Igreja Matriz de Santa Maria da Feira
Órgãos de tubos do concelho de Santa Maria da Feira [6]

O concelho de Santa Maria da Feira possui seis órgãos de tubos, de acordo com as informações disponíveis, cinco em igrejas de outras tantas paróquias do Concelho e um propriedade do organista Rui Soares, no Colégio de Música de Fiães. Estando todos em boas condições de funcionamento, tornam possível a realização de concertos e ciclos de órgão, para além de permitirem a utilização em contexto litúrgico. Em setembro de 2018, as Artes estiveram em Itinerância pelo Concelho com a primeira edição do Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira, que ocorreu nas Igrejas de Mosteirô, Santa Maria da Feira, Nogueira da Regedoura e Santa Maria de Lamas. Este Ciclo de Órgão promovido pela Câmara Municipal pretende resgatar e valorizar parte da memória musical do concelho. Quatro concertos pontuaram os quatro domingos do mês de setembro e permitiram usufruir da diversidade e dos órgãos de tubos que compõem o património religioso concelhio. No comando desta celebração, apresentando um reportório de excelência, esteve o organista feirense Rui Soares, a organista espanhola Esther Ciudad e o organista italiano Matteo Imbruno. Além do património material, o programa permitiu uma valorização do património imaterial, explorando, numa criteriosa escolha, obras dos mais importantes compositores nacionais e estrangeiros. Os concertos foram antecipados por um breve momento de enquadramento histórico e técnico de cada órgão, informando o público sobre a diversidade deste património e das suas possibilidades.

Colégio de Música de Fiães

O Colégio de Música de Fiães possui um órgão positivo moderno Nenninger (Munique) de dois teclados manuais e pedaleira, com 10 registos, construído em 1974. É propriedade de Rui Soares,  organista na Igreja da Senhora da Conceição no Porto e, desde Dezembro de 2015, responsável pelos concertos de órgão diários na Igreja dos Clérigos no Porto. É professor de órgão no Colégio de Música de Fiães. A sua atividade integra festivais e inúmeros concertos em Portugal, Espanha, França, Suíça, Itália, Bélgica e Holanda.

Montra do órgão

Órgão do Colégio de Música de Fiães

Órgão do Colégio de Música de Fiães

Consola

Órgão do Colégio de Música de Fiães

Órgão do Colégio de Música de Fiães

Registação:

Manual I

  • Rohrflöte 8’
  • Principal 4’
  • Schwiegel 2’
  • Mixtur 3f. 1’

Manual II

  • Liebgedack 8’
  • Spitzflöte 4’
  • Principal 2’
  • Larigot 2f. 1 1/3

Pedaleira

  • Subbass 16’
  • Choralbass 4’
Igreja Matriz de Santa Maria da Feira
Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

A Igreja Paroquial de Santa Maria da Feira é um templo de planta em cruz latina e de nave única e claustro de dois pisos, parte de um convento maneirista. Está situada no centro histórico da cidade. Pelas suas características, insere-se na tipologia das igrejas monumentais seiscentistas de feição classicista e erudita da região portuense. A azulejaria da capela-mor e o transepto são também seiscentistas, e o retábulo-mor barroco, do Estilo Nacional e retábulos laterais barrocos da época de D. Pedro II, na transição dos séculos XVII e XVIII.

Fonte: JFF

O órgão histórico E.F. Walcker [ I+Pa; (2+4) ] foi construído em 1896, catalogado como opus 748,  reparado pela Oficina e Escola de Organaria, em 1996, opus 18.

Montra

Órgão da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

Órgão da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

Base

Órgão da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

Órgão da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira

Igreja da Misericórdia de Santa Maria
Igreja da Misericórdia de Santa Maria

Igreja da Misericórdia de Santa Maria

A irmandade da Misericórdia de Santa Maria da Feira foi fundada em 1594, instalando-se na ermida de São Francisco, antiga sede paroquial da vila. Ao longo do século XVII, os irmãos da Misericórdia foram custeando obras de reparação no pequeno templo de São Francisco, e no final da centúria sentiram necessidade de ampliar o espaço da sua igreja-sede. Cerca de 1690 deram início à edificação de um novo templo, no local onde havia existido uma igreja dedicada a São Nicolau. Desconhece-se o autor do projecto, cuja estrutura foi edificada até ao primeiro terço do século XVIII. Este templo apresenta uma planimetria que se desenvolve longitudinalmente, composta pelos volumes da nave e da capela-mor, aos quais foram adossados os espaços da sacristia, Casa do Despacho e um anexo utilitário. Embora o projeto da igreja tenha sido executado já nos últimos anos do século XVII, em plena época barroca, apresenta uma curiosa inspiração de gosto maneirista, que se verifica sobretudo na estrutura decorativa da fachada principal. Disposta simetricamente em três panos, cujo central é flanqueado por duas torres sineiras e apresenta ao centro portal, ladeado por pilastras encimadas por pináculos, e sobre o qual foi aberta uma janela de iluminação do coro-alto, rematada por frontão interrompido por nicho profusamente decorado, numa estrutura que se inspira nas fachadas-retábulo da segunda metade do século XVI. O interior, de nave única, apresenta coro-alto assente sobre arco rebaixado, tribuna da irmandade, aberta na parede do lado da Epístola, e dois arcosólios, fronteiros à tribuna, que albergam os retábulos laterais. O espaço é coberto por abóbada de caixotões de madeira. Abrindo para a capela-mor, o arco triunfal assenta sobre pilastras toscanas. O espaço da capela-mor foi edificado sobre uma plataforma elevada, à qual se acede por quatro degraus, e é coberta por abóbada de madeira, semelhante à da nave, aqui decorada e policromada. O retábulo foi executado no primeiro quartel do século XVIII, em talha barroca dourada. O terramoto de 1755 provocou bastantes estragos no espaço do templo, nomeadamente a queda da abóbada da nave, pelo que esta foi reconstruída na segunda metade do século XVIII. O interior da igreja viria a ser restaurado na década de 80 do século XX.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/IPPAR/2005

A Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Santa Maria da Feira prepara-se para ter órgão de tubos, da autoria do organeiro belga, Jean Bruggman, prevendo-se a sua instalação pela Páscoa de 2021, segundo informação do organista Rui Soares.

Igreja de Mosteirô
Igreja Paroquial de Santo André de Mosteirô

Igreja Paroquial de Santo André de Mosteirô

A Igreja de Santo André de Mosteirô é um edifício de arquitetura religiosa do séc. XVIII, de grandes dimensões, tardo-barroco, que substitui a antiga igreja. É um templo de planta em cruz latina composta por nave, capela-mor, dois anexos adossados e torre sineira. No interior destaque para o coro-alto, capelas do templo e o arco triunfal, todos em cantaria. Os retábulos colaterais são joaninos e os laterais possuem elementos de talha relevada e tabelas do estilo maneirista. A igreja mantém a antiga imaginária e reaproveita estruturas maneiristas nas capelas laterais e barrocas, colocadas nas capelas colaterais e reaproveitadas na composição do retábulo-mor.

O órgão Eisenbarth destinado à capela de um hospital da cidade de Passau, na Alemanha, foi instalado no coro alto da Igreja de Mosteirô e inaugurado a 24 de maio de 2014 um (1966).

Montra

Órgão da Igreja Paroquial de Mosteirô

Órgão da Igreja Paroquial de Mosteirô

Igreja de Nogueira da Regedoura
Igreja Paroquial de Nogueira da Regedoura

Igreja Paroquial de Nogueira da Regedoura

A Igreja Paroquial de Nogueira da Regedoura possui um órgão construído pela firma C. F. Walcker, concebido para a Evangelische Kirchengemeinde de Berlim no ano de 1962, inaugurado na Igreja de Nogueira da Regedoura a 14 de março de 2010.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Nogueira da Regedoura

Órgão da Igreja de Nogueira da Regedoura

Tubaria

Órgão da Igreja de Nogueira da Regedoura

Órgão da Igreja de Nogueira da Regedoura

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Nogueira da Regedoura

Órgão da Igreja de Nogueira da Regedoura

Igreja de Sanguedo

A Igreja de Sanguedo é de planta longitudinal simples composta por nave, capela-mor e torre sineira adossada à esquerda. A fachada lateral esquerda é aberta por porta travessa. Quatro janelas rasgam o corpo da nave, 2 de cada lado. A fachada principal enquadrada por cunhais apilastrados firmados por pináculos, é aberta por portal de moldura reta sobreposta por friso e cornija sobre o qual se levanta frontão interrompido com enrolamentos entre os quais um nicho contendo imaginária e rematado por frontão triangular, ladeiam o nicho dois janelões do coro. A torre sineira apresenta dois registos separados por cornija, o primeiro elevando-se a nível do vértice da fachada principal, delimitados por cunhais apilastrados, sobre os quais se erguem pináculos e remate em platibanda cega; cobertura piramidal; o primeiro registo abre-se por janelo quadrangular ao centro e a eixo um óculo, junto da cornija; segundo registo aberto por sineiras, com moldura em cantaria e arco pleno; sobre a platibanda um relógio. No interior, apresenta nave única com paredes rebocadas e pintadas e um silhar de azulejos industriais. O coro alto assenta sobre duas colunas, abrindo-se no sub-coro, do lado do evangelho, a capela batismal com pia cavada por fortes gomos, tanto na taça como no pé; do lado da epístola púlpito de bacia em pedra, assente em 3 mísulas agrupadas numa, com guarda plena em madeira dourada decorada com enrolamentos de folharasca encerrando ao centro o relevo de Santa Eulália, que mostra na mão direita a palma e na esquerda um livro aberto com pomba pousada nele, na face direita do anteparo a decoração é feita com folhagem, crianças e querubins; o acesso é feito através de escada de tiro, adossada à parede; dois altares colaterais delimitados por teia, apresentam retábulos barrocos, de planta simples de um eixo com nicho central ladeado por 2 colunas torsas e decoração com pâmpanos, aves e crianças, com remate em frontão contendo pinturas; arco cruzeiro com pilastras toscanas com faces almofadadas, abre-se para a capela-mor separada da nave por teia; retábulo principal neoclássico.

Fonte: Monumentos

A Igreja Paroquial de Santa Eulália de Sanguedo possui um órgão de tubos Sauer de 8 registos, com 1 manual e pedaleira, (pedaleira acoplada e com um 16’), construído em 1996.

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Sanguedo

Órgão da Igreja Paroquial de Sanguedo

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Sanguedo

Órgão da Igreja Paroquial de Sanguedo

Registação:

Manual

  • Holegedackt 8’
  • Weidenpfeife 8’
  • Prinzipal 4’
  • Rohrflöte 4’
  • Waldflöte 2’
  • Sifflöte 1 1/3
  • Mixtur 3-4 f

Pedaleira

Pommer 16’

(Acoplamento Manual-Pedaleira)

Igreja de Santa Maria de Lamas

Igreja de Santa Maria de Lamas

Igreja de Santa Maria de Lamas

A Igreja de Santa Maria de Lamas é um edifício de arquitetura religiosa construída nos séculos XIX e XX, tendo no interior algum património integrado que transitou da primitiva igreja e outro de aquisição recente, mas quase todo dos séculos XVII e XVIII, ganhando uma grande riqueza decorativa interna. É de planta retangular composta por nave, capela-mor com anexos e torre sineira adossada à fachada principal. O interior tem coberturas em falsas abóbadas de berço, rasgadas por óculos que, com as amplas janelas de volta perfeita, iluminam o espaço uniformemente. A fachada principal é marcada pela torre sineira, que forma um exo-nártex, rasgada por vãos de perfis e decoração neo-góticos, com vários lumes e espelhos vazados. Tem vários retábulos de talha dourada, do estilo maneirista (batistério e sacristia), o retábulo-mor, de excecional entalhe e que foi feito, originalmente, para a Igreja da Ordem Terceira de São Domingos do Porto, é do estilo barroco nacional, sendo os colaterais do barroco joanino, provenientes da Catedral do Porto, e os nichos laterais do estilo rococó. O púlpito, no lado do Evangelho, é de talha dourada barroca. Da antiga igreja, mantém-se a cornija da capela-mor. As sanefas e sanefão apresentam vários estilos de entalhe, destacando-se as do coro-alto, rococós e de grande exuberância. O sanefão do arco triunfal consiste no reaproveitamento e adaptação de peças de talha de uma antiga estrutura.

Fonte: Monumentos

A Igreja de Santa Maria de Lamas possui um órgão Aristide Cavaillé-Coll, de um teclado manual e pedaleira, com cinco meios registos [ I+Pa; (5+5)], construído em 1901, reparado pela Oficina e Escola de Organaria, em 1993, opus 5.

Montra

Órgão da Igreja de Santa Maria de Lamas

Órgão da Igreja de Santa Maria de Lamas

Consola

Órgão da Igreja de Santa Maria de Lamas

Órgão da Igreja de Santa Maria de Lamas

Igreja Matriz de Travanca

Igreja Matriz de Travanca

Igreja Matriz de Travanca

Igreja Paroquial São Mamede possui órgão de um manual e pedaleira com nove registos [ I+P;9] construído pela Oficina e Escola de Organaria,  em 1997, opus 22.

Fontes: CMSMF, Rui Soares

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