Órgão de tubos da igreja matriz de Grândola

Segundo as informações de que dispomos, em Grândola existe apenas um órgão de tubos.

Igreja Matriz de Grândola

[ Igreja Paroquial ] [ de Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Grândola

Igreja Matriz de Grândola

A construção da Igreja Matriz de Grândola é anterior ao século XVI, encontrando-se em ruínas no início desta centúria. A uma campanha de obras patrocinada ou imposta pela Ordem de Santiago nas primeiras décadas de Quinhentos, sucedeu uma outra, em meados do mesmo século, diretamente impulsionada por D. Jorge de Lencastre, mestre da referida Ordem. Nesta época, o templo foi ampliado e a sua invocação deixou de ser Nossa Senhora da Abendada passando a Nossa Senhora da Assunção. As campanhas posteriores foram eminentemente decorativas, com a renovação da talha ao longo da segunda metade do século XVII e múltiplas intervenções ao nível do retábulo-mor já na centúria de Setecentos. De planta longitudinal, a igreja apresenta capela-mor profunda que se articula com nave única, marcada pela abertura de quatro capelas laterais, em arco de volta perfeita de cantaria. Encontram-se adossados os volumes correspondentes à sacristia e a outras dependências. A fachada principal é seccionada por pilastras, que definem três panos correspondentes ao corpo do templo, aos anexos e à torre sineira, esta última no mesmo plano do alçado e também rematada por pináculos. O pano central, onde apenas se rasga o portal e o janelão do coro, é encimado por frontão triangular flanqueado por pináculos. No interior, a cobertura exibe uma pintura relativamente recente, e o espaço da nave é percorrido por um silhar de azulejo de padrão, certamente seiscentista. As capelas laterais apresentam revestimento cerâmico e retábulos de talha dourada de estilo nacional, tal como os retábulos colaterais. A capela-mor, com teto de motivos geométricos executados já no século XIX, exibe retábulo de características neoclássicas. Na capela-mor encontra-se uma representação do Pentecostes, da autoria do pintor maneirista Fernão Gomes, de finais do século XVI.

Fonte: DGPC, RC

O coro alto alberga o órgão histórico dinamarquês de 5 registos construído em 1877, que se encontrava em Aradas, Aveiro, e foi instalado na Igreja Paroquial de Grândola em 2018 pela Oficina e Escola de Organaria. Oferta do casal Augusto e Sílvia Sousa Pinto à Paróquia.

No dia 8 de abril de 2018, Domingo da Misericórdia, vulgarmente conhecido por Domingo de Pascoela, a Igreja Matriz de Grândola e a Comunidade humana e cristã foram enriquecidas com um órgão histórico de 5 registos, construído na Dinamarca em 1877. Ficou instalado no coro alto da Igreja.

Na Eucaristia, o nosso Coro seria acompanhado ao órgão pelo Organista Jaime Branco, professor no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, e, no final da Eucaristia, pelas 12:00 horas, tocaria algumas peças de órgão.

Segundo informação Amílcar Silva,

Este instrumento dinamarquês foi em tempos dado para a Igreja de S. Sebastião da Pedreira. Por ser histórico na altura o Instituto dinamarquês do órgão não autorizou a saída do país e ficou numa igreja de lá. Essa igreja também fechou e o instrumento voltou a ficar livre. O Padre Paulo Cruz conseguiu trazê-lo para S. Pedro de Aradas, pois o instituto não tinha lugar para ele. Quando Aradas comprou um instrumento novo, este foi para Grândola. Sven Hijorth Sven Hjorth Andersen foi quem o negociou para Aradas.

Harmónio de Pedais recuperado

A paróquia noticiava:

“Aquando da instalação do Órgão de Tubos na Igreja Matriz de Grândola, de que já dêmos notícia na altura, o Organeiro Pedro Guimarães chamou-nos a atenção para a qualidade do Harmónio de Pedais, que estava arrumado num dos espaços da Paróquia, datado de 1850, aproximadamente, e que valeria a pena recuperá-lo.”

“Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul e confiados de que não faltarão outros apoios, lançámo-nos nesta aventura e eis que o Harmónio já está de novo entre nós”.

Seria apresentado no concerto final das Festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, a 31 de maio, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja.

Montra

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *