tal encerrar alguns dos espaços comuns e condicionar a livre circulação a áreas de carácter mais público. Para melhor enquadramento estético, foi criada uma área verde em volta do edifício e uma área pavimentada que a ladeia e se prolonga a um pátio.

A segunda fase incidiu no lado nascente do mercado convencional e os trabalhos desenvolveram-se em duas fases: a demolição parcial do existente, mantendo apenas alguns dos seus elementos construtivos, nomeadamente as escadas e alguns pilares, como testemunho da pré-existência; e a construção da escola de música.

No âmbito desta empreitada, o arquiteto Eduardo Souto Moura — que tem em Braga algumas das obras mais representativas do seu vasto currículo, designadamente o Estádio Municipal de Braga, a Casa do Bom Jesus ou a Pousada de Santa Maria de Bouro — assumiu já o compromisso público de desenhar a praça fronteira ao Mercado Cultural do Carandá/Centro de Saúde do Carandá.

Escola de Música Mozart

A Escola de Música Mozart é uma instituição privada direcionada para o ensino da música. Leciona vários estilos musicais, do erudito à música tradicional portuguesa, passando pelo Pop, Rock e Jazz, apoiada nas mais recentes metodologias e tecnologias. Os cursos são direcionados para todas as faixas etárias, havendo a possibilidade das aulas serem individuais ou em grupo, dependendo do curso em questão. A Escola associou-se a instituições internacionais de elevada reputação para certificarem os cursos nela ministrados.

Banda de Música de Lousada
Filarmónicas de Lousada

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música de Lousada

A Banda de Música de Lousada foi fundada em 1855 por Joaquim Carneiro da Silva Pinto. Desde a sua criação até à implantação da 1ª República (1ª Época), ficou conhecida Banda Velha. Em 1910, divergência políticas determinaram a sua divisão em duas, que felizmente durou pouco tempo, voltando a ser uma única banda, Banda Nova, a atual Banda de Música de Lousada.

Sucederam-se na regência da Banda, de 1910 a 1965, notáveis e consagrados maestros: Serafim Nunes Chamusca, Joaquim da Costa Chicória, Luís Lourenço Pestana, José Francisco Biscaia, entre outros. Entretanto, os principais agentes da preservação e do assinalável êxito alcançado pela banda foram: a família Nunes Chamusca, a família Carvalheiras na pessoa de Joaquim Carvalheiras, que se tornou o pai da música em Lousada. Enquanto a Banda não esteve legalizada como Instituição, este, com grande entusiasmo contratava as festas para as quais era contactado. Assumiu o comando da mesma, recebia as verbas combinadas que depois das atuações distribuía por todos os músicos tendo em conta a responsabilidade e qualidade de cada um.

Outra família que muito se destacou pela sua grande dedicação foi a família Fernandes na pessoa do Pai, Rodrigo Fernandes, cuja obra “A marcha A Lousadense” ficou imortal para o povo de Lousada, sendo exibida sempre em qualquer concerto comemorativo e outros. Os filhos destes ilustres lousadenses, bastante motivados pelo ideal de seus pais tornaram-se músicos da Banda com grande dedicação.

Em 1974, a conjuntura sócio-política colocava em causa a existência da Banda Musical de Lousada. Preocupados com a situação, alguns lousadenses constituíram por Escritura Pública (12 de abril de 1975) a Associação de Cultura Musical de Lousada. Para esta reorganização muito contribuiu com entusiasmo o sempre dinâmico Paulo Afonso da Cunha, filho do já citado Joaquim Carvalheiras, que motivou o então músico Narciso Ribeiro da Mota a encabeçar uma lista para criar por Escritura Pública a Associação de Cultura Musical de Lousada, sendo seus vice-presidentes Paulo Afonso da Cunha e Clemente Ribeiro de Bessa.

Em 1975, Salvador Vieira Fernandes, filho do Rodrigo Fernandes, foi reconduzido como Maestro e principal responsável artístico da Banda de Música da Associação de Cultura Musical de Lousada. Em 1978 foi substituído por Alberto dos Santos Vieira.

Em 1979, representou Portugal no Dia do Emigrante, em França. Em 1980 e 1981, por convite de S.E.C., organizou e participou no 1º e 2º Festival de Bandas Civis em S. Torcato Guimarães sendo o seu principal responsável, Paulo Afonso da Cunha. Em 1983 obteve o 3º lugar no Concurso Nacional da R.T.P “ Sol de Verão”. Em 1985, na Alemanha, venceu o Prémio Absoluto entre 220 Bandas de todo o Mundo. Em 1991, deslocou-se novamente à Alemanha, onde fez o Festival de Promoção do Vinho do Porto, e na Cidade do Porto participou no Festival dos Barcos Rebelos. Em 1993 deslocou-se à Suíça para representar Portugal no dia 10 de Junho – Dia das Comunidades.

A Associação foi distinguida pela S.E.C., com a atribuição da “Medalha de Mérito Cultural”. Para todos estes grandes êxitos, além dos concertos pelo País, muito contribuiu o Maestro Alberto dos Santos Vieira que, após 25 anos como regente, por iniciativa própria quis abandonar o leme da Banda. Em cerimónia solene fez questão de entregar a sua batuta ao jovem músico integrado na Banda de Música da ACML, Romeu Barbosa da Silva que com grande entusiasmo se empenhou na manutenção da qualidade.

Banda Musical de Arouca
Filarmónicas de Arouca

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Associação da Banda Musical do Burgo
  • Banda Musical de Arouca
  • Banda Musical de Figueiredo
  • Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga
Associação da Banda Musical do Burgo

Na monografia dedicada ao concelho de Arouca, Simões Júnior refere que “… em 1898, dentro desta sociedade (Música da Vila), começou a haver uma certa efervescência nos elementos do Burgo, que orientados por Joaquim Fernandes Quintas, que já tinha pertencido à Banda de Figueiredo, fundaram uma nova Banda, com Sede no Burgo, que depois foi regida por Manuel Costa (“o Teto”), estabelecendo-se partidos entre as duas populações…”

A escritura da filarmónica data de 1901. O seu primeiro regente e fundador terá sido Manuel da Costa Oliveira, que terá recebido o apoio de seus irmãos. Manuel da Costa Oliveira era profundo conhecedor da música e chegou a compor algumas obras para a sua Banda que, ainda recentemente, foram executadas pela Banda Musical de Figueiredo.

A Banda Musical do Burgo viria a atingir o seu auge, a nível artístico, sob a regência de Adriano de Sousa Cavadinha. Como regente, revelou-se extremamente rigoroso e disciplinador o que fez com que o fruto do seu trabalho fosse, merecidamente, reconhecido na altura. Mais tarde, a Banda Musical do Burgo entrou numa fase de declínio. A emigração, a inexistência de uma escola de música e a falta de meios financeiros mostraram-se fatores decisivos para o seu desaparecimento na década de 1960.Foram ainda seus regentes Ardino Moreira de Sousa, Manuel de Sousa Fontes e Alberto Gomes dos Santos.

Renasceu como Associação da Banda Musical do Burgo Arouca (ABMBA) no dia 09 de outubro de 2008 no Cartório Notarial de Arouca. O impulso veio de António Manuel Brandão da Costa Oliveira (descendente dos fundadores da Banda Musical do Burgo).

A grande aposta da Banda Musical do Burgo – Arouca, centra-se na área pedagógica e do ensino da música, mas com a preocupação de chegar a todo o concelho, mesmo aos locais mais remotos. A grande inovação estará na versatilidade e variedade de instrumentos a ensinar que não se centrará apenas nos instrumentos de Banda, mas também nos instrumentos tradicionais e populares. Para este projeto a associação conta com uma equipa especializada e habilitada no ensino da música. Com importância similar, surge o trabalho de recriação da Banda de Música.

Banda Musical de Arouca

Banda Musical de Arouca, Associação Cultural e Artística, foi fundada no primeiro quartel do século XIX, por Bernardino Joaquim Soares, que também foi o seu primeiro regente, em data que não se pode precisar. Todavia, o ano de 1825 é o que se considera correcto, segundo consta em documentos existentes no Arquivo Distrital de Aveiro. Supõe-se que terá começado na condição de orquestra destinada a abrilhantar festividades religiosas nesta região, por influência das directrizes emanadas do Mosteiro de Santa Maria de Arouca. Este Mosteiro, aliás, afirmou-se como um enorme foco de religiosidade, onde se exercitava a música gregoriana, com acompanhamento do monumental órgão conventual, desde o século XVIII. Em Abril de 1877, com o então regente Miguel António Valente, músicos e associados, é celebrada uma escritura de reforma de outra, de obrigação e contrato, o que se pressupõe tratar-se de uma renovação da escritura anterior, pouco mais se sabendo sobre esse passado remoto. Por mais de um século passaram diversos mestres/regentes pela Banda Musical de Arouca, que emprestaram à nobre arte da interpretação musical elevada qualidade, gerando, em consequência, excelentes gerações de músicos executantes e solistas.

BMA

Banda Musical de Arouca

Banda Musical de Arouca

A implantação da Primeira República teve consequências generosas na renovação instrumentista e de conteúdo musical da Banda, fomentando um desenvolvimento na constituição da mesma, formando-se novos músicos e novas mentalidades de desenvolvimento cultural. Em 1980 foi renovada a Escola de Música, não só para dar resposta inequívoca ao desejo de muitos jovens, mas também para acorrer às necessidades de formação de novos músicos para a Banda. As necessidades educacionais de uma sociedade que se formava em consequência da dinâmica impulsionada pela revolução de Abril de 1974, levou a Banda Musical de Arouca a repensar as suas expectativas, adequando-as também às de uma juventude carente de civilidade adequada. Desta Escola, em contínuo movimento e de considerado nível de aproveitamento, têm saído muitos jovens, alguns deles hoje integrados em diversas instituições musicais do país. Actualmente, são cerca de 40 os alunos da Escola.

A 25 de Junho de 1985 foi a Banda Musical de Arouca oficializada juridicamente, através da outorga de escritura pública, que se acha registada nos organismos competentes. Foi-lhe também conferido, por Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, o grau de Utilidade Pública, pelo muito que esta instituição tem feito em prol da causa musical. Também a Câmara Municipal de Arouca distinguiu esta Banda com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro. A 24 de Agosto de 1991 foi criada a Orquestra Ligeira da Banda, que conquistou grande sucesso entre a juventude componente e apreciadora, tendo esta terminado por falta de apoios. São, aliás, os jovens os que mais se têm empenhado nas várias iniciativas levadas a cabo pela Direcção da Banda Musical de Arouca. Em consequência directa do labor dos seus componentes, esta Banda conquistou o primeiro lugar no Concurso de Bandas Civis “Terras de Cambra”, em 19 de Setembro de 1993.

No ano de 2000, o Maestro Aristides Noites, depois de ter sido músico dos mais diversos instrumentos pelo período de 20 anos (1949/1969) e 30 anos como regente/maestro, entregou o cargo ao seu filho, Valdemar António Santos Pinho Noites, que em 2007 este passou a ser executante de clarinete ficando a Maestro, João Dias. Em 2000, a Banda Musical de Arouca festejou os seus 175 anos, tendo-se a Direção empenhado na organização de um pequeno encontro de bandas.

A Banda Musical de Arouca é composta por cerca de 77 elementos. Alguns dos elementos encontram-se integrados em bandas militares e orquestras do país.

Banda Musical de Figueiredo

Fundada em 1741, a Banda Musical de Figueiredo é a segunda mais antiga do Distrito de Aveiro, e uma das mais antigas do País. No lugar de Figueiredo existe uma capela onde se realizava e realiza uma festa dedicada ao Senhor da Boa Morte. Foi então que em 1741 o então padre da freguesia, Padre Mendes de Sousa , que era natural do lugar de Figueiredo, mais propriamente da “casa da fonte”, decidiu juntar um grupo de homens com habilidade para tocar alguns instrumentos, para abrilhantar a festa da terra. A este grupo de homens foi dado o nome de “Capela da Música”, que mais tarde deu origem a Banda Musical de Figueiredo.

A Banda chamou para si durante vários anos muitos músicos de toda a região de Arouca, e esteve em atividade constante abrilhantando festividades em todo o concelho de Arouca e concelhos vizinhos. O seu primeiro maestro foi o Padre Mendes, seguindo-se o Velho do Cabo, Vicente da Nogueira, Pato de Moldes, Vitorino da Nogueira, António do Paulo, Américo da Nogueira, Américo Fontes, Almerindo Pinheiro, Júlio Moreira, Fernando Araújo e sendo atualmente Fernando Alves.

Os elementos que compunham a Banda eram maioritariamente homens de Figueiredo, fazendo também parte alguns indivíduos da vila de Arouca, entre eles Miguel António Valente, mestre sapateiro, que com outros dissidentes da banda de Figueiredo fundaram no ano de 1820 a Banda Musical de Arouca.

BMF

Banda Musical de Figueiredo

Banda Musical de Figueiredo

Em 1910, um grupo de homens do Burgo abandonaram a banda de Figueiredo e formaram outra banda no Burgo que ficou a chamar-se Banda Musical do Burgo. A Banda de Figueiredo esteve sempre em atividade durante todos estes anos, até 1987, ano em que, por falta de dinheiro e músicos, parou a sua atividade. Em 1994 um grupo de jovens formou uma associação com fim a formar uma escola de música e mais tarde pôr de pé a Banda Musical de Figueiredo. Foi assim que em 1995 a escola de música com o professor e músico Almerindo Pinheiro e o maestro Américo Fontes, retomaram a atividade da Banda de Figueiredo.

Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga

A Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga foi fundada em 1902, com o nome de “Philarmonica Alvarenguense” com cerca de 20 elementos, por Adriano Telles, natural de Alvarenga. Conta atualmente com cerca de 50 elementos, dos quais 12 são do sexo feminino, que além dos seus empregos e/ou vida académica, se dedicam à música.

É regida desde 1996 pelo 1º Sargento António Manuel Barbosa da Silva. Através de uma Escola de música dirigida por ele, que conta também com auxílio de alguns jovens elementos que a par da sua vida académica, apoiam no ensino da música os cerca de 35 aprendizes. A Banda fez duas gravações, uma em 1997 e outra em 2003.

SFSCA

Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga

Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga

Banda Recreio Camponês
Filarmónicas de Câmara de Lobos

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Municipal de Câmara de Lobos
  • Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”
  • Banda Recreio Camponês
Banda Municipal de Câmara de Lobos

A Banda Municipal de Câmara de Lobos, também conhecida por Música Velha, foi fundada em 1872, com o nome de Filarmónica Recreio dos Lavradores, com 12 executantes. Foi seu fundador João de Nóbrega Noronha, do Porto Santo e que ficaria, após o serviço militar, a viver em Câmara de Lobos. Em 1930, foi-lhe atribuído o título de Banda Municipal.

Na procura de melhores condições para as suas instalações sociais, a banda passou por quatro sedes. A primeira, que foi também o local da fundação, situava-se no sitio da Saraiva, próximo ao convento de São Bernardino. Depois mudar-se-ia para o sítio do Serrado da Adega, onde ocupou uma loja de um prédio. Em 1930 procedeu à inauguração da sua terceira sede localizada à rua Principal da vila e a que atualmente correspondem os números 98 e 100 da rua São João de Deus. Finalmente, mudou-se para as instalações que hoje ocupa ao sítio da Torre.

Regida desde a fundação por João de Nóbrega Noronha, em 1908 ocupou o cargo de regente, como seu sucessor, João Rodrigues de Nascimento. Contudo admite-se que antes dele, João de Nóbrega Noronha Aguiar, filho do fundador, tenha exercido durante algum tempo, em simultâneo ou depois do seu pai, funções de regência. Nos finais de 1910 novo maestro assume a chefia artística da banda, o sargento músico de infantaria Artur Maria Lopes e que pela primeira vez iria ministrar aos executantes as primeiras aulas de solfejo.

BMCL

Banda Municipal de Câmara de Lobos

Banda Municipal de Câmara de Lobos

Destas aulas sairia aquele que o viria mais tarde a substituir, Francisco Fernandes da Silva Júnior, e que iniciando funções em 1916, nelas permaneceu durante cerca de cinquenta anos. Em 1967 por motivos de saúde, Francisco Fernandes da Silva viu-se obrigado a abandonar o seu cargo, no que foi substituído pelo sargento músico Raúl Gomes Serrão que se manteria na banda até meados de 1980. Em 1973 e 1974, período durante o qual esteve a fazer uma comissão de serviço em África, ocupou o seu lugar José da Costa Miranda. Em 1980, entrou para o lugar de regente José António Nunes de Faria, e que se manteve em funções até 1986. Sucedeu-lhe Virgílio Vieira Marques dos Ramos, que se manteve em funções até 1990, altura em que dá lugar a Alberto Cláudio Sousa de Barros.

Com origem na Banda Municipal de Câmara de Lobos duas outras coletividades musicais se constituíram. Em 1910 a existência de desentendimentos no seu seio levaria a uma cisão e à criação da Filarmónica Recreio Camponês de que foi seu fundador José Gonçalves de Freitas, um dos músicos dissidentes. Em 1986 nova cisão ocorre e pela mão de José António Nunes de Faria surge a Banda Orquestral de Câmara de Lobos «Os Infantes».

Como momentos de particular significado ao longo da sua existência destacam-se a atribuição de um Diploma de Honra com o segundo prémio ganho no Concurso Regional de Bandas Civis 2ª categoria, em 1929; em 1959 o apuramento na 1ª. eliminatória do 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis promovido pela FNAT, no Funchal; em 1960 a participação na 2.ª eliminatória do mesmo certame em Setúbal; em 1968. O 2º lugar na eliminatória (2ª categoria) ao II Concurso Nacional de Bandas Civis promovido pela FNAT e realizado no Funchal; em 1984 a realização de uma digressão à Venezuela, a convite do Centro Social Madeirense de Valência; em  1986 o lançamento do primeiro disco e em 1988 a participação no 2º Festival de Bandas da cidade da Amadora.

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

A Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, foi  fundada em 1986, tendo como seu principal fundador José António de Faria, que ocupou as funções de maestro. Outros músicos fundadores foram João Ferreira dos Santos, Victor José Góis Gonçalves, Ivo Xavier Hilário de Júnior, José Manuel Abreu Petim, Marcelino Abreu Petim, Fernando Saúl de Barros Azevedo, Fernando Cândido Vieira da Silva e Norberto Maurílio de Barros Gonçalves, todos eles então ex-músicos da Banda Municipal de Câmara de Lobos.

BOCLI

Banda Orquestral de Câmara de Lobos "Os Infantes"

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

Tal como havia acontecido em 1910 com a Banda Recreio Camponês, Os Infantes surgiram na sequência de desavenças no seio da Banda Municipal de Câmara de Lobos. Em resultado de um litígio existente entre a Direcção Artística da banda e um grupo de nove músicos liderados por José António Faria, então maestro e, perante um ultimato recebido do grupo contestatário, a Direcção Administrativa decidiu em 1986 prescindir dos serviços de José António Faria e convidou os restantes músicos a ponderarem a sua posição, ou seja a optarem pela permanência na Banda, aceitando a disciplina existente ou então a abandoná-la.

Com exceção de um, todos os músicos contestatários decidiram-se pelo abandono e viriam logo de seguida e, em redor de José António Faria, a constituir o núcleo do novo agrupamento musical. A este grupo de músicos juntar-se-iam depois outros que pertenciam ou pertenceram a outras bandas ou ainda provenientes do Conservatório de Música da Madeira. A estreia ocorreu a 27 de Julho de 1986, no coreto da vila de Câmara de Lobos, Os Infantes.

Na constituição desta nona formação musical que a 9 de Abril de 1987 veria os seus estatutos publicados no JORAM e que posteriormente ver-lhe-ia ser dado o Estatuto de Utilidade Pública, teria importância fundamental João Martinho Faria, empresário da construção civil e primeiro presidente da Direcção que financiou o instrumental necessário para o grupo de executantes e para a escola de formação, além da cedência de instalações onde esteve instalada a sua primeira sede e sala de ensaios.

Depois de José António Faria, foram regentes da Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, José Manuel Petim (1991), João Paulo Santos (1997) e Marco Paulo T. Correia (2002), quem em  2007 ainda se mantinha em funções.

Desde 2005, a Banda Orquestral “Os Infantes” têm a sua sede no sítio da Saraiva construída num terreno cedido pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

Banda Recreio Camponês

Fundada, em Câmara de Lobos, a 1 de dezembro de 1910, inicialmente com o nome de Filarmónica Recreio Camponês, com pouco mais de uma dezena de músicos. O Fundador e primeiro maestro, com 26 anos, era um homem muito estimado e respeitado, não só pelos elementos da sua Filarmónica, como pelos muitos simpatizantes desta. A morte surpreendeu-o a 30 de novembro de 1913, quando tinha apenas 29 anos.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

Em 1913, a Banda realizou o seu primeiro arraial, no dia 1 de janeiro, no Estreito de Câmara de Lobos, por altura dos festejos em honra do Senhor Jesus. No mesmo ano conseguiu a primeira sede social, uma dependência da casa pertencente ao pai do fundador, Francisco Gonçalves de Freitas, situada no Caminho Grande e Ribeira d’Alforra, Câmara de Lobos, onde permaneceu por 10 anos.

Aos 20 anos de idade foi escolhido pelos músicos e simpatizantes para ser o Chefe, estando à frente dos destinos da Banda até 1972 (54 anos sem interregno). Durante estes anos foi o “Mestre Ornelas”, como era tratado, que fez todo o trabalho relacionado com esta coletividade: era Maestro, Professor, Copista, desempenhava ainda todas as funções de Presidente, Secretário e Tesoureiro. Faleceu a 2 de fevereiro de 1985 aos 87 anos de idade.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

Sociedade Musical de Pevidém
Filarmónicas de Guimarães

História, bandas de música e atividades

Banda da Sociedade Musical de Pevidém

A Banda da Sociedade Musical de Pevidém foi fundada em 1894 na região de Pevidém. Nesse mesmo ano, Manuel Martins Coelho Lima foi nomeado regente dos 16 executantes fundadores. Ensaiavam, em casa dos próprios, em barracões de alfaias agrícolas, sem condições para um bom desenvolvimento musical.

A Sociedade Musical de Pevidém teve como regentes: Manuel Martins Coelho Lima (1894-1928), Albano Martins Coelho Lima (1929-1931), Arnaldo Ferreira do Vale (1932-1948), António Ribeiro de Castro (1949-1959), Joaquim Martins Coelho Lima (1960-1970), Francisco Ribeiro (1971-2000), Maciel Matos (2001-2007) e Vasco Silva de Faria (desde 2007).

Em 1981 foi inaugurada a nova Sede da Sociedade Musical de Pevidém e foi editada um medalha comemorativa alusiva ao acto; Joaquim Martins Coelho Lima recebeu o 1º Emblema de Ouro concedido pela Sociedade Musical de Pevidém. Em 1984 a Banda Musical de Pevidém conquistou uma honrosa classificação no “Festival de Bandas de Música da E.D.P.”, que lhe permitiu a pontuação necessária para o festival no ano seguinte. Em 1994, por ocasião do 1º Centenário, foi distinguida pela Câmara Municipal de Guimarães com a medalha de Ouro de Mérito Associativo. Em 2001 a Orquestra Juvenil de Pevidém gravou o seu 1º CD intitulado “One Moment in Time”, sob a direção do Maestro Vasco Silva de Faria. Em 2006 e 2007, gravou os CD “Pevidém em Festa” e “Homenagem aos Compositores Portugueses” respetivamente, sob a direção do Maestro Maciel Matos. Em 2012, gravou o CD “Banda Musical de Pevidém em Concerto”, gravado ao vivo no CAE São Mamede em Guimarães, sob a direção do Maestro Vasco Silva de Faria.

Sociedade Musical de Pevidém

Sociedade Musical de Pevidém

A Banda tem participado em vários concertos, no país e no estrangeiro. Realizou várias gravações para a E.N. e R.C.P. Acompanhou os solistas internacionais Pierre Dutot (trompete), Quarteto Vintage (Iva Barbosa, Ricardo Alves, José Eduardo Gomes e João Moreira – clarinete) e Luís Pipa (piano), no âmbito dos “Concertos do Dia de Portugal“ realizados no CAE São Mamede, e que conta já com várias edições, e Bruno Flahou (trombone), Thierry Thibault (tuba), entre outros. É desde 2009 Instituição de Utilidade Pública, “pelos relevantes serviços prestados à comunidade ao fomentar a cultura, através da Escola de Música, da Orquestra Juvenil e da Banda Musical, contribuindo com tudo isto, para a elevação intelectual e artística dos seus sócios e da população em geral”.

Em 2009 apresentou-se pela primeira vez em concerto na Casa da Música no Porto e realizou o “I Pevidém Filarmónico – Certame Internacional de Bandas”. Participou no Espetáculo de Abertura da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura onde se apresentou com o grupo “La Fura dels Baus”. Ainda neste âmbito realizou um conjunto de oito concertos, denominados de “O Cinema em Concerto”, num projeto em parceria com o Cine Clube de Guimarães e apoiado pela Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, apresentado nas principais salas do concelho de Guimarães. A Sociedade Musical de Pevidém, apoiada na sua Escola de Música, Orquestra Juvenil e Banda Musical, prossegue a tarefa de serviço público a Pevidém e às suas gentes.

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique
Músicos do Concelho de Monchique

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

A 9 de agosto de 2013, o Sul Informação noticiava que a Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique renascera, no sábado anterior, com um concerto que tinha ainda um outro aspeto curioso: o facto de a banda ser regida por uma maestrina. (Ainda são raras as bandas filarmónicas que em Portugal têm à frente uma mulher). A Banda, que estava parada há cerca de uma dezena de anos, deu um concerto na Igreja Matriz da vila, festejando um regresso tão esperado, sob a batuta de Carla Travessa, professora de música, compositora, executante  e mulher do presidente da Câmara de Monchique.

Quanto ao facto de ser raro ter uma mulher a reger uma banda filarmónica, Carla Travessa salienta: «Sou de Vila Franca de Xira, zona onde há muitas bandas, e nunca vi por lá nenhuma com uma maestrina, só com homens como maestros.» O grupo, para já, tem apenas 18 elementos, muitos deles «músicos da banda anterior», como contou a maestrina Carla Travessa em entrevista ao Sul Informação. Mas havia três músicos – executantes de saxofone alto e percussão – «que tocaram pela primeira vez em público e integrados numa banda». Trata-se de três jovens que, no âmbito do ensino articulado com as escolas do concelho, aprenderam música. «Mas, até entrarem na banda, eles não tinham nenhuma experiência de tocar assim, em grupo. Este foi o seu primeiro concerto», acrescentou a maestrina.

A banda integra músicos dos 12 anos até aos 77 anos, portugueses e estrangeiros. «Havia pessoas que já não tocavam há dez anos e cujos instrumentos até estavam enferrujados», garantiu. «Para essas pessoas de mais idade, que integravam a banda anterior, a música é a melhor coisa, por isso ficaram muito contentes por poderem voltar a tocar». E é fácil juntar um grupo com idades tão díspares? «Isso é o mais fácil: todos eles têm em comum o mesmo gosto que é o de tocar e fazer sempre o melhor», diz Carla Travessa. O importante, sublinha, é poder «juntar gerações de pessoas com experiência, com estes mais novos, que sempre tocaram sozinhos e nunca tinham tocado em grupo».

Quanto ao concerto de estreia na Igreja Matriz de Monchique, a maestrina explica que, «como era para motivar as pessoas, não quis escolher um repertório muito típico das bandas. Preferi pegar em músicas conhecidas, das quais consegui as partituras, como o “Postal dos Correios”, dos Rio Grande, o “Foi Deus”, da Amália. Ou seja, temas que pudessem cativar os mais velhos e os mais novos». E isso foi conseguido.

BBVM

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

Fonte: Elisabete Rodrigues, Sul Informação