Camané, fadista, de Oeiras
Músicos do Concelho de Oeiras

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Camané (fadista, 1966)
  • César Batalha (maestro, 1945-2021)
  • Frederico de Brito (compositor, 1894-1977)
  • Elisa Lamas (pianista, pedagoga, 1926-2021)
  • Susana Gaspar (soprano)
Camané

Camané nasceu em Oeiras a 22 de dezembro de 1967. O primeiro contacto de Camané com o fado ocorreu um pouco por acaso, quando durante a recuperação de uma maleita infantil se embrenhou na colecção de discos dos pais e descobriu os grandes nomes do fado: Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Lucília do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo…

Dessa altura até à vitória em 1979 do evento “Grande Noite do Fado” foi um passo. Na sequência desta participação gravou alguns trabalhos e efectuou diversas apresentações públicas.

Camané actuou em diversas casas de fado, além de fazer parte do elenco de diversas produções dirigidas por Filipe La Féria (o mais importante director português de musicais) como a “Grande Noite”, “Maldita Cocaína” e “Cabaret”, onde adquiriu assinalável evidência.

A edição de “Uma Noite de Fados”, elogiada pela critica especializada, elegeu Camané como a voz mais representativa da nova geração do fado, possibilitando o reconhecimento da qualidade do seu trabalho pelo grande público. Realizou desde essa altura inúmeras apresentações em Portugal e no estrangeiro, actuando em França, Holanda, Itália e Espanha.

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Camané

Camané, fadista, de Oeiras

Camané, fadista, de Oeiras

Susana Gaspar

Susana Gaspar iniciou os estudos musicais aos sete anos. Frequentou a classe de piano de Vera Prockic, na Escola Profissional de Música de Almada. Frequentou o curso de canto a Escola de Música do Conservatório Nacional com António Wagner Diniz terminando sob a orientação de Ana Paula Russo, com máxima classificação.

Actualmente, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, estuda na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe da professora Susan Waters. Participou ainda em Master-Classes com Sarah Walker, Elisabete Matos e Mara Zampieri. Em 2004, frequentou um curso de ópera em Kortenberg (Bélgica) e em 2006 no Estoril onde trabalhou com Loh Siew Tuan, Graham Johnson, Ronny Lawers, Sarah Walker e Yvonne Minton.

No domínio da ópera representou os papéis de Papaguena, (Flauta Mágica, de W. A. Mozart), Serpina, (La Serva Padrona, de Pergolesi) e Euridice (Orfeo ed Euridice, de Gluck). Em Junho de 2005, representou no Teatro da Trindade o papel de Principezinho na estreia absoluta da ópera homónima, de Daniel Schvetz.

Cantou como solista o Benedictus da Missa Brevis de Haydn e o Magnificat de F. António de Almeida. Apresentou-se a solo com orquestra sob a direcção do Maestro Sérgio Dias. Recentemente apresentou-se no Grémio Lusitano num recital inteiramente preenchido com obras de Mozart.

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Susana Gaspar

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

HISTÓRIA DA MÚSICA

César Batalha

César Batalha (Oeiras, n. 1945-m. 2021) foi um maestro e compositor português. Em 1960, fundou o Coro de Santo Amaro de Oeiras. A partir de 1976 foi constituído o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras que gravou temas de grande popularidade como Eu vi um sapo e A todos um Bom Natal. César Batalha é autor do Hino de Oeiras, que teve a primeira audição em 1991. Dirigiu o Coro do Banco de Portugal entre 1976 e 2007.

Pela canção “Eu vi um sapo”, conquistou o 1.º prémio de composição no Sequim de Ouro. Foi distinguido com Melhor Coro do Ano (1980), Medalha de Mérito Artístico da Câmara Municipal de Oeiras (1981), Prémio de Popularidade (1984), Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa (1991), Diploma de Agradecimento da Ordem Soberana e Militar de Malta (1997), Medalha de Mérito/Grau Ouro da Junta de Freguesia de Oeiras (2010).

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Elisa Lamas
Elisa Lamas, nome artístico de Elisa Paulina Ferreira Lamas, nasceu em Paço de Arcos, Oeiras, a 1 de fevereiro de 1926 e morreu a 2 de agosto de 2021.

Era oriunda de uma família de músicos. O avô paterno era violinista, mais tarde violetista e executante de viola d’amor. Colecionador de instrumentos antigos, tinha cem instrumentos em casa.

O trisavô era o compositor Francisco António Norberto dos Santos Pinto. Embora não tivesse aprendido música, o pai tinha interesse em que os filhos aprendessem.

Elisa Lamas começou com aulas particulares aos 9 anos. Aos 13 anos começou a estudar piano com Botelho Leitão, a quem ela em entrevista aos 91 considerava um grande artista e pedagogo. Fez os estudos como aluna externa do Conservatório Nacional e só foi para o Conservatório quando foi para o Conservatório Superior. Diplomou-se em Piano e Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, e especializou-se no Mozarteum de Salzburg como bolseira do Instituto para a Alta Cultura.

Foi professora naquele Conservatório desde 1952 e até à sua aposentação, integrou várias comissões diretivas e, a convite do Ministério da Educação, fez parte da Comissão de Reestruturação daquele estabelecimento de ensino.

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Frederico de Brito

Joaquim Frederico de Brito, compositor e poeta popular, nasceu na Freguesia de Carnaxide (Oeiras), a 15-09-1894, e faleceu em Lisboa, a 24-03-1977. Ficou conhecido com o diminutivo de Britinho.

Muito cedo começou a versejar e de tal sorte, que na Escola Primária já tinha a alcunha de “O Poeta”, de que o pequeno Joaquim não gostava por pensar tal ser ofensivo. E isso fez com ele se retraísse perante os colegas e só em casa lesse os seus versos à Mãe e ao irmão, que constituíam o seu único público.

Só aos 14 anos Frederico de Brito começou a compreender que tal alcunha não era afinal tão ofensiva como julgara. Mas depois sucede o imprevisto. Ele que perdera a tibieza de passar por poeta, encontra o obstáculo de não acreditarem ser ele o autor dos seu próprios versos.

Então, só encontrou uma saída para que o escutassem: dizer que os versos que cantava de “improviso” eram previamente feitos por um amigo dele que morava na sua rua e se chamava Frederico de Brito. E, certo dia, glosou de improviso os motes que foram propostos, com tal destreza e perfeição que no final e já à porta do Pátio do Martelo, o outro improvisador, Quintinha Bombeiro, pediu-lhe para apresentar ao seu amigo os parabéns e para lhe marcar um encontro. Estava ganha a primeira batalha.

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Frederico de Brito

Frederico, compositor, de Oeiras

Frederico, compositor, de Oeiras