Sé de Leiria, templo com órgãos
Órgãos de tubos do concelho de Leiria [4]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja de Nossa Senhora da Encarnação

No lado Este da cidade de Leiria, dominando a paisagem a partir do Monte de São Gabriel, está o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, com acesso por um grande escadaria.

Igreja da Encarnação, Leiria

Igreja da Encarnação, Leiria

Esta igreja de peregrinação foi edificada em 1588 no local da antiga Ermida de São Gabriel por iniciativa de D. Pedro de Castilho. A escadaria foi mandada construir durante o séc. XVIII, pelo bispo D. Frei Miguel de Bolhões, cujo brasão encontramos num dos lanços. O dia do lançamento da primeira pedra, 24 de setembro, foi celebrado na cidade com pompa e circunstância, com a honra da presença do Marquês de Vila Real. A galilé, galeria que antecede a entrada, é marcada por sete arcos sendo o central mais elevado e sobreposto por um frontão trabalhado, onde se pode ver uma estátua do arcanjo São Gabriel, em justa homenagem ao antigo culto. A imagem de Nossa Senhora da Encarnação, o atual orago, encontra-se no altar-mor. A igreja é revestida por painéis de azulejo policromos do séc. XVII, em muito bom estado de conservação, sobrepostos por pinturas alusivas à vida da Nossa Senhora. No alto-coro e sobre a capela-mor, algumas pinturas de sabor popular alusivas aos milagres de Nossa Senhora animam o espaço.

Fonte: Monumentos

A Igreja de Nossa Senhora da Encarnação possui um órgão da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1812, restaurado em 1994 por António Simões.

Órgão de armário

Órgão histórico da Igreja da Encarnação

Órgão histórico da Igreja da Encarnação

João Santos e o órgão da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação

Igreja de Santa Isabel [?]

A Igreja de Santa Isabel possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, s./d.

Orfeão de Leiria – Conservatório de Artes

O Orfeão de Leiria possui um órgão Hofmann/Röhn, 1960, de dois manuais e pedaleira com acoplamentos. Foi originalmente construído para a Igreja Católica de Neuses (Alemanha) e adquirido pelo Orfeão de Leiria. Foi instalado na igreja de São Pedro em 2008 pela firma Nuno Rigaud Orgelbau e transferido mais tarde para instalações do Orfeão de Leiria.

Rute Martins e o órgão do Orfeão de Leiria

de Leiria

A de Leiria foi construída em 1559, ao tempo do segundo bispo de Leiria, D. Frei Gaspar do Casal, e sob a responsabilidade do Arquiteto Afonso Álvares. As obras ficaram concluídas em 1574, ano em que nasceu o Poeta Francisco Rodrigues Lobo. Apresentando uma arquitetura algo severa, de estilo maneirista e barroco, este imponente templo filia-se nas igrejas-de-salão como as sés de Portalegre e Miranda do Douro. A personagem de Eça de Queiroz, o Padre Amaro, era o seu pároco e queixava-se do seu estilo frio e jesuítico. O Poeta Acácio de Paiva foi aqui batizado, brincou quando criança no adro e celebrou na o seu casamento com D. Constança Correia.

Sé de Leiria, templo com órgãos

de Leiria, templo com órgão

A de Leiria possui na nave central um órgão de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos, construído por Georges Heintz em 1997.

Órgão moderno

Órgão moderno da Sé de Leiria

Órgão Heintz da de Leiria, de 1997

João Santos e o órgão da de Leiria

Seminário de Leiria

De acordo com informação do organista João Santos, o Seminário de Leiria possui um órgão Ruffatti.

FOI NOTÍCIA

O órgão de tubos existente na igreja de Nossa Senhora da Encarnação, Leiria, é o antigo órgão que esteve ao serviço da e se encontrava instalado na tribuna da capela-mor do lado da epístola.

Em 1995, ao celebrar os 450 anos da criação da Diocese de Leiria, o Cabido resolveu adquirir um grande órgão adaptado à grandiosidade da Catedral que pudesse contribuir para a dignidade do culto. O velho órgão encontrava-se desativado devido ao seu estado de degradação, e há muito que não se ouvia.

Em tal situação, prevendo-se que, vindo o novo grande órgão jamais se pensasse no antigo e este acabasse por degradar-se completamente, um membro do Cabido que simultaneamente era membro da Mesa da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação, propôs para o salvar, que fosse cedido gratuitamente à igreja de Nossa Senhora da Encarnação para seu uso, ficando a Confraria responsável pela sua total recuperação.

O cabido aceitou a proposta e com a anuência do Senhor Bispo sendo feitas as devidas diligências. Ficou o restauro, no valor de 5.000.000$00 (cinco mil contos, ou cerca de 25.000€ em moeda atual), confiado ao organeiro António Simões, com oficina em Condeixa.

Trata-se de um órgão tipo ibérico e embora de modestos recursos dispõe de uma boa sonoridade. Foi construído em 1813 na cidade de Lisboa por Joaquim Perez Fontanes, membro de uma família espanhola de afamados organeiros. Sendo as suas dimensões exíguas para a amplitude da Catedral, já na igreja de Nossa Senhora da Encarnação elas se revelaram bem proporcionadas.

Ao longo dos tempos, o órgão foi objeto de várias intervenções de conservação. Na da década de 40 do século XX, Manuel Reis realizou no Porto uma intervenção profunda que se por um lado lhe conferiu o benefício de ordem prática de o equipar com motor elétrico para substituir o sistema de foles e de renovar o velho teclado desgastado, por outro ao colocar-lhe uma caixa de expressão e eliminando um “cheio” criando um “jogo de dois pés” conseguiu adulterar as características do órgão.

Na última recuperação realizada pelo já referido organeiro António Simões, foi tido em mente por ele repor as características originais do instrumento musical, bem assim, no seu aspeto exterior ao serem recolocadas as portas de resguardo que tinham sido retiradas na anterior intervenção.

Foi beneficiada a pintura externa, considerando o novo ambiente onde iria ser inserido e foi construído um estrado próprio para o receber. Todo o conjunto colocado no transepto do lado direito adapta-se bem ao local e serve bem o grupo coral, o seu diretor e o organista.

Desde o início desta sua nova vida o órgão tem estado ao serviço nos atos de culto dos dias festivos. Igualmente se têm realizado concertos culturais cujo contexto se integra no local.

FONTE:

(Notas coligidas pelo secretário da Confraria na base de informação deixada pelo Padre Rosa)

Portal da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação, inserido nesta página a 29 de fevereiro de 2016.

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