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Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo” da Casa da Cultura de Orada
Folclore de Borba

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Borba
Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo” da Casa da Cultura de Orada

O Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo” da Casa da Cultura de Orada foi fundado em 1979, para reavivar e perpetuar as tradições. Representando tradições, hábitos e profissões ligadas essencialmente à agricultura, os trajes são variadíssimos, e a sua composição vai desde os trajes domingueiros aos de trabalho, representando mondadeiras, azeitoneiras, ceifeiras, pastor, carreiro, ganhão, noivos e paquetes.

O seu repertório é composto por músicas que se dançavam antigamente, tais como saias, picadinho, fado, mazurca, vira.

A tocada é composta por acordeão, ferrinhos, bombo, harmónica e pandeireta, instrumentos utilizados pelos antepassados na animação das suas festas.

O Rancho organiza anualmente um Festival de Folclore e é presença assídua na Festa da Vinha e do Vinho, em Borba. É membro da Associação de Folcloristas do Alto Alentejo.

Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo” da Casa da Cultura de Orada

Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo” da Casa da Cultura de Orada

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Banda Filarmónica do Centro Cultural de Borba
Filarmónicas de Borba

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho de Elvas

Banda Filarmónica do Centro Cultural de Borba

O Centro Cultural de Borba foi fundado a 1 de Julho de 1978, tendo como objetivos promover e incentivar atividades culturais, sociais e desportivas. Em 1981 foi reestruturada a Banda Filarmónica com alguns elementos da Banda 1º Dezembro, fundada em 1950 e que findou em 1957, sob a regência do maestro Fonte Santa, por falta de meios de subsistência. A partir de 1997, com o entusiasmo de um dos músicos da Filarmónica ter assumido a posição de regente, e com o empenho e dedicação de todos: músicos – maestro – direção, a Banda do Centro Cultural de Borba tornou hoje um símbolo da cultura do Concelho.

Pela sua Escola de Música já passaram ao longo do últimos anos, algumas centenas de jovens da vila de Borba. A Escola de Música está a funcionar em pleno, o que tem permitido aumentar o número de músicos instrumentistas da Banda, composta por 50 elementos, sendo 90% jovens com idades entre os 7 e os 34 anos.

Banda Filarmónica do Centro Cultural de Borba

Banda Filarmónica do Centro Cultural de Borba

O atual maestro, José Francisco Pombeiro Andrade, é também professor da Escola de Música. Em 2003, a Banda gravou o CD “Lembranças”. Em 2005 atou em direto no programa televisivo SIC – 10 Horas.

Cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho
Músicos naturais do Concelho de Borba

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Joaquim Azinhal Abelho (folclorista, 1911-1979)
Cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho

Cancioneiro do Natal Português de Azinhal Abelho

Joaquim Azinhal Abelho nasceu na freguesia da Orada, concelho de Borba a 13 de abril de 1911. Filho de pais lavradores, viveu a infância no monte do Rossio, na Orada. Fez o exame da 4ª classe na sua terra Natal. O liceu fê-lo em Estremoz, partindo depois para Lisboa onde se licenciou em Filologia Românica na Universidade de Letras de Lisboa. Depois de ter passado brevemente pelo ensino, dedicou-se quase exclusivamente à atividade literária.

Foi grande estudioso e pesquisador de tema etnográfico, principalmente os ligados ao Alentejo. A sua paixão pelo teatro levou-o a dirigir o Teatro da Trindade, e a realizar diversos documentários cinematográficos. Foi compilador das Cartas de Florbela Espanca. Faleceu em Lisboa a 21 de Janeiro de 1979, mas veio a ser enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Orada concelho de Borba. Em sua homenagem, Borba tem o Pólo Museológico Azinhal Abelho.

Entre muitas obras de poesia, escreveu: Canto Chão, (1942); Os Anjos Cantam o Fado, (1961); Cancioneiro do Natal Português, (antologia, 1964);  Cancioneiro do Vinho Português, (1978). Escreveu também diversas obras em prosa.

Pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

MÚSICA À VISTA

Borba e a sua Iconografia Musical

século XVIII. Pincéis de José de Sousa Carvalho.

Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII

Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII

“Pintor, escultor e proprietário, integrado numa elite borbense, José de Sousa de Carvalho (1741 – 1795) é o autor de várias pinturas que se espalham por espaços públicos e privados, incluindo as raríssimas representações musicais e de dança que se guardam nos Paços do Concelho de Borba. Pai de Bernardo Germano de Carvalho (1777 – 1853), também pintor e proprietário, e avô paterno de José Ignácio de Carvalho (1819 – 1887), corista na Igreja Matriz de Borba e capelão na Colegiada da Misericórdia de Borba, Sousa de Carvalho documenta, em oito telas que pinta de visu – para decorar, com grande probabilidade, a sua residência familiar, o Palacete dos Sousa Carvalho e Melo –, momentos de recreio da escol borbense inerentes ao gosto coevo, aos hábitos domésticos de sociabilidade crescente, e à grandeza e poder de uma família telúrica endinheirada.” (Sónia Duarte)

Pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Música e dança, pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Tocando violoncelo, José de Sousa Carvalho

Tocando violoncelo, José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Órgãos de tubos do concelho de Borba [3]

De acordo com a informação disponível, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Borba
Igreja da Misericórdia de Borba

Igreja da Misericórdia de Borba

A Santa Casa da Misericórdia de Borba foi fundada como Irmandade do Espírito Santo em 26 de Junho de 1417. Só em 1516 se tornou numa Santa Casa da Misericórdia, seguindo o exemplo da instituída em Lisboa. A sua igreja terá sido a primitiva Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo.

Órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), 1771.

Igreja Paroquial de São Bartolomeu

Igreja Paroquial de São Bartolomeu

Igreja Paroquial de São Bartolomeu

Situada na freguesia do mesmo nome, a Igreja de S. Bartolomeu é um edifício da segunda metade do séc. XVI, construído no local de uma pequena ermida quatrocentista. De estrutura simples, a sumptuosidade e elegância do mármore revelam-se nos altares, mesas, pórticos, fontes e lavabos do interior. No exterior, destaca-se o portal renascentista, em mármore, com baixos-relevos representando cenas do martírio de S. Bartolomeu nas bases das colunas laterais. Ao alto, num nicho, podemos ver uma imagem do santo, em mármore policromado, do séc. XVII. De notar também a curiosa torre sineira, com uma cúpula de bolbos animada por bandeiras aos cantos. Na fachada Este, existe um portal semelhante ao principal, sobreposto por um nicho com uma imagem da Imaculada Conceição, também em mármore. A nave única, de três tramos, é coberta por abóbada de nervuras, totalmente pintada com ricos motivos de brutesco. As paredes laterais, onde foram recortadas seis capelas, estão revestidas por painéis de azulejos com o curioso motivo da “maçaroca de milho”, datados do séc. XVII. A passagem para a capela-mor é feita por um elegante arco triunfal em mármore branco e negro da região. No teto, vêem-se frescos com o tema da abóbada do corpo da igreja. O revestimento das paredes, também em mármore regional, foi colocado durante o reinado de D. João V, por volta de 1730, para substituir o anterior em azulejo.

Existe na igreja um órgão histórico da autoria do organeiro António Xavier Machado e Cerveira, opus 75, executado em 1808.

Igreja Matriz de Borba

[ Igreja de Nossa Senhora das Neves ] [ de Nossa Senhora do Sobral (ou Soveral) ]

Igreja Matriz de Borba

Igreja Matriz de Borba

Consagrada a Nossa Senhora das Neves, a Igreja Matriz de Borba está localizada junto aos Paços do Concelho, fora do perímetro das muralhas. Foi fundada em 1420, como confirma uma lápide no interior do templo, por Frei Fernandes Rodrigues de Sequeira, mestre da Ordem Militar de Avis. Foi reconstruída no séc. XVI, quando o Mestrado de Avis foi integrado na coroa portuguesa pelo rei D. João III. Na fachada, destaca-se o portal renascentista feito com mármore da região. A torre sineira foi construída posteriormente, na segunda metade do séc. XVIII, após a destruição causada pelo terramoto de 1755. O interior, de três naves, é enriquecido pelo mármore, presente nas colunas e na decoração dos altares laterais, e pelo revestimento azulejar das paredes datado de 1650. Do lado do Evangelho, está a Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a Capela das Almas e a Capela do Anjo da Guarda (transformada em Batistério). Do lado direito, da Epístola, encontram-se a Capela de Nossa Senhora do Rosário, a Capela da Misericórdia e a Capela de Nossa Senhora da Conceição.

Existe na igreja um órgão histórico da autoria do célebre organeiro português António Xavier Machado e Cerveira, [ opus 89, 1819 ? ].