Pedro Ribeiro, encenador e designer, do Porto
Músicos naturais do concelho do Porto
César de Oliveira

César de Oliveira nasceu no Porto em 1977. Estudou no Conservatório de Música do Porto e na Escola Superior de Música de Lisboa. Teve como professores Fernando Lapa, António Pinho Vargas, Christoper Bochmann e Luís Tinoco. Trabalhou ainda com Jorge Peixinho, Emmanuel Nunes, Helmut Lachenmann, Salvatore Sciarrino, entre outros.

Pedro Almeida

Pedro Almeida nasceu no Porto. Desde muito cedo mantém com a música uma relação de verdadeira paixão, tendo feito ainda na infância a sua iniciação ao piano num processo autodidata, evidenciando bem cedo muitas facilidades, nomeadamente no campo da improvisação. Nesta fase, e ao ser observado por alguns nomes já consagrados na música, foi desde logo incentivado a seguir a carreira musical, pelo que ingressou no Conservatório de Música do Porto, como aluno da Academia de Música de Espinho. Concluído que foi o 9º ano de escolaridade, em 1997, candidatou-se com êxito à Escola Profissional de Música de Espinho, onde, mantendo o piano como instrumento predileto, frequentou o curso de Percussão/Composição, que terminou com muito bom aproveitamento.
Ingressou na Universidade de Aveiro onde, na área de Composição, frequenta o curso de Licenciatura em Ensino da Música.

OUTROS MÚSICOS

Álvaro Salazar

Álvaro Salazar, compositor, do Porto

Álvaro Salazar, compositor, créditos Bruno Nacarato

Carlos Ferreira

Carlos Ferreira, clarinetista, natural do Porto

Carlos Ferreira, do Porto, ft Daniel Delang

Joaquim Pavão

Joaquim Pavão, guitarrista, compositor e realizador

Joaquim Pavão, guitarrista e realizador

Rui Gama

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Gunther Arglebe

Gunther Arglebe (1933-2010), diretor de orquestra, nasceu no Porto, em 1933, onde iniciou, aos 12 anos, estudos de flauta e violino no Conservatório de Música do Porto. Integrou a Orquestra Sinfónica do Porto na sua fundação, em 1947, mas foi na Alemanha que se formou em direção de orquestra. O maestro esteve ligado a vários grupos do Porto, nomeadamente a Orquestra de Câmara Pró-Música e o Círculo Portuense de Ópera, assim como o Orfeão Universitário do Porto, do qual foi regente até 1969, altura em que foi dirigir a Orquestra Sinfónica.

Escolheu Vila Nova de Gaia para viver (São Félix da Marinha) e Gaia reconheceu-lhe o afeto – o maestro Arglabe recebeu a Medalha Grau Ouro do município. Mário Dorminsky, pupilo do maestro no Círculo Portuense de Ópera e era na altura Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia descreveu-o como um homem com uma “fantástica vida de melómano” que “sempre soube fundir os prazeres da música com os da vida”.

Joaquim Casella

“O violoncelista Joaquim Casella (1838-1905) pertencia a uma distinta família de músicos italianos: era o irmão mais novo do famoso violoncelista Cesare Casella e tio do compositor Alfredo Casella (1883-1947). Casella veio para o Porto em 1872 contratado para a orquestra do Teatro de S. João. Adepto incondicional da música italiana, mais concretamente de ópera italiana, Joaquim Casella é descrito por Arroio como sendo um músico “educado na maneira italiana, som formosíssimo levemente feminino”. (Ana Maria Liberal)

Resende Dias

António Martins da Silva Dias, que usou como nome artístico Resende Dias, nasceu na cidade do Porto no dia 25 de abril de 1916 e morreu a 28 de janeiro de 1992. Recebeu da sua mãe – professora Emília Resende – as primeiras lições de Música, tendo em seguida frequentado as Classes de Violino, Piano e Composição no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o Curso Superior de Violino com a classificação de 19 valores.

Desde muito novo compôs grande variedade de músicas, tendo-se inscrito na Sociedade Portuguesa de Autores em 1935. Ainda adolescente, começou a colaborar nas páginas infantis do “Jornal de Notícias” e de “O Primeiro de Janeiro”, com ilustrações já notáveis de seu irmão, Júlio Resende. Poucos anos volvidos, foram ambos convidados a participar na revista infantil “O Papagaio”, passando a dirigir no Porto os respetivos espetáculos infantis e programas radiofónicos. Com sua mãe e irmãos, fundou o “Rádio Clube Infantil”, onde ampliou a atividade. Apoiou também os Cursos de Música que entretanto se iniciaram, apresentando atuações no Cinema Olímpia, Teatro Carlos Alberto, Cinema Rivoli e Coliseu do Porto. Aos dezasseis anos organizou a sua primeira Orquestra Ligeira, atuando regularmente em recintos selecionados.

Por concurso do Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional, dirigiu programas de variedades radiofónicos. Apresentou apenas trechos de autores portugueses, durante mais de trinta anos. Foi uma oportunidade de lançamento para muitos jovens artistas, nomeadamente cançonetistas do Norte. Também a Delegação do Porto da FNAT lhe confiou a direção de todos os Serões para Trabalhadores durante longos anos; teve assim ocasião para percorrer o país, com particular incidência na zona nortenha. Desde a sua fundação e até 1983, integrou a Orquestra Sinfónica do Porto, como violetista. Nessa altura pede a Aposentação para dar melhor assistência ao Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro (Vila Nova de Famalicão), onde constituiu uma Orquestra Juvenil de sessenta elementos; especialmente com repertório clássico, deu variados Concertos, salientando-se os últimos, no Casino Estoril, em dezembro de 1989, por solicitação e com a presença do então Ministro da Juventude.

Como compositor, é de realçar a sua participação em Festivais Nacionais e Internacionais; nos dois primeiros Festivais da Canção Portuguesa, em que participou por convite, recebeu uma Medalha da Emissora Nacional pela canção “Maria do Céu” e uma Filigrana pela canção “Regresso”, canção que então lançou António Calvário e que foi gravada em muitos países. No Segundo Grande Prémio RTP da Canção Portuguesa, já disputado, ganhou o segundo lugar com a canção “Amor”, cantada por Artur Garcia. A Junta de Turismo da Figueira da Foz atribuiu o 1º Prémio à sua canção “Figueira”, que foi apresentada por Simone de Oliveira. De salientar também a participação nos Concursos das “Grandes Marchas Populares” onde, entre muitos outros concorrentes, chegou a acumular quatro grandes prémios no mesmo ano (1971): 1º e 2º em Lisboa e 1º e 3º no Porto. A sua dedicação ao setor infantil destaca-se, particularmente, nos Concursos “Gala dos Pequenos Cantores”, na Figueira da Foz, e “Festival Rabelo Douro”, no Porto, com vários primeiros prémios, entre os quais “Beijinhos”, com letra e música de sua autoria.

Do vasto número das suas Canções – mais de setecentas estão inscritas na Sociedade Portuguesa de Autores – muitas tornaram-se verdadeiros êxitos populares: “Doce da Teixeira”, “A Moda da Amora Negra”, “O Porto Canta”, “Piquenique no Monte”, “Tarde Triste no Campo Pequeno”, “De Rosa ao Peito”,… Participou com assiduidade no Teatro de Revista. Já em 1948 se apresentou no Teatro Sá da Bandeira a primeira Revista que musicou, onde reuniu alguns dos artistas de prestígio da época. A partir daí, cerca de três dezenas de Revistas têm a sua autoria, tendo sido exibidas com maior frequência em Lisboa (Parque Mayer e Monumental) e no Porto (Teatro Sá da Bandeira). A participação na Televisão foi diversa, destacando-se os Programas “Música Maestro” e “Os anos não contam”, que inteiramente lhe foram dedicados e preenchidos exclusivamente com músicas de sua autoria. Saliente-se ainda que, a convite do cineasta António Lopes Ribeiro, improvisou ao piano acompanhamento sonoro aos filmes mudos transmitidos nalgumas séries do “Museu do Cinema”. Por curiosidade, registe-se que a sua primeira colaboração no cinema data de 1941, no filme “Aniki-bóbó”, de Manoel de Oliveira, com produção de António Lopes Ribeiro.

Recebeu Medalhas de Mérito das Câmaras Municipais do Porto e de Lamego. Foi alvo de diversas outras homenagens, entre as quais se salienta a que o Rotary Club do Porto organizou há já bastantes anos no Hotel do Porto (como agradecimento pela colaboração em festas no Hospital Maria Pia, Sanatório Marítimo do Norte e outros); a homenagem comemorativa dos 50 anos de atividade profissional, a promovida pela Radiodifusão Portuguesa no Monumental Casino da Póvoa de Varzim, outra pelo Rotary Club Porto-Douro, ainda em Lisboa pelo Clube Português da Banda Desenhada, a Homenagem “Obrigado Resende Dias”, feita no Clube Fenianos Portuense por muitos artistas. Da toponímia da sua cidade faz parte a “Praceta do Maestro Resende Dias”. Para além da sua música continuar a ser divulgada em espetáculos, Casas de Fado, na Rádio e na Televisão, alguns dos seus êxitos têm sido editados ou reeditados em suporte digital. Rosa Branca foi escolhida por Mariza para integrar o seu CD Terra, tendo também sido escolhida esta música para o respetivo videoclip.

Sociedade de Quartetos

“Em 1874 era fundada, no Porto, a Sociedade de Quartetos, um grupo de música de câmara formado porcinco dos mais destacados instrumentistas da cidade. O aparecimento deste agrupamento provocou umarevolução no meio musical portuense, muito por causa da novidade que supôs na época interpretarrepertório de referência da literatura de camara europeia, quase todo em primeira audição. Joaquim deVasconcelos e José Cândido Miranda Guimarães publicaram na imprensa portuense criticas às duasprimeiras temporadas de concertos.” (Ana Maria Liberal)

Victor Macedo Pinto

Victor Coelho de Macedo Pinto nasceu no Porto, em 1917. Distinguiu-se como compositor, pianista e crítico musical. Foi discípulo de Luís Costa, Vianna da Motta e Winfried Wolf, em piano, e de Cláudio Carneyro e Fernando Lopes-Graça, em composição. Personalidade multifacetada e de sólida cultura, além de exercer uma notável carreira de pianista, foi professor nos Conservatórios de Coimbra, Braga e Porto, onde lecionou nos Cursos Superiores de Piano e Composição. De entre as publicações para as quais Victor Macedo Pinto escreveu, contam o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, Seara Nova, Gazeta Musical e Arte Musical. A para da sua carreira como músico, Macedo Pinto formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, exercendo a magistratura nos Tribunais de Trabalho.

Em 1948, ingressou na carreira diplomática, desempenhando funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 1957, ocupou o seu último posto, em Carachi (Paquistão), desempenhando funções de Secretário da Legação Portuguesa. Victor Macedo Pinto faleceu no Porto, em 1964.

A sua obra musical, constituída por uma grande diversidade de géneros, caracteriza-se por um lirismo essencialmente lusitano, apresentando um carácter simultaneamente nacional e cosmopolita. De particular expressão são as Sete Canções Antigas (1950), que o compositor escreveu para canto, flauta e piano, e a Sonata para Violino e Piano, reveladora do seu ecletismo musical. Das suas obras, destacam-se ainda Elegia a Luís Costa, para piano, e as músicas de cena para Medeia, de Eurípedes, para flauta, piano e percussão, e Antígona, de Sófocles, para canto, flauta, piano e percussão. (Elisa Lessa)

Ernesto Veiga de Oliveira

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Gabino Ferreira

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Vítor Macedo Pinto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

1 reply
  1. António Ferreira
    António Ferreira says:

    NOTAS SOBRE A MELOTECA E O MUSORBIS
    1. Agradecemos a cooperação, imagens e textos, conteúdos que vamos inserindo na medida das possibilidades.
    2. Foram solicitadas informações sobre os músicos e o património musical concelhio a todos os municípios do País e só 5% responderam.
    3. Lançado há 15 dias, o Musorbis (www.musorbis.com) é uma construção, como se refere em cada página de músicos do concelho.
    4. Tendo já a Meloteca milhares de biografias, ambos os sítios se vão incrementar e complementar cada vez mais para alcances regional/nacional e nacional/global .
    5. Qualquer pessoa competente na matéria pode sugerir nomes de músicos, sendo que gostamos referir as fontes para manter a credibilidade da obra.
    6. Os músicos profissionais (não apenas intérpretes mas aqueles cuja formação e atividade gira em torno da música) pode constar na Meloteca (www.meloteca.com) o que, na forma simples, não tem custos.
    7. Quem pretender um lugar de destaque pode também fazê-lo e assim ajudar os projetos a crescerem de forma sustentada.
    8. Sendo que existem 308 concelhos em Portugal, cada um terá a sua página de músicos, a sua página de órgãos de tubos, a sua página de iconografia musical, as suas salas de concerto, e outros artigos que ainda estão a ser definidos.
    9. No caso dos órgãos de tubos, além das notas historico-artísticas pretendemos informar sobre os organistas titulares e sobre as escolas onde se aprende órgão.
    10. A Meloteca e o Musorbis estão a ser desenvolvidos com o meu trabalho, a ajuda do meu filho, a cooperação de voluntários e o dinheiro que eu pago a uma agência digital para a construção e mudanças estruturais.
    11. Nem a Meloteca, lançada em 2003, nem o Musorbis, lançado em 2020, recebe qualquer apoio institucional.
    12. Meloteca e Musorbis são projetos para anos e décadas, e estou a tentar prepará-los para que me sobrevivam.

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