Sociedade Filarmónica Figueirense
Filarmónicas da Figueira da Foz

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Musical União Filarmónica Maiorquense
  • Sociedade Artística Musical Carvalhense
  • Sociedade Boa União Alhadense
  • Sociedade Filarmónica 10 de Agosto
  • Sociedade Filarmónica Figueirense
  • Sociedade Filarmónica Paionense
  • Sociedade Filarmónica Quiaense
  • Sociedade Instrução e Recreio de Lares
  • Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão
  • Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense
Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M

A Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M., sediada na Rua dos Lavradores, freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz, com  estatutos alterados em 2002 e 2003, é uma associação de natureza cultural e educativa constituída a 5 de dezembro de 1931.

Associação Musical União Filarmónica Maiorquense - U.F.M

Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M

Sociedade Artística Musical Carvalhense

A filarmónica da centenária Sociedade Artística Musical Carvalhense (S.A.M.C.) conta atualmente com 53 músicos, com uma faixa etária entre os 12 e os 27 anos. Tem direção da Maestrina Renata Oliveira, a qual cumula responsabilidades de coordenação da área da formação. A Escola de Música da S.A.M.C. é outra das suas componentes. Em 2004, fundou a sua Banda Juvenil, que é composta por cerca de 25 jovens músicos. A Filarmónica apresenta-se anualmente em cerimónias religiosas e institucionais, eventos sociais e concertos.

Sociedade Boa União Alhadense

Em 1854, a comissão promotora das festas religiosas deslocou-se a uma povoação vizinha, com o fim de contratar uma Filarmónica. Sensibilizados pela apresentação e desempenho da Filarmónica, os alhadenses pensaram em criar a sua própria banda de música. Tomou a iniciativa o pároco da freguesia, que no final da missa da festa se dirigiu ao povo: “Vou criar uma Filarmónica nas Alhadas, conto com a vossa ajuda”. Iniciaram um peditório na Igreja, cujo valor foi de oitenta mil reis.

As primeiras preocupações dos pioneiros da iniciativa foram os preparativos para a legalização da associação e a busca de um local onde pudessem dar início às aulas de música. Conseguiram uma casa e fixaram um contrato de arrendamento no valor de setenta mil reis anuais. Abriram a escola de música. O número de inscritos era elevado. 22 fizeram-se músicos, e entre estes contavam 4 padres da região.

Para acabar de instruir os executantes e dirigir a futura Filarmónica, em outubro do mesmo ano foi contratado o espanhol José Lourenzo. Em 8 de dezembro de 1854, foi fundado o “Montepio Filarmónica União Alhadense” e nomeada uma Comissão Administrativa para governar esta instituição, que tinha como objetivo a ajuda aos seus elementos na compra de medicamentos e pagamento ao médico. No dia 25 de dezembro de 1854 ouviu-se pela primeira vez, nas ruas de Alhadas, a sua Filarmónica. Estava instituído o Montepio Filarmónica União Alhadense, o qual mais tarde passaria a denominar-se Sociedade Boa União Alhadense.

Em 1855 estreou o seu primeiro fardamento e obteve os primeiros contratos. Deslocou-se Espanha várias vezes. No dia 10 de junho de 2005 representou Portugal nas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Luxemburgo.

Pela Filarmónica passaram vários maestros: Francisco de Freitas Mota, António Maria Pinto, Fortunato Esteves Pardal, Serafim Nunes Chamusca, Celestino Quadros, Eduardo Pinto de Almeida, Herculano Rocha, Carlos Leandro, Joaquim Pessoa, Angelino Ferrão, Manuel Farinha de Oliveira, Manuel Ribeiro Caiado e, desde Janeiro de 2006, José António Santos Firme.

Sociedade Boa União Alhadense

Sociedade Boa União Alhadense

Atualmente a Filarmónica é constituída por 68 elementos e tem na sua Escola de Música 33 aprendizes.

Para além Filarmónica, a Sociedade Boa União Alhadense tem outras vertentes, como o Grupo Cénico, Orquestra Ligeira, Grupo de Metais, Ensemble de Saxofones e Grupo de Flautas e, no Desporto, o Futsal e o Ténis de Mesa, modalidades filiadas na Associação de Futebol de Coimbra e Associação de Ténis de Mesa de Coimbra, respectivamente. Em 12 de março de 1982 foi agraciada com a medalha de mérito (ouro) pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Sociedade Filarmónica 10 de Agosto

Fundada em 10 de agosto de 1880, a coletividade da Rua das Rosas (Figueira da Foz) é uma das mais emblemáticas agremiações pela sua postura e trabalho em prol da preservação da cultura figueirense. Além dos autos pastoris e Auto dos Reis Magos, a “Teimosa”, como também é conhecida, marca anualmente a sua presença em tradições tão populares, como o Enterro do Bacalhau.

Nas páginas de história que prestigiam a coletividade, salienta-se ainda o concerto que a filarmónica deu no Convento da Batalha, em 1908. A assistir ao concerto estava D. Carlos, que a galardoou depois com o título de “Real”. Manuel Dias Soares, autor da música da Marcha do Vapor, aprendeu música, entre outros, com Augusto Symaria, regente da D’Agosto. Mais tarde o próprio Manuel Dias Soares também dirigiu esta filarmónica. E foi à frente da Dez D’Agosto que Manuel Dias Soares dirigiu musicalmente uma corrida de touros em Salamanca.

Joaquim Tomás Freitas é atualmente seu mestre. Presentemente a Direcção tem como presidente Susana Sousa que pretende, com a sua equipa, desenvolver novos projetos para a coletividade, bem como manter as tradições. A coletividade chegou a organizar as antigas Serenatas do Mondego. A direcção da Dez D’Agosto deu, em 2001, o nome de Maria Olguim ao palco da coletividade, lembrando a atriz que se estreou na Dez D’Agosto.

Texto: António Jorge Lé (com excertos)

Sociedade Filarmónica Figueirense S.F.F.

Sediada na freguesia e concelho da Figueira da Foz, a Sociedade Filarmónica Figueirense S.F.F. é uma associação de natureza social, artística, cultural e recreativa, constituída a 21 de junho de 1869.

Sociedade Filarmónica Figueirense

Sociedade Filarmónica Figueirense

Sociedade Filarmónica Paionense

Fundada em 1858, a Sociedade Filarmónica Paionense é das mais antigas coletividades do Concelho. Surgiu com Leonel Seabra, médico no Paião. Rapidamente se transformou num importante fator cultural e recreativo, com atividade não só no Paião como nos arredores. A fim de que banda atuasse num local condigno, construiu-se um coreto, inaugurado em 1925. A edificação da sede, localmente designada por Casa da Música, teve início em 1948. Estava-se no rescaldo da grande guerra, com as finanças paionenses debilitadas. Mesmo assim, foi possível inaugurar o edifício passados quatro anos.

A Casa da Música transformou-se então no grande centro cultural e recreativo da vila: música, bailes, teatro, cinema, televisão, folclore, desporto, ilusionismo e magia, convívios e reuniões de amigos, mais tarde as sessões políticas. Depois de 1974, a banda adquiriu grande incremento com criação da Escola de Música e recrutamento de jovens executantes. A mais recente alteração dos estatutos remonta a 1989. Já com quase 155 anos de atividade, em 2012, a Sociedade Filarmónica Paionense foi declarada Instituição de Utilidade Pública, reafirmando assim a vontade da continuar com a divulgação de música e outras atividades culturais.

Sociedade Filarmónica Quiaiense

Embora alguns documentos atestem que a sua existência é anterior a 1850, só a 25 de agosto de 1869 foi constituída como associação, passando posteriormente a celebrar o seu aniversário a 6 de janeiro, dia de Reis. Ao longo da sua história tem participado nas mais diversas manifestações culturais na zona centro do País, nomeadamente em cerimónias de carácter religioso e encontros de bandas civis. Destaca-se a sua participação num “Te Deum” aquando do nascimento do último rei de Portugal, que teve lugar na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.

Em 1977, por dificuldades diretivas, foi integrada na Casa do Povo de Quiaios, Instituição de Utilidade Pública, onde ganhou uma nova dinâmica e voltou a rubricar alguns momentos de assinalável interesse cultural. Constituída por 45 elementos, tem organizado com regularidade encontros de bandas em Quiaios e mantém ativa uma escola de música onde o ensino é gratuito. Criou em 2003 a Orquestra Ligeira Quiaense. Em 2005 deslocou-se ao Pico, Açores, onde rubricou agradáveis momentos com a Sociedade Filarmónica Recreio União Praínhense.

Sociedade Filarmónica Quiaense

Sociedade Filarmónica Quiaense

No final de 2005, em parceria como Instituto de Emprego e Formação Profissional, lançou o programa A Música Vai à Escola dando assim cobertura, no ensino da música, à quase totalidade dos 140 alunos das Escolas do Ensino Básico e Pré-primário de Quiaios.

Sociedade Instrução e Recreio de Lares

A Sociedade Instrução e Recreio de Lares foi fundada, oficialmente, em 1926, com apenas treze elementos e era dirigida por Manuel Ângelo Esteves Pardal, que tinha sido músico militar em Lisboa. A primeira atuação da Filarmónica aconteceu alguns anos antes da fundação oficial da Sociedade Instrução e Recreio de Lares, por ocasião da inauguração da extinta Empresa Vidreira da Fontela em 1920. No entanto as premissas de instrução e recreio desta associação conduziram, no ato da fundação, à integração da Filarmónica de Lares no seio da Sociedade Instrução e Recreio de Lares.

A Filarmónica de Lares foi evoluindo na arte musical e crescendo em número de executantes, tornando-se rapidamente numa unidade cultural de importância incontornável no panorama sócio-cultural da freguesia de Vila Verde e do concelho da Figueira da Foz. Ao longo das suas oito décadas de existência, a Filarmónica de Lares atuou de norte a sul de Portugal em inúmeras festas de natureza religiosa, festas populares, encontros de bandas, concertos, galas de beneficência e receções a autoridades civis.

Quando no final da década de 70 a Filarmónica de Lares ainda era dirigida por António Pardal, filho do primeiro maestro, aconteceu a sua primeira internacionalização. Desde sempre, tem sido apanágio da Filarmónica de Lares oferecer aos seus ouvintes e amigos momentos musicais de indiscutível qualidade e virtuosismo, quer atue no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, no Pavilhão de Portugal em Lisboa ou num qualquer modesto palco improvisado por uma qualquer comissão de festa.

Associada à Filarmónica existe uma Escola de Música com mais de duas dezenas de alunos distribuídos por seis monitores. A frequência da Escola de Música é gratuita, bastando para isso que os alunos (ou os seus pais, no caso de serem menores de idade) sejam sócios da Sociedade Instrução e Recreio de Lares. Na sequência da formação obtida na escola de música e logo após a iniciação instrumental, os jovens alunos fazem parte, em primeiro lugar da Orquestra Juvenil da S.I.R. Lares, para depois incorporarem as fileiras da Filarmónica.

Dirigiram ainda a orquestra os maestros Carlos Cardanho (1981-1983 e 1989-1995), José Alves Garcia (1983-1988), Dr. Vítor Ferreira (1996-2001), Dr. Rui Alves (2001-2005). A Filarmónica possui 37 elementos e a sua direção artística está confiada, desde 2006, ao Maestro Paulo Silva, que por inerência de funções é o coordenador da Escola de Música. Joaquim Simões é o presidente da direção da Sociedade Instrução e Recreio desde 2004. O dia da Ascensão de cada ano é o dia de aniversário da Filarmónica de Lares.

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

A Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão/Filarmónica do Alqueidão foi fundada em 1927 no lugar e freguesia de Alqueidão, concelho da Figueira da Foz. A Filarmónica foi composta por músicos, naturais da freguesia, que receberam desde logo as primeiras aulas de solfejo e iniciação instrumental. Estes ensinamentos foram ministrados pelo Mestre Oleiro, de Alfarelos, primeiro regente da Filarmónica. Em apenas um ano, e depois de intensivos ensaios, os músicos estavam afinados e prontos a subir ao coreto. A primeira sala de ensaio da Filarmónica foi a casa de Albino Pereira dos Santos, um filantropo que acabaria por doar o terreno onde se encontra a atual sede, inaugurada em 1982.

Atualmente composta por 36 executantes, a Filarmónica do Alqueidão tem participado nos mais diversos eventos sócio-culturais e recreativos, concertos, arruadas, procissões e outras festas religiosas, atos oficiais, inaugurações e outras comemorações, encontros de bandas.

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

Tem uma pequena Escola de Música de ensino gratuito. Na sequência da formação obtida na escola de música e logo após a iniciação instrumental, os jovens alunos fazem parte, em primeiro lugar, da Banda Juvenil, para depois incorporarem as fileiras da Banda Filarmónica. A direção técnica e artística da Banda Filarmónica estão a cargo do Maestro, Paulo Alexandre Alves da Silva desde 1999, exercendo ao mesmo tempo as funções de professor da Escola de Música.

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

A Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense foi fundada em 1 de setembro de 1894. Composta exclusivamente por executantes amadores, a Banda atuou em festas, concertos, sessões solenes, guardas de honra a membros do governo e aos então presidentes da República, Jorge Sampaio na inauguração do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, e Cavaco Silva na comemoração dos 125 anos da elevação a cidade da Figueira da Foz. Participou em outras manifestações recreativas e culturais em todo o país e estrangeiro. Foi-lhe atribuído em 1991 o estatuto de Instituição de Utilidade Pública.

Mantém uma Escola de Música, com cerca de 45 alunos, suporte musical para ingressar nas fileiras da Banda. Esta é composta por 60 músicos, tendo a sua grande maioria idade inferior a 25 anos. Tem, desde 1985 a Direcção Musical do Maestro Francisco Relva Pereira. Em 1998 realizou o seu primeiro trabalho áudio, com o título “Notas Confusas”. Funcionou como Banda de apoio ao Curso de Regentes de Bandas Filarmónicas do Distrito de Coimbra, que decorreu nas suas instalações em 2000. Organizou em 2004 o seu 1º Encontro Internacional de Bandas, em 2005 e em 2007 o Encontro de Bandas/Inter distrital do INATEL.

Foi a única Banda do Concelho da Figueira da Foz, a participar na gravação do CD duplo As melhores Bandas Filarmónicas da Região – Distrito de Coimbra lançado pela Public-Art em 2002, sendo o 1º de uma coleção que junta as melhores Bandas do País, por distritos.

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

Em 2000 fez no Luxemburgo a sua 1ª internacionalização, seguindo-se em 2001 a viagem ao Luxemburgo e à Alemanha e ainda a Castrelo – Espanha, em 2004 ao Luxemburgo e Bélgica. Foi a banda de suporte na apresentação oficial do hino da Associação de Coletividades do Concelho da Figueira da Foz, composto pelo maestro Francisco Relva Pereira. Participou no FILARMUNDO – 1º Encontro Internacional de Filarmónicas da Figueira da Foz. Em 2009, foi agraciada, pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, com a Medalha da Cidade e com a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada.

FOI NOTÍCIA

No dia 25 de junho de 2016, 12 bandas filarmónicas da Figueira da Foz e de Montemor-o-Velho saíram em desfile do Jardim Municipal até à Praça da Europa, onde se realizou o 1.º Encontro de Filarmónicas dos Concelhos de Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz, numa festa da música que celebrou o centenário da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo do Baixo Mondego, CRL.

Centenas de pessoas e centenas de músicos, regidos por 12 maestros, uniram-se numa festa que celebrou a cultura popular, as tradições e o associativismo. com cada uma das formações musicais a atuar isoladamente e, no final, num grande concerto conjunto e muito aplaudido, sob a batuta do maestro Capitão Amílcar Morais, com a Lira 2003 e a Marcha do Vapor a arrebatarem a plateia.

Da Figueira da Foz participaram as bandas filarmónicas da Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (maestro Relva Pereira); Sociedade Filarmónica Quiaense (maestro António Jesus); Sociedade Boa União Alhadense (maestro Santos Firme); Sociedade Filarmónica Paionense (maestro Miguel Alves); Sociedade Instrução e Recreio de Lares (maestro Paulo Silva); Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão (maestro Celso Rama); Sociedade Artística Musical Carvalhense (maestrina Renata Oliveira) e Associação Musical União Filarmónica Maiorquense (maestro Bruno Cavaleiro).

De Montemor-o-Velho vieram as bandas filarmónicas da Academia Musical Arazedense (maestro Tiago Pereira); Associação Filarmónica 25 de Setembro (maestro André da Fonseca); Associação Filarmónica União Verridense (maestro Augusto Garcia), e Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (maestro António Mota).

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