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Rancho Folclórico "Os Camponeses" de Arraiolos
Folclore em Arraiolos

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região Alentejo (Alentejo Central)
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Arraiolos
Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Arraiolos

O Rancho Etnográfico “Os Camponeses” de Arraiolos foi fundado em 1985. Conta com meia centena de elementos. Tem contribuído para a promoção e divulgação da etnografia e as danças regionais arraiolenses e alentejanas, levando pelo país com as suas atuações as tradições do nosso folclore.

Em 2019, o Rancho realizou nos dias 31 de maio e 1 de junho as Festas Populares e um Festival de Folclore. O programa teria a atuação Banda Red e muita animação com Miguel Azevedo. No Festival de Folclore estariam o Rancho Etnográfico Os Camponeses” de Arraiolos, Grupo Folclórico de Professores (Viana do Castelo), Rancho Folclórico Alegria Exames (Fundão), Rancho Etnográfico Minhotos (Ribeira da Lage, Porto Salvo, Oeiras), Rancho Folclórico das Rosas da Coja (Arganil).

Rancho Folclórico "Os Camponeses" de Arraiolos

Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Arraiolos

Sociedade Filarmónica União Vimieirense
Filarmónicas de Arraiolos

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade 1º de Abril Vimieirense
  • Sociedade Filarmónica União Arraiolense
  • Sociedade Filarmónica União Vimieirense
Sociedade 1º de Abril Vimieirense

A Sociedade 1º de Abril Vimieirense foi fundada em 1922 pelo maestro Francisco Jose Chaveiro. Este fazia parte da Filarmónica União, da qual saiu com um grupo de 13 músicos, para formar uma nova coletividade. A designação 1° de Abril surgiu da incredibilidade geral em relação à formação desta nova Banda. O Maestro tinha apenas 18 anos. Contra todas as expectativas, a Filarmónica saiu à rua pela 1ª vez em 01 de janeiro de 1922. A partir de 1948 e durante os 43 anos seguintes, foi regente da banda e presidente da Coletividade Eurico Manuel Chaveiro, filho do fundador. Ao longo da sua existência, a Banda 1° de Abril tem atuado sem interrupções, participando em festas e romarias em diversos pontos do país, em concursos e em festivais de música popular. A Banda conta com 40 elementos. Na escola de música, frequentada por 35-40 jovens, lecionam-se instrumentos de percussão, cordas, teclas e sopro.

Sociedade Filarmónica União Arraiolense

A Sociedade Filarmónica União Arraiolense, anteriormente designada de Sociedade União Arraiolense, é uma associação de natureza cultural e recreativa, sediada na Rua Alexandre Herculano, nº 18, na freguesia de Arraiolos, no concelho de Arraiolos, distrito de Évora. Foi constituída a 25 de junho de 1965 e alterou estatutos a 23 de abril de 1991.

A 27 de fevereiro de 1899, deu-se a fundação da Banda de Música da Sociedade Filarmónica Arraiolense. Em 1911, foi distinguida com o estandarte Bordado a Ouro, no grandioso Concerto de Bandas Civis de Lisboa, sob regência do maestro José Francisco Valente.

Sociedade Filarmónica União Arraiolense

Sociedade Filarmónica União Arraiolense

No início da década de 40 deu-se a extinção da Banda de Música desta Coletividade. Só em 1998 se iniciou o processo de reativação, através da entrada em funcionamento de uma Escola de Música que conta com 30 alunos. A Escola é apoiada pelas Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Arraiolos, e pela Santa Casa da Misericórdia de Arraiolos. A Sociedade possui Estatuto de Utilidade Publica desde 1992.

Sociedade Filarmónica União Vimieirense

Sediada em Vimieiro, na freguesia de Vimieiro, no concelho de Arraiolos, a Sociedade Filarmónica União Vimieirense, anteriormente designada Sociedade Filarmónica União de Vimieiro, é uma coletividade de natureza recreativa e artística constituída a 22 de dezembro de 1923.

Sociedade Filarmónica União Vimieirense

Sociedade Filarmónica União Vimieirense

Mara, cantora de Arraiolos
Músicos do Concelho de Arraiolos

Música e músicos no Concelho

  • Francisco Teles (maestro)
  • Mara
  • Rayos
Francisco Teles

Francisco Teles, maestro, iniciou os estudos musicais aos 11 anos de idade na S.M.U. Vimieirense (Arraiolos) a sua terra natal. Aos 20 anos ingressou na Banda do Regimento de Infantaria 16 de Évora, sendo promovido a 1º Cabo Músico. De 1966 a 1997 foi músico na Banda da Companhia dos Caminhos de Ferro de Lisboa, onde foi seu Subchefe. Frequentou o Conservatório de Lisboa nos anos de 1968 a 1969, no curso de Clarinete Especial.

Foi regente da Banda Filarmónica da sua terra durante 13 anos, e atualmente é regente do Grupo de Canto Coral da Associação de Reformados e Pensionistas de S. João de Brito e Alvalade (Lisboa) e regente da Banda Filarmónica do Grupo de Solidariedade Musical e Desportiva de Talaíde, da freguesia de S. Domingos de Rana, Concelho de Cascais, cargo que desempenha desde 1995. Mais recentemente criou a Orquestra Ligeira, do mesmo grupo.

Mara

Mara é uma cantora natural de Arraiolos. A arte de cantar começa a fitá-la desde a sua infância em que o fado era uma predominância no seio familiar. Ao longo do seu percurso, envolve-se em diversos projetos onde canta bossa nova, música portuguesa, faz formação de voz na escola Jb Jazz, integra o projeto Música nos Hospitais e compõe o seu primeiro original, em 2003 ainda em Lisboa.

Em 2009 regressou às suas raízes, o Alentejo. No encontro com Carlos Menezes (baixista e diretor musical) que a incentivou a “tirar as músicas da gaveta” “revisita os temas mais antigos dando-lhes uma nova roupagem, e compõe ainda novas canções, surgindo assim o álbum “Folha de Rosto”. No disco de estreia, conta ainda com a colaboração de Daniel da Silva (guitarra flamenca), Henrique Leitão (Guitarra Portuguesa) e Rui Gonçalves (percussão), músicos com os quais já tinha colaborado em outras ocasiões.

Mara foi convidada em 2011 para integrar e gravar com o grupo de música folk [Aqui Há Baile], em 2012 criou a banda sonora para uma curta metragem [A Linha, de Adriana Martins da Silva], em 2013 para um filme promocional e em 2014 criou a banda sonora para diferentes espetáculos de dança.

No ano de 2014 destaca-se a sua participação com o pianista Amílcar Vasques-Dias, o concerto no Festival Bons Sons, o convite e participação no concerto da Ronda dos Quatro Caminhos com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, e a nomeação para o prémio Mais Música da Revista Mais Alentejo.

Participou no concerto do Mestre António Chainho, no pré-lançamento do seu álbum comemorativo dos seus 50 anos de carreira.

Rayos

Rayos é um projeto natural de Arraiolos que recolhe influências da música celta, medieval e tradicional portuguesa. A banda prepara-se para editar o seu primeiro EP, “Terras de Rayos”, já disponível em pré-venda, com a chancela da Music in My Soul – noticiava o portal Cardápio em 2016.

Resultado de uma fusão entre música Celta, Medieval e Tradicional Portuguesa, este projeto tenta criar um ambiente único ao vivo, levando o espectador por uma viagem sem fronteiras, onde se pode mergulhar em mágicos momentos instrumentais, suaves melodias de flauta e momentos únicos de profunda reflexão.

Rayos, projeto musical de Arraiolos

Rayos, projeto musical de Arraiolos

Andreia Carmo, a voz dos Rayos, iniciou o seu percurso musical aos 15 anos na Escola de Música do Município de Arraiolos, onde estudou canto. Já integrou projetos de música tradicional, pop/rock e bossa nova. O fado fez parte da sua vida desde pequena e continua a estar presente em projetos como “Notas ao Vento” e “Zanguizarra”. Na vertente medieval e celta integra “Trovadores de Arraiolos” e “Rayos”.

António Luís Valente iniciou os estudos musicais aos 8 anos de idade com o acordeão. Entre os 9 e os 11 dedicou-se também ao piano e aos 11 anos descobriu a sua paixão pela bateria. Em 1998, dedicou-se ao ensino musical, carreira que desenvolve até aos dias de hoje. Nos “Rayos” toca piano, sintetizadores e percussão.

David Espingardeiro é o guitarrista dos Rayos. Desde os 12 anos que estuda guitarra clássica e guitarra elétrica. Juntou ao seu percurso estudos em guitarra portuguesa e guitarra jazz, o que lhe permite participar em vários projetos dos mais variados estilos musicais.

Ângela Fortes começou o seu caminho musical aos 7 anos, quando entrou na “Academia de Música de Évora” para estudos musicais. Toca em vários grupos de música com as mais diferentes sonoridades desde a música clássica, passando pela música celta e medieval. Terminou a Licenciatura em Estudos Teatrais na Universidade de Évora e atualmente é professora na Escola Secundária Eça de Queirós e encenadora no grupo de teatro amador de Arraiolos – “Dupla Identidade”.

Paulo Travelas é um músico autodidata, que descobriu a sua vocação aos 4 anos quando lhe oferecem uma pianola e, mais tarde, um acordeão. Na adolescência a guitarra assume um papel principal na sua carreira musical. Atualmente, participa em alguns projetos musicais no Alentejo nas minhas diferentes sonoridades: música tradicional, medieval, celta, anglo-saxónica e latino americana.

Augusto Graça é o instrumentista deste grupo, que traz consigo uma influência jazz em fusão com música tradicional. Tó Zé Caeiro é o baterista e percussionista, que iniciou o seu trajeto musical aos 13 anos à semelhança de vários elementos deste grupo alentejano.

Igreja Matriz de Arraiolos
Órgãos de tubos do concelho de Arraiolos [1]

Igreja Matriz de Arraiolos

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora dos Mártires ]

Igreja Matriz de Arraiolos

Igreja Matriz de Arraiolos

A Igreja Matriz de Arraiolos é um edifício de arquitetura religiosa que tem a sua origem antes de 1302, num templo que antecedeu o templo atual. Inicialmente batizada com o nome de Santa Maria, foi vítima de danos muito graves durante a sua existência e acabou por ser abandonada durante o século XVII. No ano 1747, por ordem do Arcebispo D. Miguel de Távora, foi reconstruída na integra a igreja abandonada. Houve uma transição para o barroco-rococó, passaria a invocar Nossa Senhora dos Mártires. De planta retangular de uma só nave, apresenta a fachada em frontão triangular ladeada por pináculos piramidais. É constituída por três rasgos, o portal principal de moldura reta ladeado por duas colunas, sobrepujado de um entablamento e encimado por um bloco de mármore com inscrições e este está ladeado por duas aletas. É rematado por um frontão curvo interrompido por um nicho com uma imagem. Esta está ladeada por duas janelas de verga reta com gradeamento.

Fonte: Visitar Portugal