Coreto, Sobral de Monte Agraço
Coretos de Sobral de Monte Agraço

Sugestões de património edificado para uma rota musicoturística no Concelho de Sobral de Monte Agraço

Praça Dr. Eugénio Dias

Coreto

Coreto, Sobral de Monte Agraço

Coreto, Sobral de Monte Agraço

Na Praça Dr. Eugénio Dias 2590- 016 Sobral de Monte Agraço (em homenagem ao médico e republicano sobralense), encontra-se um coreto.

Praça de cariz arquitetónico pombalino foi mandada construir pelo tesoureiro real e primeiro morgado de Sobral de Monte Agraço Joaquim Inácio da Cruz em 1771, com o intuito de promover o desenvolvimento da indústria (dos chapéus e do algodão) e do comércio da vila e de fixar população. A ele se ficou ainda a dever o calcetamento deste rossio e a sua iluminação, com lampiões de vidro. Sob direção do arquiteto Reinaldo dos Santos, nesta praça foram construídos os edifícios mais importantes da vila – a Casa da Câmara e a Cadeia, a Igreja Matriz, o Chafariz, a Casa do Senhorio e dos Condes de Sobral, o Pelourinho (destruído durante a proclamação da I República), o Celeiro comum e, posteriormente, o Coreto.

As alterações à toponímia deste lugar refletem as transformações sociais, comerciais e políticas da própria comunidade. Primeiro designada de Praça Pública passou a chamar-se Praça da Restauração, quando a sede do concelho de Arruda dos Vinhos, que havia anexado o de Sobral de Monte Agraço, foi transferida para esta vila.

Mais de uma década depois foi denominada Praça do Comércio, por ser um espaço de trocas comerciais por excelência. Aqui se realizaram o mercado semanal e mensal e estavam estabelecidas a maioria das casas de pasto, lojas de latoaria e cutelaria, mercearia e barbeiro. Por aqui se cruzavam comerciantes e compradores, plebe e fidalguia. No início do século XX foi renomeada Praça Dr. Eugénio Dias, em homenagem a este médico e republicano sobralense.

Palco de movimentos de luta, manifestações e comemorações, assistiu, entre outros acontecimentos, ao combate de Sobral, ocorrido entre o exército de Napoleão e o exército aliado no decurso da terceira invasão francesa a Portugal. Assistiu também às restaurações do concelho, durante o final do século XIX, à profanação da Igreja Matriz, à implantação da República e aos discursos de congratulação com o Movimento das Forças Armadas do primeiro de Maio de 1974.

Entre os anos 60 e 80 continuou a assumir-se como centro social, com os cafés mais frequentados da vila e cenário privilegiado das festas anuais de Sobral de Monte Agraço.