Corina Freire, cantora e atriz, de Silves
Músicos naturais do Concelho de Silves

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Corina Freire (Silves, 1897-1986) foi uma cantora lírica soprano e atriz portuguesa. Foi a primeira portuguesa a trabalhar no Olympia de Paris e a cantar para o Príncipe de Gales, depois duque de Windsor. Estreou-se no teatro de revista em 1927 com “Rosas de Portugal” de Silva Tavares, sendo a sua última aparição neste género em “O Mar também tem amantes”.

Efetuou temporadas em vários países, tendo em Paris integrado o espetáculo “Parade du Monde” ao lado de Maurice Chevalier. Depois de se retirar dos palcos, por volta de 1940, deu aulas particulares de canto, nomeadamente a um seu jovem parente, António Calvário, futura vedeta da música ligeira portuguesa.

Corina Freire

Corina Freire, cantora e atriz, de Silves

Corina Freire, cantora e atriz, de Silves

Corina Freire

Corina Freire, cantora e atriz, de Silves

Corina Freire, cantora e atriz, de Silves

BANDAS FILARMÓNICAS

Sociedade Filarmónica Silvense

Em 1842 surgiu em Silves e pela primeira vez uma Banda Filarmónica, a Filarmónica do Guerreiro, criada e regida pela respetiva família, onde a mesma viveu até 1865. Em 1869, nascia uma nova Banda, a Filarmónica dos Fraldas, criada por alguns cidadãos progressistas que saíram à rua simplesmente de fraldas. Dirigiram essa Banda: Salvador Gomes Vilarinho, António Caldas, Vicente de Almeida e depois Henrique Rocha (filho) que substituíra Vicente de Almeida, como Regente. Das rivalidades políticas entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador, surgiu uma segunda banda, a Filarmónica dos Moleiros, que teve na sua origem Gregório Mascarenhas.

Também se vestiam de fraldas, mas estas eram verdes e vermelhas e daí lhe adveio o rótulo de Os Periquitos. Foi dirigida por Henrique Rocha (pai) e José da Cruz Guerreiro. Sempre que estas duas bandas, que representavam duas Indústrias (as Caldas e as Mascarenhas), se cruzavam nas ruas, havia pancadaria, tal era a rivalidade.

Paralelamente às duas rivais, nasceu ainda um Grupo de Ocarinas, instrumento musical feito de barro, cujo som é idêntico ao da flauta. Esse grupo cultivou pela primeira vez em Silves este instrumento.

O revirar do século e a crise das fábricas que originaram as duas Bandas, marcou o fim da Caldas em 1906 e da Mascarenhas em 1910. Enquanto umas morriam, uma nova Banda já tinha nascido em 1908 a Orquestra Freire, era uma orquestra de instrumentos de corda e teve como Regente Henrique Rocha (Júnior), pianista que atuava na Sociedade Vilarinho. A Orquestra Freire sobreviveu até ao surgimento do cinema sonoro.

As Bandas em Silves cultivaram-se e prosperaram, e embora não haja registos, entre os anos 1865-1869 e 1910-1912 sabe-se que nos primeiros anos da República Portuguesa a Sociedade de Classe adquiriu instrumentos musicais das anteriores Bandas e criou uma Filarmónica que ia funcionando, embora com carências. Também a Sociedade de Classe se extinguiu, mas a Filarmónica não morreu e aprovou os seus estatutos em 1933 com o nome Sociedade Filarmónica Silvense. E assim nasceu a atual Banda Filarmónica. Viveu durante várias décadas no Teatro Gregório Mascarenhas, e tem a sua sede provisória na Rua Policarpo Dias, 41 em Silves.

Já teve um Rancho Folclórico, nascido em 1981 da sua componente etnológica, versando e divulgando cantares e danças de Silves e do Algarve. Faz Parte desta Sociedade O Grupo de Teatro Amador O Gruta datado de 1981. Em 1998, foi criado o Grupo Coral da Sociedade Filarmónica Silvense.  Em 2003 a Banda desta sociedade contava com 48 músicos e tinha como regente o José António Flosa que também era professor da Escola de Música que contava com vários aprendizes.

SFS

Sociedade Filarmónica Silvense

Sociedade Filarmónica Silvense

0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *