Teatro Portalegrense

AUDITÓRIOS DO CONCELHO

CENTRO DE ARTES DO ESPETÁCULO DE PORTALEGRE

Inaugurado a 19 de maio de 2006, o  Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre é a mais emblemática casa de espetáculos do Concelho e Distrito. Tem uma localização privilegiada pela proximidade com outros equipamentos culturais (Espaço Robinson, Casa Museu José Régio e Convento de S. Francisco), criando um eixo e uma nova centralidade, reforçando a complementaridade e a dinâmica entre todos eles. Conta com uma programação cultural diversificada, nas áreas da Música, Dança, Teatro, e Multidisciplinar. Tem boa qualidade arquitetónica, tanto nas áreas publicas como nas áreas de serviço/técnicas, proporcionando a sua utilização tanto pelos espectadores como pelo corpo técnico de forma simples e eficaz. O CAE possui um Grande Auditório com cerca de 500 lugares, um pequeno auditório de cerca de 170 lugares, uma ampla sala polivalente. Espaços de gestão, produção e administração, garantem uma enorme flexibilidade na adaptação das atividades agendadas (espetáculos, seminários, debates, serviço educativo) aos espaços mais indicados para a sua realização, maximizando desta forma recursos humanos e energéticos. É dotado do equipamento técnico fundamental para exibição de cinema, a produção artística (áreas de teatro, dança e música) e para acolhimento, com um palco de 12×12 metros no Grande auditório, suficiente para acolher qualquer tipo de espetáculo, nas diversas vertentes das artes do espetáculo. Tem equipamento de som e luz auto-suficiente para acolher qualquer tipo de espetáculo. Desde a sua abertura dispõe de bilheteira eletrónica, permitindo desta forma uma gestão, controlo e acompanhamento de dados de afluência ao recinto. Em suma, uma infraestrutura capaz de responder em qualidade quer ao significativo aumento dos públicos consumidores de cultura da cidade, quer num âmbito geográfico mais vasto à região e ao país.

CONTACTOS

ANTIGO TEATRO PORTALEGRENSE

O edifício do antigo Teatro Portalegrense foi inaugurado no início da segunda metade do século XIX. Encontra-se em contexto urbano, integrando-se na malha antiga da cidade, numa área de transição entre a zona alta e a zona baixa, local onde se consolidou o designado Rossio. A área apresenta quarteirões irregulares onde o eixo central corresponde ao Largo do Visconde de Cidrais local onde se situa também a Igreja de São Lourenço. O edifício do Teatro implanta-se num terreno de configuração retangular, correspondendo ao gaveto de um quarteirão que se situa junto da referida igreja. O edifício do Teatro, de volumetria quadrangular, apresenta três pisos onde sobressai uma fachada rematada por frontão triangular e janelas de sacada com verga de arco perfeito no andar nobre. O interior, para além da sala de espetáculos, inclui um bar, um restaurante, uma cozinha e alguns compartimentos destinados a jogos. A sala tem três registos de camarotes corridos no terceiro piso, teto pintado e estuques dourados. Em 1850 foi constituída uma sociedade por ações com o objetivo de construir e gerir um teatro em Portalegre, o primeiro da cidade, iniciando-se a sua obra em junho de 1854. A direção do projeto, que ficou a cargo do arquiteto José de Sousa Larcher, integrou espaços cénicos, técnicos e públicos. A construção, que terminou em 1858, segue o espírito da época muito influenciado pela política de Almeida Garrett que pretendia dotar todas as cidades importantes do país com uma sala de espetáculos condigna. Foi com o drama histórico de Garrett “O Alfageme de Santarém”, que a sala foi inaugurada a 20 de junho de 1858. Em 1886 o teatro foi alvo de obras de beneficiação, demonstrando o interesse da população por este espaço. O investimento foi feito sobretudo ao nível dos interiores, nomeadamente no auditório, tendo sido acrescentadas três frisas, substituída parcialmente a pintura ornamental do teto, o revestimento de papel dos camarotes e o estofo da guarda dos camarotes de 1.ª ordem. Durante os anos 40 do século XX o Teatro Portalegrense encontrava-se em muito mau estado de conservação levando a que Inspeção-Geral dos Espetáculos autorizasse o seu funcionamento mas com grandes limitações. Hoje o Teatro Portalegrense, um dos edifícios mais representativos do que foi a atividade cultural da cidade, encontra-se fechado e sem uso.

Maria Ramalho/DGPC/2016

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