João Fonseca e Costa, compositor, de Ponta Delgada
Músicos do concelho de Ponta Delgada

(Ilha de São Miguel, Açores)

O Musorbis, em desenvolvimento, tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical do Concelho.

João Fonseca e Costa nasceu em 1994 em Ponta Delgada. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, na classe de violino de Lídia Medeiros e, mais tarde, Viola D´Arco com a professora Shelley Ross, tendo concluído o Conservatório em 2012. No mesmo ano ingressou no Curso de Música, variante Composição, na Escola Superior Música de Lisboa (ESML) onde trabalhou com os Professores Luís TinocoSérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Carlos Caires, Roberto Alejandro Pérez, José Luis Ferreira, concluindo a Licenciatura em Composição em 2015. [ Saiba mais AQUI. ]

Luís Matos

Natural de Ponta Delgada, Açores, o oboísta Luís Matos iniciou os estudos na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Crestuma no ano de 2004. Ingressou na Fundação Conservatório Regional de Gaia (FCRG), iniciando os estudos em Oboé, em 2007, na classe de Ana Madalena Silva. Integrou a orquestra de sopros da FCRG sob a direção de Lino Pinto, entre 2010 e 2012. Terminou o curso de Oboé na FCRG, em 2014, obtendo a classificação máxima em recital. Em 2013 ingressou na Universidade de Aveiro prosseguindo os  estudos em Oboé na classe de Jean Michel Garetti.

Já colaborou com a Banda Sinfónica da Feira, sob a direção de Paulo Martins e colabora regularmente com a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) sob a direção de Luciano Pereira, com a qual já participou em concursos nacionais e internacionais, com destaque para as participações no 6º Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense (Portugal), com a atribuição do 1º prémio da 1ª Categoria, no 43º Certamen Internacional de Bandas “Vila d’Altea” (Espanha), com a atribuição do 1º prémio, no Concurso Internacional de Bandas “CIB -Filarmonia D’Ouro”, com a atribuição do 1º prémio da 1ª Secção e na “VI Mostra Musical do Eixo Atlântico”, com a atribuição do 1º prémio na categoria de Agrupamentos Maiores.

Colaborou com a orquestra sinfónica da FCRG, a Orquestra Filarmonia de Gaia, a Orquestra Filarmonia das Beiras,Orquestra Clássica do Sul, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra Sine Nomine, o Art’Ensemble e a orquestra Com.Cordas, tendo tido a oportunidade de trabalhar com alguns maestros portugueses e estrangeiros, entre os quais se destacam os maestros Mário Mateus (Portugal), Nino Lepore (Itália), Carlos Prazeres (Brasil), Jan Milosz Zarzycki (Polónia), Giuseppe Lanzetta (Itália), Gyüdi Sándor (Hungria), Paulo Martins (Portugal), Martin André (Inglaterra), Luís Carvalho (Portugal), Ernst Schelle (Suíça), Andreas Weiß (Alemanha), Sarah Hicks (EUA), Claude Villaret (Suiça) e Christoph Poppen (Alemanha),Timothy Henty (Reino Unido). Realizou cursos de aperfeiçoamento musical com os professores Eldevina Materula (Portugal), Fernanda Amorim (Portugal), Saúl Silva (Portugal), Robert Silla (Espanha), Ricardo Lopes (Portugal), David Walter (França), Christian Schmitt (França), Nora Cismondi (França), Samuel Bastos (Portugal),Ramón Ortega Quero (Espanha) e Nicholas Daniel (Reino Unido).

A nível de Música de Câmara já trabalhou com os professores, Jean Michel Garetti, Sérgio Neves, David Walter, Giorgio Mandolesi, Nicholas Danielentre outros. É membro fundador do trio de oboés Trigeminie do Quinteto Promenade com os quais se tem apresentado em concerto e concurso.

Foi laureado com o 2º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2016), 3º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2017), 1º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2018), 2º prémio ex aequo no Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho(2019), 2º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2019) efoi finalista no concurso “CulturXis” -Música de Câmara, Categoria Sénior (2017). Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras em abril de 2017, num concerto em que interpretou a Ouverture-Suite,TWV 55:g4 de G. P. Telemann, para três oboés, fagote e orquestra de cordas.

É licenciado em Música, variante de Performance, e mestre em Ensino da Música, pela Universidade de Aveiro, na classe de oboé do professor Jean Michel Garetti.

Tem vindo a executar em primeira audição, quer nacional quer internacional, de obras de compositores como Sérgio Azevedo, Oscar Navarro, Camila Salomé e Dirk-Michael Kirsch.  Já lecionou aulas de oboé, em 2016, na Fundação Conservatório Regional de Gaia, na escola Curso de Música Silva e tem vindo a orientar naipes em diversos estágios nacionais de orquestra e orquestra de sopros. Atualmente leciona na Academia de Artes de Chaves. Recentemente ganhou a audição para Solista B da Orquestra do Norte, encontrando-se a realizar o trial para essa função. É artista da marca francesa de oboés Fossati.

António Mont’Alverne

António Mont'Alverne, pianista

António Mont’Alverne, pianista, de Ponta Delgada

Ângela da Ponte

Ângela da Ponte, compositora

Ângela da Ponte, compositora, de Ponta Delgada

HISTÓRIA DA MÚSICA

Maurício Bensaúde

Maurício Bensaúde, cantor lírico

Maurício Bensaúde, cantor lírico, de Ponta Delgada

José Pracana

José Pracana, fado

José Pracana, fado, de Ponta Delgada

Eurico Tomás de Lima

Eurico Tomás de Lima, pianista

Eurico Tomás de Lima, pianista, de Ponta Delgada

BANDAS FILARMÓNICAS

Banda Harmonia Mosteirense

A Banda Harmonia Mosteirense, da freguesia dos Mosteiros, foi fundada em 1883, pelo Padre Manuel Jacinto da Silva, Pedro Lúcio, Caetano Lopes e Manuel Botelho Paulo, com apoio moral e material de outros amigos regeneradores. É constituída por mais de seis dezenas de elementos com idades entre os 8 e os 68 anos e possui uma escola com mais de uma dezena de aprendizes.

Realiza, anualmente, cerca de meia centena de atuações, procissões, festas e festivais musicais na ilha de S. Miguel. Em 2012, colaborou na gravação de um CD promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada. Em 2013, comemorou os seus 130 anos de existência, com a realização de várias atividades. Em 2014, foi a primeira Filarmónica a participar com um concerto no prestigiado Festival Música no Colégio. Em outubro de 2015, teve lugar o lançamento do 1º CD da Banda, com um Concerto no Teatro Micaelense. Fazem, também, parte do currículo da Banda deslocações a outras ilhas do arquipélago, a Portugal Continental e ao estrangeiro, aos Estados Unidos da América nos anos de 1977/1989/1999 e 2008. A Harmonia Mosteirense venceu, por duas vezes, o concurso de Bandas da Ilha de S. Miguel realizado no Coliseu Micaelense, nos anos de 1957 e 1958.

Esta Banda continua com o seu grupo de Teatro que é constituído, em cerca de 90 por cento, por músicos da Filarmónica. Todos os anos, na época de Natal, tem levado à cena uma peça de teatro e um ato de variedades, permitindo aos jovens a aprendizagem da música e o desenvolvimento de práticas de solidariedade e laços de sã camaradagem.

Banda de Nossa Senhora da Luz

A BNSL, da Freguesia de Fenais da Luz, foi fundada em outubro de 1976, após a fusão de duas bandas existentes naquela freguesia denominadas de “Banda União Celestial” e “Banda Lira Luz e Glória”. Tem perto de meia centena de músicos com idades entre os 7 e os 70 anos. Mantem em atividade uma escola com mais de uma dezena de alunos. Efetua, anualmente, cerca de 20 atuações.

Em 1978, vence o 1º concurso de Bandas a nível Açores. Nos anos 1979/80 e 81, visitou todas as ilhas do Arquipélago. Em 1983, venceu o Concurso de Bandas promovido pela Robbialac. Em 1986, deslocou-se aos Estados Unidos da América. Em 1988, integrou os Festivais de Bandas de Castelo de Vide, Alto Alentejo e visitou Espanha e participou no Festival de Bandas da Ribeira Brava (Madeira). Tem realizado concertos no Teatro Micaelense, na Vila de Nordeste, Vila Franca do Campo, Lagoa e Ribeira Grande. Em 2008, realizou o seu concerto de Gala na Aula Magna da Universidade dos Açores, com o Orfeão Edmundo Machado de Oliveira e, em 2009, repetiu o mesmo feito, desta vez no Teatro Ribeiragrandense, com a participação da soprano Andreia Colaço e do barítono João Costa. Em 2012, realizou dois concertos com o Coral de São José, onde tocou, entre outras obras, o tema “Requiem” de Mozart. Em 2013, editou o seu 1º CD com obras contemporâneas.

Em 1915, devido a rivalidades, um grupo dissidente criou uma nova agremiação com o nome de Lira Luz e Glória integrada na Sociedade de Instrução e Recreio Bartolomeu de Quental. Em finais da década de 1950, com o aparecimento do fenómeno da emigração em massa, para o Canadá e EUA, as Bandas entraram em crise. As duas, em 1961, fundiram-se noutra que passou a designar-se União Celestial. A junção durou pouco tempo, porque um grupo dissidente voltou a reativar a Banda Lira Luz e Glória. Em 1976, com falta de elementos, as direções congregaram numa mesma agremiação musical todo o património humano e material. Deste então, a Banda é conhecida por Banda Nossa Senhora da Luz.

Filarmónica Lira de São Roque

A FLSR, Freguesia de São Roque, foi fundada em 1899. Tem um corpo de músicos que ronda as três dezenas de elementos, com idades variadas e mantém em funcionamento, na sua sede, uma escola de música. Teve como primeiro regente o José Joaquim de Matos. Em 1954, foi dotada com uma nova sede. De 1959 a 1976, esteve inativa. Em 1977, conseguiu reabrir as suas portas. Em 1989, fizeram-se melhoramentos na sede e instalou-se a sua escola de música. Realiza várias dezenas de serviços por ano em eventos culturais e religiosos pela ilha de S. Miguel. Em 1994, deslocou-se à ilha Terceira, tendo participado nos festas concelhias de Angra do Heroísmo, as Sanjoaninas.

Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela

A FLNSE, da freguesia da Candelária, foi criada em 1983 e teve como fundadores Manuel Oliveira Roque, Manuel Viveiros Pimentel e o Pe. Manuel Pacheco Câmara. Conta com mais de meia centena de elementos com idades que entre os 10 e os 70 anos e mantém uma escola com perto de duas dezenas de alunos. Tem uma média de 30 serviços efetuados durante o ano em eventos religiosos e de natureza cultural diversificada, esta filarmónica.

Efetuou deslocações a outras ilhas (Santa Maria, Pico, Graciosa, Madeira, Flores. Em 1994, foi aos Estados Unidos da América a convite da Comissão das Festas do Espírito Santo de Fall River.  Deslocou-se a Portugal Continental, a Penafiel, no âmbito de um intercâmbio cultural com a “Banda de Lagares – Associação Musical e Recreativa”. Em 2006, participou no “1.º Festival de Bandas Filarmónicas Interconcelhos”, integrado na Semana Cultural de Candelária. Participou ainda no “3.º Festival Hispano-Luso de Bandas de Música e Ensembles de Viento”, em Zamora – Espanha e realizou também um concerto no “Festival Música no Colégio”, com transmissão televisiva na RTP Açores – Ponta Delgada.

Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira

A FLNSO, da freguesia da Fajã de Cima, foi fundada em 1910. Conta com cerca de 16 elementos com idades entre os 13 e os 74 anos e mantém em atividade uma escola de música com perto de 20 aprendizes. Existiu uma outra filarmónica, que tinha o nome de “Lira do Oriente”, que acabou por ser extinta. Os seus instrumentos foram vendidos para a freguesia do Pico da Pedra, segundo depoimento do Mestre António Soares, que foi músico dessa banda e mais tarde Maestro da atual Filarmónica Lira da Oliveira. De 1961 a 1968. Deslocou-se à ilha Terceira, em 1971, por ocasião das “Festas Sanjoaninas”. Após esta histórica viagem, realizaram-se mais duas, nomeadamente, as idas a Portugal Continental e à ilha de Santa Maria, em 2002, em intercâmbios com as Banda da Quinta do Picado em Cantanhede e Banda de Santo Espírito, no Concelho de Vila do Porto.

Em 2010, ano do Centenário da Filarmónica, houve diversas homenagens, o programa “Atlântida” foi transmitido em direto do jardim fronteiriço da sede e foi lançado um CD gravado com diversos temas, entre os quais, o emblemático Hino de Nossa Senhora da Oliveira com a colaboração do Rancho de Romeiros da freguesia. Em 2011, participou na gravação de um tema no CD da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com outras onze bandas. Em 2012, no âmbito de um intercâmbio com a Filarmónica União Artista de S. Roque do Pico, deslocou-se àquela ilha, tendo recebido a referida agremiação musical, em agosto do mesmo ano, em S. Miguel. A Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira costuma realizar, anualmente, cerca de 20 atuações/participações em eventos religiosos e de natureza cultural.

Filarmónica Minerva

A Filarmónica Minerva da freguesia dos Ginetes, foi criada a 06 de janeiro de 1901 e teve como fundador José Maria Raposo Amaral que, durante muitos anos, custeou as despesas de manutenção da banda, aquisição de instrumental e fardamento.

O Dr. Carlos Bettencourt, médico radicado nos Ginetes, grande amante da música e tocador de vários instrumentos, orientou os primeiros músicos para a constituição da filarmónica. O primeiro maestro chamava-se Maciel. A agremiação musical possui uma escola de música com cerca de duas dezenas de jovens. Em 1946, a Filarmónica Minerva esteve presente num dos grandes acontecimentos, da altura, em Ponta Delgada, que foi a Parada das Filarmónicas no Quarto Centenário daquela Cidade. Em 1979 e 2007 efetuou digressões pelos Estados Unidos da América e Canadá, em visita a emigrantes da terra. Efetua, anualmente, sete atuações na freguesia dos Ginetes e dez no exterior.

Já se deslocou ao Festival de Bandas de Loures, no Continente, às Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, nos EUA e de Santa Cruz, em Toronto, no Canadá. Em 2006, participou num Centenário com a Banda Paredense da Parede, Cascais.  Para além dos intercâmbios efetuados com bandas filarmónicas, também recebeu vários grupos folclóricos em parceria com o Grupo Folclórico da Relva.

0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *