Artigos

Sociedade Filarmónica Olhalvense
Filarmónicas do Concelho de Alenquer

História e atividades filarmónicas no Concelho

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

  • Sociedade Filarmónica Olhalvense
  • Sociedade União Musical Alenquerense
Sociedade Filarmónica Olhalvense

A Sociedade Filarmónica Olhalvense é umas das mais antigas coletividades do Concelho de Alenquer, distrito de Lisboa. Oficialmente fundada em 30 de novembro de 1918, a SFO conta com uma história rica em atividades culturais e desportivas que ao longo de 90 anos de existência têm feito de Olhalvo palco de grandes acontecimentos culturais e desportivos. Conta com mais de meio milhar de associados.

A Banda Filarmónica foi a razão para a fundação da Sociedade. Dirigida pelo maestro Edgar Rafael Quintela Nogueira, conta com mais de 60 músicos na grande maioria jovens da freguesia mas também com jovens de freguesias vizinhas. Incluída na Banda está a Escola de Música da SFO que conta com mais de meia centena de alunos, com diversos professores e instrumentos. A SFO conta ainda com o Rancho Folclórico e Etnográfico com 30 anos de atividade (que conta com os grupos infantil e adulto). Na história da Sociedade filarmónica Olhalvense está também o desporto, o futebol, hóquei em Patins e BTT.

Em 2018 celebrou-se o centenário da Sociedade Filarmónica Olhalvense com a presença do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. Nas últimas décadas, SFO trouxe a Olhalvo os Delfins, Despe e Siga, Quinta do Bill, Sitiados, Tony Carreira, entre outros. Sinónimo de Sociedade Filarmónica Olhalvense é também o Carnaval do Zé Povinho que com o Corso pelas ruas de Olhalvo e os bailes e matinés na SFO fazem a festa durante 5 dias. Compete também à Sociedade Filarmónica Olhalvense a organização (de 3 em 3 anos) da Festa de Olhalvo.

Sociedade Filarmónica Olhalvense

Sociedade Filarmónica Olhalvense

Sociedade União Musical Alenquerense

A Sociedade Philarmónica Operária Alenquerense foi criada a 01 de dezembro de 1890. A sua história torna-se mais clara a partir de 1 de dezembro de 1909, altura em que a Sociedade passou a denominar-se Sociedade de Instrução e Recreio que em 1924, viria a mudar a denominação para Sociedade Filarmónica de Alenquer. Esta sociedade daria lugar em 8 de janeiro de 1949 à atual Sociedade União Musical Alenquerense – SUMA, depois de uma curta passagem pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alenquer. O livro “Memórias da Arcada” retrata os primeiros 118 anos da SUMA.

Participou em diversos concertos e encontros de bandas de música em diversos pontos do país. Destacam-se as atuações em 1996 e posteriormente em 2000 nas Ilhas Açorianas do Faial e do Pico, em intercâmbio com a Banda da Sociedade Filarmónica Recreio Santamarense, de Santo Amaro do Pico, e ainda o convite para atuar na Radiotelevisão Portuguesa. A nível internacional conta com uma deslocação a França, a Lyon, em 1981. Deu um concerto no Centro Cultural de Belém a 27 de junho de 2009 a convite da EDISOFT e um concerto no Teatro da Trindade em 27 de novembro de 2016 a convite da Fundação INATEL. Tem a sua sede na vila de Alenquer, em frente ao Parque Vaz Monteiro. É dirigida pelo Maestro Nelson Jesus e mantém em funcionamento, para além da Banda Filarmónica com 69 instrumentistas, uma Banda Juvenil com 37 executantes, um Ensemble de Sopros com 10 elementos e uma Escola de Música, com mais de 50 jovens.

SUMA

SUMA

Sociedade União Musical Alenquerense

Rancho Folclórico do Carregado, Alenquer, 1981
Folclore em Alenquer

Tradições, grupos e atividades no Concelho

  • Região: Ribatejo(Zona Saloia-Ribatejo)
  • Distrito: Lisboa
  • Concelho: Alenquer

03 grupos

  • Rancho Folclórico do Carregado
  • Rancho Folclórico de Alenquer
  • Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Canados
Rancho Folclórico do Carregado

Membro fundador da Federação de Folclore Português, o Rancho Folclórico do Carregado foi fundado a 24 de junho de 1969. O Carregado é a maior freguesia do concelho de Alenquer e situa-se numa zona de transição entre o Ribatejo e a Estremadura. Por isso, em termos de Folclore, recebe influências das duas províncias, e procura ser o mais fiel possível aos costumes, tradições, danças e cantares que lhe chegam através de pesquisas.

Os trajes são os antigos trajes domingueiros ou de passeio, de festa ou romaria e de trabalho em várias atividades, como ferrador, almocreve, lavrador, cavador, campino, valador, ceifeira, lavadeira, leiteira aguadeira e outros existentes na região. O repertório é rico e variado em danças e cantares, incluindo modas como fandango, viras, valsas, verde-gaios, fadinhos, bailaricos, picadinhos, carreirinhas.

RFC

Rancho Folclórico do Carregado

Rancho Folclórico do Carregado, 1981

Ao longo dos anos, o RFC tem participado nos melhores festivais de folclore de norte a sul de Portugal. Fez uma digressão pela Ilha da Madeira e deslocou-se a França, Espanha e Alemanha.

RFA

Rancho Folclórico de Alenquer

Rancho Folclórico de Alenquer

RFCC

Rancho Folclórico Os Camponeses de Canados

Rancho Folclórico Os Camponeses de Canados

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Destaque o seu grupo!

Destaque Musorbis

Destaque Musorbis

Para inserir um grupo ou historial em falta, envie para meloteca@meloteca.com: será inserido gratuitamente. A fotografia em destaque neste momento é aleatória. Para ter foto destaque, contactos atualizados e estar no topo durante um ano opte pelo “Destaque Musorbis” (10€).

Dinis Carvalho, saxofonista, de Alenquer
Músicos naturais do Concelho de Alenquer

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Catarina Brilha (acordeonista)
  • Daniel Oliveira (organista)
  • Daniela Vicente (oboísta)
  • Dinis Carvalho (saxofonista)
  • Diogo Gomes (trompetista)
  • Ivo Lucas (ator, cantor)
  • Luís Ferreira (maestro)
  • Palmira Bastos (atriz, cantora, 1875-1967)
  • Paulo Santana (maestro)
  • Pedro Parreira (clarinetista)
  • Ricardo Nascimento (saxofonista)
Daniel Oliveira

Natural de Alenquer, Daniel Oliveira é diplomado em Musicologia pela Universidade Nova de Lisboa, licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa sob orientação de João Vaz e mestre em Pedagogia do Órgão pela mesma instituição. Frequenta a licenciatura em cravo na Escola Superior de Música de Lisboa, sob orientação de Ana Mafalda Castro. [ Saiba mais AQUI. ]

Daniel Oliveira

Daniel Oliveira, organista, de Alenquer

Daniel Oliveira, organista, de Alenquer

Dinis Carvalho

Natural de Alenquer, o saxofonista Dinis Carvalho é licenciado em Saxofone pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de José Massarrão, e frequenta o Mestrado em Ensino da Música (Saxofone) na mesma Escola. Iniciou os estudos musicais na Escola de Música da Sociedade União Musical Alenquerense, com o professor José Santos (saxofone) e o Maestro Vasco da Cruz Flamino (formação musical); posteriormente frequentou a Escola de Música do Conservatório Nacional, na classe de Rita Nunes e no curso profissional da mesma escola na classe de Hélder Alves.

Concluiu a Licenciatura em Instrumentos de Sopro, Arco e Percussão – Variante de Execução – Saxofone, na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de José Massarrão, onde teve ainda oportunidade de trabalhar com os professores Alberto Roque, Vasco Pierce de Azevedo, Luís Correia, Fernando Fontes, Ricardo Pinheiro, Cristina Brito Da Cruz, entre outros. Participou ainda na gravação do disco Reflections, integrado na Orquestra de sopros desta escola.

Integrado no Exército Português desempenhou funções de saxofonista na Banda Sinfónica e maioritariamente na Orquestra Ligeira (OLE) tendo neste contexto contactado com diversos maestros e músicos de nível nacional e internacional, entre eles o Capitão CBM Ferreira da Costa,o Major CBM João Botelho, o Capitão CBM João Oliveira, o Sch. Luis Silva, o Capitão CBM Alexandre Coelho, o Major CBM João Basílio, o Smor. Fernando Vidal, o Tenente CBM Artur Cardoso, com o maestro italiano Marco Renzi e com o clarinetista internacional Beppi Damatto.

Dinis Carvalho

Dinis Carvalho, saxofonista, de Alenquer

Dinis Carvalho, saxofonista, de Alenquer

Nos últimos anos tem lecionado a disciplina de Saxofone, Ensemble de Saxofones e Quarteto de Saxofones no Conservatório de Música de Santarém, Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, Academia de Música de Alcobaça, Orquestra Geração, Escola de Música da Sociedade Filarmónica Olhalvense, Escola de Música da Sociedade Musical e Recreativa Obidense, na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Alvorninha e na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Santo Estevão.

Foi organizador da masterclass de Saxofones do Conservatório de Música de Santarém em cooperação com Ruben Neves (Ourearte) e Diana da Rama. Foi professor orientador da classe de Saxofone no Estágio de Sopros e Percussão” da banda da Sociedade Filarmónica Lajense (Lajes do Pico, Açores) em colaboração com a maestrina Catarina Paixão e no “I Estágio de Sopros e Percussão do Município de Benavente” em colaboração com o maestro João Raquel. Dirigiu ainda o “Ensemble de Sopros” da Sociedade União Musical Alenquerense. Integrado no projeto “Orquestra Geração” teve oportunidade de ter formações de âmbito sociopedagógico e de trabalhar e participar em concertos dirigidos por vários maestros de destaque a nível nacional e internacional, entre eles: Ulysses Ascanio, José Jesus Olivetti, Juan Magioranni, Mitchell James Fennell, entre outros. Participou ainda em estágios e concertos com a “Orquestra Geração + Orquestra Gulbenkian” com os maestros Pedro Neves e José Eduardo Gomes.

Tem participado em vários projetos, entre os quais: o musical Orgulho e Preconceito no Teatro da Malaposta, com direção musical de Cândido Fernandes, O Achamento do Brasil e A Floresta d’ Água, com a orquestra da Foco Musical sob a direção de Jorge Salgueiro; foi ainda saxofonista do “Circo de Natal” do Coliseu de Lisboa sob a direção musical do compositor e maestro Telmo Lopes. Destaca-se também a participação no “Festival ao Largo” integrado na Orquestra Sinfónica Portuguesa, executando a obra Wonderfull Town de Leonard Bernstein sob a direção da maestrina Joana Carneiro.

Colabora frequentemente com vários agrupamentos musicais, como bandas filarmónicas, orquestras ligeiras, “big-bands”, grupos de música tradicional, popular, de animação de rua, bandas de rock, entre outras formações, destacando-se em 2019 a participação com a Banda de Música da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de Alcochete de 1898, no Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga, em que obtiveram o 1.º lugar.

Executou a solo com diversos agrupamentos musicais obras originais para saxofone e transcrições para este instrumento destacando-se o Concerto para saxofone alto e orquestra de A. Glazunov e A. Petiot, Concerto de Aranjuez, de J. Rodrigo, transcrito para Sax Alto e Barítono, Fantasia para Saxofone Alto e Orquestra de Claude T. Smith, Palindromia Flamenca de António Ruda, Meditation da Ópera Thais, entre outras.

Frequentou classes de aperfeiçoamento com vários saxofonistas de nível nacional e internacional e continua a aprofundar os seus estudos musicais através da frequência do Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa.

Fontes: Daniel Oliveira sugeriu os nomes de Dinis Carvalho (saxofone) e Paulo Santana (maestro). Dinis Carvalho deu a informação relativa a Ricardo Nascimento (saxofone), Daniela Vicente (oboé), Pedro Parreira (clarinete). José Fernando Gomes forneceu a informação relativa a Diogo Gomes (trompete), Luís Ferreira (direção) e Catarina Brilha (acordeão).

Queres destacar-te? Clica AQUI.

Destaca-te no Musorbis

Destaca-te no Musorbis

HISTÓRIA DA MÚSICA

Palmira Bastos

Palmira Bastos, atriz e cantora, de Alenquer

Palmira Bastos, atriz e cantora, de Alenquer

Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Merceana
Órgãos de tubos do concelho de Alenquer [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Nossa Senhora da Piedade da Merceana

Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Merceana

Igreja de Nossa Senhora da Piedade da Merceana

A Igreja de Nossa Senhora da Piedade da Merceana tem a sua origem num culto pré-cristão do início do século XIV. No século XV era já um importante centro de peregrinação. A velha capela seria substituída por uma grande igreja mandada edificada pela Rainha D. Leonor em inícios do século XVI. Desta construção resta a definição do espaço interior, o arco do cruzeiro e as duas arcadas que separam as três naves.

Terminada a construção da igreja primitiva, foi construído o primeiro altar-mor em talha dourada. A capela-mor foi revestida de azulejo tipo tapete. No século XVIII, foram edificadas a primeira torre, a fachada principal com galilé de três arcos frontais e foram acrescentados o celeiro e a sala de sessões. Foi colocado o coro com um pequeno órgão de tubos. Já no século XX transformou-se o velho celeiro em batistério onde se pode encontrar a pia batismal e um “S. João Baptista” em bronze.

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres de Aldeia Galega da Merceana

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Aldeia Galega da Merceana

Igreja de Aldeia Galega da Merceana

A igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, de Aldeia Galega de Merceana, revela, hoje, na sua estrutura, as muitas campanhas de obras de que foi alvo, desde o século XVI até aos nossos dias. O atual portal principal, manuelino, a par da abóbada da capela lateral ou da inscrição renascentista da pia batismal, fazem recuar o templo primitivo ao século XVI, e a uma data anterior à de 1556, que se encontra na lápide funerária da referida capela.

É muito provável que, no século XVII, tenha havido nova intervenção, a que se sucedeu uma outra, na primeira metade do século XVIII, pois os azulejos da capela-mor foram executados nesta época, tal como outros elementos joaninos que se conservam. (Ler MAIS.)

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho.

Órgão de armário

Órgão da Igreja de Aldeia Galega da Merceana

Órgão da Igreja de Aldeia Galega da Merceana

Igreja de Santa Quitéria de Meca

[ Igreja Paroquial . Basílica ]

Igreja Matriz de Santa Quitéria de Meca

Igreja Matriz de Santa Quitéria de Meca

A igreja de Santa Quitéria de Meca, obra do último quartel do século XVIII, ergue-se no seio da malha urbana da vila, mas beneficia de um amplo adro fronteiro, onde se realizam as festas e bênçãos. O culto a Santa Quitéria (invocada contra a raiva e a loucura) parece ser bastante antigo, uma vez que, de acordo com a lenda, a sua imagem, com poderes milagrosos, apareceu num espinheiro da Quinta de São Brás, perto de Meca, em 1238. O templo que hoje conhecemos deverá ter sido erguido no mesmo local da antiga ermida, onde se venerava a referida imagem. A iniciativa da sua construção deve-se à confraria de Santa Quitéria, que beneficiou da proteção da rainha D. Maria I. (Ler MAIS)

DGPC, Rosário Carvalho

No coro alto, sobre a entrada, possui um órgão da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 82, executado em 1816.

Coro alto

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca, foto Samuel Vieira, 2021

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca, foto Samuel Vieira, 2021

Perspetiva frontal

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca, foto Samuel Vieira, 2021

Perspetiva lateral

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca, foto Samuel Vieira, 2021

Órgão histórico Machado da igreja de Santa Quitéria de Meca, foto Samuel Vieira, 2021

Igreja de Santana da Carnota

[ Igreja Matriz ]

Igreja Matriz de Santana da Carnota

Igreja Matriz de Santana da Carnota

A 24 de julho de 2021, Amílcar Silva publicou no Facebook: “O que resta do órgão de Santana da Carnota… Os tubos da fachada, o abreviador e um caixote de tubos pequenos. As madeiras, caixa, someiro e teclado foram queimados dizem que por terem caruncho e para ganhar espaço no coro…”

Restos do órgão da igreja de Santa da Carnota, Alenquer, foto Amílcar Silva

Restos do órgão da igreja de Santa da Carnota, Alenquer, foto Amílcar Silva