Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Filarmónicas de Redondo

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

A vila de Redondo teve um teatro construído, em 1839, mais tarde denominado João Anastácio da Rosa, o mais antigo de distrito de Évora. Viria a ser destruído por um incêndio, na madrugada de 27 de março de 1932. O edifício foi palco de uma intensa vida cultural. Período áureo da arte musical em Redondo foi o tempo entre a segunda metade do século XIX e a queda da Monarquia, em 1910. A Filarmónica 1º de Dezembro, afeta ao partido Progressista e a Filarmónica Amizade, Patrocinada pelo Partido Regenerador rivalizavam entre si, à semelhança das forças partidárias que as financiavam, cenário propicio para o crescimento das competências e capacidades musicais dos seus membros.

As convulsões sociais, políticas e económicas trazidas pela República provocaram a decadência da arte musical, enquanto atividade estruturada e de grupo alargado: as duas bandas extinguiram-se e a vida musical sobrevive, graças às tunas que atuam esporadicamente nas récitas teatrais.

A Filarmónica Almeida Barrancos foi  fundada em 1927, devido ao empenho do seu primeiro regente, o casapiano António Manuel Molefas, a uma Comissão de Iniciativa (composta por nove pessoas) e ao mecenato do Presidente da Câmara Municipal, da época, a quem em homenagem lhe foi dado o seu nome. As primeiras atuações ocorreram a 10, 11, e 12 de setembro de 1927, com grandiosas festas em honra de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz, em que estiveram presentes as Filarmónicas de S. Miguel de Machede e do Circulo Montemorense, de Montemor-o-Novo. É, pois, a nossa banda a herdeira direta de tradições musicais e artísticas que sempre existiram, na vila de Redondo. Em 1934, a coletividade, suporte da banda, sofreu revisão de estatutos e adotou o nome atual: Sociedade Filarmónica Municipal Redondense.

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