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Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa
Folclore em Alcobaça

Grupos Etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Estremadura (Alta Estremadura)
  • Distrito: Leiria
  • Concelho: Alcobaça

06 grupos

  • Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa
  • Rancho Folclórico de Acipreste
  • Rancho Folclórico do Vimeiro
  • Rancho Folclórico dos Moleanos
  • Rancho Folclórico e Etnográfico “Papoilas do Campo” de Cela Velha
  • Rancho Folclórico Mira-Serra de Louções
Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa

O Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa pertence a uma pequena aldeia que lhe deu o nome, Casais de Santa Teresa, situada junto à imponente Serra de Aire e Candeeiros. Este grupo tem a felicidade de pertencer à histórica freguesia de Aljubarrota, que por sua vez se integra no concelho de Alcobaça.

Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa

Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa

Rodeados de história e tradições, as gentes humildes viviam essencialmente do trabalho do campo, onde o grupo fundamenta os trajes de azeitoneiros, moleiros, vinhateiros, feirantes, entre outros. O Rancho Folclórico Casais de Santa Teresa foi fundado em 2006 e tem vindo a recolher a riqueza que os antepassados deixaram em herança, transmitindo isso mesmo através das suas danças e cantares.

Rancho Folclórico de Acipreste

Acipreste que é uma aldeia da freguesia de Évora do concelho de Alcobaça. É um lugar de cor, devido aos frutos dos pomares que o constituem, o que torna esta localidade uma das principais fontes de produção do setor. Com uma população essencialmente rural, mantém na lide do campo alguns dos ensinamentos agrícolas transmitidos pelos monges cistercienses.

Fundado em 1980, o Rancho integra-se na Associação Recreativa do Acipreste. É sócio efetivo da Federação do Folclore Português e da Associação de Folclore da Região de Leiria – Alta Estremadura.

No início, apresentava-se com um grupo infantil e um grupo adulto, mas atualmente apenas só com um grupo, com idades entre os 4 e os 80 anos.

Rancho Folclórico de Acipreste

Rancho Folclórico de Acipreste

Tem desenvolvido bastantes recolhas e compilado ao máximo o seu espólio etnográfico regional. No entanto, com a certeza que muito está por descobrir, mas que a cada dia que passa se torna mais difícil.
O grupo apresenta-se no seu essencial com trajes e utensílios de trabalho, pois era uma localidade muito pobre e onde muitas das pessoas se tinham de deslocar para outras terras vizinhas para ganhar a “jorna” ou até mesmo fazer trabalhos sazonais como vindimas, ceifas, apanha da azeitona e cavas. As pessoas mais abastadas não eram muitas e as que existiam eram proprietárias de quase todas as terras. Os modelos dos trajes que vestem são cópias fiéis de modelos cedidos aquando das recolhas. Das modas que o grupo apresenta destacam-se as danças de roda e os viras.

Rancho Folclórico do Vimeiro

O Rancho Folclórico do Vimeiro é uma associação de natureza etnográfica do Concelho de Alcobaça com sede no pavilhão desportivo do Vimeiro. Realiza em 2021 o seu 25° aniversaria.

Rancho Folclórico do Vimeiro, Alcobaça

Rancho Folclórico do Vimeiro, Alcobaça

Rancho Folclórico dos Moleanos

O Rancho Folclórico dos Moleanos foi fundado em 1978 e dedica-se, desde então, à recolha de tradições, na zona serrana do concelho de Alcobaça, dando especial atenção aos trajes, modas, danças superstições, lendas, provérbios, jogos, festas, medicina popular e objetos de uso comum.

Os trajes, uns genuínos e outros cópias fiéis dos utilizados no final do século XIX, princípio do século XX, não são ricos mas variados, representando aspetos da vida local. Destacam-se, entre outros, o de moleiros, azeitoneiros, trabalhadores da eira, noivos. Apresenta, entre outras modas, a Dança Serrana, a Moda a Dois Passos e o Fado e as Carreirinhas.

Rancho Folclórico dos Moleanos

Rancho Folclórico dos Moleanos

Desde 1987 tem organizado o seu festival de folclore, em Alcobaça. Participou em vários programas de televisão, festivais de folclore, festas e romarias por todo o país e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e França. Em 1987 fundou a sua Escola de Música, com finalidade de incentivar os jovens da terra à iniciação musical e assegurando, deste modo, a continuidade de músicos para integrar a tocata do Rancho. Em 1994, representou a Estremadura no Festival de Folclore do Algarve e em 1995 foi declarado Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. O Rancho Folclórico dos Moleanos é um dos mais representativos do Concelho de Alcobaça.

Rancho Folclórico Mira-Serra de Louções

Fundado em 1987, o Rancho Folclórico Mira-Serra de Louções está sediado no lugar que lhe deu o nome, Louções, aldeia da freguesia de Turquel e do concelho de Alcobaça.

Desde 1993, está filiado na Federação de Folclore Português e é sócio da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura. Apresenta como trajes: domingueiros, trabalhadores abastados e trabalhadores do campo.

Tem percorrido Portugal de norte a sul tendo também atuado no estrangeiro, com o objetivo de levar de terra em terra as recordações dos antepassados.

Rancho Folclórico Mira-Serra de Louções

Rancho Folclórico Mira-Serra de Louções

Rancho Folclórico de Mira - Serra Louções, Alcobaça

Rancho Folclórico de Mira – Serra Louções, Alcobaça

Rancho Folclórico Papoilas do Campo de Cela Velha
Rancho da Cela, Alcobaça

Rancho Folclórico Papoilas do Campo de Cela Velha

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Banda de Alcobaça

Filarmónicas de Alcobaça

História, bandas e atividades no Concelho

  • Banda de Alcobaça
  • Banda Filarmónica Turquelense
  • Banda Sinfónica de Alcobaça
  • Sociedade Filarmónica Maiorguense
  • Sociedade Filarmónica Vestiarense
Banda de Alcobaça

A Banda de Alcobaça (BA) teve a sua origem num agrupamento musical composto apenas por instrumentos de metal, a Fanfarra Alcobacense, que existiu de 1900 a 1912 e se extinguiu pouco tempo antes da fundação da Banda. Alcançou um alto nível artístico que lhe valeu o honroso título de Real Fanfarra Alcobacense, concedido pelo rei D. Carlos I e pela rainha Dona Amélia. Fundada em 19 de março de 1920, a BA levou, durante 40 anos, a sua música a inúmeras localidades do território português.

Após um interregno na sua atividade, ressurgiu em 1985, já com uma vertente estilística diferenciadora, mais próxima de uma orquestra de sopros ou mesmo de uma banda sinfónica do que de uma banda filarmónica tradicional. Em 2000, a BA gravou o seu primeiro CD durante as comemorações dos 80 anos, onde se incluem obras de autores consagrados, mas raramente tocados por bandas, como Astor Piazzolla e Gustav Host, e de novos compositores, como Jan Van der Roost e Johan de Meij.

Em 2003, foi convidada para participar numa colectânea das melhores bandas do distrito de Leiria, onde interpretou a “Gala Fanfare” de Philip Sparke e a “Candide” de Leonard Bernstein. Já em 2004, acompanhou, num concerto ao vivo, o grupo pop “The Gift”, no tema “Guess Why” que, posteriormente, gravou para o disco “AM-FM” do referido grupo. A partir de 2006 iniciou as participações no Concurso bienal de Bandas promovido pelo Ateneu Artístico Vilafranquense, concorrendo na 1ª categoria logo na edição inicial. Nas 2ª e 3ª edições, ocorridas em 2008 e 2010, concorreu na 2ª categoria, classificando-se em 1º lugar em 2010. Na última edição do concurso, em 2012, ficou em 2º lugar na 1ª categoria-prestação sinfónica.

Ao longo de 2010, a BA comemorou os 90 anos voltando a gravar um disco com algumas das obras mais emblemáticas que tem executado. A qualidade musical atingida e a constante procura de repertório novo e desafiante, longe da sonoridade filarmónica tradicional, culmina na utilização de cordas na sua formação e na alteração da sua denominação para Banda Sinfónica de Alcobaça. Já com esta denominação participou, no Concurso Internacional de Bandas de Música Cidade de Valência, e nas últimas três edições do Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça.

BA

Banda de Alcobaça

Banda de Alcobaça

Sociedade Filarmónica Maiorguense

No inicio da década de 1880, a exemplo do que se passou noutras zonas do país, um grupo de maiorguenses criou uma banda filarmónica. Criaram a coletividade, numa sede própria, tendo posteriormente contratado como professor de música, o Capitão Canário, que viria a ser o primeiro maestro da banda. A primeira apresentação ao público terá ocorrido no 1.º dia de 1884. Apenas chegaram às mãos da direção uns estatutos aprovados no Governo Civil de Leiria, em 09 de abril de 1943. A SFM é Instituição de Utilidade Pública, e possui a medalha de prata da região de turismo de Leiria, entre vários outros galardões.

Em 1985 a banda teve a sua primeira deslocação ao estrangeiro, Sul de França (Cogolin), tendo voltado à mesma região em 1987 e 1998. Deslocou-se a Paris em 1998 para um festival internacional, e em 2001 esteve num festival Internacional de bandas em Diepenheim – Holanda.

A Banda já participou em mais de 4.500 eventos musicais por todo o país e estrangeiro, festas, romarias, missas, procissões, concertos, touradas e festivais de música. Oriundos das fileiras da Banda, ao longo dos tempos, saíram vários músicos que se tornaram profissionais ou fazem carreira musical. Atualmente a banda é composta por cerca de 40 elementos, sendo que uma grande maioria tem menos de 20 anos. Com a Escola de Música a funcionar em pleno, professores de mérito reconhecido e com o projeto dos notitas saltitantes (música para crianças a partir dos 3 até aos 8 anos). A S.F.M. possui instalações próprias onde a Escola de Música e a Banda Filarmónica funcionam desde 1995. Em 2003, foi pela primeira vez utilizado o grande Salão Polivalente do Centro Cultural. Desde 2007, Luís Ferreira é o seu maestro.

Em 2014, a Filarmónica da Maiorga homenageou o maestro Serafim Chamusca, que esteve em Alcobaça entre 1964 e 1967, foi Maestro da Banda da Maiorga e professor de música da Escola Técnica de Alcobaça. Apesar da sua curta passagem pela Maiorga, é considerado um dos mais importantes elementos no desenvolvimento musical da Banda Filarmónica Maiorguense e também da música no concelho de Alcobaça. Com uma vida dedicada à música filarmónica, este Maestro deixou um vasto conjunto de composições e arranjos neste tipo de música. A homenagem contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do secretário de Estado do Orçamento, Hélder Reis, um maiorguense, que enalteceu a figura do maestro.

“Estamos a fazer a homenagem ao maestro Serafim Chamusca, e o objetivo é realçar a cultura musical e a importância das bandas filarmónicas, que têm desenvolvido um trabalho local de imensa importância cívica. Realçá-lo é o que devemos fazer e é isso que estamos hoje aqui a fazer”, disse o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier Por seu turno, Hélder Reis, secretário de Estado do Orçamento, recordou ter feito a sua formação musical, entre os 6 e os 18 anos, na banda da Maiorga.

“Não tive o prazer de conhecer o maestro, que morreu no ano em que eu nasci. Quando cheguei à banda, ouvi falar nele. Fiz a minha formação musical na Sociedade Maiorguense, estudei em Alcobaça, dou valor a essa minha experiência e ao trabalho que o governo tem vindo a fazer em matéria de reconhecimento das Bandas Filarmónicas, tendo decretado o dia 1 de setembro como o dia das Bandas Filarmónicas”, disse.

SFM

Sociedade Filarmónica Maiorguense, de Alcobaça

Sociedade Filarmónica Maiorguense, de Alcobaça

Sociedade Filarmónica Turquelense

A Sociedade Filarmónica Turquelense é uma coletividade de natureza cultural e filarmónica sediada na “Casa da Música”, Rua do Outão, n. 20 2460-882 Turquel – Alcobaça.

Banda Filarmónica Turquelense

Banda Filarmónica Turquelense

Sociedade Filarmónica Vestiariense “Monsenhor José Cacella”

A Sociedade Filarmónica Vestiariense “Monsenhor José Cacella”, sediada na freguesia da Vestiaria, concelho de Alcobaça, é uma associação de natureza artística, educativa e recreativa, constituída a 1 de janeiro de 1906.

Luís Ferreira, maestro, de Alcobaça
Músicos naturais do concelho de Alcobaça

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho. Além dos intérpretes em destaque nacional e internacional, o concelho de Alcobaça tem, nos últimos tempos, visto crescer o número de bandas promissoras e está  a tornar-se numa espécie de incubadora de artistas

  • António José Morais (trompete)
  • Bernardo Matias (saxofone)
  • Carlos de Andrade (compositor, 1884-1930)
  • Daniel Bernardes (compositor, 1986)
  • Edgar Alexandre (piano jazz, composição)
  • Fernando Serafim (tenor, 1933)
  • Filipe de Moura (tenor lírico)
  • Gil Silva (trombone, jazz)
  • Gonçalo Dias (trombone baixo)
  • Hélio Fróis (trombone, direção)
  • Henrique Seira (voz)
  • Hugo Assunção (trombone)
  • Hugo Trindade (guitarra)
  • Israel Pereira (guitarra clássica e guitarra elétrica)
  • João Santos (saxofone)
  • Jorge Trindade (clarinete)
  • Luís Ferreira (clarinete, maestro, 1974)
  • Luís Peças (contratenor)
  • Manuel Luís (composição litúrgica, 1926-1981)
  • Mário Marques (saxofone)
  • Manuel Campos (percussão)
  • Nuno Carreira (trombone)
  • Phillipe Trovão (saxofone)
  • Ricardo Santos (trombone e direção)
  • Rúben da Luz (trombone)
  • Ruben Palmeira (voz)
  • Rui Fragata (clarinete e direção)
  • Sérgio Carolino (tuba, 1973)
  • The Gift (banda)
  • Tomás Rosa (percussionista)
  • Vera Santos (clarinete)

Daniel Bernardes

Daniel Bernardes, compositor, de Alcobaça

Daniel Bernardes, compositor, de Alcobaça

Fernando Serafim

Fernando Serafim, tenor, do Porto

Fernando Serafim, tenor, do Porto

Luís Ferreira

Luís Ferreira, maestro, de Alcobaça

Luís Ferreira, maestro, de Alcobaça

Rúben da Luz

Rúben da Luz, trombone, de Alcobaça

Rúben da Luz, trombone, de Alcobaça

[ Rúben da Luz nasceu na Nazaré por não haver na altura maternidade em Alcobaça. ]

Sérgio Carolino

Sérgio Carolino, tuba, de Alcobaça

Sérgio Carolino, tuba, de Alcobaça

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Destaca-te no Musorbis

Destaca-te no Musorbis

Edgar Alexandre

Edgar Alexandre, natural de Alcobaça, aluno do curso profissional de Música na Escola Secundária D. Inês de Castro e Academia de Música de Alcobaça (AMA), recebeu a 29 de março uma menção honrosa na 13ª Festa do Jazz do São Luiz, em Lisboa, assegurando presença em 2016, na próxima edição deste evento. “Deu-me ainda mais razões para trabalhar e foi um grande incentivo para continuar”, declarou Edgar Alexandre a ’O ALCOA’, dizendo-se surpreendido e feliz por esta conquista. O jovem talento deixou ainda um agradecimento especial ao seu professor de piano Daniel Bernardes.

Luís Ferreira

O maestro Luís Filipe Henrique Ferreira nasceu a 17 de julho de 1974. Iniciou os estudos musicais aos dez anos, na Sociedade Filarmónica Maiorguense, com o Maestro José Manuel Cunha. É Licenciado em Música, no instrumento Clarinete, Pela Universidade de Évora. Possui Pós Graduação em Direção de Orquestra de Sopros, e está a tirar o Mestrado em Direção de Orquestra de Sopros, no Instituto Piaget de Almada, onde trabalha com diversos professores, e tem dirigido vários grupos, nomeadamente, a Orquestra de sopros do Conservatório Nacional de Lisboa, e a Banda Sinfónica da PSP. É Maestro da Socidade Filarmónica Maiorguense desde Setembro de 2007.

Leia AQUI a biografia completa.

Luís Peças

Luís Peças é um cantor lírico português natural de Alcobaça. Fez estudos na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, onde ingressou em 1986. Foi oboísta na Banda de Música de Alcobaça e na Banda de Música da Força Aérea Portuguesa. Contratenor, dedicou-se ao canto lírico, tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Teve aulas de canto com Liliane Bizinech e aperfeiçoou-se em interpretação de Música Antiga, com Max Van Egmond e Jill Feldman. Em 1999 esteve em Londres, onde aperfeiçoou o repertório Barroco com o contratenor Rodney Gibson.

Tem desenvolvido uma intensa atividade na participação em concertos, recitais e festivais de música, destacando a colaboração com a pianista Paulle Grimaldi e o Ensemble Barroco do Chiado. Tem atuado também em monumentos, museus, bibliotecas, universidades, autarquias e dioceses, a convite do IPPAR. Colaborou também na produção de vários espetáculos, salientando o musical Maldita Cocaína, de Filipe La Féria, em 1993. Em Alcobaça, integrou as Comemorações do 850º Aniversário da Fundação da Abadia de Alcobaça e a morte de São Bernardo, os 750 anos da Igreja do Mosteiro e as Comemorações do Ano Inesiano.

Mário Marques

Mário Dinis Marques nasceu em 1972 na cidade de Alcobaça. Estudou no saxofone no Conservatório Nacional de Lisboa. Em 2002 concluiu a licenciatura em Saxofone na Escola Superior de Música de Lisboa e, em 2105, o Doutoramento na Universidade de Évora.

Tem integrado regularmente como músico solista a Orquestra Calouste Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Orquestra do Algarve. A solo tocou com Orquestra das Beiras o “Concertino para saxofone tenor e Orquestra” de Bob Mintzer; Banda Sinfónica Portuguesa com a qual estreou o “Duplo concertino para Sax tenor, tuba e banda sinfónica” de Luís Cardoso; Banda Sinfónica da P.S.P.; Banda da Armada Portuguesa o “Concerto para saxofone e Banda Sinfónica” de Mike Mower, Sinfonieta de Lisboa o “Concerto for Stan Getz” de R.R.Bennett e a Banda Sinfónica de Alcobaça.

Colaborou em vários programas de Televisão e Teatro Musical e gravou com diversos grupos portugueses como “The Gift”;  “Silence4”; “Deolinda”; “Bernardo Sassetti”, “Amália hoje”, entre outros. Tem ainda como seus projectos pessoais os grupos Tubax, Rondó da Carpideira, The Postcard Brass Band e o Quarteto de Saxofones Saxofínia onde, além de músico, trabalha na produção e edição discos e com os quais tem merecido o crédito de inúmeros compositores tais como: Daniel Bernardes; Eurico Carrapatoso; Bernardo Sassetti; Cristopher Bochmann; Jon Hansen; Luís Cardoso; Luís Pena, Howie Smith; Petri Keskitalo, Jerry Grant, Jim Self, Mike Fitzpatrick entre outros. Foi artista residente do Cine-teatro de Alcobaça no ano de 2008 onde apresentou os projetos “Zoom In – A música de Daniel Schnyder e Música de Anders Paulsson “ para saxofone soprano, coro misto & órgão.

Músico multifacetado e produtor musical de diversos discos, tem aplicado essa experiência no estudo da interpretação musical e prática performativa da linguagem crossover apresentando artigos em diversas conferências. É professor auxiliar no Departamento de Música da Universidade de Évora onde, além de docente, é adjunto da Direção do Departamento de Música.

Nuno Carreira

Natural da Vestiaria (Alcobaça), Nuno Carreira (tuba, trombone e bombardino) estudou no Conservatório Regional de Tomar, Escola Profissional de Música de Almada e é licenciado pela ESML, na classe de Ismael Santos. Frequentou diversos cursos de aperfeiçoamento com professores como Joseph Alessi, Benny Schlucin, Peter Bassano, David Taylor, John Peterson e Hugo Assunção. Colaborou com várias orquestras portuguesas, como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Algarve, Orquestra das Beiras e Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

Colabora com regularidade com a Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras. É convidado para colaborar com diversos ensembles de clássico e jazz. É membro do grupo South River Jazz Band e da Reunion Big Jazz Band. Leciona Trombone nos conservatórios de Cascais e Palmela e nas academias de Alcobaça e Óbidos.

Philippe Trovão

Philippe Trovão é licenciado em Saxofone pela Escola Superior de Música de Lisboa onde realizou também o Mestrado em Ensino da Música.

Participou em classes de aperfeiçoamento com diversos músicos do panorama nacional e internacional como Alberto Roque, José Massarrão, Claude Delangle, Jean Yves Fourmeau, Nicolas Proust, Lars Mlekusch e James Houlik. Participou em workshops de improvisação e Sound Painting com François Choiselat (vibrafone, improvisação, Lisbon Soundpainting Orchestra), Javier Liébana Castillo e Lê Quan Ninh, e em workshops de jazz com artistas como Paulo Gaspar, Jeffery Davis e Hugo Trindade. Conta com vários prémios em concursos de saxofone, FISP 2005 – 2o lugar na categoria infantil, FISP 2007 – 3o lugar na categoria juvenil e FISP 2009 – 3o lugar na categoria junior e 2o lugar Ae excuo na “International Music Competition” em Chieri, Itália, onde tocou a solo com a “Orchestra Sinfonieta” de Chieri, Itália, sob direcção do maestro Maurizzio Rigetti. Também se apresentou como solista com a Camerata de Sopros Silva Dionísio e com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa.

Esteve envolvido em vários projetos multidisciplinares, entre eles o bailado “Dance bailarina, dance”, com a Companhia Nacional de Bailado, o espectáculo “As Artes no Panteão: Ecos de um Meta-Tempo”, uma colaboração da Escola Superior de Música, Escola Superior de Dança e Escola Superior de Teatro e Cinema, a peça de teatro “Medeia”, uma colaboração entre o Laboratório de Música Mista da ESML e a Escola Superior de Teatro e Cinema e a peça ODISSEIA, com Teresa Sobral e José Raposo, onde trabalhou como sonoplasta.

Atualmente o seu trabalho passa pelo interpretação de obras para saxofone e dispositivo elctroacústico, por improvisação, estudo de síntese sonora e composição. Está a desenvolver vários projectos envolvendo saxofone e eletrónica (processamento de som em tempo real), é membro fundador dos “Forma Perdida”, duo de “word music” de saxofone e guitarra e do projeto ROOM #315, música experimental. É presença regular em concertos de música improvisada e trabalha para a difusão de obras de compositores como Jorge Peixinho, Jean-Claude Risset e Horacio Vaggione fazendo recitais em vários auditórios do país. Leciona no Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra, no Conservatório de Música e Artes do Centro e no Conservatório de Santarém.

Fontes: Sérgio Carolino propôs os nomes de Phillipe Trovão (saxofonista), Bernardo Matias (saxofone), Gonçalo Dias (trombone baixo), Gil Silva (trombonista de jazz), Vera Santos (clarinete), António José Morais (trompete), Manuel Campos (percussão), Hugo Assunção (trombone), Edgar Alexandre (pianista de jazz, compositor), Jorge Trindade (clarinete), Hélio Fróis (trombone, direção), Nuno Carreira (trombone), Luís Peças (contratenor), Israel Pereira (guitarra clássica e guitarra elétrica). Ricardo Santos sugeriu os somes de Ricardo Santos (trombone, direção), Rui Fragata (clarinete, direção), Filipe de Moura (tenor lírico), João Santos (saxofone) e Tomás Rosa (percussão). Vários desses nomes já estava ma Meloteca, mas faltava a informação da sua naturalidade.

NOVAS BANDAS

Churky

Diogo Rico, de 25 anos, ou simplesmente Churky, venceu o concurso EDP Live Bands e lançou em 2018 o seu EP “Estórias”. Em 2015, o tinha lançado o álbum “Golden Riot”. Graças à vitória no concurso, terá a oportunidade de gravar um novo álbum com o selo da Sony Music, bem como a possibilidade de se apresentar em grandes palcos, como o NOS Alive e o Mad Cool Festival, este último em Madrid. Em 2016, lançou um single intitulado “Tá Bom, Adeus!”, que foi incorporado no seu EP. Participou no Festival da Canção, em 2015, como compositor da música “Mal Menor”, interpretada pelo tenor José Freitas.

Fuzzil

A banda Fuzzil lançou dois EP — Boiling Pot e Molten π — este último em 2017. Cria o seu som nas influências dos longínquos e psicadélicos anos 60 e 70, transportando para o novo século uma aura carregada de fuzz, distorção e vocais melódicos. Um dos elementos da banda é o baixista dos Stone Dead, sendo que no alinhamento dos Fuzzil, Leonardo Baptista pega na guitarra e ajuda na voz. Os restantes elementos são Filipe Garcia (voz/guitarra), Alexandre Ramos (voz/bateria) e Wilson Rodrigues (voz/baixo).

Mr. Gallini

Mr. Gallini é o pseudónimo de Bruno Monteiro. Se nos Stone Dead é baterista e ajuda na voz, neste seu projeto dedica-se à guitarra e a dar voz às suas canções. Para 2018, Mr. Gallini preparou uma trilogia de álbuns, que já foi colocada em ação com o lançamento de “Lovely Demos” E se “Lovely Demos” é mais inspirado nos Beatles, Pink Floyd e várias outras bandas da década de 60, o artista assegurou no programa “É a vida Alvim” em março de 2018, os restantes álbuns complementares da trilogia seriam distintos em termos de sonoridade, indo buscar influências mais recentes. A Mr. Gallini’s Amazing Trilogy foi gravada e misturada no quarto do artista em Pisões, Alcobaça, totalmente sob a sua responsabilidade e com toda a liberdade criativa inerente a esse ambiente mais intimista.

Plastic People

A banda Plastic People é composta por João Tiago, André Frutuoso, Johnny Walker, João Gonçalo e Filipe Tanqueiro. Venceu o EDP Live Bands, em 2017, e tem estado a trabalhar no álbum a lançar sob o selo da Sony Music.

Stone Dead

Stone Dead é uma banda rock composta por João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves e Leonardo Baptista. Lançou, em 2017, o álbum “Good Boys”, levando-os a apresentá-lo por inúmeros países europeus, assim como ao Super Bock Super Rock. Tem andado um pouco por todo o país, apresentou-se no Festival Muma, na ilha do Faial – e por vários países europeus. Bruno Monteiro (baterista) e Leonardo Baptista (baixista) têm outros projetos paralelos, com Mr. Gallini e Fuzzil, respetivamente.

FESTIVAIS

Cistermúsica

O Cistermúsica nasceu em 1992 como iniciativa do Município de Alcobaça e é organizado, desde 2002, pela Banda de Alcobaça com a produção da Academia de Música de Alcobaça, tendo atualmente o apoio institucional do Município e da Direção-Geral das Artes. O Mosteiro de Alcobaça tem sido o palco privilegiado do festival, a par de outros recintos da cidade e da região que têm testemunhado a comunhão entre a música e dança com o património histórico. A missão de valorizar o património é acompanhada pelo contributo de uma programação de excelência, descentralizada e acessível, desenhada também para o desenvolvimento turístico e cultural da região.

O Cistermúsica é um festival que cada vez mais abraça o lema: “um clássico para todos”, trazendo, anualmente, aos palcos da região, alguns dos melhores intérpretes de música e de dança na cena nacional e internacional. E que cada vez mais vive para as crianças, jovens e famílias, que encontram nas secções Júnior e Famílias e Orff uma oferta cultural diversificada, sempre adequada à formação de novos públicos, sensibilizando-os para o estudo e valorização das artes.

Com a Rota de Cister, o festival ganhou, desde 2015, uma dimensão nacional que leva parte da sua Programação Principal ao património cisterciense edificado pelo país e a outros municípios que partilham uma lógica de descentralização cultural à escala regional. Edição após edição, o Cistermúsica orgulha-se de dar palco à música e de proporcionar experiências sonoras e artísticas inesquecíveis.

Monumento ao músico em Maiorga

MÚSICA À VISTA

Iconografia Musical do Concelho de Alcobaça

Monumento ao músico em Maiorga

Monumento ao músico em Maiorga

A Clave de Sol dá vida ao “Monumento ao Músico” que foi instalado em 2016 na nova praça da Maiorga, batizada como “Largo da Casa da Música“. A inauguração do monumento e da praça presta homenagem à Sociedade Filarmónica Maiorguense e às gerações que se dedicaram à prática da música.

“Numa conversa com o escultor Bugalho, propus-lhe fazer uma clave de sol gigante, e ele com os seus conhecimentos e a sua habilidade construiu o monumento e conseguiu arranjar um patrocinador, a DL Publicidade“, adiantou José Félix, presidente da Junta da Maiorga, explicando que o projeto da nova praça já estava na gaveta há décadas. Numa parceria entre a Junta, a Câmara e a empresa sediada em Turquel, a obra teve um custo total de 20 mil euros. Com três metros de altura e com quase duas toneladas de peso, o “Monumento ao Músico” foi uma obra da autoria de Bugalhos Ferro. “Sinto-me muito satisfeito com o resultado. Quando volto costas a um trabalho destes, sinto que ficou aqui um pouco de mim para o resto da vida“, relata o escultor, nascido na Benedita, mas residente há muitos anos em Alcobaça e com ateliê na Maiorga. Além do monumento, foi recriada a fachada antiga da sede da Filarmónica, tendo sido colocados dois painéis de azulejo com o hino da Sociedade Filarmónica Maiorguense. “A freguesia ganhou uma nova praça e foi feita a homenagem devida aos músicos e à Sociedade Filarmónica Maiorguense“, resume. Rosa Peça, presidente da Direção da Sociedade Filarmónica Maiorguense, mostrou-se satisfeita com a homenagem prestada pelas autarquias. “Mesmo que tarde, é um reconhecimento do trabalho efetuado pelos músicos e direções que passaram por esta casa“, referiu a responsável ao “Região de Cister”.