Sociedade Filarmónica Fafense - Banda de Revelhe
Filarmónicas de Fafe

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães
  • Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe
Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

A Banda de Golães, também conhecida por Sociedade Artística Musical Fafense, é a mais antiga filarmónica local, remontando a sua fundação ao ano de 1770. Após várias modificações, crises e sucessos, a Banda de Golães foi distinguida pelo Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens de Mérito Civil (1973), sendo a única filarmónica do Norte com tal distinção. Em 1976, procedeu-se à gravação de um LP, dirigido pelo maestro em funções Ângelo Moreira. Em 1995, a Banda de Golães foi agraciada pela Câmara Municipal de Fafe com a Medalha de Ouro de Mérito Concelhio.

Em 2001, foi criada a escola de música para assim formar novos elementos e rejuvenescer o quadro de músicos, tendo nascido em 2002 a Orquestra Juvenil da Banda de Golães, constituída por cerca de 25 elementos. Realizou as suas primeiras apresentações públicas numa série de concertos realizados em algumas freguesias do concelho de Fafe.

Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

No mesmo ano, a Banda de Golães gravou um CD no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. Em 2011 tomou posse nova direção presidida por Joaquim Manuel Guimarães Lima e, em 2012, Francisco Ferreira assumiu a direção artística da Banda, com o propósito de elevar ainda mais o seu nível artístico.

Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe (f. 1854)

A Banda de Revelhe surgiu em 1854, ligada à terra de onde emergiu a filarmónica e onde deu os primeiros passos. Juridicamente denominada Sociedade Filarmónica Fafense, é a continuação de uma filarmónica mais antiga, a Banda de Música Leonardo, de que alguns elementos transitaram para a nova filarmónica.

Após a sua criação, desdobrou-se em concertos por todo o país, levando longe o nome da sua terra e a arte dos seus músicos. Em 1960 a Banda saltou para a ribalta, ao participar e conseguir ser finalista, em Lisboa, no 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis, em primeiras categorias, no qual obteve o 2º lugar e o Diploma de Mérito Artístico Especial.

Em 1971, a Banda de Revelhe voltou a concorrer ao 2º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis tendo obtido o mais cobiçado dos troféus, o primeiro lugar, nas primeiras categorias. É a coroa de honra e glória da Banda de Revelhe, em termos competitivos e que lhe granjeou o maior prestígio e fama pelo país e mesmo no estrangeiro.

Sociedade Filarmónica Fafense - Banda de Revelhe

Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe

Por todo o seu historial de sucesso, a Banda de Revelhe foi distinguida com a Medalha de Ouro do Concelho de Fafe.

FOI NOTÍCIA

Em 2020, foi noticiado que a Câmara apoiava formação musical do concelho. A Câmara Municipal de Fafe mantinha o apoio às bandas filarmónicas Locais, procurando, assim, a promoção de atividades lúdicas e culturais ao longo de todo o ano.  No total, seriam transferidos 55 mil euros, repartindo-se o valor por metades para cada uma das Bandas, nomeadamente a Sociedade Artística Musical Fafense – Banda de Golães – e Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe.

Com este apoio, as bandas comprometiam-se à manutenção de uma Escola de Música, visando a formação de jovens músicos locais, participação em eventos organizados pela autarquia através de pequenas formações, em atuações públicas, sempre que solicitado pela Câmara Municipal, desde que estas não conflituem com a agenda da respetiva Escola. Deviam disponibilizar um programa musical interpretado pelos alunos da escola de música ou pelos elementos da formação principal da Banda para digressão. E deviam, ainda, promover um concerto musical interpretado pela formação principal da Banda Filarmónica anualmente.

Raul Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Fafe, reconhecia que a atribuição destes apoios era também “uma forma de reconhecimento e estima” pelas Bandas do concelho.