Artigos

Grupos de Bombos de Anadia

Bombos, Zés Pereira, grupos e eventos de percussão tradicional no Concelho

Os grupos bombos, também conhecidos por Zés Pereiras, são agrupamentos de percussão tradicional com presença habitual nas romarias e festas de aldeia, em peditórios para a festa e em despiques de vários grupos, em eventos de de recriação histórica (feiras medievais) e outros.

Fontes Musorbis Bombos: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Grupo de Bombos Bate Forte, da Casa do Povo do Vilarinho do Bairro
  • Bombos de Anadia
Grupo de Bombos Bate Forte, da Casa do Povo do Vilarinho do Bairro

Grupo de Bombos Bate Forte, da Casa do Povo do Vilarinho do Bairro, créditos Feira da Vinha e do Vinho

Rancho Folclórico de Óis do Bairro 'Olhitos da Bairrada'
Folclore em Anadia

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Grupo Folclórico da Pedralva
  • Grupo Folclórico e Cultural de Paredes do Bairro – GFC Associação
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarinho do Bairro
  • Rancho Folclórico de Óis do Bairro “Olhitos da Bairrada”
Grupo Folclórico da Pedralva

O Grupo Folclórico da Pedralva tem o Museu Etnográfico da Pedralva. O museu está organizado em duas secções distintas: uma diz respeito ao traje típico da Bairrada, encontrando-se expostos trajes utilizados, outrora, no trabalho do campo, em festividades e outros de carácter religioso; a outra secção respeita ao espólio relacionado com o trabalho agrícola da Região.

Grupo Folclórico da Pedralva

Grupo Folclórico da Pedralva

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarinho do Bairro

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarinho do Bairro é uma coletividade de natureza etnográfica que desde meados dos anos 1990 leva a todo o país e ao estrangeiro os nomes de Vilarinho do Bairro, de Anadia e da Bairrada, divulgando os usos e costumes da freguesia, do concelho e da região.

Rancho Folclórico de Óis do Bairro ‘Olhitos da Bairrada’

Largo do Freixo, s/n
3780-502 Óis do Bairro

919 709 976

Rancho Folclórico de Óis do Bairro 'Olhitos da Bairrada'

Rancho Folclórico de Óis do Bairro ‘Olhitos da Bairrada’

FOI NOTÍCIA

Em 2019, o Cineteatro Anadia recebeu, no dia 12 de outubro, o espetáculo “Adiafa”, um desfile folclórico que dá corpo à terceira sessão do Festival Sentir Anadia, iniciativa do Município de Anadia em colaboração com associações do concelho. Pelo palco do cineteatro desfilariam o Rancho Folclórico de Óis do Bairro “Olhitos da Bairrada”, o Grupo Folclórico de Pedralva – Região Bairradina, o Rancho da Casa do Povo de Vilarinho do Bairro, e o Grupo Folclórico e Cultural de Paredes do Bairro – GFC Associação.

O festival contou ainda com a participação da Orquestra Desigual da Bairrada, do grupo de teatro “O Baluarte”, e do Club de Ancas, bem como da Associação dos Artistas Plásticos da Bairrada, que ilustrará o espetáculo com uma exposição.

O evento recorda tradições de Anadia, nomeadamente no que se refere às vindimas, dando a conhecer às gerações mais jovens alguns dos usos e costumes. Este espetáculo dá continuidade ao programa do Festival Sentir Anadia, cuja primeira sessão, no mês de abril, homenageou Zeca Afonso, seguindo-se, em maio, uma outra dedicada à dança. A quarta e última sessão deste ano – “Anadia Ensemble” foi agendada para 16 de novembro.

Grupo Coral Oásis, Anadia
Coros de Anadia

Grupos e atividade coral no Concelho

  • Associação “O Coral da Bairrada”
  • Grupo Coral Oásis
Associação “O Coral da Bairrada”

Fundada em 2013, a Associação “O Coral da Bairrada” teve origem num grupo de anadienses, com o fundamento de preencher uma lacuna no seio da animação cultural do concelho. No primeiro ano de vida, a Associação teve como principal objetivo a construção de um coro consistente, mobilizando para as suas fileiras elementos que possuem, em comum, o gosto de cantar. Chegaram cantores, não só do município de Anadia, mas também dos concelhos vizinhos, entregando ao Coral a beleza das suas vozes e o encanto da sua personalidade, começando a cimentar uma verdadeira amizade entre pessoas que se desconheciam, ou que pouco se conheciam, à volta desse gosto pelo canto, que todos comungam.

Coral da Bairrada, Anadia

Coral da Bairrada, Anadia

Desde a sua fundação, o Coral da Bairrada é dirigido pelo Maestro Celestino Ortet.

Em 2017, o Coral da Bairrada organizou o 1º Encontro Internacional de Coros do Advento de Anadia, agendado para o dia 18 de novembro, no Cineteatro de Anadia. O espetáculo contaria, para além do Coro anfitrião, com a presença do Coral Polifónico de Aveiro e do Coro de Musica Antiqua de Salamanca.

Rua S. José de Cluny, 70
Famalicão
3780-292 ANADIA

Grupo Coral Oásis

Em 1978, nasceu no lugar da Fogueira – Sangalhos o Centro Cultural Fogueirense que manifestou desde cedo a sua apetência para o Teatro granjeando pergaminhos inumeráveis. Em 1993 foi criado o Grupo Coral Oásis. Em 1995, deu-se início à Escola de Iniciação Musical Harmonia e em 1998 iniciou-se um Grupo de Ginástica Aeróbica, que em conjunto com o Grupo Coral formam três núcleos de atividade do Centro Cultural Fogueirense.

O Grupo Coral Oásis é um coro misto que conta com 45 elementos. De 1996 a 2003, participou nos Encontros de Coros da Bairrada, tendo organizado o 4.º Encontro. Em 1998, foi convidado para a sua primeira aparição televisiva, no programa das manhãs da RTP1, “Praça da Alegria”, tendo estado presente no mesmo programa no ano seguinte.

Em 1999, iniciou o Concerto dos Santos Populares, que tem vindo a realizar anualmente. Em 2000, participou no I Encontro de Coros do Norte de Portugal onde estiveram presentes 54 grupos corais. Foi convidado para um Concerto de Natal organizado pelo Orfeão do Porto em 2001 e  participou no Concerto de Primavera promovido pelo Orfeão de Águeda. Em 2002, inicia o Concerto de Natal, que se realiza todos os anos na Basílica de Mogofores. Em 2003 participou em Encontros de Coros de diversos Grupos Corais como o Similá, Coral Vila Forte, Grupo Coral Cardes, Grupo Coral Vera Cruz tendo ainda realizado intercâmbios com o Grupo Coral Calçada Romana, Coro Municipal Marquês de Pombal e Coral de Santana.

Em 2004 realizou intercâmbios com corais como Coral Santo Condestável e Orfeão da Santa Casa da Misericórdia de Gouveia, Grupo Coral Polifónico de Santa Comba Dão, Orfeão de Rio Tinto, Orfeão de Viseu, Grupo Coral de Proença-à-Nova, Coro Gaudia Vitae, Orfeão de Braga e Orfeão de La Coruña.

Em 2007 teve a sua primeira internacionalização, participando no 6º Festival de Música Coral “Auria Canta”, em Ourense (Espanha), a convite do Coral Polifónico “Auria Canta”.

Em 2008, volta novamente à Espanha a Cambre (La Corunha), para participar no X Aniversário da Coral Polifonica de Santa Maria de Cambre. No seu vasto reportório podemos encontrar várias tendências em peças valiosíssimas de contexto, percorrendo diversas categorias de inclusão musical, desde Espirituais – Negros de John Work , J.B Herbert entre outros a peças de Musica Sacra como ” Ti Voglio Star Vicino” (Coral da Paixão segundo S. Mateus) de J.S. Bach, passando por Música Popular Portuguesa, Música Popular Estrangeira, Música de Natal e Música de Intervenção com peças como a “Balada de Outono” de Zeca Afonso, “Acordai” e “Jornada” de Fernando Lopes Graça.

Por entre diversos capítulos da musica procura-se uma grande diversidade de reportório. Além de poder incluir neste um grande número de peças para Missa, o Grupo Coral Oásis tornou a atividade do Centro Cultural Fogueirense num expoente de referência local, regional e nacional, permitindo levar deste concelho uma identidade cívica e cultural.

Do Maestro Celestino Ortet, o primeiro diretor Artístico, aos atuais Maestro e Maestro Adjunto, António Luís de Brito e Sérgio Brito, houve uma evolução de fundo que permitiu não só aproveitar os recursos vocais da Fogueira como também aproveitar os que viriam de outras áreas vizinhas como Sangalhos, Moita, Anadia, Ancas, Amoreira da Gândara, Sá, Paredes do Bairro, Cúria, Mogofores entre outras freguesias do Concelho de Anadia.

O atual Maestro António Luís de Brito é maestro do Grupo Coral Oásis desde 1998.

FOI NOTÍCIA

Em abril de 2016, o IV Encontro de Coros da Paróquia de Arcos, Anadia, apresentou grupos de Gospel, que contagiaram de alegria as centenas de pessoas que encheram a igreja paroquial de S. Paio de Arcos.

Banda de Música de Anadia, créditos Câmara Municipal de Anadia
Filarmónicas de Anadia

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

EDAC-Banda de Música de Anadia

A Banda de Música de Anadia foi fundada em 1949, então ligada aos Bombeiros Voluntários de Anadia. Foi o seu principal fundador o Dr. Fernando Costa e Almeida, anadiense que quis proporcionar à juventude uma ocupação cultural dos tempos livres.

Teve como primeiro Mestre Joaquim José Ramos Lopes. A sua primeira apresentação ao público anadiense teve lugar em 1950, aquando da inauguração do Bairro Cancela de Abreu. Em janeiro de 1951 participou nas festas religiosas da Vila de Anadia em honra do Mártir S. Sebastião.

Durante alguns anos a Banda de Música de Anadia foi acarinhada pelas direções dos Bombeiros Voluntários de Anadia que, mais tarde, por dificuldades e uma grave crise gerada, levou a Banda de Música de Anadia para outro caminho. Em 1976 inaugurou a sua sede na Rua Fausto Sampaio, espaço já existente e cedido pela Câmara Municipal de Anadia.

Banda de Música de Anadia, 1975

Banda de Música de Anadia, 1975

Em 1990 lavrou escritura no Cartório Notarial de Anadia, tendo como objetivo cultivar e desenvolver a arte musical, estando inscrita no Inatel como CCD, sob o nº. 2771, desde 11 de outubro de 1994.

Tendo passado por obras de restauração e adaptação, a sede tem hoje uma excelente sala de ensaios além de outras divisões ao serviço da Banda bem como da sua Escola de Música. Em 1999, quando do seu 50º Aniversário, a Câmara Municipal de Anadia, em reconhecimento pelo trabalho realizado e pelo facto de ser a única Banda de Música no concelho, cedeu o direito de superfície do edifício/sede, contributo enriquecedor de uma espaço cultural que muito vem valorizar a Música de Anadia.

A Banda é composta por 32 elementos, oriundos da sua própria Escola de Música, atualmente com cerca de duas dezenas de alunos, alguns também alunos de Conservatório de Música, e que tem sido “alfobre” da coletividade. Tem como responsáveis o referido Regente bem como o Contramestre Manuel Germano Silva Dimas, que dirige o seu ensino desde 1982 e é executante de sax-tenor na Banda desde 1967.

Tem como atividades correntes, para além da Escola de Música (gratuita), um coro litúrgico e participa em festas religiosas (procissões, arruadas), comemorações (Dia Mundial da Música, 25 de Abril, Vindimas da Bairrada), concertos e ainda desfiles, festivais, inaugurações e intercâmbios.

Quando necessário apoia os seus músicos em ações de formação, dando também apoio pedagógico aos alunos que frequentam o Conservatório de Música.

Em 2003, sob a direção artística de André Dimas, a Banda de Música de Anadia gravou o seu primeiro CD.

Desde a sua fundação têm tido vários regentes na direção musical. Depois de Joaquim José Ramos Lopes (1.º Mestre), estiveram ao seu serviço António Campos, Manuel (da Leonarda) Gomes Fernandes, António Saúde, Flávio dos Santos, António Luís de Brito, Manuel Lindo Pleno, Carlos Marques, Fernando Fernandes e André Dimas. O seu Diretor Artístico atual é Carlos Alberto Amorim Cunha.

Banda de Música de Anadia, créditos Câmara Municipal de Anadia

Banda de Música de Anadia, créditos Câmara Municipal de Anadia

BANDAS DE MÚSICA EXTINTAS

Banda de Paredes do Bairro

A Banda de Paredes do Bairro (Anadia) foi fundada em 1888 e extinta em 1898. Conhecem-se-lhe dois regentes: Rolhas, e Adriano da Silva Carvalho, professor primário.

Música do Serra

A “Música do Serra», de Anadia, foi fundada em 1874 pelo Dr. José Paulo Cancela, Manuel Bonito e outros. Teve como regentes: Serra, José Guimarães e Teodomiro Argênteo. Terminou em 1910 ou 1911.

Músicos naturais do Concelho de Anadia
Ernesto Vieira, em Diccionario Biographico dos Músicos Portuguezes, 1900, apresenta António Xavier Machado e Cerveira como:

O mais notável organeiro português e que maior quantidade de trabalho produziu. Era irmão consanguíneo do grande escultor Joaquim Machado de Castro e filho de outro organeiro e escultor em madeira, Manuel Machado Teixeira ou Manuel Machado Teixeira de Miranda.

Machado Cerveira nasceu em 1 de Setembro de 1756 na Freguesia de Tamengos, pequena povoação pertencente ao concelho de Anadia, diocese de Coimbra. Seu pai, natural de Braga, tinha casado em primeiras núpcias com D. Teresa Angélica Taborda que foi mãe de Machado de Castro, e em segundas núpcias casou com Josefa Cerveira, natural de Arguim, a qual veio a ser mãe de Machado e Cerveira.

O nome do pai dos Machados figura no grande órgão que existia no coro do Mosteiro dos Jerónimos do lado do evangelho, o qual tinha esta inscrição: “Manuel Machado Teixeira de Miranda o fez e acabou no anno de 1781.”Esse orgão tinha 4:010 tubos, 74 registros e 12 pedais de combinações; os foles eram em número de sete. É uma fabrica majestosa, ocupando lateralmente todo o comprimento do coro que é extensíssimo, tendo no interior uma escadaria que vai até à abobada do templo para se poder limpar e consertar todas as peças do instrumento.

Diz a tradição que o fabricante tinha deixado um volumoso livro manuscrito com minuciosa descrição da sua obra, mas esse livro desapareceu. Teixeira Machado, porém, se planeou e dirigiu os trabalhos desse magnifico instrumento, teve seguramente um ajudante activo e vigoroso que inteligentemente lhe secundasse a direcção, porque ele em 1781 estava já decrépito devendo contar mais de oitenta anos de idade, visto que o seu primeiro filho nasceu em 1721. E esse ajudante não podia ser outro senão o filho mais novo, que com o pai aprendeu a arte de construir órgãos.

Órgão Machado e Cerveira da Bemposta, Lisboa

Órgão Machado e Cerveira da Bemposta, Lisboa, 1792, ft Rick Morais

O último trabalho do mestre foi ao mesmo tempo o primeiro do discípulo, que ao tempo contava vinte e cinco anos de idade. Em face do orgão precedentemente nomeado, estava outro de igual construção, mas que não chegou a ficar concluído; tinha esta inscrição: “O Ex.mo D. Fr. Diogo de Jesus Jordão sendo bispo de Pernanbuco mandou fazez este orgão no anno de 1789.” Foi construído por Machado filho, porque o pai já a esse tempo era falecido.

O primeiro orgão completo que Machado e Cerveira construiu e hoje existe em perfeito estado, é o da Igreja dos Mártires. Tem na inscrição a data de 1785 e o número 3 indicando os instrumentos construídos pelo autor até essa data. Talvez ele contasse como números 1 e 2 os do Mosteiro dos Jerónimos. É um bom instrumento, não de grande fabrica interna mas de vozes fortes e estridentes segundo o gosto da época. O seu frontispício tem um belo aspecto ornamental, perfeitamente em harmonia com o local em que foi posto e produzindo óptimo efeito olhado do corpo da Igreja.

Leia AQUI a biografia completa.

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora
Órgãos de tubos do concelho de Anadia [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Freguesia de Mogofores [ Santuário, de Salesianos ]

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Situada em Mogofores, a Igreja dos Salesianos  foi projetada por João Antunes e construída entre 1959 e 1963. Na época, o Instituto Salesiano de Mogofores sentiu necessidade de construir um templo mais espaçoso do que a primitiva capelinha, insuficiente para o movimento de seminaristas e uma condigna educação litúrgica dos futuros sacerdotes salesianos. Ao cimo da igreja encontra-se a estátua de Nossa Senhora Auxiliadora, com quatro metros de altura, ladeada por dois anjos, em pedra, com dois metros. A construção da torre foi planeada independentemente da igreja. Com quarenta metros da altura, a torre possui oito sinos, um relógio e quatro mostradores. Na fachada principal encontram-se dois painéis de mosaico alusivos a S. João Bosco, apóstolo da juventude.