Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa
Folclore em Loures

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Estremadura (Estremadura Centro Saloia)
  • Distrito: Lisboa
  • Concelho: Loures

4 grupos

  • Grupo de Danças e Cantares do Catujal
  • Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho
  • Rancho de Folclore e Etnografia Os Ceifeiros da Bemposta
  • Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa
Grupo de Danças e Cantares do Catujal

O Grupo de Danças e Cantares do Catujal foi fundado em 1993, no Catujal, freguesia de Unhos. Composto por cerca de 50 elementos, representa diversos aspetos da cultura popular tradicional saloia, desde os finais do séc. XIX até aos anos 30/40 do séc. XX, e cuja orientação ainda mantêm. Todos os anos leva a efeito um festival de folclore, onde inclui a realização de jogos tradicionais.

Os seus trajes são o resultado de pesquisa no concelho de Loures, e são, essencialmente, trajes de trabalho, de festa, de romaria ou domingueiros, e um ou outro abastado ou rico, representando algumas atividades económicas como a peixeira, pescador, cavador, lavadeira, carroceiro, lavrador, a aguadeira, a ceifeira.

A tocata é constituída pela a viola, o bombo, o reque-reque, os ferrinhos, o acordeão, a concertina, a flauta e a pandeireta.

No seu repertório constam “modas de roda”, viras, verde gaios, bailaricos, entre outras de raiz popular e tradicionais. O grupo é filiado no INATEL.

Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho

No dia 2 de fevereiro de 2020, passaram precisamente 25 anos desde a data da fundação do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” – vulgo Verde Minho. O Grupo tem representado o folclore e as tradições do Minho, no concelho de Loures, onde está sediado. Tem-se apresentado pouco por todo o País atuando  nos mais diversos festivais e encontros de folclore.

GFDCVM

Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho

Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho

Rancho de Folclore e Etnografia Os Ceifeiros da Bemposta

Fundado no dia 24 de setembro de 1967, o Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bemposta” é uma valência cultural do Grupo Musical e Recreativo da Bemposta. Dedica-se a recolhas, estudo e divulgação das mais antigas tradições populares da região saloia, particularmente no que diz respeito a trajes, cantigas, danças, costumes e tradições. Empenha-se em reavivar os costumes que mais marcaram a região no século passado: as adiafas, os bailaricos e as tradicionais praças dos homens.

Os trajes que o rancho enverga são característicos da época que pretende retratar e foram cuidadosamente concebidos de peças originais, fotografias e outras recolhas feitas com a finalidade de representar com a maior exatidão possível o modo de vida do passado.

São entre outros os seguintes: o vindimador, o ceifeiro, a vendedora do caldo da fava rica, a leiteira, o cavador, a lavadeira, despedida de solteiro, traje dos noivos, trajes domingueiros e religiosos.

A Bemposta está situada na Estremadura a cerca de 20 Km de Lisboa, é uma pequena aldeia inserida na freguesia de Bucelas pertencente ao concelho de Loures. O Rancho é o mais antigo do concelho e o primeiro a ser filiado na Federação do Folclore Português. Também é filiado no INATEL e sócio fundador da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa.

BMRB

Grupo Musical e Recreativo da Bemposta

Grupo Musical e Recreativo da Bemposta

Tem participado em muitos desfiles folclóricos e etnográficos, em festivais regionais, nacionais e até mesmo internacionais. Organizou o 3º festival de folclore infantil. Possui um vasto núcleo museológico, no qual temos expostas peças raríssimas, que serviram de suporte à elaboração dos nossos trajes, peças doadas com muito carinho e com o intuito de mostrar o que há de mais antigo na região.

Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa

Fundado em 24 de abril de 2005, o Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa representa a vida das lavadeiras, carroceiros, vendedeiras de fruta e hortaliça, ferrador, funileiro, vendedeira de azeitonas, homens que trabalhavam como jornaleiros (ganhavam à jorna, trabalho de um dia). Os saloios ou se dedicavam ao amanho da terra ou à lavagem e transporte da roupa das freguesas de Lisboa.

As características do rancho são puramente saloias, retratando para o início do século XX, até à terceira década do mesmo, as danças, cantares, trajes, usos e costumes do povo saloio.

RFGDL

Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa

Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa

As danças e cantares representam as célebres cantigas ao despique, entre lavadeiras e carroceiros, nos rios, nas galeras, nas carroças a caminho de Lisboa, nos arraiais e bailaricos domingueiros. Também por se deslocarem com frequência à capital, tendo por vezes que pernoitarem por alguns dias, trouxeram para esta região cantigas e danças palacianas, as contradanças, valsas a dois passos, polkas e afandangados, dançando assim, à sua moda.

Saloio deriva da palavra “çalroi”, que em muçulmano significa, trabalhador do campo. Destas origens, ficou o vocábulo “moirejar” e a expressão “trabalhar como um mouro”.