Órgãos de tubos do concelho de Ourém [10]

O Concelho de Ourém é um dos concelhos portugueses com 10 ou mais órgãos de tubos, em grande parte graças ao Santuário de Fátima. Além disso, o Conservatório de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos construídos por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014, e proporciona aos seus alunos de órgão excelentes condições para o estudo e prática do instrumento. Natural de Fátima, é a organista Inês Machado, que iniciou os estudos musicais aos oito anos, na classe de órgão de Margarida Oliveira, no Conservatório de Música de Ourém. Na Escola Superior de Música de Lisboa obteve os diplomas de Licenciatura e Mestre em Ensino da Música, ramo órgão. É professora de Órgão no Conservatório de Música e Artes do Centro, e organista titular na Igreja Paroquial de Fátima.

Conservatório de Ourém e Fátima

Conservatório de Ourém e Fátima

O Conservatório Música de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos positivos de estudo construído por Dinarte Machado em 2014.

Órgão positivo de armário

Órgão do Conservatório de Ourém e Fátima

Órgão do Conservatório de Ourém e Fátima

O Conservatório Música de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos positivos de estudo construído por Dinarte Machado em 2014.

Órgão positivo de armário

Órgão de Estudo do Conservatório de Ourém e Fátima 2014

Órgão de Estudo do Conservatório de Ourém e Fátima 2014

Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Santuário de Fátima

Santuário de Fátima

Basílica

No coro alto a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima possuía um Ruffatti, 1952, cinco manuais e pedaleira, com acoplamentos, que foi reciclado no atual grande órgão ]

Antigo órgão

Órgão antigo da Basílica de Fátima

Órgão antigo da Basílica de Fátima

Grande órgão e coro alto

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Montra

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

No transepto existiu um Gehrard Grenzing 2003, de dois teclados manuais e pedaleira acoplada, que foi mudado de local.

Órgão mudado de local

Órgão positivo da Basílica de Fátima

Órgão positivo da Basílica de Fátima

Capela das Aparições

Órgão Gehrard Grenzing, 2001, de dois teclados manuais e pedaleira com acoplamentos

Montra

Órgão da Capelinha das Aparições

Órgão da Capelinha das Aparições

Casa de Nossa Senhora das Dores

Positivo de coro

Órgão da Casa de Nossa Senhora das Dores

Órgão da Casa de Nossa Senhora das Dores

Sala do coro da colunata

Órgão de coro

Órgão da colunata Norte

Órgão da colunata Norte

Igreja do Seminário do Verbo Divino

Igreja do Seminário do Verbo Divino

Igreja do Seminário do Verbo Divino

A Capela do Seminário do Verbo Divino possui um órgão de tubos alemão do século XX, reparado por António Simões em 1984.

Igreja Matriz de Fátima

Igreja Matriz de Fátima

Igreja Matriz de Fátima

A Igreja Paroquial de Fátima (Nossa Senhora dos Prazeres) possui órgão de tubos. É sua organista Inês Machado.

FOI NOTÍCIA

A página oficial do Santuário de Fátima, anunciava a 02 março 2016, a inauguração do novo órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

O Santuário de Fátima vai inaugurar o órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário com a estreia mundial da peça Hû yeshûphekâ rô’sh, da autoria do compositor português João Pedro Oliveira, num concerto interpretado por Olivier Latry, organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris, no dia 20 de março, às 15h30.

A inauguração começa com a bênção do órgão pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, seguindo-se um improviso do organista Olivier Latry, que demonstrará as potencialidades do instrumento.

O concerto inaugural do órgão estreará a obra de João Pedro Oliveira, baseada na primeira profecia sobre Maria, no Livro do Génesis, encomendada pelo Santuário de Fátima para assinalar esta ocasião, bem como uma improvisação final que será executada tendo como base o Ave-Maria de Fátima.

O órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, instalado no coro alto, é um instrumento com uma grande presença física no espaço e na memória de muitos peregrinos. Construído em 1951, pela empresa italiana Fratelli Ruffatti, é o maior instrumento do género em Portugal, com 90 registos e cerca de 6.500 tubos.

A reestruturação foi levada a cabo pela empresa italiana Mascioni Organi, que conservou uma parte considerável da tubaria original mas acrescentou alguns registos com o intuito de conferir ao instrumento uma sonoridade homogénea e moderna.

A nova conceção foi idealizada tendo em vista a filosofia de um órgão sinfónico, caracterizando-se pelos detalhes de cada registo em separado, mas também, pela poderosa massa sonora, tornando-o apto para a interpretação de todo o repertório organístico.

A consola de cinco teclados e pedaleira foi restaurada e modernizada. O tubo maior, de madeira, tem cerca de 12 metros de altura e 50 centímetros de largura e os tubos de metal, da fachada, têm cerca de oito metros de altura.

A parte frontal deste instrumento foi redesenhada pela arquiteta Joana Delgado, autora do projeto de reformulação do presbitério da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e conta com uma intervenção artística do escultor português Bruno Marques, autor do crucifixo, bem como das obras de arte que materializam os lugares litúrgicos do presbitério da Basílica. Para a restante caixa foi proposto um revestimento em madeira cuidadosamente desenhado em total articulação com os organeiros da Mascioni Organi. Os eco-órgãos, instalados nas galerias, foram também objeto de um trabalho conjunto na definição estética da solução.

“O concerto de dia 20 de março é o primeiro de um ciclo de seis concertos para órgão que se realizam até outubro, no âmbito das comemorações que assinalam o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, com um repertório criado em diversas épocas, regiões geográficas, estilos e atitudes composicionais variadas. Música alemã, música francesa, música sacra, música contemporânea e hinos marianos aludem a um período de tempo centenário e permitem uma perspetiva abrangente das capacidades expressivas do novo órgão.” – referia a página oficial do Santuário.

O primeiro realiza-se a 8 de maio e terá como intérprete António Esteireiro que percorrerá a Música alemã dos séculos XIX e XX, incluindo alguns dos grandes clássicos do órgão deste período, e as Ave-Maria de Max Reger e Karg-Elert.

A 5 de junho António Mota apresentará um programa de cem anos de música contemporânea, incluindo a Suite Mariale de Maleingreau.

A 10 de julho, Felipe Veríssimo interpretará um repertório retratando cem anos de música sacra, incluindo a Sinfonia da Paixão de Marcel Dupré, obra emblemática do início do século XX.

A 14 de agosto, Giampaolo Di Rosa fará Improvisações sobre melodias e hinos ligados à tradição de Fátima, que se tornaram parte da tradição litúrgica e popular e são conhecidas pelo público e fiéis, compostos e cantados durante os últimos cem anos. E, a 9 de outubro, João Santos (organista titular do Santuário de Fátima) interpretará cem anos de música francesa, de César Franck a Messiaen, incluindo vários excertos dos 15 Versets sur les Vêpres du commun des fêtes de la Sainte Vierge.

Recorde-se que quer o concerto inaugural quer o ciclo de órgão foram pensados no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições, que terminará com outro grande concerto em que serão interpretadas 13 peças do compositor escocês James McMillan, recentemente nomeado compositor do ano pela Pittsbourg Symphony Orchestra, e uma composição de Eurico Carrapatoso, interpretada pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, sob a direção da maestrina Joana Carneiro, a 13 de outubro de 2017.

[ Reitoria do Santuário de Fátima, 29 janeiro 2015 ]

O antigo Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima foi construído pela firma Fratelli Ruffatti e inaugurado em 1952,