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Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento
Folclore em Alvito

Grupos e atividade coral no Concelho

  • Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito
  • Grupo Coral “Amigos do Cante”
  • Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”
  • Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento
Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito

A “Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito” surgiu espontaneamente após o 25 de Abril, com o fim da ditadura e da censura e com a instauração da liberdade da expressão em Portugal.

Alguns homens de Alvito começaram a juntar-se nas tabernas como já era costume, não só para beber uns copos e conviverem uns com os outros, mas também para cantarem umas “modas” alentejanas. Foi devido a esses “convívios” que um grupo de homens se juntou e decidiu formar um grupo coral ao qual dariam o nome de “Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito”.

Após alguns homens terem tomado a iniciativa de formarem um grupo coral, dirigiram-se então a Casa do Povo de Alvito e ai tomaram a decisão final. E assim nasceu a “Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito”, a 11 de maio de 1976, sendo a sua primeira sede na Casa do Povo de Alvito, para o grupo estar sempre preparado para eventuais atuações, ensaiavam periodicamente no Castelo.

Atualmente o grupo tem a sede numas instalações cedidas pela Câmara Municipal de Alvito em 1988, que se situam na rua da Pereira nº 6. O Grupo Coral reúne-se todas as sextas na sua sede para ensaiar as suas “modas”, sede que tem um museu etnográfico.

A “Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito” hoje em dia é composta por vinte homens e três mulheres, que são frequentemente solicitados para atuarem em encontros de grupos corais, festas de câmaras, Ovibeja.

Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito

Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito

Nas suas atuações usam a tradicional farda “Domingueira” que se usava antigamente.

Grupo Coral “Amigos do Cante”

O Grupo Coral “Amigos do Cante” foi fundado em 04 de dezembro de 2002 tendo como membro fundador e primeiro presidente José Luís Fragoso.

No início, o Grupo Coral “Amigos do Cante” teve cerca de 18 elementos. Após alguns ensaios, tomou-se a decisão de legalizar o Grupo, e dai nasceu Associação do Grupo Coral Amigos do Cante de Alvito com o objetivo de preservar e divulgar o cante alentejano.

O Grupo Coral Amigos do Cante tem cerca de 22 elementos todos do sexo masculino.

Desde a data da sua fundação o Grupo Coral Amigos do Cante, tem participado em diversas atividades promovidas pelo Município de Alvito, nomeadamente nas Comemorações do 25 de Abril e Feira dos Santos. Tem mantido várias atuações de norte a sul do país e em Espanha.

Grupo Coral "Amigos do Cante"

Grupo Coral “Amigos do Cante”

O grupo Coral Amigos do Cante tem por hábito comemorar o seu aniversário na primeira quinzena de setembro, que se baseia fundamentalmente num encontro de Grupos Corais.

Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”

Inserido na Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito, o Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”, tem como objectivo a criação, preservação e divulgação da música do Alentejo.

Foi fundado em 1983. Interrompendo a atividade em 1990, sendo nesta primeira fase constituído por 14 elementos de ambos os sexos.

Em 1994, o grupo reapareceu com uma formação de 12 elementos masculinos, praticamente a mesma que mantem até hoje.

O Grupo Campos do Alentejo atualmente é formado por 13 elementos, todos eles do concelho de Alvito. Além de ter feito seis gravações, o grupo tem mantido sempre uma boa aceitação por parte do público. Tem mantido sempre nos seus trabalhos modas características da região. Em todos os trabalhos que o grupo já gravou encontram-se letras e músicas originais, sempre fazendo referência ao Alentejo.

Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”

Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”

Trabalhos editados: de 1983 a 1990 “Pombinha”; “Vila Branca”; “Alvito”. De 1994 a 2006 “Horizontes”; “Memórias”; “Todo o Alentejo”. Com base nestes trabalhos discográficos, o grupo realiza, um espetáculo com grande qualidade envolvendo toda a cultura Alentejana.

Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento

O Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, criado há mais de três décadas, é herdeiro de uma longa tradição há muito reconhecida na região como “terra de bons cantadores”.

O grupo, com idades compreendidas entre os 16 e os 93 anos, representa com distinção o Cante Alentejano – considerado em 2014 Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Desde a fundação em 1986, o Rancho não mais cessou a sua atividade, que tem prestigiado a sua vila, região e país através de atuações um pouco por todo o mundo, do Brasil, aos EUA, da China (Macau), à Alemanha, passando por diversos países europeus como Espanha, França e Bélgica.

Paralelamente tem atuado em palcos nacionais, como os Coliseus, Culturgest ou o Teatro Nacional de São Carlos. Desafiado por António Zambujo, o Rancho de Cantadores gravou em 2016 um álbum homónimo, que atingiu o Galardão de Ouro, produzido por Ricardo Cruz, que retrata de maneira exemplar o seu percurso, princípios e valores mas sobretudo a qualidade dos seus intérpretes, evidenciando a coesão e força que se funde humilde e harmoniosamente na unidade do grupo.

São continuadores de uma antiga tradição que terá surgido na agricultura, quando grupos de homens e mulheres humanizavam a sua faina entoando, em conjunto, as belas modas do cancioneiro alentejano. Cantavam não só a dureza da vida mas também a beleza da natureza envolvente. Com o desaparecimento da agricultura extensiva, o cante adaptou-se a esta nova situação, tornou-se outro, cantando uma realidade que já não existia, passando assim de vivencial a evocativo e subsistindo, sobretudo, no local onde os homens se podiam juntar: a taberna.

Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento

Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento

Foi numa taberna, à volta de uma garrafa de vinho, que um grupo de amigos cantando, e bem, as modas desta terra, se organizou para criar o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento.

[ Dados fornecidos pela Câmara Municipal de Alvito ]

MÚSICA À VISTA

Arte de temática musical no Concelho

Igreja Matriz de Alvito

“Sob a camada de azulejos de padronagem de meados do século XVII foram descobertos frescos que forram o corpo da igreja matriz do Alvito. São restos de uma campanha de fim do séc. XVI da oficina de José de Escovar com anjos músicos, que ocuparia a sanca das paredes do cruzeiro e se estenderia, talvez, ao arco triunfal.

José de Escovar, com oficina na Rua do Raimundo em Évora, foi o mais prolixo fresquista activo no Alentejo entre 1583 a 1622: conheço nada menos que três dezenas de igrejas, conventos e capelas decoradas por ele e sua oficina. Também pintava a óleo (em Vila Nova de Baronia, 1603), mas com muito menor êxito.” (Vítor Serrão)

Anjo músico

Frescos da Igreja Matriz de Alvito

Frescos da Igreja Matriz de Alvito, créditos Vítor Serrão

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina
Coretos do Concelho de Alvito

Jardim da Praça da República, Alvito. Em curto passeio a pé pode ver a Igreja Matriz, o pelourinho, a ermida de São Sebastião e o edifício da Câmara Municipal. Alvito é um município português do distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 2504 habitantes. Com sede na vila homónima de Alvito, o Município de Alvito tem 264,85 km² de área e cerca de 2504 habitantes, subdividido em 2 freguesias.

Praça da República . Alvito

Coreto

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Coreto

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Cobertura

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Coreto de Alvito, Praça da República, créditos Fernanda Pina

Créditos: Fernanda Pina (quinta-feira, 12 de novembro de 2015)

Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito
Filarmónicas de Alvito

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Alvito é uma vila e sede de município do distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 2504 habitantes. Com sede na vila homónima de Alvito, o Município de Alvito tem 264,85 km² de área e 2 504 habitantes, subdividido em 2 freguesias.

Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito

A Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito começou em 1978 quando Eliseu Efigénio tomou a iniciativa de reunir alguns dos membros da antiga Filarmónica 1º de Dezembro na tentativa de refazer a Banda e solicitou à Direção dos Bombeiros que fosse integrada nos quadros da Associação sob a denominação de Banda dos Bombeiros de Alvito.

A Banda fez a primeira atuação em 18 de março de 1979. Ao longo de 10 anos, a Banda, liderada pelo maestro Augusto Penedo, participou em concertos e festas, um pouco por todo o País. Em 1998, o Maestro Augusto solicitou à direção da Associação a dispensa das funções por motivos de saúde, e a Banda desintegrou-se. Em 1997, a direção, aproveitou os apoios da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia de Alvito e Vila Nova da Baronia, e levou por diante a reativação da Banda convidando Manuel Sardinha para dirigi-la. A sua primeira atuação em 1 de dezembro desse ano.

Em 1999 houve necessidade de revitalizar a Banda pelo que a direção substituiu Manuel Sardinha por Francisco Lopes e José Peralta. Passado algum tempo por impossibilidade de José Peralta procedeu-se à substituição deste pelo Mestre Francisco Pereira.

Em 2005, com a morte inesperada de Francisco Pereira foi contratado o Maestro Mauro Barroso. Atualmente a Banda é composta por 36 elementos. Tem uma Escola de Música com cerca de 20 alunos fazendo alguns parte da Banda, formados pelo Maestro Mauro Barroso. A Banda tem executantes das freguesias de Alvito, Vila Nova da Baronia, Viana do Alentejo, Vila de Frades e Vidigueira, variando as suas idades entre os 8 e mais de 70 anos. Atuou em concertos, serviços marciais, encontros de bandas e atuações, no Concelho e fora dele.

BFBVA

Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito

Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

Órgãos de tubos do concelho de Alvito

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

A Igreja Matriz do Alvito, que viria a ser dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi edificada de raiz em finais do séc. XIII. Em 1279, o padroado da igreja foi doado ao Convento da Santíssima Trindade de Santarém, ficando na posse dos mesmos durante os séculos seguintes.

A feição atual do templo resulta principalmente das ampliação que aí decorreram entre 1480 e 1554, sendo a mais importante alteração, em termos estruturais, aquela que implicou a justaposição de uma nova nave perpendicular ao corpo da igreja duocentista, de tal forma que esta passa a funcionar como transepto. Desta forma, será sempre necessário tomar em conta esta obra para contextualizar os elementos arquitetónicos e decorativos mais antigos, nesta zona do monumento. Das campanhas de finais do século XV e inícios do XVI, provavelmente decorrendo a par das obras de construção do castelo da vila, sob a égide dos Barões do Alvito, resultaram elementos arquitetónicos como o sistema de contrafortagem e o coroamento das fachadas. Destacam-se assim os grossos contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos, e as fileiras de merlões chanfrados no coroamento do edifício, típicos do tardo-gótico alentejano na sua declinação manuelino-mudéjar. Tal como o grande modelo destas igrejinhas, a ermida de São Brás de Évora, também aqui se assume a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, que está presente no Alvito de forma particularmente inspirada na Ermida de São Sebastião, mas igualmente em pequenas capelas espalhadas pelo conselho (como é o caso da ermida de São Bartolomeu, entre outras). O cotejo deste edifício com a matriz de Viana do Alentejo é também muito interessante. A finais de Quatrocentos pertencem por fim as capelas tumulares do transepto, e a instituição da capela tumulária de Maria de Sousa Lobo e seu marido, João Fernandes da Silveira, 1º Barão do Alvito, esta no ano de 1481. De finais da centúria e inícios da seguinte datarão as pinturas murais do interior, das quais restam vestígios (transepto), apesar de uma parte destas ter sido picada já em finais do século XX. O portal renascentista datará de uma intervenção mais tardia, dentre as várias que aqui se podem identificar. Entre 1534 e 1547 foi demolida e reconstruída uma parte do edifício, possivelmente com a participação do mestre pedreiro João Mateus, e entre 1553 e 1559, por ordem do cardeal D. Henrique, surge uma nova capela-mor e sacristia. A torre sineira é seiscentista. No interior, com as três naves resultantes da ampliação, são ainda dignos de realce os silhares de azulejos do séc. XVII, bem como algumas pinturas retabulares, e os altares barrocos de talha dourada.

Fonte: SML, DGPC

A Igreja Matriz do Alvito, de Nossa Senhora da Assunção, possui órgão positivo histórico de um teclado manual construído por Pascoal Caetano Oldovino, em 1772, restaurado por António Simões em 1994.

Montra

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manual

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrio do lado esquerdo

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito