Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
Folclore em Ponte de Lima

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Minho (Alto Minho)
  • Distrito: Viana do Castelo
  • Concelho: Ponte de Lima

10 grupos

  • Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima
  • Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães
  • Grupo de Danças e Cantares do Neiva
  • Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
  • Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo
  • Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões
  • Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra
  • Rancho Folclórico da Correlhã
  • Rancho Folclórico de Calheiros
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares
Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Constituído em janeiro de 1980, o Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima apresentou formalmente os seus trajes no Cortejo Etnográfico das Festas do Concelho – as Feiras Novas -, em 1981, embora a atuação de estreia com cerca de 45 elementos tenha acontecido, uns meses mais tarde, nas festas em honra de São Julião da freguesia de Moreira do Lima.

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

O grupo de Ponte de Lima pretende ser um verdadeiro representante dos usos e costumes ponte-limenses, fortemente associados ao trabalho no campo. Os trajes envergados pelos seus membros são bastante diversificados: fatos dos noivos, de romaria e festa, de trabalho de inverno e de verão, de feirar e de ir à fonte, de aguadeiro, entre outros. Do reportório fazem parte o Vira, as Chulas, a Cana Verde, o Malhão, a Ritinha, o Viradinho e Tantas Libras.

É um dos fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho e todo o seu trabalho e dedicação visam, sobretudo, garantir a preservação da etnografia, recuperar velhas tradições, dar continuidade às suas raízes ancestrais e assegurar o envolvimento da comunidade através da participação em atividades de relevância para a região. Promove anualmente um Festival de Folclore e participa em vários filmes e outras produções que pretendem salvaguardar e divulgar o seu património cultural.

Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães

O Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães foi constituído em 2002, integrando desde então a Associação Cultural e Recreativa da freguesia. A coletividade, inscrita nesse mesmo ano como sócia da Associação de Folclore de Ponte de Lima, assume como propósito maior a divulgação e promoção dos usos e costumes da região, através das danças e cantares tradicionais e dos trajes típicos, de que se destacam os fatos dos Noivos, de Cerimónia, de Feira, de Romaria e de Trabalho.

Selecionado segundo critérios históricos e etnográficos, o vestuário do grupo foi trabalhado por artesãos locais que lhe conferiram rigor e genuinidade em cumprimento do trajar antigo da região do Vale do Neiva e da encosta do monte da Nó. Elemento essencial na vestimenta folclórica, o ouro complementa a riqueza dos trajes femininos, sendo os adornos mais frequentes os brincos, os cordões, as cruzes e os fios de contas. O grupo de Vitorino dos Piães foi apadrinhado, na sua estreia, pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Poiares. Dois anos mais tarde, editou um DVD que contempla várias cantigas e danças exibidas em diferentes zonas da freguesia, funcionando também como um cartão de visita da região. Em 2006 foi lançado o seu primeiro CD de música tradicional, constituindo “um digno divulgador do verdadeiro folclore português”. De entre o seu vasto reportório, são famosos o Malhão de Entrada, o Vira de Vitorino, a Chula Picada, o Antoninho Moleiro, o Vira do Monte da Nó, o Vira das Sachadas, o Vira das Desfolhadas, o Manuel da Horta, entre outros.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

O Grupo de Danças e Cantares do Neiva foi fundado em 1975 com a finalidade de promover e preservar a etnografia e o folclore de Sandiães, terra estrategicamente localizada no vale do Rio Neiva e tradicionalmente associada à cultura do milho, da batata, do centeio e do vinho verde. O grupo da aldeia de Sandiães procura representar da melhor forma possível as suas gentes tentando perpetuar os seus usos e costumes, as suas memórias e crenças. Os trajes que mais se destacam nas atuações do Grupo de Danças e Cantares do Neiva são os dos Noivos de Sandiães, o de Senhoria, o de Cerimónia ou Domingueiro, o de Feira ou Romaria, o de Trabalho, o de Moleiro, o de Lavadeira do rio e o de Pastor.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima, terra cheia de beleza natural e rica em tradições, cultura, arte e monumentos. O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore. Fez a sua primeira atuação ao público no dia 7 de agosto de 2005 e apresentou o seu primeiro CD. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por cerca de 48 elementos. O grupo gravou mais dois CD com músicas tradicionais. Tem três DVD gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e costumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo. A variedade dos trajes usados pelas mulheres e pelos homens esta diretamente relacionado com as diversas épocas festivas, sejam elas de carater religioso ou social, e aos diferente trajes são associadas caraterísticas peculiares tanto na cor como nos adornos. Os seus principais trajes são a Mordoma; a Noiva, a lavradeira, meia senhora ou morgada.

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

O Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões surgiu da necessidade de manter viva a tradição ancestral associada à produção do linho, outrora a ocupação principal das gentes da freguesia de Rebordões de Souto. Inspirado nas espadeladas que, geralmente, se estendiam pela noite dentro, sempre acompanhadas por danças e cantares, foi criado oficialmente em 1985 o Grupo das Espadeladeiras. Promotor da cultura e da tradição, pugna pelo reavivar das memórias e pela conservação das tradições da terra. Soma diversas atuações em Portugal e no estrangeiro, designadamente em França.

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo

Fundado em outubro de 1993, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo foi oficializado em maio de 1994. É um dos sócios fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho. Conta com diversas atuações em festivais e romarias de norte a sul do país, assim como em território estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Andorra e França. As suas músicas traduzem as raízes de um povo que valoriza, acima de tudo, a preservação dos seus usos e costumes, e a sua forma de trajar, resultante de uma cuidadosa pesquisa junto dos mais experientes e vividos. Espelha a identidade de uma comunidade fortemente ligada às suas tradições e à vida no campo. Os trajes regionais que mais se destacam são os de festa – onde impera o vermelho e o linho puro colhido nos campos e fiado à noite à lareira -, os fatos de trabalho, o traje de noiva, ricamente adornado, e o fato de pastor.

Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra

O Rancho Folclórico das Lavradeiras de S. Martinho da Gandra foi fundado por António da Costa Pereira em 1955.

Os seus trajes, o batimento das castanholas e as coreografias constituem testemunhos genuínos do folclore do Alto Minho.

Sendo o grupo folclórico mais antigo do concelho de Ponte de Lima, teve o privilégio de se estrear com uma rusga, formada por rapazes e raparigas da freguesia, que atuou primeiro na sua aldeia e, de seguida, nas Feiras Novas – festa maior da vila ponte-limense. No entanto, foi no Festival Nacional da Meadela, em 1957, que o Rancho das Lavradeiras envergou pela primeira vez o traje que tanto o caracteriza e define.

O primeiro disco foi lançado em 1960, gravado na Casa da Aurora, no Arrabalde – Ponte de Lima.

São inúmeras as suas atuações em território nacional e no estrangeiro, designadamente em Espanha, França, Andorra e Luxemburgo.

O traje usado pelos seus membros é o domingueiro. O homem enverga camisa branca, calça, faixa, sapatos e chapéu preto; a mulher veste saia de baetilha, avental de veludo preto adornado com missangas, colete bordado em diversas cores, chinelos, franjeiro vermelho às costas e lenço laranja na cabeça.

Rancho Folclórico da Correlhã

O Rancho Folclórico da Correlhã nasceu em 1960, sob a designação de “Grupo Folclórico da Correlhã”, para fazer reviver um passado rico em tradições, e assim permaneceu até, pelo menos, 1966. A sua primeira atuação teve lugar no dia de Santo António na vila de Ponte de Lima.

Reapareceu no final da década de 80, já com a designação de Rancho Folclórico da Correlhã, para divulgar a tradição, usos e costumes, danças e cantares.

A sua (re)estreia deu-se em julho de 1990, nas festas maiores da freguesia, dedicadas à Senhora da Boa Morte. Ao longo de mais de cinco décadas de existência, o grupo da Correlhã tem a oportunidade de participar nos mais variados e conceituados encontros de folclore, quer em território nacional, quer no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, Espanha, França, Mónaco, Itália, entre outros países.

Anualmente, o Rancho Folclórico da Correlhã organiza dois festivais, um deles infantil, protagonizado pela Escola Infantil de Folclore, criada em 1990. O grupo da Correlhã dá especial destaque ao traje da lavradeira, onde predomina a cor vermelha, mas também ao fato de domingar, de trabalho, de feirar, de mordoma, de morgada e dos noivos. A sua tocata tradicional inclui instrumentos musicais tais como a concertina, o cavaquinho, a viola braguesa, o violão, o bombo, os ferrinhos e o reque-reque.

A Correlhã, enquanto zona húmida, está fortemente associada ao cultivo do linho, sendo comum encontrar-se esta planta na veiga situada nas margens do rio Lima. Daí resulta a seleção dos objetos em representação do Rancho Folclórico da freguesia.

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico de Calheiros

O Rancho Folclórico de Calheiros foi criado pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da freguesia em outubro de 1990, levando desde então as suas danças e cantares por todo o país e pelo estrangeiro. Na origem do grupo está o intuito de preservar cantigas tradicionais habitualmente presentes em práticas antigas como as malhadas, as desfolhadas e a produção do linho, de molde a evitar que caiam no esquecimento, garantindo assim a sua sobrevivência através da partilha com o público em geral e, principalmente, com as gerações mais jovens. Uma das suas principais preocupações é a conservação das tradições da terra. O seu reportório inclui temas que se baseiam numa recolha levada a cabo junto da população mais idosa da freguesia. Destacam-se, portanto, o Regadinho, o Malhão, a Tirana, as Pintas da Blusa, a Carrasquinha, a Chula Picada e a Chula de Roda, o Vira Trespassado, o Vira d’Oito, o Vira Batido e o Vira de Roda, a Cana Verde, o Passarinho, a Rusga de Entrada, a Rusga de Saída, a Ritinha, a Laurindinha, a Rosinha, o Vira de Calheiros, entre outros. Os trajes envergados pelo grupo representam os fatos mais tradicionais do Alto Minho, de características diversas, nomeadamente o de noiva, o de mordoma, o domingueiro, o de festa, o de trabalho, o de Maria da Fonte.

Rancho Folclórico de Calheiros

Rancho Folclórico de Calheiros

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Criado em 1994, sob a designação de Associação do Grupo Etnográfico Infantil do Centro Paroquial – São Julião do Freixo, recebeu nova denominação em 2005, com alteração dos estatutos e da sede. Movido por um enorme desejo de manter vivos os usos e costumes e as tradições da sua região, o Grupo Etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de São Julião de Freixo apresentou-se ao público em 1994 – cinco meses volvidos sobre a data de fundação.  Contabiliza diversas atuações de Norte a Sul de Portugal, e também em territórios além-fronteiras, mormente em Espanha e França. Presentemente, o grupo é constituído por cerca de cinquenta e quatro elementos, com idades entre os 4 e os 55 anos aproximadamente. Inserido na região do Vale do Neiva, o grupo destaca-se pelo predomínio dos trajes escuros em nítido contraste com os tons garridos do Vale do Lima. A sua tocata é composta pela concertina, pelo cavaquinho, pela viola braguesa, pelo bombo, pelos ferrinhos, pelo violão e pelo reco, sobressaindo de entre as danças o tau-tau, o vira, o malhão, a cana verde e a chula. O Grupo Etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de S. Julião de Freixo conta com um DVD e um CD gravados.

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares foi criado em 1984 para dar resposta à necessidade de recuperação de velhas tradições, cuja sobrevivência e transmissão pretende assegurar e passar às gerações vindouras. Os seus membros fundadores procederam a um levantamento rigoroso das danças, cantares e trajes daquela região, marcadamente agrícola, de molde a reconstruir as raízes culturais e o perfil identitário das suas gentes, tentando representar com autenticidade as terras do Vale do Neiva da segunda metade do século XIX e início do XX. Nas festas anuais em honra do seu padroeiro, São Tiago Maior, é organizado um Festival Folclórico.

Em cada atuação, o grupo de Poiares esforça-se para mostrar toda a riqueza do seu folclore e a singularidade dos seus trajes, fortemente associados ao trabalho, onde predominam a estopa, a lã de ovelha e o linho fino, mas também o cotim e a sarja. Nas vestes que envergam sobressaem as cores escuras, reflexo de um povo simples, trabalhador e austero. As suas danças inspiram-se na região onde estão inseridos, na época que retratam e nas suas raízes populares. As coreografias lembram situações da vida quotidiana, nomeadamente o trabalho nos campos e as brincadeiras da escola.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares