Banda Musical de Melres
Filarmónicas de Gondomar

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Banda Marcial S. Cristóvão de Rio Tinto

A Banda Marcial S. Cristóvão de Rio Tinto nasceu em 1937, sob a regência de José Neves (Saramago), como Banda Nova de Rio Tinto. Teve origem na extinta banda fundada há cerca de 150 anos. Está sediada na atual Rua da Boavista (antiga Rua Dr. Antunes Guimarães). Assumiu o nome do padroeiro da Cidade aquando das Comemorações das Bodas de Prata da Instituição.

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Banda S. Cristóvão de Rio Tinto

Banda Marcial S. Cristóvão de Rio Tinto

Em 1971, os associados conseguiram, à custa de muitos sacrifícios e sem o apoio de qualquer entidade oficial, comprar um terreno na Rua de Santa Luzia, para edificação da nova sede da associação (atual edifício sede), que foi  inaugurada em 1971, e viria a sofrer uma remodelação e ampliação significativa.

Tem abrilhantado festas e romarias de carácter religioso e não religioso e procissões com a sua música. Realizou inúmeros concertos e tem participado em vários eventos. Atua em romarias e guardas de honra a entidades oficiais, e participa em encontros de bandas. Organiza regularmente o seu Encontro de Bandas da Cidade de Rio Tinto – Concertos de Verão desde 2006. Participa em conceituados festivais com concertos corais-sinfónicos.

Possui uma escola de música com vários alunos, de várias idades, com proveniências de diversos estratos sociais, ensinando e incentivando o gosto pela música. Além de preencher os tempos livres dos jovens, promove a renovação contínua da Banda.

Um dos expoentes máximos da história recente da Banda foi a participação no “Certamen Internacional de Bandas de Música – Ciudad de Valencia” em 2007, um dos mais prestigiados a nível europeu. Apresentou-se no 16th World Music Contest de Kerkrade – Holanda, o mais prestigiado concurso de bandas a nível mundial, onde conquistou um honroso 6º lugar na categoria e foi nomeada banda do dia (2009).

Em território nacional foi participando em vários festivais e encontros de bandas, entre os quais o famoso “Festival de Bandas Filarmonia ao Mais Alto Nível”, no qual foi descrita como exibidora de uma “atitude serena e segura” durante toda a sua “atuação de muito bom nível”, “segura e eficaz”, conseguindo uma “prestação condizente com o seu estatuto de Banda de Qualidade, que tem gosto no que faz!”. Em 2010, participou no festival de Vila Nova de Cerveira.

Pelas suas Bodas de Diamante, foi agraciada com bênção papal de Bento XVI, e missivas do Bispo do Porto D. Manuel Clemente e do Pároco de Rio Tinto, Padre António Vidinha. Teve ainda o reconhecimento por parte do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Em 2013 recebeu a Medalha de Mérito (Grau Ouro) da Câmara Municipal de Gondomar pelo reconhecido trabalho no âmbito Cultural e Musical, tendo sido também agraciada com uma condecoração Honrosa por parte da Junta de Freguesia de Rio Tinto, que já considerou a BSCRT como o “conservatório de Música” da cidade de Rio Tinto. Não menos importante foi a carta de reconhecimento de Dom Duarte de Bragança, elogiando o trabalho musical e o associativismo pela BSCRT desenvolvido.

Em 2013 assumiu o cargo de director artístico da Banda S. Cristóvão de Rio Tinto, o Maestro José Miguel Bovião Monteiro.

Banda Musical de Gondomar

Em 1850, o Padre João Ramos das Neves, conhecido por Padre João da Torre, organista, criou um terceto para animar as festividades religiosas. Em seguida, iniciou o ensino da música, e entre os seus interessados alunos em aprender, encontrava-se Damião Monteiro.

Manuel Ramos de França, do Lugar do Paço, freguesia de S. Cosme – Gondomar, com outros elementos juntou-se ao grupo de alunos existentes e a expensas próprias, comprou os instrumentos necessários à formação de um agrupamento musical. Este agrupamento teve como regente Damião Monteiro que, apesar dos seus 17 anos, demonstrou grande competência. O primeiro concerto por este agrupamento musical que passou a designar-se Banda Monteiro, realizou-se no Monte Crasto em abril de 1863.

Em 1907, Damião Monteiro entregou a Banda ao seu filho mais velho, Domingos que, além de maestro, foi  compositor. Domingos Monteiro foi responsável pele organização e modernização da Banda, ajustando o ensino da música aos moldes académicos vigentes na época.

Em 1935, a direção artística da Banda foi entregue ao seu filho Tertuliano de Moura Monteiro que a regeu até 1965. Por motivos profissionais, entregou a regência ao seu primo António Monteiro, ficando este, durante quatro anos, à frente da Banda. Pela sua idade avançada, em 1970 foi substituído por David Monteiro que ocupou o lugar durante três anos.

BMG

Banda Musical de Gondomar

Banda Musical de Gondomar

Em 1973 a Banda foi regida por Manuel Vieira Martins. Em 1974, David Monteiro voltou a dirigir a banda, mantendo-se no cargo até 1980, acumula as funções de regência com as de professor da escola de música.

Em 1973, com a aprovação dos estatutos a “Banda do Monteiro” transformou-se numa Associação sem sede própria mas apoia da pelas associações de Gondomar que sempre franquearam as suas sedes para as reuniões e ensaios onde se destacam o Clube dos Caçadores de Gondomar, os Bombeiros Voluntários de Gondomar durante os mandatos presididos pelo senhor Jeremias Neves, o Orfeão de Gondomar e a Congregação dos Padres Capuchinhos de Gondomar, de onde saiu para a sua própria sede, inaugurada a 11 de outubro de 1998. A sede foi construída em terreno oferecido pelo sócio benfeitor, José Tomé de Castro Moutinho. Foi edificada com a ajuda da Câmara Municipal de Gondomar, entidades oficiais e auxílio de benfeitores.

Em 1981 foi um bisneto do fundador, Dr. Guilhermino Monteiro, que assumiu a regência da Banda, continuando a escola à responsabilidade de David Monteiro. Em 1986, após um interregno de vinte anos, voltou a assumir a direção da Banda Tertuliano Moura Monteiro (1986-1991). Seguiram-se-lhe David Araújo (1991-2000), Júlio Augusto Cunha Santos (2000-2001), António Manuel Monteiro Ventura (2001-2006), Luís Macedo (2006-2010).

Em 2010, com a eleição dos novos Corpos Sociais, a coletividade entrou numa nova fase da sua vida. A direção artística da Banda passou para Luís Carvalhoso. Deu-se um forte impulso na Academia de Música, tendo hoje já mais de 120 alunos nos mais diversos instrumentos. Relançou-se o grupo de música popular portuguesa Litos, Quinhas e Os Bandalhos que além do lançamento de um CD já teve várias atuações na televisão. Criou-se o BMG Chorus que já participou em diversos concertos. Dinamizou-se a Orquestra Ligeira e o Quarteto de Jazz. Lançou-se um quinteto de metais (Os Eruditos) que além do lançamento de um CD tem realizado um conjunto significativo de concertos.

Banda Musical de Melres

Em 1924 foi fundada em Melres a Agremiação Filantrópica Musical de Melres, de cujo seio nasceu a Tuna Musical de Melres. Foi seu fundador o Professor António Augusto de Carvalho e primeiro presidente o Padre Jerónimo Joaquim Ferreira.

Os primeiros acordes públicos da Tuna, então com 20 elementos, fazem-se ouvir três anos após a sua fundação. Foi efetivamente em 8 de agosto de 1927 que, pela primeira vez, a Tuna toma a seu cargo as responsabilidades duma festividade.

Em 1931, já com 25 elementos, passou a denominar-se «Orquestra de Melres», tendo acérrimos despiques com a Banda Musical de Recarei, com a Tuna de Rio Mau (mais tarde, Banda Musical de Rio Mau) e com a Tuna do Padre Francisco, do Pejão (mais tarde Banda Musical do Pejão). Estes despiques granjearam tal fama à Orquestra de Melres que foi a mesma convidada a participar na Exposição Colonial realizada no Porto, em 1934.

BMM

Banda Musical de Melres

Banda Musical de Melres

Depois de atravessar um período de instabilidade (entre 1939 e 1944), que quase a levou à extinção, a Orquestra de Melres foi reativada mercê do trabalho incansável do então diretor e maestro, António Baptista Ferreira. Em 1950 passou à categoria de Banda, com 32 elementos, sendo seu 1º maestro nesta qualidade, António Baptista Ferreira.
Foram depois seus maestros Júlio da Silva Santos, Joaquim José Vieira, Albino Ribeiro, António de Freitas Bernardes, João Ribeiro da Silva, José Aguiar, Severino Leite da Silva e Tertuliano Monteiro.

Em 1973, a Banda passou a ser dirigida pelo categorizado professor e maestro José Alves Macedo que, mercê de um grande esforço de aperfeiçoamento técnico e remodelação do seu reportório, conseguiu elevado nível artístico. O professor José Macedo manteve-se como maestro da Banda até 1992 (19 anos), ano da sua morte. Dois meses antes da sua morte, assumiu a liderança artística da Banda o seu filho, Luís Fernando da Costa Macedo, que se manteve como maestro até fins de 1998. Durante o ano de 1999 foi maestro da Banda o professor Saúl Rodrigues da Silva, ficando a sua passagem marcada pela edição do primeiro CD da Banda Musical de Melres, gravado nas instalações ainda em construção da futura sede social da Banda.

Entre 2000 e 2003, a Banda teve como maestro o professor Fernando de Sousa Baptista. Seguiu-se o maestro José Carlos Ferreira, clarinetista formado inicialmente nesta Banda e já com longo curriculum musical neste instrumento, tendo permanecido nestas funções durante 12 anos, até 2015. Atualmente, e desde 2015, é seu maestro o Professor Luís Fernando da Costa Macedo, que regressou 17 anos depois.

Foi a partir de 1950 que a Banda de Melres se afirmou no panorama musical regional, altura em que à frente do seu destino aparece a família Sousa Mota. Os irmãos Camilo, Manuel e António, foram os grandes obreiros desta Associação. O primeiro, Camilo de Sousa Mota, soube criar as estruturas indispensáveis à manutenção duma grande Banda: uma casa de ensaio (Casa da Mútua), contratação de um maestro de prestígio (José Alves Macedo), renovação de todo o instrumental e novos fardamentos. O segundo, Dr. Manuel Cunha da Mota, soube continuar na senda do êxito, atingindo a Banda de Melres, no seu mandato, êxitos nunca antes conseguidos, como a obtenção do 3º lugar em Bandas de 2ª categorias no II Grande Concurso Nacional de Bandas Civis, promovido pela FNAT em 1971, e a obtenção do 1º lugar no Concurso «Sol de Verão», promovido pela RTP, em 1983.

O Comendador, Dr. António de Sousa Mota, fica para sempre ligado ao maior acontecimento da história da Banda Musical de Melres, por via da construção do Centro Sócio Cultural «Irmãos Mota», inaugurado em 2005.

Com esta infraestrutura de apoio e com uma Escola de Música reestruturada pelo Maestro José Carlos Ferreira e frequentada por cerca de 130 alunos, parece-nos ter a Banda Musical de Melres conquistado um lugar ao sol no panorama musical português a nível de Bandas de Música civis. Em 2014 passou a Diretor Pedagógico o Professor Luís Macedo.

No ano de 2014 comemoraram-se os 90 anos da Associação. A Direcção, com a ajuda de uma Comissão criada para o efeito, elaborou um programa com vários eventos onde se incluíam concertos, concursos, convívios, exposições, encontros de antigos músicos e dirigentes, várias homenagens, mas também o lançamento do livro “Do Bombo ao Flautim”, com a história da Associação.

No dia 19 de maio de 2019, a Banda de Melres comemorou os seus 95 anos de existência, com a realização de um concerto público, no qual, entre outros eventos, inaugurou um piano de cauda, abrilhantado por Pedro Burmester. Foi prestada uma última homenagem ao recentemente falecido Presidente da Direcção, Comendador Dr. António de Sousa Mota.

Em 1994, tornou-se Pessoa Coletiva de Utilidade Pública e em 2003 passou a gozar do Estatuto do Mecenato.

Banda Musical de S. Pedro da Cova

A Banda Musical de S. Pedro da Cova foi fundada em 1900, e teve como seu primeiro maestro Camilo Aguiar.Todos os elementos se conheciam e trabalhavam no mesmo local (a Companhia das Minas). Mais tarde, com o encerramento das minas, a banda encontrou bastantes dificuldades, quando muitos músicos (por motivos de trabalho) deixaram a banda ou emigraram.

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Banda Musical de S. Pedro da Cova

Banda Musical de S. Pedro da Cova

Atualmente, tem cerca de 40 elementos, sendo 80% do qual constituído por jovens abaixo dos 25 anos, saídos da sua escola. A banda tem como sede o piso inferior do Centro Lúdico de S. Pedro da Cova. A Banda alcançou a fase final de um dos célebres concursos de bandas, organizados pela EDP, na década de 70, em categoria B.

O atual maestro, Barnabé Aguiar, começou o seu percurso musical em criança na banda que hoje dirige. Ao atingir a idade do antigo Serviço Militar Obrigatório, em 1964, ingressou como clarinete na Banda da Região Militar Norte (no então Regimento de Infantaria nº6), debaixo da batuta do maestro Capitão Carlos Oliveira. Frequentou o Conservatório de Musica do Porto, e neste período sucedeu ao maestro José Aguiar na direção artística da banda musical. Por motivos de saúde, tornou-se necessário deixar a regência da banda, à qual regressou e em 1990 se tornou presidente.

Nesta altura, a banda conheceu vários maestros, entre os quais o (então) Primeiro-sargento músico Serafim Aguiar (primo do maestro Barnabé Aguiar), que também iniciara os estudos musicais na banda e prosseguira (também) para a Banda da Região Militar Norte. Por motivos profissionais, Serafim Aguiar deixou a Banda em 1994, e o seu trabalho foi continuado por Barnabé Aguiar, que se mantém na regência. Um motivo de orgulho para a freguesia, são os inúmeros músicos que a banda viu nascer e crescer no seu meio. E os que dali saíram, como músicos ou maestros para bandas e orquestras.

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