Sintra e os seus festivais

Festival de Sintra
Festivais de Música em Sintra

Festivais, ciclos e encontros de música no Concelho

Festival Bairro da Música

Sítio: www.bairrodamusica.pt

O Festival Bairro da Música tem como pano de fundo as comemorações do Dia Mundial da Música, celebrando a cultura nacional e promovendo a sua circulação pelo país. Entre 1 de outubro e 5 de novembro de 2021 o Bairro da Música apresentou um festival de música portuguesa com 10 artistas, em 10 cidades e salas de espetáculo: Ourém, Estremoz, Odivelas, Ponta Delgada, Braga, Porto, Lisboa, Mafra, Sintra e Coimbra.

Festival de Sintra

Sítio: festivaldesintra.pt

O Festival de Sintra conta 55 anos de programação de excelência. De entre uma extensa lista de centenas de nomes que integra alguns dos mais reputados artistas mundiais, o Festival de Sintra destaca alguns dos nomes que nele participaram, como os lendários maestros Alain Lombard, Claudio Scimone, Eduardo Fischer ou Gustav Leonhardt; os pianistas Aldo Ciccolini, Arcadi Volodos, Boris Berezovsky, François-René Duchable, Fazil Say, Grigory Sokolov, Helène Grimaud, Imogen Cooper, Ivo Pogorelich, Jean-Yves Thibaudet, Katia Labèque e Marielle Labèque, Leif Ove Andsnes, Leon Fleisher, Marie Antoinette Lévêque de Freitas Branco, Maria João Pires, Nikolai Lugansky, Paul Badura-Skoda, Sequeira Costa, Stephen Kovacevich ou Vladimir Ashkenazy; os violinistas Igor Oistrakh, Ivry Gitlis, Sándor Végh, Pinchas Zukerman ou Augustin Dumay; os violoncelistas Mstislav Rostropovitch, Paul Tortelier ou Truls Mørk e os cantores Barbara Hendricks, Dame Felicity Lott, Jennifer Smith e Peter Schreier.

Remonta a 1957 a origem do Festival de Música de Sintra, então sob a designação de “Jornadas Musicais de Sintra”, fruto da iniciativa da Câmara Municipal de Sintra e com um envolvimento fundamental de Joaquim Fontes e de Manuel Ivo Cruz e a que António Pereira Forjaz e Sequeira Costa dariam um incontornável impulso nos anos seguintes.

E já então os objetivos, tal como expresso no texto de abertura do programa/catálogo que deu suporte informativo a essa primeiríssima edição, visavam “(…) a necessidade de criar em Sintra novos motivos de atração turística, mas também (…) preencher urgentemente uma lacuna na vida cultural do País”.

É justíssima a referência a Olga Maria Nicolis di Robilant Álvares Pereira de Melo, Marquesa de Cadaval, cuja dedicação às atividades artístico-culturais, no esteio das longas tradições musicais que unem a história da sua família e da Quinta da Piedade à arte musical, ajudaria também a colocar Sintra no mapa da música a nível internacional.

E se o seu nome ficou para sempre ligado ao mecenato que exerceu em relação a jovens artistas que, mais tarde, se tornaram célebres, como Nelson Freire, Roberto Szidon, Martha Argerich, Jacqueline Dupré, Daniel Barenboim, entre outros, ficou também indelével e reconhecidamente associado ao Festival de Sintra, já que por seu intermédio muitos foram os artistas internacionais que se apresentaram em Sintra, quer sob os seus auspícios, quer, em muitos casos até, acolhendo-os na sua morada de família em Colares e proporcionando-lhes um ambiente fervilhante de cultura e de intercâmbio e partilha.

Desde cedo que o âmbito do Festival de Sintra se viu alargado a outras expressões artísticas, como o Bailado, a Música de Câmara, o Teatro e a Ópera, mesmo se a sua conotação com o piano se foi afirmando e assumindo-se como uma das suas principais caraterísticas o convite a grandes “estrelas” da música clássica dando, ao mesmo tempo, oportunidade aos músicos portugueses, nomeadamente os mais jovens, de se apresentarem em concerto.

Em 1974, por razões de conjuntura nacional, o Festival foi interrompido, sendo retomado em 1983 e voltando, a partir de então, a edições anuais.

Logo depois, entre 1985 e 1987 e durante os meses de verão, realizou-se um conjunto de espetáculos de recriação histórica, “Luz e Som”, tendo por cenário a fachada do Palácio Nacional de Queluz.

Em 1988 autonomizaram-se três ciclos do Festival com programações e calendários separados: o Festival de Música, com direção artística de Luís Pereira Leal; e as “Noites de Bailado em Seteais” e o ciclo de recriações históricas – “Noites de Queluz”, realizadas entre 1988 e 1993 nos jardins do Palácio Nacional de Queluz, tendo Armando Jorge por diretor artístico.

Em 2003, o Festival passaria a intercalar espetáculos de música e dança na sua programação regular, com a direção a ser dividida entre Luís Pereira Leal para a Música e Vasco Wellenkamp para a Dança. A partir de 2018, por ocasião da 53.ª edição do Festival de Sintra, Gabriela Canavilhas assumiu a direção artística do festival.

Festival de Sintra

Festival de Sintra

Musidanças

Sítio: www.festivalmusidancas.com

O Musidanças é um festival de música e dança tem como objetivo em particular mostrar a música e a dança da Lusofonia e em geral mostrar as artes das comunidades lusas. É um dos movimentos responsáveis pela apresentação de muitos artistas hoje reconhecidos no panorama nacional e não só, como: Guto Pires, Braima Galissa, FernandoTerra, Lindu Mona, Celina Pereira, Nancy Vieira, Theo Pascal, Sara Tavares, Melo D, Maré Nostrum, Daskarieh, Terrakota, Francisco Naia, Ngoma Makamba, e as revelações de Tristany, Dama Bete, Aline Frazão e HMB.

Pretende estabelecer parcerias com entidades envolvidas em projetos lusófonos, visando reconhecer, apoiar e promover o encontro entre estas culturas.

Ao longo dos vinte anos de existência, o Festival contou com o apoio de mais de 50 Instituições e Organizações que promovem a difusão da dança, da poesia, da arte e da música cantada por intérpretes de língua portuguesa.

Temporada de Música Parques de Sintra

A Temporada de Música da Parques de Sintra é organizada em parceria com o Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal – Divino Sospiro e com direção artística de Massimo Mazzeo. A Parques de Sintra tem vindo a proporcionar ao público a possibilidade de reviver a memória imaterial dos Palácios Nacionais da Pena, Sintra e Queluz através da música que animou estes monumentos nas respetivas épocas de vivência.

Em 2021, o esplendor setecentista voltou ao Palácio Nacional de Queluz com “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, um ciclo de 9 espetáculos, de 15 de outubro a 13 de novembro. Em 2021, os Serões Musicais voltaram a fazer ecoar no Salão Nobre do Palácio da Pena a música que se ouvia durante os concertos intimistas organizados pela Família Real. Em outubro e novembro, revive-se o esplendor setecentista nas “Noites de Queluz”, através das interpretações únicas de alguns dos mais conceituados artistas.