Évora e os seus músicos
Músicos de Évora
Personalidades musicais do Concelho
Projeto em desenvolvimento, o Musorbis promove o património musical e os músicos do Concelho junto dos munícipes e dos cidadãos em geral.
- Anabela Malarranha (flauta transversal)
- André Conde (trombonista)
- António Manuel Rosado (maestro, 1980)
- António Pinto Basto (cantor, 1952)
- António Rosado (pianista, 1963)
- Artur Barroso (maestro, pedagogo, trompetista)
- Francisco José (cantor, 1924-1988)
- Jaime Mendes (compositor, 1903-1997)
- José Augusto Alegria (musicólogo, 1917-2004)
- Mário Moita (cantor)
António Rosado
António Pinto Basto
Francisco José
António Manuel Rosado
António Manuel Cardoso Rosado nasceu em Évora, no ano de 1980. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Academia de Amadores de Música Eborense, continuando-os posteriormente na Escola Profissional de Música de Évora, onde estudou Flauta Transversal com Nuno Ivo Cruz, Katherine Ivo Cruz e Anabela Malarranha. Foi nesta mesma escola que terminou o curso profissional. Ingressou, de seguida, na Escola Superior de Música de Lisboa onde viria a diplomar-se com a licenciatura em Flauta Transversal, tendo estudado com os professores Nuno Ivo Cruz (Flauta Transversal), Afonso Malão e Sthepen Bull (Música de Câmara).
Durante o percurso académico-musical participou em alguns estágios de orquestra e colaborou com algumas orquestras portuguesas, sendo de destacar: a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Juvenil Cidade de Évora e a Orquestra de Sopros dos Templários. Frequentou cursos de aperfeiçoamento de Flauta Transversal com: Emmanuel Pahud, Trevor Wye, Rien de Reed, William Bennett, Vasco Gouveia, Sandra Pina, entre outros.
Dividindo a sua atividade também pelo ensino, foi professor no Conservatório Regional de Tomar, na Escola Profissional de Música de Évora e no Conservatório Regional de Évora, Eborae Música. No ano de 2015 terminou na Escola Superior de Música de Lisboa a Licenciatura em Direção de Orquestra de Sopros. Em 2002 ingressou na Força Aérea Portuguesa onde, atualmente, ocupa o cargo de Superintendente da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa. É membro da International Military Music Society. É desde 2018 maestro da Filarmónica Cultural da Ericeira.
Artur Barroso
A trajetória de Artur Barroso é marcada pelo equilíbrio entre a mestria no trompete, a direção orquestral e uma relevante contribuição pedagógica em Portugal. Iniciou os estudos musicais em 1991 na Escola Profissional de Música de Évora, consolidando uma formação técnica e intelectual de excelência sob a orientação de reputados professores. Ao longo do seu percurso, enriqueceu a sua experiência com masterclasses internacionais, contactando com mestres como Eric Aubier, Matthias Höfs, Friedmann Immer e John Miller.
O seu talento revelou-se precocemente em diversas atuações como solista — com destaque para o Coro do Carmo de Beja e colaborações em orgão e trompete —, bem como na interpretação de repertório exigente que abrangeu desde Haydn e Hummel a Hindemith e Honegger. Durante os seus estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra, integrou em 2004 o Ensemble Português de Trompetes, participando em digressões internacionais pelos Estados Unidos e Inglaterra, e marcando presença nos encontros da International Trumpet Guild.
Paralelamente à performance, Artur Barroso construiu uma carreira sólida na gestão cultural e na pedagogia. Foi sócio fundador da Associação Ensemble de Montemor em 2001 e ingressou no corpo docente do Conservatório Regional de Évora em 2006, vindo a assumir a sua direção pedagógica em 2010. No mesmo ano, fundou a Associação Filarmónica Liberalitas Julia, fortalecendo a dinamização cultural regional.
Atualmente, foca-se na direção de orquestra sob a orientação do Maestro Jean-Sébastien Béreau, mantendo a busca contínua pelo aperfeiçoamento, demonstrada na participação na masterclass com Paavo Järvi em 2024 e na regência de formações locais. O seu percurso exemplifica a dedicação integral à arte e à formação de novas gerações.

Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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António José Ferreira
962 942 759
Jaime Mendes
O maestro e compositor Jaime Mendes nasceu em Évora a 04 de agosto de 1903 e morreu em 1997. Foi aluno da Casa Pia de Lisboa e nisso tinha orgulho por ter sido lá que aprendera música, arte a que dedicou a sua vida como instrumentista, maestro e compositor. Estudou no Conservatório de Lisboa as disciplinas de Rudimentos e de Harmonia e Composição. Aos 16 anos o maestro Artur Fernandes Fão foi buscá-lo para iniciar carreira na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Passou também pela Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e, a partir de 1934 pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro Freitas Branco, bem como pela Orquestra Sinfónica de Pedro Blanch que dava concertos aos domingos no Teatro Municipal de São Luiz.
Jaime Mendes também musicou inúmeras revistas e operetas, sendo o autor de mais de 150 peças, tendo a sua estreia nesta área ocorrido em 1926, em «A Feira», uma revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.
No campo do cinema, compôs música para cerca de 40 filmes portugueses, no período de 1942 a 1979, tendo o êxito de alguns deles muito ficado a dever à música inspirada de Jaime Mendes, sendo de destacar o «Fado da Sina» cantado por Hermínia Silva no filme «O Homem do Ribatejo» (1946), o «Fado Marialva» ou «Fado das Iscas» interpretado por Estevão Amarante ou, o tema «Ninguém foge ao seu destino» cantado por Laura Alves e Amarante na opereta «José do Telhado» (1944). Destaque-se ainda as suas partituras musicais para os filmes «O Costa do Castelo» (1943), «O Leão da Estrela» e «Fado, História de uma Cantadeira» (ambos em 1947), «A Menina da Rádio» ou «O Noivo das Caldas» (1956), «A Costureirinha da Sé» (1959) e «O Passarinho da Ribeira»(1960).
Banda Sonora de Jaime Mendes
Em 1951, mudou-se para o Brasil, onde dirigiu o Orfeão Português, regressando ao país no período de 1958 a 1960 para se radicar no Porto como diretor da Companhia de Operetas do Porto. Nos 8 anos seguintes volta para o Brasil de onde saiu em 1968 para Angola, para trabalhar com o seu filho em teatro de revista, que acumulará com a Orquestra Sinfónica de Luanda, a programação de Música erudita da Emissora Oficial e como professor da Academia de Música de Luanda. Regressou a Portugal em 1975, e aqui faleceu em 1997, aos 94 anos.
Jaime Mendes tem o seu nome, desde 1998, numa rua do Bairro do Oriente, na Freguesia do Parque das Nações. O antigo Bairro dos Retornados, como era popularmente conhecido foi, a pedido dos moradores, denominado Bairro do Oriente e inaugurado no dia 7 de maio de 1999. As ruas, até aí denominadas por letras, passaram a ostentar nas suas placas toponímicas os nomes de vários artistas: António Variações e Carlos Paião, os atores Mário Viegas e Carlos Daniel, o desenhador Fernando Bento, o Palhaço Luciano e, o compositor Jaime Mendes, a quem coube a Rua C pelo Edital de 24/06/1998.
Jaime Mendes














