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Sociedade Musical Mindense
Filarmónicas de Alcanena

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Musical Mindense

25 de outubro de 1915 será a data do seu “batismo” como Sociedade Musical Mindense, que se apresentou inicialmente com 26 elementos. O seu instrumental foi oferecido por Justino Guedes, benemérito mindrico. Formou-se no ano seguinte à sua fundação uma Comissão Executiva constituída pelos maiores valores da nossa terra como industriais, o pároco, o regedor, o farmacêutico.

A Banda participou em vários concursos, a nível regional e mesmo nacional, destacando-se o 1º Prémio no Concurso de Bandas Civis do Distrito de Santarém (realizado em 1950), 1º Prémio de Bandas de I Categoria do Distrito de Santarém (1969). Em 1969 atuou na Rádio Televisão Portuguesa, participou no Concurso Nacional da FNAT, onde esteve presente na Final, ficando em 5º lugar.

Em 1987 deslocou-se a França, onde realizou vários concertos na Zona de Lavelanet, com a colaboração de emigrantes lá residentes, bem como com a Secretaria de Estado da Cultura.

Possui a Medalha de Ouro e Mérito do Concelho de Alcanena, oferecida pela Câmara Municipal, a quando das Comemorações das Bodas de Diamante. A SMM possui estatutos aprovados desde 1977. Tem sede própria. É Coletividade de Utilidade Pública.

Atuou cinco vezes na última grande exposição do século – EXPO ’98 – desfilando nas mais importantes avenidas do Parque das Nações. No último dia da exposição, participou na Peregrinação. Em 2002, a Direcção organizou uma homenagem ao seu maestro de há 25 anos, João Marcelino dos Santos, que contou com a presença de 400 pessoas, onde foi feita a passagem de testemunho para o novo maestro João Carlos Chavinha Roque Gameiro, natural da vila de Minde tendo principiado os estudos musicais na Sociedade Musical Mindense.

Sociedade Musical Mindense

Sociedade Musical Mindense

O Padre Mário Marque dos Anjos foi Presidente da Direcção durante mais de 40 anos. Conta com cerca de 53 músicos, todos naturais e residentes em Minde, em que a média de idades ronda os 18 anos.

Rancho Folclórico do Covão do Coelho
Folclore em Alcanena

Tradições, atividades e grupos folclóricos do Concelho

  • Rancho Folclórico de Gouxaria
  • Rancho Folclórico e Cultural do Covão do Coelho
Rancho Folclórico do Covão do Coelho

O Rancho Folclórico do Covão do Coelho, sediado no lugar do Covão do Coelho, foi fundado a 12 de setembro de 1980. É um dos mais legítimos representantes do folclore da região norte do Ribatejo. É membro da Federação Portuguesa de Folclore e está inscrito no INATEL. O seu vasto trabalho de recolha a todos os níveis, desde as danças e cantares, de predominância burguesa, aos trajes, à gastronomia, às expressões de índole religiosa e à etnografia agrícola constituem a base das suas atuações.

O Rancho tem tido atuações do maior relevo na região e por todo o país, e preocupa-se em desenvolver culturalmente a localidade, para o que promove conferências e encontros de folcloristas, cantar as janeiras de porta em porta entre o Natal e os Reis, e cantar igualmente às almas na Sexta feira santa. Realiza ainda anualmente um festival de folclore. As suas danças são essencialmente fadinhos, passos de quatro, verde gaios, modas a dois passos e fandango.

Os seus trajes tentam aproximar-se dos costumes locais, assentando em cotins e riscados de uso prevalente no verão, serrubeco, riscadilho e fazendas grossas no inverno. O homem usa calça e colete de fazenda, serrubeco ou cotim, chapéu ou barrete, sapatos de carneira com tacão de prateleira e cinta. Cor preta, exceto a camisa, que é branca de linho ou popelina, no traje domingueiro, e de riscado nos trajes de semana. A mulher veste saia de riscado geralmente escura, blusa de chita, meias de algodão castanho, sapatos de carneira amarela e lenço de cachené na cabeça. No inverno as saias são de riscadilho ou estamenha e, pela cabeça, além do lenço, uma saia preta de fazenda. Completa com uma algibeira de lado, e avental também de riscado.

Em 2019, realizou-se em Alcanena o XXXII Festival Internacional de Folclore de Alcanena. Em representação do concelho de Alcanena estarão o Rancho Folclórico de Gouxaria, Rancho Folclórico e Cultural do Covão do Coelho e o Jogo do Pau de Espinheiro.

RFCC

Rancho Folclórico do Covão do Coelho

Rancho Folclórico do Covão do Coelho

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Destaque o seu grupo!

Destaque Musorbis

Destaque Musorbis

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Adelaide Ferreira, cantora, de Alcanena
Músicos naturais do Concelho de Alcanena

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Adelaide Ferreira (cantora, 1959)
  • Carlos Silva (compositor litúrgico, 1928-2009)
  • João Carlos Chavinha Roque (regente)
  • Mila Ferreira (cantora)

Adelaide Ferreira

Adelaide Ferreira, cantora, de Alcanena

Adelaide Ferreira, cantora, de Alcanena

Carlos Silva

Carlos Silva, padre, compositor, de Alcanena

Carlos Silva, padre, compositor, de Alcanena

Mila Ferreira

Mila Ferreira, cantora, de Alcanena

Mila Ferreira, cantora, de Alcanena

Carlos Silva

Natural de Minde, concelho de Alcanena, entrou para o Seminário de Leiria em Outubro de 1939, terminando o curso de Teologia em 1950. Foi ordenado sacerdote em 7 de Outubro de 1951. Frequentou o Instituto Pontifício de Música Sacra, em Roma, onde obteve a licenciatura em Canto Gregoriano.

Na sua longa vida sacerdotal trabalhou no Seminário de Leiria, de outubro de 1955 a setembro de 1996, onde foi educador e professor de muitas gerações de sacerdotes. Em 1976 foi nomeado cónego da de Leiria, igreja em que regia o respetivo coro e conduzia a animação musical das celebrações litúrgicas.  Exerceu ainda as tarefas de diretor diocesano da Obra Pontifícia da Propagação da Fé, de professor de Religião e Moral no Liceu Nacional de Leiria, de conselheiro espiritual das Equipas de Nossa Senhora e assistente do Movimento dos Cursos de Cristandade, integrando o Secretariado Diocesano de Liturgia.

Dotado de notável sensibilidade e talento musical, compôs muitos cânticos para a liturgia que distribuía pelos cantores e dava generosamente a quem lhe pedia. Uma parte substancial das suas obras musicais foi reunida no livro “Orar Cantando”, publicado em 2001, pelo Secretariado Nacional de Liturgia. Com a sua criatividade e dotes musicais, o Cónego Carlos Silva cantou e ensinou a cantar os louvores de Deus, empenhando-se em promover em todos os fiéis uma participação ativa, consciente e frutuosa nas celebrações litúrgicas. Carlos Silva foi autor de inúmeros cânticos litúrgicos e regente do canto da assembleia do Santuário de Fátima durante muitos anos.

Pelo 10º aniversário da sua morte, o Santuário da Fátima prestou homenagem ao Cónego Carlos Silva. No sábado correspondente, o Santuário adotou um programa musical recuperando algumas das suas composições. “A melhor evocação e homenagem que podemos prestar-lhe é cantar os seus cânticos, pois estando já na presença de Deus, cantando os seus louvores, permanece também vivo nas suas composições”, referiu uma nota da Reitoria. O cónego Carlos Silva faleceu com 80 anos, a 16 de fevereiro de 2009, na Casa Sacerdotal do Clero de Leiria-Fátima.

BANDAS FILARMÓNICAS

Sociedade Musical Mindense

pelo testemunho de pessoas idóneas e escritos depreende-se que a SMM é mais que centenária. 25 de outubro de 1915 será a data do seu “batismo” com este nome. SMM apresentou-se inicialmente com 26 elementos e todo o seu instrumental foi oferecido por um benemérito mindrico de nome Justino Guedes. Formou-se no ano seguinte à sua fundação uma Comissão Executiva constituída pelos maiores valores da nossa terra como industriais, o pároco, o regedor, o farmacêutico, entre outros.

Participou em vários concursos, a nível regional e até mesmo nacional, destacando-se o 1º Prémio no Concurso de Bandas Civis do Distrito de Santarém (realizado em 1950), 1º Prémio de Bandas de I Categoria do Distrito de Santarém (1969). Também em 1969 atuou na Rádio Televisão Portuguesa, participou no Concurso Nacional da FNAT, onde esteve presente na Final, ficando em 5º lugar.

Um momento para recordar na memória de muitos foi a sua deslocação em 1987 a França, onde realizou vários concertos na Zona de Lavelanet, com a colaboração de emigrantes lá residentes, bem como com a Secretaria de Estado da Cultura. Atuou cinco vezes na última grande exposição do século – EXPO ’98 – desfilando nas mais importantes avenidas do Parque das Nações. No último dia da exposição, participou na Peregrinação.

Em 2002, a Direção organizou uma homenagem ao seu maestro de há 25 anos, João Marcelino dos Santos, que contou com a presença de 400 pessoas, onde foi feita a passagem de testemunho para o novo maestro João Carlos Chavinha Roque Gameiro, natural da vila de Minde tendo principiado os estudos musicais na Sociedade Musical Mindense. Contou com um sacerdote (Padre Mário Marque dos Anjos) a comandar o seu destino – Presidente da Direção, mais de 40 anos, sempre no ativo. Conta com cerca de 53 músicos, todos naturais e residentes em Minde, em que a média de idades ronda os 18 anos.

Possui a Medalha de Ouro e Mérito do Concelho de Alcanena, oferecida pela Câmara Municipal, aquando das Comemorações das Bodas de Diamante. A SMM possui estatutos aprovados desde 9/3/1977. Fez escritura dos mesmos em 22/1/1977 na sua sede. Encontra-se registado no Diário da República nº 57 III Série do dia 9/3/1977. Tem sede própria. É Instituição de Utilidade Pública.