Sociedade Filarmónica Artista Faialense
Músicos do Concelho da Horta

(Ilha do Faial, Açores)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Ávila de Vargas (maestro)
  • Joaquim Alberto Lança (maestro)
  • Manuel Veríssimo dos Santos (clarinetista)
  • Maria Helena Vargas (pianista)
  • Ricardo Fernandes da Câmara Ventura (maestro)
  • Francisco Xavier Symaria (maestro)
Filarmónica Euterpe de Castelo Branco

A FECB foi fundada em maio de 1912. Nesse ano apresentou-se em público pela primeira vez, na procissão do Senhor dos Enfermos, sob a direção do mestre de cornetim, Sr. Guiomar, seu primeiro regente. É constituída por cerca de quatro dezenas de elementos com idades entre os 10 e os 80 anos. Tem a sua escola de música com mais de uma dezena e meia de aprendizes.

Realiza por ano, uma média de 30/35 atuações na ilha do Faial, com maior incidência entre os meses de maio e setembro, abrilhantando festejos de índole variada. Tem, também, efetuado deslocações a outras parcelas do arquipélago e a Portugal continental. Em 1977, surgiu no seio desta filarmónica um grupo folclórico que, desde então, tem mantido a sua atividade, não só no Faial, como noutras ilhas dos Açores e também em várias regiões de Portugal continental, onde tem participado em festivais de folclore. Entre os seus maestros destacam-se Francisco Xavier Symaria, na década de 1920/1930, e Manuel Dutra da Silva Duarte Jr. (1940/1950). No domingo do Espírito Santo, do ano de 1970, estreou-se o primeiro grupo de raparigas que, a partir de então, têm sido o esteio da Filarmónica, especialmente nos instrumentos de palheta.

FECB

Filarmónica Euterpe de Castelo Branco

Filarmónica Euterpe de Castelo Branco

Sociedade Filarmónica Artista Faialense

A SFAF, da freguesia da Conceição, foi fundada 1858. Tem cerca de 35 elementos e deve a sua origem a anteriores bandas de música criadas pela ação de Joaquim Alberto Lança, mestre da Banda do Regimento de Infantaria de Angra do Heroísmo, que veio exilado para a ilha do Faial, por motivos políticos, em 1847.

Em 1846, a Câmara Municipal da Horta concedeu a Casa do Reconhecimento e Beneficência (Império dos Nobres) à filarmónica para realizar os ensaios. Francisco Xavier Symaria foi um maestro que durante 37 anos dirigiu a banda. Neste período, a Filarmónica deslocou-se às ilhas Terceira e S. Miguel. No concerto de encerramento dos festejos comemorativos do primeiro centenário da filarmónica, realizado e conduzido pelo maestro Ricardo Fernandes da Câmara Ventura, em 1958, na Sociedade Amor da Pátria, apresentou um repertório clássico exigente que mereceu do público muitos aplausos e elogios. Nesse ano, a Sociedade foi condecorada com a medalha de Instrução Pública, pelo então Presidente da República, Almirante Américo Tomás. Em1996, foi considerada “Instituição de Utilidade Pública”.

Em agosto de 1998, deslocou-se aos EUA, a fim de participar nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, em Fall River, tendo ainda efetuado concertos em diversas cidades da costa leste. Em 1999, tornou-se membro da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores. Em 2000, foi inaugurada a nova sede, no Largo Padre José Silvestre Machado, na freguesia da Conceição. A SFAF assinalou o seu sesquicentenário – 150 anos – com a celebração, no primeiro dia, de uma missa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o lançamento de um carimbo comemorativo.

SFAF

Sociedade Filarmónica Artista Faialense

Sociedade Filarmónica Artista Faialense

Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense

A SFNAF foi fundada em 1881 e mantem na sua sede social, uma escola de música, onde são ministrados  cursos, como: “Curso de Formação Musical”, “Curso de Instrumentos de Sopro”, “Curso de Percussão” e “Curso de Instrumentos de Corda”, com cerca de dez formandos. Nasceu de um grupo de entusiastas que se quotizaram e compraram o instrumental, o fardamento e o pendão da filarmónica “Nova Lira” da cidade da Horta, que deixara de existir, sendo a primeira filarmónica no meio rural faialense. Tem cerca de 50 elementos e sede própria no Polivalente dos Flamengos.

Em 1901, por ocasião da visita régia, a Flamenguense deslocou-se à Terceira para tomar parte nos festejos em honra das Majestades. Em 1965, voltou à Terceira e efetuou concertos em Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e freguesia dos Altares. Em 1978, deslocou-se aos Estados Unidos e gravou dois singles. Tocou em festas Sanjoaninas, Santo Cristo dos Milagres, Festa do Emigrante.  Em 1991, efetuou uma digressão ao Canadá, à província de Ontário, para participar no XXV aniversário da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Cambridge, onde realizou vários concertos. Em 1999, viajou para os Estados Unidos da América, a fim de participar nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra e noutros festejos da comunidade portuguesa. Em 1999, gravou um CD e Cassete que foi apresentado no dia do 119.º Aniversário da Filarmónica. Efetuou deslocações a outras ilhas e ao continente português (Malveira da Serra, Cascais, Montemor-o-Novo, Baixa da Banheira, Alfândega da Fé). De julho de 2005 a julho de 2006, realizou um vasto programa cultural para assinalar a passagem dos 125 anos da fundação.

Em 2007, deslocou-se aos Estados Unidos da América para participar nos festejos de São Vicente de Paulo, realizados pelo Grupo de Amigos da Terceira, assim como nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, em Fall River. Em 2008, gravou uma faixa do CD de Genuíno Madruga, intitulada Hemingway. Em 2009, gravou para o programa “Filarmonia” da RDP/Açores e para um CD integrado na Coletânea de Filarmónicas dos Açores, gravado por Emiliano Toste. Foi agraciada em 1983 pelo Presidente da República com o título de “Membro Honorário da Ordem de Benemerência” e a partir de 1997, passou a ser considerada como “Instituição de Utilidade Pública”. Realiza por ano cerca de 35 atuações em procissões, arraiais e desfiles em diversas localidades da ilha do Faial.

SFNAF

Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense

Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense

Sociedade Filarmónica “Unânime Praiense”

A Sociedade Filarmónica “Unânime Praiense” da Freguesia da Praia do Almoxarife, em 1881. Foi seu fundador o Cónego Silva Reis, pároco da dita freguesia, e seu primeiro regente João António que, à frente de 16 músicos acompanhava, a 3 de outubro de 1881, a procissão da Senhora do Rosário, desde essa altura, sua Padroeira.

Em 1896, os tocadores residentes nos sítios da Lomba e do Chão Frio, levaram os respetivos instrumentos e deram conhecimento aos residentes na Praia da formação de uma nova filarmónica. Ficaram a existir na freguesia da Praia do Almoxarife duas filarmónicas: a “Unânime Praiense”, dirigida por Tomaz Francisco, com sede na Praia, no Império junto à Igreja, e a “Recreio Praiense”, dirigida por Veríssimo dos Santos, com sede no Caminho do Meio, numa casa de abegoaria. A voz e a inteligência do pároco Silva Reis, fez-se ouvir e, em fins de 1900, extinguiu-se a “Recreio Praiense”, regressando alguns dos seus músicos principais à “Unânime Praiense”.

Em 1930, atravessando uma grave crise – devido à falta de instrumentos e componentes – foi reorganizada pelo exímio clarinetista, Manuel Veríssimo dos Santos, regressado dos Estados Unidos – para onde havia emigrado e efetuado estudos superiores de música, chegando a profissional da Orquestra Sinfónica de Chicago e professor do Conservatório desta cidade, – e do seu dedicado diretor Isauro Oliveira Frayão que, a expensas suas, adquiriu os instrumentos necessários, reclamados pelo maestro.

Veríssimo dos Santos demorou-se então algum tempo no Faial, onde fez escola, formando uma Orquestra Filarmónica, com os melhores amadores do Faial e Pico, dando assim a conhecer ao público destas duas ilhas obras clássicas nunca dantes ouvidas. Da sua escola, na Praia do Almoxarife, sobressaem um grupo de jovens clarinetistas que haviam de ser, mais tarde, os pilares da Unânime Praiense. São eles: Alberto Ávila de Vargas, Manuel dos Santos Pinheiro Jr, Mário Mariante, José Joaquim e outros. Em 1936, a “Unânime Praiense” apresentou-se na cidade da Horta, no programa “Serões de Arte”, organizado pelo “Salão Éden”, com a sua filarmónica, um Grupo de Música de Câmara, integrando ao piano Maria Helena Vargas e uma “Tuna Bandolinística”.

Em 1946, os praienses apresentam também em público, um “Coro Misto”, com cerca de 40 elementos, sob a regência de Manuel Gaudêncio. Em 1959, sob a regência de Álvaro Vargas, participou no “I Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis” da FNAT, no escalão de 3ª Categoria, ultrapassando na 1ª Eliminatória, a nível Açores, 35 bandas e na 2ª Eliminatória, a nível continental, em Setúbal, em 1960, 24 bandas. Apurada para a final, que viria a realizar-se em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, em 21-09-1960, obteve o prémio do 2º Lugar Nacional. A sede foi inaugurada em 1965.

José Amorim Faria de Carvalho, Ruben Manuel Sousa da Silva

Em agosto de 1999, a Unânime Praiense faz um intercâmbio com a banda “Musikverein” de Waldstetten, Alemanha, que motivou a sua atuação conjunta nas festas da Semana do Mar e também na ilha do Pico num concerto realizado nas festividades do Senhor Bom Jesus. Em agosto de 2000, a Unânime Praiense desloca-se a Waldstetten, Alemanha, onde efetuou alguns concertos em conjunto com a banda “Musikverein”.

Em 16 de setembro de 2004, foi inscrito no C.C.D. do Inatel (Centro de Cultura e Desporto) com o número 4 573, onde lhe foi entregue o respetivo Certificado, na Sessão Solene do 50.º Aniversário da Delegação do Inatel na Horta.

Em 2006, Ano das Comemorações do 125.º Aniversário, esta filarmónica deslocou-se no mês de maio ao continente onde atuou nos concelhos de Alcácer do Sal, Faro e Torres Vedras. O quarteto de saxofones realizou atuações na Casa dos Açores e na Aula Magna de Lisboa. Foi organizado o II Curso de Aperfeiçoamento de Maestros e Músicos de Bandas Filarmónicas, sobre a orientação do maestro Holandês Jo Conjaerts e do maestro da Banda da Marinha Délio Gonçalves. No âmbito nas comemorações do 125.º Aniversário, destacam-se o III Festival de Música da “Unânime Praiense”, a inauguração das obras de remodelação e ampliação da sede, a Sessão Solene, a apresentação da Big Band e o concerto de Aniversário com a presença de um dos melhores Trompetistas Portugueses – Jorge Almeida que interpretou várias peças a solo, acompanhadas por esta filarmónica.

A Filarmónica “Unânime Praiense” realiza as tocatas habituais nos tradicionais impérios e festividades religiosas, efetua concertos, desloca-se a outras ilhas, participa em aberturas de eventos, acompanha marchas, atua em representação da Região Autónoma dos Açores, realiza concertos didáticos para crianças, faz animação de rua, organiza cursos de aperfeiçoamento, realiza intercâmbios musicais com outras filarmónicas de outras ilhas e do Continente português.

Tuna

A Tuna “Unânime Praiense” tem, durante o ano, várias atuações no Faial e no exterior. Atua em determinados concertos, como, por exemplo, no que se realiza no aniversário desta instituição. Em 2010, a Tuna participou num concurso de âmbito nacional, organizado pela fundação INATEL, onde representou o Arquipélago dos Açores. Em 2011 e nos anos seguintes, manteve as suas tocatas habituais, destacando-se a sua presença na maior festa da ilha do Faial, a Semana do Mar.

Ensembles

A sociedade teve em atividade, em 2015, três Ensembles: Metais, Sax e Clarinetes. Ocasionalmente, formam-se pequenos grupos que animam momentos culturais específicos, nomeadamente lançamentos de livros e outros. Já em 2012, foi criado um quinteto de sopros que, para além de atuar sozinho, acompanhou também o Grupo Coral da Horta.

Dixie Band

Destinada a um tipo de música nascida em Nova Orleães, nos Estados Unidos da América, este agrupamento tem efetudo, desde a sua criação, em 2006, dezenas de espetáculos, como o que realizou no palco principal da Semana do Mar em 2011.

Sociedade Filarmónica União Faialense

A SFUF da freguesia das Angústias, inicialmente denominada de “União Musical”, foi fundada em 1897 e tem como padroeira Nossa Senhora das Angústias. A criação desta agremiação musical deve-se ao entusiasmo do pároco, Padre Roque Morais e outros paroquianos. A “União Faialense” teve como primeira “Sede Social” a sacristia da Igreja paroquial. Anteriormente tinha utilizado como locais de ensaio o Império da Trindade e uma casa velha que lhe ficava ao lado.

O primeiro instrumental foi adquirido no ano da sua fundação. Posteriormente, procedeu-se, pontualmente, à compra de alguns instrumentos e a trocas com outras filarmónicas, ao longo dos anos. A Filarmónica tem cerca de 4 dezenas de músicos com idades entre os 7 e os 70 anos e mantém em atividade uma escola de música. Efetua perto de duas dezenas de atuações durante o ano. Em 1959, participou no 1.º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis da FNAT, no Teatro Faialense. Efetuou digressões às ilhas Terceira, Flores, Graciosa. Realizou intercâmbios com filarmónicas do Continente (Caneças, Aveiras de Cima e Terras de Bouro) e participou no Dia do Açoriano, na Costa da Caparica. Em 1984, mudou-se para o edifício da Junta de Freguesia das Angústias e em 1989, foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal da Horta, a Escola Primária da Rua de Capelo Ivens para sua Sede Social. Em 1993, inaugurou as instalações definitivas da sua Sede à Rua do Capelo Ivens e lançou uma cassete gravada no Centro Paroquial de Castelo Branco. Em 1994, lançou um livro sobre a sua história e em 1995 realizou uma digressão aos Estados Unidos da América.

SFUF

Sociedade Filarmónica União Faialense

Sociedade Filarmónica União Faialense