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Grupo Folclórico da Região de Arganil
Folclore em Arganil

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Grupo Folclórico da Região de Arganil
  • Rancho Folclórico Rosas de Côja
  • Rancho Infantil E Juvenil de Côja
  • Rancho Folclórico Flores do Casal de São João
  • Rancho Folclórico Juvenil da Casa do Povo de Arganil
  • Rancho Folclórico “Os Malmequeres” de Cerdeira
  • Rancho Infantil e Juvenil “Os Columbinos”
Grupo Folclórico da Região de Arganil

O Grupo Folclórico da Região de Arganil é uma coletividade de natureza etnográfica que tem por principal objetivo manter vivas as tradições e vivências dos antepassados.

963 297 247
Email: gfrarganil@sapo.pt
Morada: Rua José da Costa Ferreira 3300-071 Arganil

Grupo Folclórico da Região de Arganil

Grupo Folclórico da Região de Arganil

Rancho Folclórico Rosas de Côja

Tl. 960 025 200 / 965 255 505

Email rancho.rosas@gmail.com

Morada: Rua Comendador Eduardo Francisco Filipe, nº 96, 3305-196 Côja

Rancho Infantil E Juvenil de Côja

Tl. 969 885 398 / 965 407 442
Email rancho.ij.coja@gmail.com
Morada: Rua do Cemitério, nº 23, 3305-134 Côja

Rancho Folclórico Flores do Casal de São João

Tlm. 932 848 712

Morada: Casal de São João, 3305-281 Vila Cova de Alva

Rancho Folclórico Juvenil da Casa do Povo de Arganil

Contactos Telefónicos: 927 441 151 / 966 443 582

Email: rancho.juvenil.arganil@gmail.com

Morada R. Condessa de Canas 3300 Arganil

Rancho Folclórico “Os Malmequeres” de Cerdeira

Tlm.: 968 118 448
Email: rancho_malmequeres44@live.com.pt
Morada: Largo Santo Amaro nº.1 3305-050 Cerdeira

Rancho Infantil e Juvenil “Os Columbinos”

Rua Visconde Sanches de Frias, nº 215 3300-318 Pombeiro da Beira

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Associação Filarmónica de Arganil

Filarmónicas de Arganil

Bandas de Música do Concelho de Arganil

  • Associação Filarmónica de Arganil
  • Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja
Associação Filarmónica de Arganil

Foi em 1853, por iniciativa do Padre Manuel da Costa Vasconcelos Delgado, que foi formada a primeira Filarmónica em Arganil, continuada posteriormente por seu sobrinho, também padre, Joaquim Inácio de Vasconcelos. Entretanto, logo em 1853, o Professor Ribeiro de Campos, fundaria outra Filarmónica, com regência do Maestro José Tomás de Aquino. Em 1856, falecia o Padre Vasconcelos Delgado e a Banda por ele formada, entrava em decadência.

Associação Filarmónica de Arganil

Associação Filarmónica de Arganil

Com alguns músicos desta banda e outros da já então extinta Banda do Prof. Ribeiro de Campos, fundaria mais tarde, o Padre Dr. Luís Caetano Lobo, uma outra banda que chegou a atingir grande nível artístico, pois era seu regente o próprio Padre Caetano Lobo, que além de cultivar o canto, com uma excelente voz de tenor, era um exímio violinista.

Seria esta então a Banda Recreativa Independente Arganilense. Entretanto, a Filarmónica inicialmente formada pelo Padre Vasconcelos Delgado reorganizava-se sob direção do Padre Joaquim Inácio de Vasconcelos (a depois famosa Banda do Padre Inácio) e que viria a ser a Filarmónica Constança Arganilense.

Coexistiram assim, durante muitos anos em Arganil as duas Bandas de Música que, apesar de terem engrandecido culturalmente a sua terra, também lhe trouxeram «muitas horas de intranquilidade e sobressalto e até uma certa fermentação de ódios».

Beneficiando da abertura social com o advento da República em 1910, logo da parte dos amantes da cultura musical isenta, se gerou um movimento no sentido da fusão das duas bandas, que efetivamente acabaria por se dar, embora com algumas vozes discordantes, em 1911. Assim, sob a presidência do Padre Francisco de Vasconcelos e regência de José Mendes Ribeiro, as duas Bandas dão origem à Filarmónica Arganilense, que com alguns altos e baixos, chega até aos nossos dias.

Além de vários maestros que ocasionalmente e por curtos períodos de tempo a regeram, foram seus principais regentes por maior dinâmica lhe transmitirem, além de José Mendes Ribeiro, os também Arganilenses e saudosos, José Augusto da Costa Ferreira, Adriano Ribeiro Mendes e João Martins Vinagre.

Durante vinte e cinco anos e até 2005, sob a regência do arganilense Fernando da Silva Martins, atuou a Filarmónica em vários espetáculos, nomeadamente dois televisivos: «Ou vai ou taxa» em Arganil e «Sol de Verão», no Porto.

Atuou ainda na Feira de Sousel ( Alentejo); na Feira Agrícola de Santarém; Pavilhão dos Desportos (Lisboa); Pavilhão Norton de Matos (Coimbra); Expo 98 (Lisboa) e Feira Internacional de Lisboa. A sua internacionalização começou em 1995 quando se deslocou a Torres de Cotillas, Murcia (Espanha); em 1997, foi representar a Beira Litoral na 34ª Europeada do Folclore e da Música Popular que se realizou na cidade Suíça de Martigny, com atuação também na cidade de Sion; em 1998, esteve presente na 35ª edição do mesmo certame realizado em Rennes (França) com actuação na Fortaleza do Monte San Michele no Canal da Mancha; em Julho de 2001, na 38ª Europeada em Zamora (Espanha); em 2002, na 39ª Europeada, desta vez realizada em Antuérpia (Bélgica) e por fim em Julho de 2006 esteve de novo em Zamora na 43º edição das Europeadas.

No fim da década de 90, começou a ser premente a necessidade de dinamizar e melhorar a Associação, enquanto Banda de Música, pois a sua recente entrada para a Federação das Filarmónicas de Coimbra (da qual foi Banda fundadora), intuiu a perceção da Filarmónica Arganilense começar a ficar desatualizada.

Encetaram-se então estratégias de desenvolvimento e modernização que passaram nomeadamente por atualização de todo o instrumental para afinação normal; concessão do Estatuto de Utilidade Pública; filiação no INATEL como Centro de Cultura e Desporto; organização interna a nível da contabilidade e saneamento financeiro, para então se alcançar o grande objetivo que era a escola de música com um professor/maestro que possibilitasse a projeção técnica e pedagógica da Filarmónica, que haveria por se concretizar, com a vinda do Maestro João Alberto J. Sousa.

O resultado já é visível. Apresentamos uma banda a caminho da modernização e recheada de juventude bem motivada, alguns até já a frequentarem o Conservatório de Música de Coimbra. Para isso muito contribuiu a clarividência dos últimos presidentes de direção, nomeadamente, Alberto Cruz Almeida, António Lopes Nogueira, Cristina Figueiredo e Abel Ventura Fernandes.

A Associação Filarmónica de Arganil foi agraciada em 2003 com a Medalha de Ouro do Município de Arganil.

Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja

A Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja é uma coletividade centenária com sede na vila de Coja. Foi fundada a 01 de novembro de 1868 pelo cojense Dr. José Albano de Oliveira que, à sua custa, adquiriu os primeiros instrumentos e contratou o seu primeiro regente, dando-lhe o nome de Filarmónica Progresso de Coja. Com a sua morte, a instabilidade gerada foi ultrapassada pelo interesse do Padre Simões Dias que dotou a Banda da primeira bandeira e foi seu professor de música e regente. A implantação da República acrescentou à designação da Banda “Pátria Nova”.

Em1985 foram elaborados e registados os primeiros Estatutos da Associação, cuja última alteração ocorreu em 2000. É filiada no INATEL, no RNAJ e na FFDC. Tem desde 1994 o Estatuto de Coletividade de Utilidade Pública. A hoje designada Associação Filarmónica Pátria Nova de Coja desde sempre foi composta maioritariamente por juventude e hoje 80% dos seus executantes, num total de 56, com média de 19 anos. É regida por Daniel Simões Gonçalves que, fruto do seu trabalho na Academia de Música, incrementou a aprendizagem da música não só como fonte de executantes para a Associação mas como fonte de educação e ocupação dos jovens na Vila de Coja e região.

Filarmónica mais antiga do concelho de Arganil, com atividade ininterrupta, a Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja tem nos últimos anos intensificado a qualidade que empresta aos serviços de festas e romarias para os quais é solicitada, na sua componente religiosa, mas também na versatilidade de reportório que procura executar em diferentes palcos e contextos.

Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja

Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja

Baixos-relevos do escultor Aureliano Lima na frontaria do Teatro Alves Coelho, em Arganil

MÚSICA À VISTA

Sugestões para uma rota musical no Concelho Arganil
Baixos-relevos do escultor Aureliano Lima na frontaria do Teatro Alves Coelho, em Arganil

Baixos-relevos do escultor Aureliano Lima

Baixos-relevos do escultor Aureliano Lima na frontaria do Teatro Alves Coelho, em Arganil, edifício inaugurado em abril de 1954. O pintor Guilherme Filipe executou várias pintura nas salas do teatro.

Aveiro
Alves Coelho, maestro, de Arganil
Músicos naturais do Concelho de Arganil

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Alves Coelho

Alves Coelho, maestro, de Arganil

Alves Coelho, maestro, de Arganil

Antero da Veiga

Antero da Veiga, guitarrista, de Arganil

Antero da Veiga, guitarrista, de Arganil

Igreja de Santo António
Órgãos de tubos do concelho de Arganil [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Arganil

[ de Santa Isabel ]

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia

Localizada no centro da vila, a Igreja da Misericórdia de Arganil é um edifício de planta irregular, implantado no ângulo das ruas da Misericórdia e Condessa das Canas. Fundado na segunda metade de Setecentos, o templo apresenta um programa híbrido, com estrutura exterior barroca e espaço interior já rococó, resultante de uma extensa campanha construtiva que se arrastou pelo século XIX. Na fachada principal destaca-se o portal barroco, concebido em conjunto com a janela do coro alto, numa composição una que se prolonga ainda pelo brasão de armas da Misericórdia, patente no tímpano do frontão contracurvado. Estes elementos são complementados por apontamentos decorativos oitocentistas, como os fogaréus, a grade da varanda, e o remate da torre sineira.
O interior, de nave única, apresenta também uma dicotomia na ornamentação. O retábulo-mor, de talha dourada, remonta ao último quartel do século XVIII, tal como os retábulos colaterais, pintados de branco e com concheados, que se encontram implantados na diagonal, junto ao arco triunfal, numa solução que confere dinâmica ao espaço. As restantes obras de talha, nomeadamente a balaustrada do coro alto, o púlpito e a varanda do órgão, são já do final do século XIX.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Órgão inglês [ I;2 (10+10) ], c. 1900, montado em 1902 por J. Linhares, de 1 teclado para as 2 secções (54 notas), restaurado pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 1998, opus 23.

Igreja do Convento de Santo António de Vila Cova de Alva

Igreja de Santo António

Igreja de Santo António

De fundação setecentista, o convento de Santo António de Vila Cova de Alva foi edificado entre 1713. Os primeiros religiosos chegaram em 1712, instalando-se em casas próximas para orientar os trabalhos do novo edifício. Estas, decorreram céleres, cabendo a concepção do projecto a João Coelho Coluna, um frade ou leigo, natural de Alvite, que se encontra sepultado sob a galilé. O edifício, que já havia sofrido fortes danos com as Invasões Francesas, foi vendido em hasta pública no ano de 1841, tendo sido, a partir de então, objeto de remodelações constantes que o descaracterizaram profundamente. O claustro, com cinco vãos e muro a suportar a colunata de capitéis toscanos e arquitrave, conserva a sobriedade original, apesar da adulteração do segundo registo, fechado por janelas.
A igreja, de planta cruciforme, conserva, no interior, o esplendor da talha dourada que caracterizou os espaços barrocos no nosso país, contrastando vivamente com a austeridade própria da Ordem, bem visível da arquitetura depurada do conjunto conventual. A fachada, em empena de cunhais rusticados rematados por pináculos, é aberta por um arco abatido, também rusticado, sobrepujado pelo janelão do coro, e por um óculo. O portal, de verga reta, exibe, sobre a cornija, um nicho decorado por enrolamentos. No interior, a austeridade arquitetónica, com cornija na nave, arcos de volta perfeita a marcar o transepto arco triunfal também de volta perfeita, e restantes vãos de verga reta é equilibrada pelos altares colaterais, de talha dourada de estilo nacional, pelas sanefas que rematam as imagens sobre o arco triunfal, pelas pinturas deste último, e pelo imponente retábulo-mor, da mesma época. No coro-alto destaca-se o cadeiral de duas ordens, em talha. Na cerca conventual conservam-se várias fontes e bicas de água, que convidavam à meditação e repouso.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

Igreja Matriz de Arganil

[ Igreja Paroquial ] [ S. Gens ]

Igreja Matriz de Arganil

Igreja Matriz de Arganil

O edifício atual da Igreja Matriz de Arganil provém de finais do século XVII. A parte mais antiga é a capela dos Fonsecas. A frontaria, de cunhais apilastrados e linha da empena de cantaria de granito, tem portal retangular dominado por um nicho e um óculo poligonal. O corpo é de cobertura apainelada que contém em cada painel uma pintura hagiográfica, de execução artificial, de autoria de Oliveira Trovão, mandada executar em 1762 por três irmãos padres da vila: Manuel Veloso de Paiva, José de Almeida Veloso e António da Silva Veloso. O retábulo principal é do fim do século XVII, com reformas posteriores. À esquerda encontra-se a capela instituída pelo capitão-mor da Vila, Pêro da Fonseca, cujo terreno foi demarcado em 1658. Encontram-se nesta capela duas esculturas de madeira do século XVII: a Senhora da Conceição e S. Pedro. A capela do Sacramento (do mesmo lado) é da primeira metade do século XIX. Aí se encontram duas imagens setecentistas de S. Francisco e Santo António. A torre encontra-se separada da Igreja e num nível mais elevado sendo, por isso, um motivo urbanístico muito interessante.

Fonte: CMA

Igreja Matriz de Coja

[ Igreja Paroquial ] [ São Miguel ]

Igreja Matriz de Coja

Igreja Matriz de Coja

A Igreja Matriz de Coja tem como orago S. Miguel. É um edifício de arquitetura religiosa de linhas setecentistas que deve ter sido reconstruída no século XIX. A linha da frontaria é funda e elegantemente recortada. O retábulo principal (1881) e os colaterais (1893), em linhas setecentistas, são do entalhador da Cerdeira, José Gonçalves de Abreu. As imagens de Santa Catarina e S. Sebastião são esculturas medievais em pedra. Outras imagens vieram de conventos ou colégios universitários de Coimbra. São imagens em madeira do século XVII.

Fonte: CMA

Pormenor da montra do órgão

Órgão da Igreja Matriz de Arganil

Órgão da Igreja Matriz de Arganil