Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra
Filarmónicas da Ribeira Grande

Ilha de São Miguel, Açores

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Musical Lira do Espírito Santo da Maia

A AMLESM foi fundada em 1936 e foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 2000. Mantem desde o início a sua Escola de Música, com uma média de frequência de 12 alunos. No seu currículo, predominam os concertos realizados na ilha de São Miguel e o acompanhamento de procissões, por altura das festas das paróquias ou dos Impérios do Espírito Santo, num total de cerca de 30 a 35 atuações anuais.

Realizou concertos na Ilha de Santa Maria, em Montemor-o-Velho, este ao abrigo de um intercâmbio, e nas Grandes Festas do Espírito Santo, em Fall River – Estados Unidos da América. Alguns elementos da agremiação musical distinguiram-se como músicos da Banda da Zona Militar dos Açores, da Banda Juvenil dos Açores e de Bandas das comunidades emigrantes nos Estados Unidos da América e Canadá. Assim, a partir dos anos de 2014 e 2015, começou a planear e a organizar o seu plano cultural de atividades, que incluem “Concerto/Cortejo de Carnaval#”, “Festival de Sopas”, Marcha Popular Infanto-Juvenil, Celebração do 25 de Abril, Semana Cultural da Maia – Noite do Pão Quente, Doação de Sangue, Comemoração do aniversário da Filarmónica, Homenagem a Santa Cecília, Concerto de Natal. Em prol de uma cultura mais abrangente, a Associação incorporou, em 2015, um grupo de “Banda Rock” na sua sede, apoiando, deste modo, os jovens na promoção e prosseguimento dos seus objetivos e gostos artísticos.

Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra

Fundada a 16 de agosto de 1958, a FAPPP é presidida por Celestino Almendro. É constituída por cerca de 30 músicos, funcionando em simultâneo a Escola de Música com cerca de 12 formandos, sendo dirigida pelo Maestro António Arruda. Com um repertório diversificado participa em todo o tipo de eventos, festas, procissões, eventos solenes.

Em 1979 deslocou-se à Ilha de Santa Maria para participar nas festividades em honra do Espírito Santo. No ano de 1980 gravou o disco Aliança dos Prazeres. No mesmo ano deslocou-se à Ilha do Pico e participou nas festividades em honra da Padroeira do Concelho da Madalena. Em 1982 foi criada a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva do Pico da Pedra, passando a Filarmónica Aliança dos Prazeres a fazer parte integrante da referida associação, conjuntamente com a Orquestra Ligeira do Pico da Pedra, o Grupo de teatro «União Triunfante» e a equipa de futebol «Juventude Futebol Clube». No ano de 1998 deslocou-se à Ilha de Santa Maria para participar nas festividades do 15 de agosto.

FAPPP

Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra

Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra

Filarmónica Lira do Divino Espírito Santo da Maia

A Filarmónica Lira do Divino Espírito Santo da Maia foi fundada em 1936  e teve a primeira aparição pública a 3 de abril de 1937. Desde o início teve sempre escolas de música com participação media de 12 alunos em cada triénio. Anualmente tem cerca de 35 atuações, procissões de paróquias ou em Impérios do Espírito Santo.

Como atuações fora da Ilha, destacam-se as ocorridas em Montemor-o-Velho, Ilha de Santa Maria e nas grandes Festas do Espírito Santo em Fall River. Têm sido regentes desta Associação Musical grande nomes do panorama musical açoriano, como Benjamim Rodrigues ou Mário Coelho da Ilha da Terceira. A Banda foi classificada como Instituição de Utilidade Pública no ano 2000.

Filarmónica Lira do Norte

A Sociedade Filarmónica Lira do Norte, mais conhecida por Música Velha, foi fundada em 1867. A 11 de outubro de 1868 a Banda Velha estreou o seu hino executado aquando da procissão de Nossa Senhora do Rosário, que ainda hoje se realiza, sendo a respetiva partitura de Jacinto Inácio Cabral, que foi mestre da capela da cidade de Ponta Delgada, autor do popular hino do espírito Santo. A sua direção em 13 de março de 1879 deliberou abrir uma aula de Instrução Primária, não só para os filarmónicos como também para os seus sócios. No mesmo ano, aproveitando ela a homenagem ao Sr. José Maria Raposo de Amaral, chefe do partido progressista que subira ao poder nessa ocasião, abrilhantou a banda tal festa, que lhe rendeu a oferta dum novo instrumental.

Em 1884 o Conde da Praia e de Monforte, dotou a Lira do Norte com novo instrumental e fardamento, arcando ainda com as despesas da renda da sede e do respetivo regente. Em 1898 um misterioso e violento incêndio destruiu tudo quanto na sua sede se encontrava. Das mãos do comendador João Lourenço da Silva, seu conterrâneo, recebeu ela, em 1902, a valiosa oferta de um estandarte conseguindo também adquirir sede própria.

A Banda participa anualmente no Império da Bandeira do Espírito Santo de Pentecostes, assim como nos cortejos e concertos por toda a ilha de São Miguel. Mantém como tradição o cantar às estrelas e a festa em honra de Santa Cecília, padroeira da música e dos músicos. Efetuou digressões ao Canadá, Estados Unidos da América, Santa Maria, Faial, Pico e Ilha da Madeira. Tem como presidente Mariano Gouveia e é dirigida pelo Maestro António Arruda.

Filarmónica Progresso do Norte

Fundada em 1888, a Filarmónica Progresso do Norte parece ter sido, conforme narram os mais antigos, e de acordo com Joaquim Maria Cabral, autor do livro «Filarmónicas da Ilha de São Miguel, a sucessora da ‘Marcial Bom Jesus’, fundada em 1882. A banda mais antiga de Rabo de Peixe, a Lira do Norte, foi fundada em 1865, por «Progressistas», mas os «Regeneradores» acabaram por tomar conta dela, pelo que, naturalmente os fundadores da Marcial não eram regeneradores.

Também, obviamente, que a Progresso do Norte, foi fundada e mantida por progressistas, até mesmo pelo nome que possui. Ainda hoje, mesmo sob uma forma muito mais desvanecida, a Progresso do Norte alberga, no universo rabopeixense, muitas das famílias mais carenciadas da vila. Instalada na atual sede (acabada de ser ampliada, com significativa ajuda dos emigrantes) desde 1917, devido à II Grande Guerra, teve que encerrar temporariamente, mas reorganizou-se em 1950, tendo recebido grandes ajudas dos emigrantes dos Estados Unidos e das Bermudas (mais tarde do Canadá). O edifício da sede é um ‘imóvel de interesse concelhio’, desde 1998.

A Banda foi a primeira a tocar, em 1894, o Hino da Autonomia dos Açores, música do seu regente nessa altura, Joaquim Lima, e que ainda hoje é a mesma, enquanto que a letra desse hino, nessa altura, era da autoria do rabopeixense, António Tavares Torres. A Banda tem participado em festivais, cortejos religiosos e manifestações culturais, como a ‘Noite das Estrelas’, arraiais, inaugurações oficiais, Bandeira da Caridade e outros festejos do Espírito Santo, festas em honra da sua padroeira, Senhora da Conceição. Visitou outras comunidades açorianas, nomeadamente as ilhas de São Jorge, Santa Maria, Flores, Graciosa e Pico. Contando com cerca de 50 executantes, com muitos jovens, a Progresso do Norte presta há mais de cem anos relevantes serviços a Rabo de Peixe.

Filarmónica Santíssimo Salvador do Mundo da Ribeirinha

A Banda do Santíssimo Salvador do Mundo, da Ribeirinha foi fundada em 1877, pelo Padre José Lucindo da Graça. Este padre, músico e compositor, estudou em Roma, onde se ordenou e celebrou a primeira missa. Recebeu como oferta a famosa missa de Pucinelli. Daí o seu gosto pela música e o facto de ter fundado um banda de música na Ribeirinha.

A influência de Roma também se fez surgir no primeiro fardamento desta banda: o Padre Lucindo da Graça procurou «fardar os músicos» com o traje de gala da Guarda Suíça do Vaticano, incluindo botas de cano, calções brancos, dólmanes azuis e capacetes emplumados. O uso de tais fardas não demorou muito tempo, por ter caído no ridículo popular, pelo que foi necessário substituí-las, criteriosamente, por outras mais simples. O Padre José Lucindo da Graça, deu o nome do Padroeiro da Ribeirinha, à sua Banda (Santíssimo Salvador do Mundo), que se apresentou pela 1ª vez, a 02 de fevereiro de 1877, tendo como madrinha a Nossa Senhora da Estrela. Também se deve ao fundador o hino do padroeiro da Ribeirinha e ao seu irmão a letra.

Aquando da visita régia de D. Carlos I a São Miguel, a Banda realizou um concerto com a presença de D. Carlos I, sob a direção de Carlos Serpa, Nos anos 60 e 70, esta Banda enfrentou uma crise muito forte, devido á emigração. Nos anos 90, participou em festivais de bandas realizados nos Fenais da Luz, e em 1997 nos seus 130 anos, foi pela primeira vez à Ilha Terceira, a São Sebastião, onde realizou as festas desta freguesia em julho. A Banda é composta com cerca de 35 elementos, e após uma crise de elementos, e com a direção e os seu maestro Artur Cardoso, tem tentado imprimir e incentivar o gosto da arte musical na freguesia, com a escola de música em atividade.

Sociedade Filarmónica Triunfo

A Sociedade Filarmónica Triunfo da cidade da Ribeira Grande foi fundada em 1846. Possui cerca de 36 elementos com idades entre os 8 e os 64 anos e, durante o ano, realiza mais de duas dezenas de atuações em eventos culturais da freguesia e do Concelho, procissões, coroações do Espírito Santo, em festivais de bandas.

Em 1995, deslocou-se ao Canadá e 2015 realizou um intercâmbio com a Filarmónica da freguesia da Ribeirinha, do Concelho de Angra do Heroísmo. Integra no seu corpo de músicos casais e, muitas vezes, os próprios filhos, facto que contribui para a coesão dos elementos e é uma garantia da sua continuidade no futuro.

Sociedade Recreativa Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias

A Sociedade Recreativa Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias, da freguesia de Santa Bárbara concelho da Ribeira Grande, foi fundada em 1986, por Leonardo Medeiros Cybrom, músico amador natural da freguesia de Santa Cruz da Lagoa. Na sua infância foi elemento da Banda do Rosário da Lagoa e como seu regente tinha o tão conhecido músico, e compositor o Sr. António Moniz Barreto, mais conhecido pelo “Caiador”. Com o seu amor pela arte musical, decidiu fundar uma banda de música na freguesia de Santa Bárbara, onde reside. Abriu uma escola de música formada por jovens da freguesia. Em 1986, no dia de Nossa Senhora das Victória, a filarmónica apresentou-se ao público, tomando como sua padroeira Nossa Senhora das Vitórias.

Depois de uns anos a atuar só na ilha de São Miguel, deslocou-se em 1990 às Festas de 15 de Agosto na Ilha de Santa Maria. Em 1991 deslocou-se à Semana do Mar na Ilha do Faial. Em 1992 foi às Festas do Topo em São Jorge, e em 1993 tornou a participar nas Festas de 15 de Agosto em Santa Maria. No ano de 1996 concretizou um velho sonho dos seus filarmónicos bem como dos seus diretores em se deslocar ao Canadá, à zona de Ontário. Participou por três vezes no Festival de Bandas dos Fenais da Ajuda (1991, 1993, e 1997). Em 1997, participou no Festival de Bandas que se realizou no Concelho de Nordeste. Em 1998, deslocou-se à freguesia das Fontinhas na Ilha Terceira. Em 1998, participou no “I Concurso Filarmónica 98”, realizado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada no Teatro Micaelense na categoria B, ficando em 1º lugar. Em 1999 voltou a participar nas Grandiosas Festas do Espírito Santo em Fall River. Em 2001, realizou um intercâmbio com a Banda do Arrabal de Leiria.

Em 2002, recebeu a Banda de Sotocico de Leiria, em projeto de intercâmbio. Em 2003, deslocou-se a Soutocico a convite daquela filarmónica de Leiria. Neste ano recebeu em Santa Bárbara, outra banda, desta vez, de Rio Maior. Em 2004, deslocou-se à Terceira a convite da Filarmónica da Terra Chã e 2005 realizou o intercâmbio já proposto pela Banda de Rio Maior. Em 2006 recebeu em intercâmbio a Banda Lira Madalense. A FNSV é constituída por 50 elementos, com idades entre os 10 e 30 anos. Mantém uma Escola de Música, sendo ainda o seu regente ainda o fundador Leonardo Medeiros Cybrom.

Orquestra Ligeira da Ribeira Grande

A Orquestra Ligeira da Ribeira Grande foi formada em 2007 por vários músicos da ilha de São Miguel, com o objetivo de embelezar as festas de Santa Cecília, da Vila de Rabo de Peixe. Em 2008, apresentou-se como orquestra do concelho da Ribeira Grande, num concerto que teve lugar no Teatro Ribeiragrandense.

Tem como diretor musical o maestro António Arruda e é constituída por 21 músicos com idades entre os 15 e os 40 anos, sendo a maioria natural do concelho da Ribeira Grande. Além da música instrumental, a orquestra conta ainda com uma dupla de vozes, Verónica Arruda e Pedro Costa.