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Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas
Folclore em Bombarral

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas
Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas

Rua da Capela nº 18
2540-694 Gamelas

Em 2019,  o Rancho das Gamelas promoveu mais um Festival de Folclore (39ª edição). Para além do grupo anfitrião, o festival contou nesse ano com a participação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Rio Côvo (Santa Eugénia, Barcelos), do Rancho Folclórico de Castelo de Paiva e do Rancho Folclórico Rosas do Mondego (Casal de Misarela, Coimbra).

Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas

Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas

Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas

Rancho Folclórico Fazendeiros de Gamelas

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Banda Filarmónica do CCMB

Bandas filarmónicas no Concelho de Bombarral

História e tradições filarmónicas

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

Banda de Música do CCMB

A Banda de Música do CCMB conta com cerca de 58 elementos e desde abril de 2018 tem como seu diretor artístico e maestro titular, Élio Leal. Em 1979 nasceu o Círculo de Cultura Musical Bombarralense (CCMB), constituído por um grupo de músicos e antigos executantes que se encontravam dispersos pelo concelho do Bombarral e que formaram uma banda filarmónica. O CCMB, enquanto associação de utilidade pública sem fins lucrativos, constitui-se como uma referência regional no contributo para o ensino das artes e no reforço da cidadania participativa. A associação tem sabido ao longo dos anos diversificar as suas atividades, indo ao encontro dos desejos e das necessidades da população, reunindo no mesmo espaço físico diversos grupos instrumentais, corais, uma escola de música e dança, um polo do Conservatório das Caldas da Rainha e um núcleo museológico. CCMB movimenta semanalmente cerca de 400 famílias.

Ao longo da sua existência, a banda foi dirigida pelos maestros Manuel Jerónimo, Edmundo Barrela, António Pedro dos Santos, José Manuel Borges Monteiro, João Alberto Menezes dos Santos, Carlos António Moreira Serra, Samuel Filipe Pascoal, José António Santos, Vítor Feitor, Pedro Florindo e Élio Anes Leal.

Com um reportório muito diversificado, a banda apresenta-se em todo o tipo de eventos: concertos, arruadas, festas populares e religiosas, encontros de bandas, concursos. No ano 2000, foi uma das quatro bandas nacionais convidadas a participar nas comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, tendo atuado na Torre de Belém e no Parque das Nações (Lisboa). Como forma de enriquecimento cultural e social, em outubro de 2004 a banda deslocou-se à ilha de S. Miguel (Açores) a fim de participar nas festividades locais no âmbito de um intercâmbio realizado com a Banda Filarmónica Lira do Rosário. Na passagem do ano 2005 para 2006, participou na Gala Final do programa televisivo “1ª Companhia” da TVI. Somam-se ainda duas participações no prestigiado Concurso de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense, respetivamente em 2006 e 2014.

Em setembro de 2015, realizou um novo intercâmbio desta vez com a Orquestra Volvic Enharmonie (França), concretizando assim a sua primeira internacionalização. No âmbito do seu tradicional concerto de Natal, a banda atuou com Sissi Martins, Rúben Madureira e FF (Fernando Fernandes). A Banda do CCMB conta com diversos registos discográficos: a sua primeira gravação data de 1986, onde, em colaboração com o Grupo Coral da Rádio Renascença, participou na gravação de um disco intitulado “Música e Canto no Bombarral”. Em 2003, gravou o seu primeiro álbum intitulado “Antes da Prata” e em 2006 participou na gravação de um CD duplo com o nome “Novos Palcos”. Em 2019, participou na gravação de mais um CD que envolveu todos os agrupamentos musicais da associação, desta vez no âmbito do 40º Aniversário do CCMB.

Banda Filarmónica do CCMB

Banda Filarmónica do CCMB

Banda Filarmónica do CCMB

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013
Coretos do Concelho do Bombarral

Os coretos são equipamentos destinados à apresentação de música filarmónica em fruição por um vasto público, localizado geralmente junto à igreja mas também em locais mais inesperados, na água.

Carvalhal

Coreto e igreja

Coreto do Bom Jesus do Carvalhal, Bombarral

Coreto do Bom Jesus do Carvalhal, Bombarral

Quinta dos Lóridos . Carvalhal

Coreto

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013

Cobertura

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal,

Chão

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013

Coreto da Quinta dos Lóridos, Carvalhal, Bombarral, créditos José Matos 2013

Élio Anes Leal, maestro, do Bombarral
Músicos naturais do Concelho do Bombarral

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Élio Anes Leal (maestro)
Élio Anes Leal, maestro, do Bombarral

Élio Anes Leal, maestro, do Bombarral

Élio Anes Leal nasceu no Bombarral em 1986 e iniciou os estudos musicais com onze anos de idade na Escola de Música do Círculo de Cultura Musical Bombarralense. Frequentou o Conservatório de Música de Caldas da Rainha e, posteriormente, a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, onde concluiu o Ensino Complementar de Música na variante de Trompete. Iniciou os estudos de Direção Musical em 2003, tendo desde então trabalhado com os maestros Jean-Marc Burfin, Jean-Sébastien Béreau, Jo Conjearts, Timothy Reynush, Mark Heron, Johannes Schlaefli e Scott Sandmeier. Estudou, ainda, Direção Coral e Reportório Operático com Enza Ferrari e Giovanni Andreoli.

Em diferentes contextos, teve a oportunidade de dirigir os seguintes agrupamentos: Orquestra Sinfónica do Chipre, Orquestra Ibérica, Orquestra do Algarve, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra Promenade, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Câmara do Luxemburgo, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Reportório da ESML e Percussões da Metropolitana, entre outros. Desde 2005, é maestro da West Europe Orchestra, orquestra de jovens que fundou e com a qual foi vencedor nacional na 1.ª edição do Prémio Carlos Magno para a Juventude, em 2008, tendo sido distinguido pelo então Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, e pela chanceler alemã, Angela Merkel. Em 2010, foi convidado para dirigir um concerto para o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, aquando do seu roteiro das comunidades locais inovadoras no Oeste.

Ainda com a West Europe Orchestra, gravou um CD dedicado à música portuguesa, a convite da editora Lusitanus Edições e, em 2012, fez uma digressão à Grécia. Em 2013, recebeu a distinção de «Profissional do Ano» pelo Rotary Club do Bombarral e foi um dos onze finalistas do Concurso Internacional de Direção Solon Michaelides, entre 180 candidaturas de todo o mundo. Em 2016, foi um dos doze jovens maestros portugueses selecionados para participar na categoria de Direção de Orquestra da 30.ª Edição do Prémio Jovens Músicos, onde teve a oportunidade de dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Tem dirigido diferentes formações orquestrais, acompanhando em concerto músicos solistas de diversos estilos, tais como Sofia Escobar, Barbara Barradas, Marco Alves dos Santos, Luís Gomes, Carlos Guilherme, Jorge Palma, Luís Represas, Deolinda, Paulo de Carvalho, Rita Guerra, Vitorino Salomé, João Só, Mafalda Arnauth, Anabela, André Sardet, Tim, Mafalda Veiga, 3 Bairros, Sissi Martins, Rúben Madureira, Ana Bacalhau, Carlão, Gisela João e FF (Fernando Fernandes).

Apresentou-se em concerto acompanhando o pianista Artur Pizarro e dirigiu, em estreia absoluta, O Pequeno Príncipe do compositor Sérgio Azevedo, baseado na obra de Antoine de Saint-Éxupéry e d’As Fábulas de La Fontaine, uma encomenda da Metropolitana ao compositor Lino Guerreiro no âmbito da inauguração do LU.CA – Teatro Luís de Camões, a convite da Câmara Municipal de Lisboa. Em 2019 participou na série da SIC Notícias «As empresas são como orquestras?» em parceria com a Deloitte Portugal. Colabora regularmente na redação de notas de programa para a temporada de música da Fundação Calouste Gulbenkian e assina crónicas de âmbito musical no Jornal Região Oeste.

Élio Anes Leal é licenciado em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, onde estudou sob a orientação do maestro Jean-Marc Burfin. É professor no Conservatório de Música da Metropolitana, diretor artístico da Orquestra Juvenil Metropolitana e encontra-se a concluir o mestrado em Direção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa.