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Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Gouveia S. Simão
Folclore em Amarante

Grupos etnográficos, tradições e atividades

  • Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega
  • Grupo Folclórico da Amizade de Telões
  • Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã
  • Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão
  • Rancho Folclórico da Associação Casa do Povo Figueiró Santiago
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Figueiró Santiago
  • Rancho Folclórico de Salvador do Monte
  • Rancho Folclórico de S. Martinho de Mancelos
  • Rancho Folclórico de Vilarinho
  • Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Gouveia S. Simão
Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega

O Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega é uma associação de natureza cultural e folclórica. sediada no lugar do Outeiro, freguesia de Real, concelho de Amarante. Foi constituída com associação a 8 de novembro de 1985.

Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega

Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega

Grupo Folclórico da Amizade de Telões

O Grupo Folclórico da Amizade de Telões foi fundado em 19 de junho de 2005. É uma associação sem fins lucrativos que nasceu para participar num desfile com vista à angariação de fundos para o restauro do Mosteiro de Telões. Com os apoios do pároco e da Junta de Freguesia, deu-se continuidade ao projeto.

RFAT

Grupo Folclórico da Amizade de Telões

Grupo Folclórico da Amizade de Telões

O Grupo tem como objetivo incentivar e cativar os jovens para a prática do folclore, preservar os bons costumes e tradições, fomentar o convívio entre gerações, organizar eventos Promove a freguesia de Telões e o concelho de Amarante, de Norte a Sul do país e além fronteiras, através das danças e cantares típicos da região como, o Verdegar, o Malhão, a Cana Verde, a Margarida Moleira, entre outras. Os trajes simbolizam a riqueza e o colorido do legado cultural da nossa região, como o traje de noivos, o traje domingueiro, de rico e de pobre, o traje de lavrador, de merendeira e de padeirinha.

Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã

O Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã, foi fundado em 19 de novembro de 1977, apresentando-se pela primeira vez em público em 30 de abril de1978. Pretendeu-se perpetuar a cultura da região de Vila Meã através das danças e cantares, dos usos e dos costumes do que foi o concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega que aqui tinha a sua sede. Santa Cruz de Riba-Tâmega (hoje Vila Meã) era um concelho próspero extinto, por razões políticas, em 1855, que, no momento da sua extinção, ocupava o sexto lugar na classificação económica do distrito do Porto.

É a terra dos pintores Amadeo de Souza Cardozo e Acácio Lino. Aqui António Nobre passou grande parte da sua curta vida e onde veio a escrever, na sua Casa do Seixo, uma significativa parte do “Só”. Agustina Bessa Luís nasceu mesmo junto ao Pelourinho.

Salvaguardando o respeito devido ao folclore, o fundador seguiu o caminho do rigor e da seriedade na recolha dos testemunhos em que havia de assentar os pilares do seu grupo, após o que escolheu o nome de modo a caracterizar a região que se pretendia representar.

O Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã é filiado na Federação do Folclore Português. Percorre o País de norte a sul em festivais, festas e romarias. Destacam-se as ctuações em Alcoutim, Castro Marim, Portimão, Lagos e Praia da Rocha num Festival Nacional do Algarve transmitido pela RTP. Além fronteiras, teve atuações nos festivais das festas de Vila Marin, Celta de Vigo e Internacional da FITUR, em Madrid. Em França, apresentou-se especialmente para os emigrantes portugueses. Em 1984, atuou em Pau, Mérignac, Orthez; em 1985, em Bordéus e La Rochelle; em 1986, no Festival de Chateauneuf; e, em 2006, nas Festas de S. João, em Orléans. Na Alemanha, representou o folclore do concelho de Amarante, na geminação da cidade com a de Wiesloch, em 2004. Desde a sua fundação realiza organiza o seu festival.

Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão

O Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão nasceu em 2007. Pouco a pouco, foram-se juntando as cerca de cinquenta pessoas que hoje lhe dão vida. A apresentação pública teve lugar no dia 26 de dezembro de 2007, dia de Santo Estêvão, Padroeiro da Freguesia. O Grupo fez várias atuações, na Feira das Papas em Olo (2008), Loivos do Monte, S. Simão, Festa de Verão em Vila Chã, Sanche, Festival de Folclore em Fregim, Festa das Colheitas em Vila Chã e Festa da Castanha em Canadelo, Festa de S. Faustino em Fridão.

Em 2008, foi assinada a escritura notarial de constituição da Associação sem fins lucrativos denominada Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão, que tem como objetivo “promover danças e cantares regionais, aperfeiçoar e ensinar o folclore, preservar e divulgar a história, os usos e costumes da freguesia de Vila Chã e organizar e promover convívios, festas e outros eventos”.

RFVCM

Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão

Grupo Folclórico de Vila Chã do Marão

O Grupo Folclórico pretende recriar o modo de vida dos antepassados, revivendo tradições e levando consigo para onde quer que vá, a freguesia de Vila Chã do Marão. Nela podemos encontrar vestígios de um castro, apreciar as sepulturas antropomórficas, lagar de vinho medieval, habitações rupestres, moinhos, lagares de azeite. A população participou ativamente na luta contra os invasores franceses, em 1809, travando-se na freguesia uma batalha no local hoje conhecido por “Vale dos Franceses”.

Rancho Folclórico da Associação Casa do Povo Figueiró Santiago

Fundado em 1983, o Rancho Folclórico da Associação Casa do Povo Figueiró Santiago situa-se na região entre Douro e Minho, e é um embaixador do concelho de Amarante. No seu reportório tem um vasto número de danças típicas da região, como o Malhão, a Rusga, a Chula, o Papagaio, Senhor da Pedra, Rosinha do Meio, Mariana é Baixinha, o Verdegar, São João e Serrana.

Rancho Folclórico da Associação Casa do Povo Figueiró Santiago

Rancho Folclórico da Associação Casa do Povo Figueiró Santiago

Os seus trajes são variados e alguns são mesmo autênticas descobertas nas arcas dos antepassados. Outros, são réplicas fiéis daqueles que eram usados na última metade do século XIX e no início do século XX. Apresenta o traje de Noivos, Domingueiro, de Trabalho, Senhora Rica, Feitor, Lavrador Abastado, de Ir á Feira, de Romaria e o traje de Pedreiro. Os seus usos e costumes são as vindimas, as desfolhadas, os trabalhos de linho, entre outros.

O Rancho conta com representações nacionais, tendo-se apresentado de Norte a Sul, em festivais, festas e romarias, feiras de artesanato; e em apresentações internacionais, em Espanha, França e Andorra.

Está inscrito no INATEL e na Federação das Coletividades do distrito do Porto, e é sócio efetivo da Federação do Folclore Português. Realiza anualmente o seu festival no mês de julho.

Rancho Folclórico de Salvador do Monte

O Rancho Folclórico de Salvador do Monte é uma associação cultural de natureza etnográfica. Está sediado no lugar de Igreja, na freguesia de Salvador do Monte, no concelho de Amarante. Contém os estatutos de constituição de 28 de junho de 1990, data em que foi constituída a Associação.

RFSM

Rancho Folclórico de Salvador do Monte

Rancho Folclórico de Salvador do Monte

Rancho Folclórico de S. Martinho de Mancelos

O Rancho Folclórico de S. Martinho de Mancelos foi fundado a 21 de janeiro de 1995 com a finalidade de preservar as tradições da Região. A tradição do folclore passa pelas danças nas eiras, nas festas e romarias, com os seus trajes típicos. A tocata privilegia os instrumentos tradicionais como as concertinas, cavaquinhos, violas, ferrinhos, bombo e reque-reque.

RFSMM

Rancho Folclórico de S. Martinho de Mancelos

Rancho Folclórico de S. Martinho de Mancelos

Rancho Folclórico de Vilarinho

Em 15 de novembro de 1977, foi fundado o Rancho Folclórico de Vilarinho e Passinhos. Em 08 de novembro de 1980, foi oficialmente constituído em Associação por escritura pública e denominado Rancho Folclórico de Vilarinho. Está situado entre Douro e Minho, na região do Baixo Tâmega. Desde a sua fundação atuou pelo País, de Norte a Sul, participando em festas, romarias, festivais nacionais e internacionais. Deslocou-se a Espanha, Luxemburgo, França e Ilha do Pico (Açores). As suas danças e trajes são fruto de muitos anos de pesquisa e recolhas: Fadinho, Margarida Moleira, Malhão, Rusga, Verdegar, Rosinha, Cana Verde, Senhor da Pedra, entre outras. Os seus trajes (Noivos, Domingar, Lavrador Rico e Pobre, de Festa, entre outros), remontam ao século XIX. O RFV está filiado no INATEL do Porto. Procura assim, estabelecer laços de amizade entre outros povos, dignificando com empenho e humildade, o nome de Vilarinho, Vila Caiz, Amarante.

RFV

Rancho Folclórico de Vilarinho, Vila Caiz, Amarante

Rancho Folclórico de Vilarinho, Vila Caiz

Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Gouveia S. Simão

Foi no ano 1984 que Rosa Monterroso juntou um grupo de jovens e formou um rancho tendo como principal objetivo preservar e mostrar os costumes e tradições da sua aldeia, além de criar e promover o associativismo. Esse grupo era constituído por crianças e jovens sendo conhecido como Os Traquinas. Mesmo com muita vontade trabalho ensaios e algumas atuações o rancho foi desfalecendo devido principalmente ao desinteresse dos constituintes por se ocuparem mais com a escola ou com o trabalho. Ao fim de algum tempo de estagnação, em 1994 um grupo de amigos decidiu juntar-se e dar continuidade a um trabalho inacabado e recriar o rancho folclórico.

Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Gouveia S. Simão

Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Gouveia S. Simão

O RFCCRGSS é um espelho da pureza e humildade das gentes da nossa terra que tende em mostrar usos e costumes dos nossos antepassados como por exemplo os trabalhos do campo as caminhadas para as romarias, os bailes e outros trabalhos e ocupações. Os trajos utilizados são na grande maioria trajos de trabalho de feira, romaria, domingo e chamadeiras de vacas.

No que diz respeito ao reportório é fruto de uma recolha feita na nossa região, denominada ” Entre Douro e Minho” através de pessoas que viveram essas tradições e também com discos antigos originais da terra, com destaque para o disco gravado nos anos 60 com a chula do arrabalde, regravada em 2005 pelo Rancho.

Os instrumentos utilizados pelos antepassados eram a rabeca, violão, bombo, ferrinho, reco-reco. Mais tarde, passaram a ser tocados também o acordeão e a concertina. Hoje o grupo não utiliza a rabeca pois deixou de haver tocadores. As danças apresentadas são o malhão, a rusga o verdegar, a cana verde, a chula e o fado batido da Serra de Aboboreira.

Filiado na Federação do Folclore Português, o Rancho de São Simão orgulha-se do seu percurso. Atuou um pouco por todo o País e deslocou-se ao estrangeiro.

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Festival Mimo, Amarante
Festivais em Amarante

Eventos musicais relevantes no Concelho

Band’Arte

Em 2018, pelo quarto ano consecutivo, o Município de Amarante promoveu o Festival de Bandas, Band’Arte!. Este certame pretende promover a cultura musical no seio da comunidade amarantina, impulsionando o trabalho desenvolvido pelos músicos do concelho. Assenta ainda na promoção do espírito de competitividade, convívio e partilha de experiências entre os participantes.

Band'Arte, Amarante

Band’Arte, Amarante

O Festival pretende divulgar novos talentos do concelho e reunir uma mostra de projetos musicais desenvolvidos por intérpretes individuais, bandas ou DJ’s, residentes e/ou naturais do concelho de Amarante e com a idade mínima de 16 anos.

Festival Mimo

O festival Mimo aconteceu pela primeira vez em 2004 no município brasileiro de Olinda. Tinha como intenção sensibilizar a comunidade para a importância do património através de eventos culturais de entrada gratuita, com a música a assumir um papel principal. Expandiu-se por diversas cidades brasileiras (Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty e Rio de Janeiro).

Em 2016, chegou a Amarante, distrito do Porto, onde se realiza anualmente desde então, tendo já recebido nomes como Herbie Hancock, Rodrigo Amarante ou Tom Zé.

Apesar de não descurar, musicalmente, as suas raízes brasileiras, a quarta edição do Mimo amarantino, em 2019 ofereceu (literalmente, já que a política de gratuitidade se mantém) uma programação eclética, combinando géneros musicais de todo o mundo.

Festival Mimo, Amarante

Festival Mimo, Amarante

No entanto, foi forte a aposta na música africana, com nomes icónicos do passado até talentos mais contemporâneos: um dos maiores destaques do cartaz foi o maliano Salif Keita, reconhecido como “a voz dourada de África”, que aos 69 anos veio ao festival apresentar o seu 14.º álbum de estúdio, Un Autre Blanc (“Um outro branco”, numa referência ao seu albinismo). Atuariam também a dupla portuguesa Miramar, projeto que junta Frankie Chavez e Peixe (ex-Ornatos Violeta) e que procura explorar as possibilidades de casamento entre a guitarra portuguesa e a guitarra elétrica; os palestinianos 47Soul, uma das mais promissoras bandas do Médio Oriente, parte do movimento shamstep (cruzamento de eletrónica com o dabke, género de música e de dança tradicional daquele território); os brasileiros Bixiga 70, combo de São Paulo que mistura música brasileira com funk, samba-jazz, reggae e afrobeat; e ainda a dupla constituída por Fred Ferreira e Lívia Nestrovski, apontada pela organização “como uma das maiores e mais versáteis vozes da música brasileira da atualidade”.

Banda Musical de Amarante

Filarmónicas de Amarante

Bandas de Música, história e atividades

  • Associação Musical de Várzea
  • Banda Musical de Amarante
  • Banda Musical de S. Martinho de Mancelos
Associação Musical da Várzea

A Associação Musical da Várzea é uma banda musical do concelho de Amarante que, desde 2003, forma os jovens músicos que compõem a sua banda, contribuindo assim para o seu pleno desenvolvimento através da arte musical.

Associação Musical de Várzea

Associação Musical de Várzea

Banda Musical de Amarante

A Banda Musical de Amarante foi fundada a 1 de dezembro de 1854 sob a denominação de “Filarmónica Amarantina”. Nessa data saiu à rua, pela primeira vez, para celebrar a Restauração da Independência de Portugal. Passou a chamar-se “Banda dos Bombeiros Voluntários de Amarante” em 1931. Passou a ter o seu nome atual por escritura pública, a 10 de janeiro de 1983. Nos anos 80, sob a direção de uma equipa liderada pelo Pe. Joaquim Pacheco, que marcou um longo ciclo na história da Banda, a instituição ganhou grande projeção e participou em inúmeras festas e serviços em solo Português e não só. Em 1991, foi reconhecida como Associação de Utilidade Pública e em 1995 foi agraciada com a “Medalha de Honra do Município de Amarante”.

Em 2008, a BMA levou a cabo a 1ª edição do Estágio de Verão e o Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão. Em 2012, venceu o 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional do Ateneu Artístico Vilafranquense, realizado em Vila Franca de Xira. A BMA é, desde 2013, dirigida por uma equipa liderada pela Dra. Marta Marinho que apostou na revitalização da escola da banda e na formação dos seus elementos mais jovens. O EVAM (Estágio de Verão) continua a ser uma grande aposta da BMA e tem vindo a realizar-se anualmente com o apoio da Câmara Municipal de Amarante.

Contou já com a participação de mais de 500 músicos, sob a direção artística de maestros como Fernando Marinho, Rafael Agulló Albors, Jose Rafael Pascual Vilaplana, David Fiuza e Douglas Bostock. Viu aprovado o apoio da DGARTES no âmbito do projeto “A Banda e a Cidade” para o biénio 20/21, tendo programada uma vasta agenda cultural e formativa. A BMA tem no seu ativo cerca de 55 elementos sob a direção do maestro Hugo Folgar Ferreiro e realiza com regularidade atuações em toda a Zona Norte e Centro do País.

BMA

Banda Musical de Amarante

Banda Musical de Amarante

Banda Musical de S. Martinho de Mancelos

A Banda Musical de S. Martinho de Mancelos, no concelho de Amarante, é uma coletividade musical fundada nos finais do século XIX. Tem por objetivos a promoção cultural, desportiva e recreativa. Em 1978, construiu a sua sede e inaugurou o Parque Infantil e o Centro Social e Cultural da Banda de S. Martinho de Mancelos.

Fernando Marinho, maestro, de Amarante
Músicos naturais do Concelho de Amarante

Amarante é uma cidade portuguesa do Distrito do Porto, região Norte e sub-região do Tâmega e Sousa, com cerca de 11261 habitantes. É sede de um município com 301,33 km² de área e cerca de 56264 habitantes, subdividido em 26 freguesias. Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Fernando Marinho (maestro)
  • José Coelho dos Santos (compositor, 1861-1915)
  • Manuel de Almeida Carvalhais (musicógrafo, 1856-1922)
  • Nuno Penetro
  • Rui Andrade (cantor)

Fernando Marinho

Fernando Marinho, maestro, de Amarante

Fernando Marinho, maestro, de Amarante

Natural de Amarante, onde iniciou os estudos musicais, Fernando Marinho é diplomado com os cursos de Flauta do Conservatório de Música do Porto, licenciado pela Escola Superior de Música de Lisboa e mestrando pela Academia Nacional Superior de Orquestra.

Licenciado em Ensino Básico, foi bolseiro do Programa Erasmus ao abrigo do qual estudou pedagogia musical na Paedagogische Akademie der Dioseze Linz (Áustria). Paralelemente, frequentou aulas como aluno externo no BrucknerKonservatorium Linz.

Como flautista desenvolve uma atividade intensa, como solista ou em orquestra, tendo tocado com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra do Norte, Remix Ensemble, Orchestre d’Harmonie de Jeunes de l’Union Européenne, entre muitas outras, e foi solista da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública.

Teve oportunidade de trabalhar com reputados maestros, entre os quais Esa-Pekka Salonen, Lawrence Foster, Simone Young, Paavo Jarvi, François Xavier Roth, Michael Zilm e Peter Rundel.

Apresentou-se várias vezes a solo com orquestra e foi laureado em concursos a nível nacional e internacional, nomeadamente o Prémio Jovens Músicos da RDP, Prémio Jovens Instrumentistas do Marão, Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense, Certamen Internacional de Bandes de Música Vila de La Sénia (Espanha), World Music Contest Kerkrade (Holanda), Concurso Internacional de Bandas Filarmonia D’Ouro e Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga, no qual venceu por duas vezes o prémio “Batuta de Prata”, atribuído ao maestro com a maior pontuação.

A sua diversificada atividade musical permitiu-lhe atuar nas principais salas portuguesas e no estrangeiro: Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Concluiu o Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa, com Jean-Marc Burfin, e estudou, durante três anos, com o maestro Jan Cober, na Zuid-Nederlandse Hogeschool voor Muziek — Conservatorium Maastricht (Holanda), onde se diplomou com o Mestrado em Direcção de Banda. Frequentou masterclasses de direcção com Jean-Sebastien Béreau, Douglas Bostock, Roberto Montenegro, José Rafael Pascual-Vilaplana, Baldur Brönnimann, Timothy Reynish, Peter Rundel, Eugene Migliaro Corporon e Ernst Schelle, entre muitos outros.

Foi professor da Academia de Música de Santa Cecília e assistente convidado de Direcção na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e na Escola Superior de Educação Jean Piaget. Desde 2009 é professor do Conservatório de Música do Porto, onde desempenha as funções de maestro e foi responsável pela reestruturação das orquestras, nomeadamente a criação das orquestras juvenis e do Grupo de Música Contemporânea do Conservatório de Música do Porto. Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional.

Dirigiu a Orquestra do Norte, Orquestra de Câmara da Guarda Nacional Republicana, Orquestra de Câmara de Sintra, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Filarmonia das Beiras, Portuguese Brass, Banda Sinfónica Portuguesa, Remix Ensemble, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Orquestra da Academia de Música de Santa Cecília, Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, Banda de Música de Pontevedra, Artística de Merza, Banda de Música Municipal de Silleda e Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha), Symphonisches Blasorchester Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha). Dirigiu ainda diversos cursos e estágios de orquestra, nomeadamente na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Artave, Escola de Artes da Bairrada, Conservatório de Música do Vale do Sousa, Academia de Música de Costa Cabral, OJ.Com, entre muitos outros.

Entre 2005 e 2018 foi diretor artístico do Grupo Recreativo e Musical — Banda de Famalicão.

É, desde outubro de 2018, diretor artístico da Orquestra do Norte.

Nuno Penetro

Nuno Miguel Soares Penetro nasceu em Mancelos, Amarante, em 07 de outubro de 1982. Iniciou os estudos musicais aos 10 anos na Escola de Música da Banda Musical S. Martinho de Mancelos, na classe de Isidério Fonseca e António Fonseca. Entrou para a Banda 2 anos depois onde tocou clarinete até 2004. Prosseguiu os estudos Musicais no Conservatório do Vale do Sousa (Academia de Música de Lousada), onde frequentou as disciplinas de Formação Musical, Classe de Conjunto, Música de Câmara e Clarinete, na classe de Alberto Vieira.

Enquanto Músico tocou com diversas bandas filarmónicas, fez parte da Orquestra de Clarinetes do Conservatório Regional de Vila Real, foi músico convidado da banda residente do “Douro Jazz Marching Band”.

Em 2003 ingressou no Ensino Superior onde concluiu a Licenciatura em Educação Musical, na Escola Superior de Educação Jean Piaget Nordeste.

Aos 21 anos, assumiu a direção da Banda Musical S. Martinho de Mancelos, onde desempenha as funções de diretor Artístico desde 2004. É professor e diretor pedagógico da Escola de Música da Banda Musical S. Martinho de Mancelos desde o mesmo ano.

Lecionou a disciplina de Educação Musical no centro D. Abílio em Macedo de Cavaleiros (2006), na escola EB 2, 3 Luciano Cordeiro em Mirandela (2007), nas Escolas do Bairro, Timpeira, Torneiros e Quinchosos, em Vila Real (2008), na Escola EB 2 Pedras Salgadas (2010) e no Centro Escolar de Alijó (2011). Lecionou a disciplina de Iniciação Musical no Conservatório Regional de Música de Vila Real (2007 a 2009). Participou em vários workshops com pedagogos portugueses e estrangeiros como: Fernando Fraga de Azevedo, Amadeu Ferreira, Hélder Gonçalves, Jos Wuytack, Jan Van der Roost, entre outros.

Em 2012 frequentou o Estágio de Orquestração com o Maestro Teo Aparicio-Barbarán. Participou no 1º Estágio da APB (Academia Portuguesa de Banda) tendo dirigido em Concerto uma banda composta por 128 músicos no Europarque a 26/07/2013. Frequentou o curso de Direção de Banda da APB (Academia Portuguesa de Banda), sob a orientação do Maestro Paulo Martins.

HISTÓRIA

José Coelho dos Santos

José Coelho dos Santos, compositor, de Amarante

José Coelho dos Santos, compositor, de Amarante

Violino de Amadeo de Souza Cardoso

MÚSICA À VISTA

Iconografia Musical no Concelho de Amarante

Em Manhufe, freguesia de Mancelos, Amarante, nasceu o pintor Amadeo de Souza Cardoso, que faleceria em Espinho, em 1918.

Canção popular A russa e o fígaro, c. 1916

Canção popular A russa e o fígaro, c. 1916

Canção popular A russa e o fígaro, c. 1916, óleo sobre tela, 80 x 60 cm; Lisboa; Centro de Arte Moderna

Pintura (Brut 300 TSF), de Amadeo de Souza Cardoso

Pintura (Brut 300 TSF), de Amadeo de Souza Cardoso

Pintura (Brut 300 TSF), c. 1917, óleo sobre tela, 86 x 66 cm; Lisboa, Centro de Arte Moderna.

Violino, óleo sobre tela.

Violino de Amadeo de Souza Cardoso

Violino de Amadeo de Souza Cardoso

Violino, de Amadeo de Souza Cardoso, Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, Amarante

Em Amarante nasceu também o pintor, ilustrador, poeta e professor português, António Teixeira Carneiro Júnior, mais conhecido por António Carneiro, nasceu em Amarante, a 16 de Setembro de 1872, e morreu no Porto, a 31 de março de 1930. Da sua autoria é o quadro Órgão do coro alto da Igreja de São Bento da Vitória, de 1924.

Órgão do Coro Alto da Igreja de São Bento da Vitória, Porto, 1924

Órgão do coro alto da Igreja de São Bento da Vitória, Porto, 1924

Órgãos de tubos do concelho de Amarante [5]

Num concelho com cinco órgãos de tubos, 4 na cidade, a Escola de Música Sacra de Amarante tem a cadeira de Órgão de que é professor desde 2013 o organista Bruno Teixeira, licenciado em Música – Execução de Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Órgão de António Esteireiro.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de São Domingos

[ de Nosso Senhor dos Aflitos ]

Igreja de São Domingos, Amarante

Igreja de São Domingos, Amarante

A Igreja do Senhor dos Aflitos, vulgarmente designada de São Domingos, é sobranceira à Igreja de São Gonçalo. “Construída pela Ordem Terceira de São Domingos e concluída em 1725, exibe uma fachada, de estilo barroco, rematada, no tímpano, com as armas dominicanas. O interior ilumina-se com a decoração em talha dourada (século XVIII). No altar-mor o conjunto do Calvário (século XVIII) estabelece o enquadramento, com a imagem, ao centro, de Cristo Crucificado – Nosso Senhor dos Aflitos – em pasta de papel policromada, ladeada por Nossa Senhora, São João Evangelista e Santa Maria Madalena, em madeira estofada a ouro e policromada. A imagem de Nosso Senhor dos Aflitos, outrora na capela do Pópulo, na igreja de São Gonçalo, por pertencer à ordem Terceira, foi trasladada em grande solenidade para a nova igreja que a irmandade construiu para o efeito. A ladear o arco que delimita a capela-mor podem ver-se dois serafins-tocheiro, datadas do século XVIII. Num espaço contíguo à igreja, a riqueza do legado patrimonial religioso ganha visibilidade no Museu de Arte Sacra, dividido em dois pisos: no primeiro, com os espaços das artes decorativas, pintura, paramentaria e alfaias litúrgicas e, no segundo, com as salas de imaginária dos séculos XVI-XVIII e de imaginária do século XIX.”

Fonte: CMA

Órgão de tubos

Órgão da Igreja de São Domingos

Órgão da Igreja de São Domingos

Igreja Matriz de Amarante

[ Igreja Paroquial ] [ São Gonçalo ] [ do antigo mosteiro de São Gonçalo ]

Igreja Matriz de Amarante

Igreja Matriz de Amarante

“A implantação da igreja do Convento de São Gonçalo, no local da ermida onde se julga estar sepultado São Gonçalo, impõe o carácter religioso à cidade, fundido na riqueza e diversidade de elementos arquitetónicos que testemunham as diversas etapas da sua construção, iniciada em 1540, por ordem de D. João III, atravessando vários reinados e colhido influências renascentistas, maneiristas, barrocas e oitocentistas. A forma de cruz latina resume o traçado da igreja, partindo do nártex, encimado pelo coro, seguido do corpo da igreja e do transepto com o zimbório, culminando na capela-mor, de estilo barroco joanino. A capela-mor é ladeada, ao nível do rés-do-chão, por duas capelas: do lado do Evangelho encontramos a estátua jacente de São Gonçalo e do lado da Epístola, a capela onde se encontra uma imagem em tamanho natural de São Gonçalo do séc. XX, da autoria de José Thedim, vestido com o hábito dominicano. A base das colunas, que ladeiam o arco triunfal da capela-mor, resume a história do edifício, mantendo as inscrições da data de construção do convento e a proibição, ditada por Filipe I de Portugal, em 1595, de mais alguém ser sepultado na capela-mor por aqui se encontrar São Gonçalo. A austera fachada exterior principal, de gosto filipino, contrasta com a imponência da lateral, voltada a sul sobre o Largo – com um portal/retábulo, constituído por um arranjo artístico distribuído por três andares, de estilos diferentes – valorizada, ainda, com a Varanda dos Reis (fundadores e beneméritos do convento).”

Fonte: CMA

Positivo de armário

Órgão positivo da Igreja Matriz de São Gonçalo

Órgão positivo da Igreja Matriz de São Gonçalo

> naveórgão positivo de procissão construído por Luís António de Carvalho em 1???, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2016.

coro alto: órgão de dois teclados manuais [ II ; (21+22) ] construído por D. Francisco António Solha/Sá Couto c. 1765, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria,  em 2010, opus 55.

Montra

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Consola

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Pormenor da tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Pormenor da tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

O órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de São Gonçalo

“O órgão de tubos da Igreja de S. Gonçalo em Amarante é um instrumento típico ibérico da época barroca. Pelas características técnicas podemos concluir que muito possivelmente foi construído na 2ª metade do séc. XVIII pelo conhecido organeiro galego D. Francisco António Solha com oficina em Guimarães.

Não tendo sido encontrada nenhuma data, inscrição ou arquivos referentes a este instrumento, apoiados nas observações técnicas, podemos apenas supor que este instrumento sofreu logo após a sua construção uma profunda revisão, e possivelmente após a as Invasões francesas uma reformulação pelo famoso organeiro de Santo Tirso, Manuel de Sá Couto. Este adaptou-o ao gosto da época, refazendo grande parte da tubaria, mas aproveitou quase toda a mecânica.

Outras intervenções posteriores como a colocação de um fole paralelo novo e um trémolo, anulação de várias filas nos cheios desvirtuaram um pouco o instrumento. Numa das obras de reparação dos telhados, feita pela Dir. Geral de Edifcios e Monumentos Nacionais nos finais da 1ª metade do Séc. XX, terá sido desmontada toda a tubaria assim como o fole, e desmantelada a casa dos foles. Parte dessa tubaria foi arrumada parecendo desde aí então o órgão “esventrado”.

Este instrumento encontra-se a grande altura do lado norte em tribuna própria, de planta côncava, formando um semi-círculo ao centro, suportada por uma enorme mísula com atlantes e protegida por balaustrada. Na fachada ricamente decorada possui os tubos do Flautado de 12 e da Oitava Real ME; ainda na fachada possui também 5 meios registos de palhetas horizontais; tem 2 teclados que accionam 2 secções com 45 teclas (de Dó1 a Dó5, com oitava curta); possui 43 meio-registos e um total de 1884 tubos dos quais 44 de madeira e 204 de Palheta, além dos pisantes para os tambores, passarinhos e carranca. Durante os anos de 2008-2010 foi recuperado pela Oficina e Escola de Organaria.

O restauro da pintura e douramento, assim como a estabilização da tribuna foi feito pela empresa Regra de Ouro. Durante estes trabalhos procurou-se recuperar o instrumento para a sua entidade original, tendo como finalidade devolver-lhe a sua integridade histórica, técnica, estética e musical.

O órgão foi completamente desmontado e limpo; os someiros foram metódicamente restaurados, assim como a mecânica das notas e registos. Os foles foram refeitos segundo modelo existente no órgão de S. João de Tarouca e montado um ventilador electrico. Os tubos foram cuidadosamente limpos, restaurados e alongados com material da mesma liga; foram reconstruidos cerca de 1000 tubos segundo as medidas encontradas e dos organeiros intervenientes.

De referir que identificámos 4 tipos de tubaria o que prova diferentes intervenções ou seja o grande interesse em manter o instrumento activo e ao serviço. Assim se conseguiu redescobrir a sonoridade que cremos ser próxima da original, muito própria, com bom fundamento e bastantes harmónicos.

O temperamento usado é um temperamento desigual, próprio para um instrumento com oitava curta desta época que realça as tonalidades com menos “acidentes” mas não proíbe nenhuma.

Bem-hajam todos os que se empenharam na recuperação deste instrumento, esperando assim que este órgão continue a servir a Igreja e a Cultura, como o fez quase ao longo de 250 anos, ainda por muitas gerações e a sua música seja louvor de Deus e encha os corações.”

Pedro Guimarães von Rohden Mestre-organeiro, Paróquia de São Gonçalo, 29 outubro 2010

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro, Amarante

Igreja de São Pedro, Amarante

“Com fachada e torre de estilo barroco, a Igreja de São Pedro foi construída no local da antiga capela de São Martinho e concluída em 1727. Da frontaria irrompe, ao centro, uma torre, acompanhada de dois patamares balaustrados, encimados com as imagens de São Pedro e de São Paulo. No topo da torre sobressai a mitra papal com a cruz de três braços transversais, de tamanhos decrescentes. No interior de nave única – coberta por abóbada de berço em estuque e revestida, na base, com azulejos – destaca-se o altar-mor, em talha dourada, onde figuram as imagens (século XVIII) dos quatro evangelistas São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João e nas capelas laterais, São Martinho e Nossa Senhora da Conceição. No entanto, do ponto de vista artístico, ganha protagonismo o teto da sacristia, revestido em talha de madeira, em cor natural, constituindo, no género, um dos melhores do país.”

Fonte: CMA

Numa tribuna se encontra o órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, de um teclado manual e doze meios registos [ I; 6+6] construído no século XIX, reparado pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz), de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 2015, opus 67.

Montra do órgão

Órgão de tubos da Igreja de São Pedro

Órgão de tubos da Igreja de São Pedro

Igreja Paroquial Santa Maria de Fregim

No coro alto sobre a entrada, a Igreja Paroquial de Fregim dispõe de um órgão alemão moderno adquirido em segunda mão.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Montra

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim