Filarmónica União Sertaginense, da Sertã
Filarmónicas da Sertã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica União Sertaginense

Se olharmos para os estandartes daFilarmónica União Sertaginense, poder-se-á pensar que foi fundada em 1 de dezembro de 1830. Todavia, o Almirante Tasso de Figueiredo, num opúsculo em 1906, fala da Philarmonica Patriota Certaginense, cuja existência seria secular, e da Sociedade Musical Recreio Artista, cuja fundação era mais recente. Existiam, pois, em 1906, duas filarmónicas na Sertã, as quais, um dia, ao virem de uma festa, se envolveram em desacatos. Este episódio acabou por dar origem à fusão das duas, de que nasceu a atual Filarmónica União Sertaginense.

A F.U.S. tem atuado em vários pontos do país, em especial nas Regiões Centro e Norte, e na Ilha do Pico (Açores), festas populares, festivais de bandas e concertos públicos, inclusive na FIL em Lisboa. Num passado recente teve um Grupo de Música Portuguesa e uma Orquestra Ligeira. Conta com cerca de 60 elementos, com uma média baixa de idades (cerca de 18 anos) sendo o seu contramestre o músico mais idoso com 42 anos.  Depois do trabalho realizado por inúmeros maestros nos últimos anos, alguns deles chefes de banda militar, a banda teve necessidade de renovar o seu espírito de trabalho e realizar novos projetos, concertos temáticos e mistos, festas e romarias, intercâmbios com outras bandas, estágios, classes de aperfeiçoamento e participação em concursos de bandas em Portugal e no estrangeiro.

Frequentam o Conservatório de Minde 14 elementos da Banda, 4 frequentam/frequentaram estudos superiores em Música e seis passaram por vários graus de conservatórios. Tem uma Escola de Música, com cerca de 30 alunos, que dá garantias de continuidade da banda. Tem instalações próprias, bastante amplas, no centro da vila da Sertã, inauguradas em 1997.

FUS

Filarmónica União Sertaginense, da Sertã

Filarmónica União Sertaginense, da Sertã

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense

Instituição de Utilidade Pública desde 1988, a SFAP, de Pedrógão Pequeno, foi fundada em 1891. É composta por 37 músicos a sua grande maioria com idade inferior a 25 anos. A sua fundação é atribuída a um grupo de pedroguenses liderados por Adelino Duarte Pessoa dos Santos (que foi músico, regente e director). Devido ao facto de já existirem outras bandas nas redondezas, ao ser fundada mais uma deu-se-lhe o nome de “Aurora” por ser o nascer de uma nova alma musical.

Sucederam-lhe Alfredo das Neves Conceição, Francisco Alves dos Santos, José Inácio Pessoa (também músico e Maestro), o Padre Matos a partir de 1916 (sendo também Maestro). Em 1925 reassume a Direcção Francisco Alves dos Santos, seguido do Professor António Ferreira David, Francisco Costa Mouga, Inácio Henriques Vidigal, António Henriques Vidigal, José Martins e José Simões da Aldeia (1932/1933). Entre 1934 e 1942 a Filarmónica foi liderada por Gustavo Perfeito Sequeira Alves, que também foi musico e Maestro (em algumas ocasiões). Em 1944 o Padre Serafim Serra assumiu a liderança da Filarmónica com a colaboração de Francisco Alves da Silva e José Antunes Amaro. Sendo a regência da Banda entregue ao Maestro Ângelo Ambrósio. Foi o início de um novo ciclo que vai terminar com a crise diretiva e financeira de 1975.

Durante este período passaram pela Filarmónica alguns maestros, dos quais se destacou José da Cunha Medeiros, que dirigiu a Banda durante cerca de 15 anos, tendo ainda ensinado a sua profissão (alfaiate) a alguns jovens da terra, que por sinal também eram músicos.

Em 1954 a Filarmónica atuou na receção ao então Presidente da República General Craveiro Lopes, aquando da inauguração da Barragem do Cabril.

Em 1979 foi criada a Escola de Música por Fernando Mouga, tendo sido o Padre João António da Silva o seu primeiro professor. Poucos meses depois foi contratado o Maestro Diogo António Santana, que também assumiu a Direcção da Escola de Música. Em 1980 entraram para a Banda os primeiros Músicos do sexo feminino, Suzete dos Santos Mendes e Judite Maria dos Santos Mendes.

Em 1986 a Filarmónica adquiriu o primeiro autocarro, tendo tido um papel relevante na sua aquisição um grupo de pedroguenses radicados em Lisboa e no Canadá. Em 1989, foi promovido a Maestro o jovem Carlos Alberto do Carmo António Venâncio (formado na Escola de Música da SFAP) que dirigiu a Filarmónica até 2002.

O verão de 2004 fica marcado por uma profunda crise diretiva e financeira. Emília Martins Leitão tornar-se-ia a primeira mulher a ocupar cargos diretivos na coletividade. A estabilidade diretiva foi atingida em 13 de novembro de 2004 com a eleição dos corpos sociais.

Ao longo da sua existência esta Filarmónica realizou atuações um pouco por todo o País, com especial incidência na Região Centro e na zona de Lisboa. Tendo nas décadas de oitenta e de noventa, participado em várias receções a membros do governo que se deslocaram a esta região, conta ainda no seu historial com deslocações a Espanha, Madeira e Açores. Em 2001 gravou um CD.

Desde 1992 vem organizando encontros de Bandas com regularidade, tendo em 2007 decorrido a sua 11ª edição. Em 2001, atuou no estádio da Luz perante cerca de 30 mil espectadores aquando da realização do jogo Benfica – Alverca.

SFAP

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense