Músicos naturais de Estremoz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Matilde Cid

Matilde Cid nasceu em Estremoz e cresceu no seio de uma família ligada à música. Os serões familiares eram passados a tocar viola, piano e a cantar. O pai era fã de jazz, blues e bossa-nova, a mãe, de fado. Através da mãe, o fado veio a tornar-se a sua música de eleição. Naturalmente começou a cantar, primeiro nos cafés de Estremoz e mais tarde em Évora, em simultâneo com a vida universitária. Mais tarde, deslocou-se para Lisboa, onde encontrou a verdadeira essência do fado no ambiente boémio das casas de fado da capital.

Matilde Cid

Matilde Cid, fadista, de Estremoz, créditos Luís Carvalhal / Museu do Fado

Matilde Cid, fadista, de Estremoz, créditos Luís Carvalhal / Museu do Fado

Maria João Quadros convidou-a a integrar o elenco residente de A Casa da Mariquinhas (que já fechou) em Alcântara, mas também cantou nas conhecidas Mesa de Frades, Senhor Vinho, Associação do Fado Casto, entre outras. Em novembro de 2014, João Braga convidou-a para participar no seu concerto no Teatro São Luiz, onde a apresentou como uma das novíssimas vozes do fado a não perder de vista nos tempos mais próximos.

Participou, em 2014, 2015 e 2016 no festival de Fado Caixa Alfama e Caixa Ribeira. Em 2016 teve o seu primeiro concerto a solo no CCB e outro no Festival Caixa Alfama. No dia 17 de maio de 2019, Matilde apresentou-se no Museu de Lisboa – Santo António, integrado no programa “Fados Para Santo António”, onde arrepiou todos aqueles que tiveram oportunidade de estar presentes! Matilde editou o seu primeiro disco no estúdio Tejo Music Lab de Diogo Clemente, produzido pelo mesmo, tendo o Museu do Fado como editora, com apresentação de alguns dos novos temas no Museu da Marioneta a 18 de setembro 2019.

Dona de uma voz carismática e melodiosa, Matilde Cid apresenta espetáculos cativantes, envolvendo o público numa atmosfera de elegante intimidade e forte presença, ao mesmo tempo que o tem conquistado pela sua genuína simpatia. O álbum de Matilde Cid foi nomeado para o prémio “Melhor Disco de Fado” da edição de 2020 dos prémios PLAY – Prémios da Música Portuguesa.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Tomaz Alcaide
Tomaz de Aquino Carmelo Alcaide, distinto tenor português, nasceu a 16 de Fevereiro de 1901 em Estremoz, cidade onde passou a sua infância, e faleceu em Lisboa em 1967.

Aos 11 anos e já em Lisboa, Alcaide ingressou no Colégio Militar a fim de prosseguir os  estudos académicos, findos os quais entra para o Regimento de Lanceiros 2 e realizou as cadeiras preparatórias para o curso de medicina da Escola Politécnica, o qual viria a frequentar apenas durante um ano.

Entretanto em pequenas tertúlias de carácter íntimo, revelou a sua voz de belo timbre e a conselho de alguns amigos e de alguns críticos, decidiu dedicar-se à carreira lírica. Neste sentido iniciou as suas lições de canto, primeiro com o professor italiano Alberto Sarti e posteriormente com o barítono D. Francisco de Sousa Coutinho, famoso sobretudo pelo seu papel em “Falstaff”.

Após a sua primeira apresentação pública realizada no Teatro Bernardim Ribeiro em Estremoz, Alcaide prosseguiu os estudos vocais com a célebre meio-soprano italiana de finais do século XIX, Eugenia Mantelli, que lhe proporcionou não só uma sólida preparação musical como também o iniciou em alguns dos papéis mais apropriados para a sua voz, como o de Rodolfo, Fausto ou Duque de Mântua.

Enquanto estudante Alcaide colaborou regularmente em vários saraus, récitas e concertos. Entre eles contam-se apresentações no Club Estefânia, no Teatro Nacional de S. Carlos, no Teatro Espanhol de Madrid, no Coliseu de Lisboa, no Casino Peninsular da Figueira da Foz e no Teatro Municipal do Funchal.

Leia AQUI a biografia completa.

Tomás Alcaide

Tomás Alcaide, tenor, de Estremoz

Tomás Alcaide, tenor, de Estremoz