Banda Filarmónica de Penacova

Filarmónicas de Penacova

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova
  • Filarmónica Boa Vontade Lorvanense
  • Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva
Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova

Perde-se no tempo a data da fundação da Filarmónica de Penacova. Sabe-se que foi fundada pelo Pe. Francisco de Paula Queirós que, no testamento, diz que “no seu funeral não quer fausto nem música”, sinal evidente de que, nesta data, a Filarmónica já existia. Por informações colhidas junto de pessoas mais idosas, sabe-se também que, quando os antigos Paços do Concelho foram construídos, já existia a Filarmónica, uma vez que um dos elementos constitutivos do seu brasão é uma lira.

Viveu independente durante muitos anos até que, em 1930, um punhado de Penacovenses fundou a Corporação dos Bombeiros Voluntários, a que ficou ligada até 1975, tendo sido integrada na Casa do Povo em 1976.

BFP

Banda Filarmónica de Penacova

Banda Filarmónica de Penacova

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A história da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense remonta ao ano de 1900. Teve inicialmente o nome de “Tuna Lorvanense”. O primeiro presidente foi Joaquim Maria da Silva. Em 1 de agosto de 1920, a Coletividade passou a designar-se por “Filarmónica Lorvanense”. A 6 de maio de 1928, na sala da “Filarmónica Lorvanense”, sob a presidência do sócio Bento da Fonseca, a Coletividade reuniu em Assembleia-Geral com o fim de aprovar os Estatutos que passariam a regê-la. Para esse fim, pela Direcção da Coletividade foi apresentado um projeto de Estatutos que, depois de lidos e discutidos, foram aprovados.

A 6 de maio de 1928, foi fundada em Lorvão, com o título de “Filarmónica Lorvanense”, uma sociedade que tem por fim a cultura musical. A 16 de março de 1999 procedeu-se à alteração da denominação para “Filarmónica Boa Vontade Lorvanense” e a uma remodelação total dos seus Estatutos.

FBVL

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A Filarmónica foi criada pela necessidade de abrilhantar os muitos festejos religiosos celebrados em Lorvão. Foi a vontade dos executantes e o entusiasmo das gentes, que em “Boa Vontade” foram ajudando, como podiam, a erguer esta coletividade, ficando essa “Boa Vontade” para seu nome, tendo sido oficializada no ano de 1999 com a remodelação dos Estatutos. Antigamente, um músico que entrasse para a Filarmónica, pagava uma joia de entrada e uma quota mensal de 1 escudo, e quando recebia um instrumento assinava uma letra de valor equivalente ao seu preço.

FBVL

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A razão de ser da sua existência é o bem-estar e o desenvolvimento sociocultural através da prática de atividades culturais e recreativas, essencialmente o Ensino da Música e Banda Filarmónica, pugnando pelo seu desenvolvimento em ambiente positivo e saudável. A Filarmónica Boa Vontade Lorvanense tem sede própria, inaugurada em 2002, depois de obras de recuperação e requalificação do edifício situado na Rua Bissaya Barreto e adquirido em 1998. Reconhecida em 2001 como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, é também sócia do INATEL e associada na Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, de que assumiu a presidência entre 2006 e 2010.

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

Sediada na vila de São Pedro de Alva, a Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva foi fundada em 1965.

FCPSPA

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

FOI NOTÍCIA

Centro TV noticiou a 15 de agosto de 2020 que as bandas filarmónicas de Penacova pediram apoio à Câmara por causa dos efeitos da pandemia. As três bandas filarmónicas do concelho de Penacova decidiram fazer um apelo à Câmara Municipal no sentido de as ajudar a ultrapassar a profunda crise financeira provocada pela pandemia. Em carta dirigida ao vereador do pelouro da cultura, João Azadinho, as filarmónicas da Casa do Povo de Penacova, Casa do Povo de São Pedro de Alva e Boa Vontade Lorvanense sublinham o momento de fragilidade atual, por causa do longo período de inatividade – “todos os serviços agendados para este ano foram cancelados e, por consequência, o encaixe financeiro foi nulo!”.

As três bandas argumentam que essa verba é vital para o seu funcionamento – “suporta os honorários do maestro, professores do ensino musical, “cachets” de músicos, reparação de instrumentos, fardamentos, logística e outras despesas inerentes ao funcionamento das instalações.”

“O município de Penacova atribui anualmente a cada banda, um apoio de mil e quinhentos euros, além de comparticipar a aquisição de instrumentos e apoiar o ensino da música”, frisam. As três filarmónicas sustentam que esse valor já é, por si, insuficiente, e pedem um apoio extraordinário. A título de exemplo, a verba suporta apenas alguns meses de honorários do maestro.”

Com as festas e romarias canceladas, as filarmónicas, “de uma forma geral, e as do concelho de Penacova, em particular, vivem uma fase difícil”. A atividade foi retomada, mas apenas ao nível dos ensaios. Por isso, “com o quadro atual de perda de receitas, as dificuldades de funcionamento estão a agravar-se.”

A posição conjunta, das três filarmónicas, é expressa na carta enviada ao pelouro da cultura, da Câmara de Penacova, e assinada pelos três presidentes das associações: Alvaro Coimbra (Casa do Povo de Penacova), João Pedro Correia (presidente da secção/Casa do Povo de São Pedro de Alva) e Mauro Carpinteiro (Boa Vontade Lorvanense).

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