Grupo Folclórico de Faro
Folclore em Faro

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Algarve
  • Distrito: Faro
  • Concelho: Faro

03 grupos

  • Grupo Folclórico de Faro
  • Grupo Folclórico e Etnográfico Amigos do Montenegro
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro
Grupo Folclórico de Faro

Por ser o único na região, começou por se chamar Rancho Regional Algarvio ou, simplesmente, Rancho do Algarve. Na época, o Corridinho era considerado a expressão máxima das danças populares algarvias. Atingiu grande fama o virtuosismo dos seus tocadores e a habilidade dos bailadores nas “escovinhas” e “sapateados”. A tradição oral estava também representada nos Bailes de Roda, sendo de realçar o característico “Baile Mandado”.

Para além das recolhas e reproduções de trajes de finais do Séc. XIX e inícios do Séc. XX, são também apresentadas as músicas tradicionais da região algarvia no Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro. Os mais pequenos têm a oportunidade de aprender os jogos, as brincadeiras e as danças de roda dos seus avós no Grupo Folclórico Infantil de Faro.

O Grupo Folclórico de Faro é o anfitrião e organizador do FOLKFARO, o maior festival internacional de folclore do sul de Portugal, e único reconhecido como festival CIOFF®, organismo internacional ligado à UNESCO.

Embaixador da região e do país, o Grupo Folclórico de Faro efetuou inúmeras deslocações ao estrangeiro, tendo representado Portugal em Espanha, França, Marrocos, Canadá, EUA, Itália, Brasil, Turquia, Suíça, México, Hungria, República Checa, Chipre, Grécia, Rússia, Eslovénia, Bélgica e Polónia.

O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL. No ano de 2002, foi distinguido pela Câmara Municipal com a Medalha de Ouro da Cidade.

Grupo Folclórico de Faro

Grupo Folclórico de Faro

Grupo Folclórico e Etnográfico Amigos do Montenegro

Foi a 15 de agosto de 1995 que a localidade do Montenegro, próximo de Faro, viu nascer o seu grupo folclórico. Fez a apresentação nas festas tradicionais do Montenegro, usando, na altura, trajes típicos uniformes. No ano seguinte levou a cabo uma pesquisa e recolha documental das danças e trajes usados no final do século XIX e princípios do século XX.

Na localidade, os habitantes viviam do trabalho da terra e do mar. Assim, os elementos vestem cópias de fatos domingueiros de época, semelhantes aos que eram usados: trajes domingueiros, morgados, de ir à feira, de ir à missa, noivos, fazendeiros, lavradores abastados, rendeiros e namorados quando iam à fonte. Trajes de trabalho incluem os de apanhadores de frutos secos (amêndoa, alfarroba e figo), trabalhadores do campo, queijeira e vendedeira de ovos.

As danças e os cantares apresentados pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Amigos do Montenegro são os que os antigos cantavam e dançavam aos domingos e dias de trabalho, nos adros das igrejas, nas festas de casamento, nas feiras, nas eiras e nos alpendres pelas gentes do distrito de Faro. O seu reportório é composto por corridinhos, bailes de roda, encadeados e baile mandado.

O grupo é filiado no INATEL.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro foi fundado em 1958, por iniciativa da Direcção da Casa do Povo e de Mário da Encarnação. Pode-se dizer que o Rancho serviu de apoio á legalização da Casa do Povo porque era necessário existir alguma atividade cultural para dar suporte ao desejo da desagregação da Casa do Povo de Estoi que na Conceição funcionava com uma delegação. O major Mateus Moreno, natural de Conceição de Faro, presidente da Casa do Algarve, em Lisboa, que estava a apoiar na criação da Casa do Povo, tomou a iniciativa de convidar para formar o rancho, o folclorista Henrique Bernardo Ramos que na ocasião por outros afazeres declinou o convite mas indicou o Mário da Encarnação que veio a aceitar o cargo, com o apoio da Direcção da Casa do Povo.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

A primeira atuação pública do Rancho, faz-se no dia 8 de dezembro de 1958, por ocasião das Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição, onde atuou num pequeno palco frontal à igreja. Os seus jovens elementos apresentam-se trajando apenas com blusa ou camisas brancas e saias ou calças pretas, isto é, ainda sem o tradicional traje algarvio que só no ano seguinte passaria a ser usado.

Após algum tempo juntaram-se ao grupo alguns elementos do Grupo Folclórico de Faro e o Henrique Bernardo Ramos que passou a dirigir artisticamente o Rancho. Entretanto com a partida da maioria dos moços para a guerra colonial em África o Rancho ficou desfalcado de elementos masculinos, acabando por parar a sua atividade. Após alguns anos de inatividade tenta reiniciar agora sob a mão de Zeca Barão, antigo elemento juvenil do rancho mas por pouco tempo, voltando a parar.

Algum tempo após o 25 de Abril de 1974, aproveitando o regresso do Zeca Barão que tinha emigrado, a direção da Casa do Povo, convida-o para pôr o Rancho em atividade e ficar com o cargo de ensaiador. Foi também criada uma Comissão de três elementos para dirigir o Rancho.

Com a criação do Grupo Cultural e Desportivo da Casa do Povo, o Rancho passou a ser uma secção desse Grupo e tem durante vários anos o João Manuel Ministro, como seu seccionista responsável. Desenvolveu a sua atividade, funcionando como uma “escola de folclore” para grande número de moços e moças tendo criado o Rancho Infantil e Juvenil.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

O Rancho atuou por todo o País, tendo-se deslocado a Marrocos, França e ao Parlamento Europeu. Organiza com grande sucesso, durante anos consecutivos, o Festival Anual de Folclore Nacional, de Conceição de Faro. O seu trabalho foi distinguido pela Câmara Municipal de Faro que em 1989 lhe atribui a “Medalha de Mérito Grau Ouro”. Durante muitos anos o Rancho continuou a desenvolver a sua atividade até nova paragem. O Rancho com o seu grupo infantil apresentou-se ao público no dia 8 de dezembro de 2008, 50 anos depois do primeiro e o grupo adulto já no início de 2009. Em 2010 organizou o seu Festival Nacional de Folclore aproveitando para homenagear o seu primeiro ensaiador Mário da Encarnação.

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