Tag Archive for: música em Braga

Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo
Folclore de Braga

Grupos etnográficos, tradições e atividades de música popular no Concelho

  • Região: Minho (Baixo Minho)
  • Distrito: Braga

O Grupo de Música Popular da Universidade do Minho foi fundado em 1984 por iniciativa de estudantes e tem vindo a desenvolver a sua actividade em prol da recolha e divulgação da música tradicional portuguesa. O Grupo dedica-se não só à execução de temas populares, como também à sua recriação, interpretados por um coro harmoniosamente associado à simplicidade dos sons dos instrumentos populares como cavaquinho, violas braguesa e amarantina, bandolins, flautas, percussões. Ao longo da sua existência tem participado em manifestações académicas por várias universidades do país e em diversas festas e romarias do norte ao sul de Portugal. Já fizeram parte do Grupo de Música Popular cerca de 300 elementos.

08 grupos

  • Associação Cultural “Os Sinos da
  • Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo
  • Grupo Folclórico da Universidade do Minho
  • Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda
  • Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio
  • Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe
  • Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira
  • Rancho Folclórico Santa Cecília Vilaça
Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da

Sediada na Rua D. Pedro V, nº 1 Braga, A Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da ”, assumiu a história do Grupo Folclórico de Professores de Braga, fundado no ano letivo de 1978/79 na Escola Francisco Sanches, com a finalidade de desenvolver unidades de estudo e recreio no âmbito das manifestações musicais e coreográficas que configuram aspetos da cultura popular minhota.

Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé"

Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da

Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo

Filiado na Federação de Folclore Português, o Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo foi fundado a 05-12-1984.

GFACRHF

Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo

Grupo Folclórico A.C.R. Hélios de Figueiredo

Grupo Folclórico da Universidade do Minho

O Grupo Folclórico da Universidade do Minho, defensor do enriquecimento da esfera cultural da academia minhota, teve a sua estreia no dia 22 de junho de 1993, nas festas Sanjoaninas da cidade de Braga. A sua criação prende-se com os objetivos de recolher, preservar e divulgar toda a cultura do Baixo Minho tão rica e tão diversa em tradições.

GFUM

Grupo Folclórico da Universidade do Minho

Grupo Folclórico da Universidade do Minho

O GFUM é um legítimo defensor deste património cultural e, assim dá a conhecer as mais variadas manifestações típicas da cultura do povo Minhoto: o trajar, o cantar e o dançar nos finais do séc. XIX inícios do séc. XX, procurando despertar na juventude da academia o respeito e a valorização desta Cultura porque «Um povo que renega o seu passado, é um povo sem futuro».

Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda

O Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda teve a sua origem nas rusgas que as freguesias rurais do concelho de Braga organizavam para participarem na romaria de S. João de Braga em meados do século passado, no ano de 1963.

Teve um êxito até então nunca alcançado, em que os seus participantes, com ajuda de João Pereira arrancam com um Rancho Folclórico. Apresentou-se pela primeira vez em público nas festas de Nossa Senhora do Parto desse ano. Em 1964, atuou no festival do jardim nas Festas Gualterianas de Guimarães.

GFSMA

Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda

Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda

Iniciou um trabalho de recolha junto das pessoas da freguesia de Aveleda e freguesias vizinhas, recolha que hoje faz parte do seu reportório. Tem procurado ser um digno representante do Baixo Minho, em particular da sub-região etnográfica vale D’Este e das gentes de Aveleda. Tem atuado de norte a sul do país, e no estrangeiro (Espanha, França e Alemanha). Tem presenças na RTP e gravações em cassetes, discos, CD e vídeo. Realiza no primeiro sábado de agosto de cada ano o Festival de Folclore do Vale D’Este.

Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio

No dia 24 de junho de 1936 o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio teve a sua primeira atuação em público. Viviam-se as festas sanjoaninas na cidade de Braga que ficaram para sempre ligadas à génese do grupo. O Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio é uma das coletividades mais antigas do país, sendo o mais antigo da região do Baixo Minho.

Grupo Regional do Minho foi a primeira designação da coletividade, “mas, passado um ano e após muita insistência, o doutor Gonçalo Sampaio aceitou ceder o seu próprio nome na condição de que fossem respeitadas todas as regras de rigorosidade no que respeita às tradições”, referiu Manuela Sá Fernandes, presidente da Direção.

Três eventos estiveram na origem da criação do grupo: o mais remoto foi o Cortejo Etnográfico de Barcelos, ocorrido no ano de 1932. Os outros dois mais diretamente ligados foram a a Romagem Nacional à Batalha e o espetáculo comemorativo do 20.º aniversário do Theatro Circo, ocorridos em 1935. Uma parte deste espetáculo ocorrido no Theatro Circo, ao qual assistiram vários membros do governo e outras ilustres personalidades, foi preenchida com cantares populares confiada à orientação do Dr. Gonçalo Sampaio que, devido à sua idade avançada e à sua precária saúde, contou com a colaboração do professor Mota Leite.

O sucesso da iniciativa acalentou ainda mais o sonho de Gonçalo Sampaio em formar um grupo folclórico. Foi ele próprio que incentivou o professor Mota Leite a proceder à recolha de danças, cantares, trajes e quaisquer outros motivos tradicionais de toda a região do Baixo Minho com interesse para a futura constituição do desejado grupo folclórico.

A preservação das tradições da região está hoje bem espelhada em todo o trabalho desenvolvido pelo Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio. Depois da criação do Museu do Traje, onde podem ser apreciadas peças que constituem hoje uma verdadeira relíquia e um retrato fiel dos nossos antepassados e suas tradições, a coletividade tem também em funcionamento Oficinas de Cavaquinho, Bordados e Concertina.

“Gostaríamos de expandir também para a Viola Braguesa”, afirmou Manuela Sá Fernandes em 2015 ao Correio do Minho, esclarecendo que estas oficinas são dirigidas a todos os interessados, que não têm de integrar o grupo. “As pessoas integram o grupo somente se quiserem. Gostaríamos que isso acontecesse, particularmente no que diz respeito ao cavaquinho, por causa do nosso grupo”, continua a responsável, acrescentando que atualmente estão em funcionamento duas turmas, uma de crianças e outra de adultos.

Cada área tem o seu formador. No caso dos ateliês do cavaquinho e da concertina, os formadores são membros do grupo folclórico que ficaram encarregues de transmitir todos os conhecimentos aos formados. Ao longo de vários anos o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio tem também assumido a primordial missão de divulgar as danças, cantares e trajos da Região do Baixo Minho por todo o país e por vários países, nomeadamente Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Suíça e Brasil.

Além das canções populares, o grupo apresenta trajes de há 150 anos em uso na região de Braga. Elas, com o trajo de Capotilha, de Encosta, da Ribeira e do Valdeste, com a sua variante de Sequeira. Eles, com o generalizado trajo masculino. A sua ‘ronda’, das mais típicas, é constituída por uma ou mais concertinas, cavaquinhos, violas braguesas e violões, bombo e ferrinhos.

Em 2011 celebrou 75 anos de existência com a realização de uma gala no Theatro Circo, sala de espetáculos onde o grupo esteve sediado nos primeiros anos. Nessa altura foi preparada uma monografia que registou os momentos mais marcantes dos 75 anos da sua história.

Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira

RFSJBN

Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira

Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira

Rancho Folclórico Santa Cecília de Vilaça

Fundado em Janeiro de 2013, o Rancho Folclórico de Santa Cecília de Vilaça, que integra a Associação Desportiva e Cultural de Vilaça, no concelho de Braga, é o mais jovem grupo do Baixo Minho, mas tem tanto de juventude como de empenho. “Levamos isto a sério” garante o presidente da direção, Agostinho Oliveira, que ‘lidera’ uma ‘família’ que já integra seis dezenas de elementos, desde os três aos 70 anos de idade.

RFSCV

Rancho Folclórico Santa Cecília Vilaça

Rancho Folclórico Santa Cecília Vilaça

Havia um grupo empenhado e Agostinho Oliveira, de 70 anos de idade, regressado de uma vida de 40 anos de emigração à terra onde construiu casa, aceitou o desafio de presidir à direcção, até porque também ele quer ajudar a freguesia. Com gosto pela concertina e sem resistir a um ‘vira’, o presidente abraçou o projeto e está, hoje, “muito contente” que tem tido boa recetividade na freguesia e em todos os locais por onde o Rancho Folclórico de Santa Cecília de Vilaça já passou.

Conta com atuações em vários locais. Em 2015, as tradições folclóricas de três concelhos desfilaram no 1.º Festival de Folclore de Vilaça, o primeiro organizado pelo Rancho Folclórico de Santa Cecília de Vilaça, que fica na história por ser o primeiro, e por ajudar a angariar verbas para a construção de uma nova igreja, projeto que mobiliza toda a comunidade.

Além do grupo anfitrião, subiram ao palco do 1.º Festival de Folclore de Vilaça o grupo etnográfico da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura; o Rancho Folclórico das Carvalheiras de Argivai, do concelho da Póvoa de Varzim, e o Grupo Folclórico sa Casa do Povo de Lomar, também do concelho de Braga.
Centenas de pessoas fizeram questão de assistir ao festival.

Em nome dos párocos de Vilaça, o Padre Marcelino Ferreira realçou que “há uma colaboração e uma comunhão entre o Rancho e a Paróquia” e “tirou o chapéu’ ao grupo que “em pouco tempo se afirmou e está aqui a organizar um festival”. O presidente da Junta da União de Freguesias de Vilaça e Fradelos, José Manuel Martins, que é também cantador no Rancho e foi um dos impulsionadores da coletividade, destacou o “muito trabalho” do grupo para realizar o 1.º Festival de Folclore.

Um dos anseios manifestados pelo presidente da direção do Rancho, Agostinho Oliveira, é vir a instalar o grupo na antiga escola do 1.º ciclo de Vilaça, encerrada o ano passado. Reconhecendo as boas condições que o Rancho tem atualmente na sede da Junta, onde ensaia todas as quintas-feiras, Agostinho Oliveira manifesta a vontade de ter um espaço próprio e de dar uso à antiga escola.

Fonte: Teresa M. Costa, Correio do Minho, 14 de julho de 2015

Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe

RFSMA

Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe

Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Coreto do Parque da Ponte, Braga
Coretos no Concelho de Braga

No Santuário do Bom Jesus, em Braga, há três coretos, em diferentes locais.

Bom Jesus do Monte

Coreto

Coreto do Bom Jesus, Braga

Coreto do Bom Jesus, Braga

O coreto em frente à Casa das Estampas, no Bom Jesus do Monte, na esplanada do templo, foi construído em finais da década de 1920. A Mesa da Confraria aproveitou os desenhos e a memória descritiva que o arquiteto Raul Lino tinha apresentado uma dúzia de anos antes. Mas pedindo de novo uma opinião a Raul Lino, este aconselhou a utilização de granito na obra, ao invés de metal. A Confraria vendeu a parte metálica no coreto para São Bento da Porta Aberta e mandou construir um conjunto com oito colunatas de granito em 1930-1932. Uma placa presta homenagem ao benemérito Bernardo Sequeira que contribuiu para a construção. O coreto serviu de palco às festas anuais do Espírito Santo que costumavam atrair os bracarenses em romaria ao Bom Jesus. Estes festejos constituíam um dos principais atrativos do Bom Jesus mas perderam fôlego até desaparecerem do calendário das festas bracarenses. Recentemente a Confraria do Bom Jesus retomou a tradição.

Coreto

Coreto por cima da gruta do Bom Jesus, Braga

Coreto por cima da gruta do Bom Jesus, Braga

A 23 de maio de 1912, por cima da gruta de Ernest Korrodi, foi erguida uma armação de ferro para a execução do coreto. O coreto tem as suas armações feitas de modo a imitar madeira, como se pode ver em outras armações no parque. Tem formato octogonal e no chão uma rosa dos ventos com a data 2 de janeiro de 1914.

Coreto

Coreto junto ao lago do Bom Jesus, Braga

Coreto junto ao lago do Bom Jesus, Braga

Resguardado entre árvores, o coreto junto ao lago tem tem a forma octogonal. Na sua construção foram utilizados a madeira e o metal pintados de vermelho.

Avenida Central

Anteriormente conhecida por Avenida dos Combatentes, a Avenida Central é uma das principais avenidas de Braga, no centro histórico da cidade, freguesia de São José de São Lázaro.

Coreto

Coreto da Avenida Central, Braga

Coreto da Avenida Central, Braga

Parque da Ponte

O Parque da Ponte, ou Parque de São João da Ponte, é um parque urbano de Braga. Localizado no fim da Avenida da Liberdade, o parque está dividido em quatro partes, a parte exterior, a parte interior, o Complexo Desportivo da Ponte e o Parque de Campismo da Ponte.

Coreto

Coreto do Parque da Ponte, Braga

Coreto do Parque da Ponte, Braga

Dora Rodrigues, cantora, de Braga
Músicos do Concelho de Braga

Musorbis, um mundo de música no Concelho

Dora Rodrigues

Dora Rodrigues, cantora, de Braga

Dora Rodrigues, cantora, de Braga

Eduarda Melo

Eduarda Melo, cantora, de Braga

Eduarda Melo, cantora, de Braga

Sara Braga Simões

Sara Braga Simões, soprano, de Braga

Sara Braga Simões, soprano, de Braga

Ana Vieira Leite

Ana Vieira Leite, cantora, de Braga

Ana Vieira Leite, cantora, de Braga

Joana Gama

Joana Gama, pianista, de Braga

Joana Gama, pianista, de Braga

Eva Braga Simões

Eva Braga Simões, soprano, de Braga

Eva Braga Simões, soprano, de Braga

Marta Domingues

Marta Domingues, compositora, de Braga

Marta Domingues, compositora, de Braga

Paulo Morais

Paulo Morais, direção, de Braga

Paulo Morais, direção, de Braga

Alexandra Moura

Alexandra Moura, soprano, de Braga

Alexandra Moura, soprano, de Braga

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Destaca-te no Musorbis

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Ana Catarina Barros

Ana Catarina Braga de Barros nasceu em Braga, em 1995. Ingressou aos seis anos no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga (CMCGB), onde estudou Flauta Transversal na classe de Américo Costa onde concluiu o Curso Artístico Especializado de Composição na classe dos professores André Ruiz e Paulo Bastos, assim como o 8º grau de flauta.

No CMCGB, integrou a Orquestra de Câmara e a Orquestra Sinfónica, participando ainda na orquestra da Associação Musical Sinfonia de Braga. Integrou a orquestra nos espetáculos musicais “Once Upon a Time” (2011), “Arquivo” (2012) e “Pinocchio” (2013), realizados pelo CMCGB no Theatro Circo. Participou em vários estágios de orquestra e classes de aperfeiçoamento, como o XXIV e XXV Cursos de Aperfeiçoamento Musical em Vila do Conde, sob a orientação de Nuno Inácio, 8º e 9º Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leria/Fátima, sob a direção do maestro Jean-Sébastien Béreau, 1º e 2º Estágio de Orquestra do CMCGB, respetivamente sob a direção dos maestros Martin André e Joana Carneiro.

Em 2013 ingressou no curso de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), na classe dos professores João Madureira, Luís Tinoco e António Pinho Vargas. Enquanto aluna da ESML, participou nos vários projetos dos Coro Sinfónico e Geral dessa instituição. Peças suas foram tocadas no Festival Peças Frescas (Teatro S. Luiz) e na Semana da Composição na ESML. Participou em diversos classes de aperfeiçoamento, oficinas e seminários sob a orientação de Luigi Abbate, Miguel Azguime, António Sousa Dias, Achim Bornhöft, George Benjamin, Carlos Marecos, Sérgio Azevedo, João Madureira, Luís Tinoco, António Pinho Vargas e Gonçalo Gato, entre outros.

João Carlos Pinto

João Carlos Pinto nasceu em Braga, em 1998. Estudou Piano e Composição no Conservatório Gulbenkian de Braga e licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa. Participou em classes de aperfeiçoamento e oficinas com Ensemble Recherche, Tristan Murail, Thomas Adès, Alexander Schubert, John Chowning, Rebecca Saunders, João Pedro Oliveira, Panayiotis Kokoras, Stefano Gervasoni, Stefan Prins, Carola Bauckholt e Åke Parmerud, entre outros.

A sua música tem sido tocada em locais e eventos como Arts Incubator (KOR), CEMI Circles (EUA), Gaudeamus (NL), Porgy & Bess (AUS), Festival Mixtur (ESP) e Casa da Música, Festival DME, Reencontros de Música Contemporânea, O’culto da Ajuda, Teatro Nacional São Carlos, Teatro S. Luiz, gnration, Sonoscopia (PT). Tem recebido encomendas de entidades como Gaudeamus, RTP / Antena 2 e Arte no Tempo. Em 2019, foi nomeado Jovem Compositor Associado dos Estúdios Victor Córdon (parceria com Teatro Nacional S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado) e selecionado para o Festival ManiFeste do IRCAM, onde teve aulas com Kaija Saariaho e Thierry de Mey, e trabalhou com Raphaël Cendo e o Ensemble NIKEL numa peça sketch. No mesmo ano, foi ainda selecionado para o programa de residências artísticas de Criação de Ópera “Bijloke Summer Academy”, co-ordenada pela ENOA no LOD Muziektheater (Gent, Bélgica).

A sua atividade enquanto performer consiste, maioritariamente, no uso de instrumentos electrónicos que o próprio constrói e modifica, de que destaca os projetos CACO.MEAL e o duo Almeida / Carlos Pinto. Possui partituras editadas e publicadas por MPMP, Scherzo Editions e Arte no Tempo. Foi distinguido com o 2º prémio – VI Concurso de Composição – Banda Sinfónica Portuguesa; Melhor obra no género – War movie – Film Music Competition 2016, Associazione Ravel; 1º prémio – Nanomúsicos Eletroacústicos 2016 – Festival DME. Discografia: Ablaze Records – Electronics Masters Vol. 7 – disponível a obra “Que ninguém conheça este meu (verdadeiro) nome…”, acusmática; MPMP / ESML 1 – disponível a obra “Nadir”, para orquestra de sopros; MPMP / ESML 3 – disponível a obra “Nothingness as an emergence”, para violoncelo preparado e eletrónica (+vídeo e staging).

Marta Domingues

A compositora Marta Domingues nasceu em Braga em 2000. Frequenta a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, tendo estudado com Jaime Reis, Carlos Caires e atualmente com Carlos Marecos. Frequentou classes de aperfeiçoamento e conferências com compositores como Åke Parmerud, Panayiotis Kokoras, Annette Vande Gorne, João Pedro Oliveira, Robert Normandeau, Mario Mary, Hans Tutschku e Kaija Saariaho.

Desenvolve projectos educativos integrando a associação EMSCAN e, como compositora e membro fundador, o Forward Electroacoustic Music Ensemble (FEME-EMSCAN) desde 2016, tendo sido recebido o primeiro prémio Jovens Criadores 2017, na secção musical. É membro do Laboratório de Música Mista José Luís Ferreira (ESML).

As suas peças têm sido apresentadas em eventos como: Festival DME / Lisboa Incomum, Música Viva/ Oculto d’Ajuda, Aveiro Síntese, BoCA – Biennal of Contemporary Arts/ Teatro São Carlos e Monaco Electroacoustique (2017 e 2019). A sua peça acusmática Yliathim foi selecionada para o festival Sonorities Belfast 2020 no Sonic Arts Research Centre (SARC) e ainda premiada com uma menção honrosa no concurso Métamorphoses da Influx, sendo posteriormente editada no CD Métamorphoses 2020. É membro da Produção do Festival Dias de Música Electroacústica.

Paulina Sá Machado

Paulina Sá Machado nasceu em Braga em 1994. Iniciou os estudos aos seis anos, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga na classe de piano de Ana Maria Rodrigues e em 2010 a disciplina de canto. Em 2013 iniciou os estudos superiores de canto, ingressando na ESART (Escola Superior de Artes Aplicadas) em Castelo Branco na classe das professoras Elisabete Matos e Dora Rodrigues.

Como cantora solista, participou em vários projetos, destacando-se o seu papel nas obras “A Mass of Peace” de Karl Jakins, “Pinocchio” de Pierangelo Valtinoni, “Mass of children” de J. Rutter, “A Ceremony of Carols” de Benjamin Britten. Atuou em diversas salas das quais destaca o Teatro Circo de Braga, Pavilhão Centro de Portugal, Fórum Luísa Todi, Pavilhão Multiusos de Guimarães, Fundação Gulbenkian e Teatro Nacional de São Carlos. Já participou em vários concursos, evidenciando-se a Menção Honrosa obtida no “15.° Concurso da Cidade do Fundão”, no nível IV. Frequenta o III ano da Licenciatura em Música – variante Canto.

Paulo Morais

Paulo Morais nasceu em 1992, em Merelim S. Pedro, Braga. Ingressou aos 6 anos no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga onde concluiu, em 2011, o Curso Secundário de Composição, o 8º grau de Violino sob o professor Alexandre Correia e o 3º grau de Piano. Nesse ano, ingressou na Universidade do Minho onde concluiu, em 2014, a Licenciatura em Violino na classe dos professores Eliot Lawson e Ilya Grubert. Foi diretor artístico do Orfeão de Merelim desde a sua fundação, em 2012 até 2015 e mestre-de-Capela da Basílica de S. Bento da Porta Aberta entre 2015 e 2018. Desde 2010, é director artístico da Sinfonietta de Braga.

Frequentou o curso de direção de orquestra orientado por Jean-Sébastien Béreau no Conservatoire a Rayonnement Régional de Lille (FR) bem como os seminários de Fenomenologia Musical com Konrad von Abel e Jordi Mora e a pós-graduação em Estudos de Gestão na Universidade do Minho (PT).

Em 2018 concluiu o Master Spécialisé en Musique – Direction d’orchestre no Conservatoire Royal de Mons (BE) sob a orientação de Daniel Gazon e Jean-Pierre Deleuze com duas residências enquanto jovem chefe das orquestras belgas Orchestre Royal de Chambre de Wallonie e Orchestre Philharmonique Royale de Liège e uma dissertação orientada pelo compositor Jean-Luc Fafchamps sobre O modernismo musical em Portugal e a busca de um idioma nacional.

Fontes: Sara Braga Simões (sobre Eva Braga Simões, Gabriela Braga Simões, Miguel Braga Simões, Cristiana Oliveira e João Lima; e Paulo Morais (sobre Paulina Sá Machado, Almeno Gonçalves e Artur Caldeira).

Rui Dias

Rui Dias nasceu em Braga em 1972. É Licenciado em Composição pela ESMAE-IPP (Porto), onde estudou com Virgílio Melo, Cândido Lima, Filipe Pires e Carlos Guedes, e Mestre em Multimédia pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde frequenta atualmente o programa doutoral em Média Digitais UT Austin/Portugal.

Apresenta regularmente trabalho artístico como compositor, performer e como programador, tendo como áreas privilegiadas a música eletroacústica, a improvisação e a criação de sistemas musicais e multimédia interativos. Entre os eventos e concertos onde participou encontra-se o Festival Música Viva (Lisboa), Festival “Synthèse” (Bourges, França), Dias de Música Electroacústica, Unicer Laboratório Criativo, Festival Tom de Vídeo (Tondela), Festival Future Places (Porto), Guimarães 2012 capital europeia da cultura, Manobras no Porto, Suoni Inauditi (Livorno, Itália), Sonoscopia (Porto), Janeiro dos Grandes Espetáculos (Recife, Brasil), Serralves em Festa (Porto), Noite Branca (Braga), CARA Ano Zero (Matosinhos), Festival Semibreve (Braga), Phonambient Braga (GNRation) e Som Riscado (Loulé).

É docente, desde 2005, e coordenador, desde 2007, do curso de Música Electrónica e Produção Musical da Escola de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART-IPCB). Lecionou diversas formações em áreas ligadas à música por computador.

Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, David dançando diante da arca da aliança
MÚSICA PARA OS OLHOS

Braga e a sua arte musical

Elementos para uma Iconografia Musical no Concelho de Braga e sugestões musicoturísticas no interior. Para aceder a sugestões para rotas musicoturísticas no exterior, clique AQUI.

Mosteiro de Tibães

Anjo músico a tocar viola

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjo Músico no Mosteiro de Tibães, Braga

Lado esquerdo da Capela de Santa Gertrudes. Anjo de rosto juvenil, despido com asas em tons de vermelho e azul a tocar viola, um instrumento da família dos cordofones compostos, com caixa de ressonância, em que o som é produzido pela vibração de cordas beliscadas.

Veja mais pormenores AQUI.

Santuário do Sameiro

Anjos cantores

Anjos cantores na escadaria do Santuário do Sameiro, Braga, Portugal

Anjos cantores na escadaria do Santuário do Sameiro

Anjos músicos

Anjos músicos na escadaria do Santuário do Sameiro, Braga, Portugal

Anjos músicos na escadaria do Santuário do Sameiro

Museu Nogueira da Silva

Espaço Jorge Barradas, Museu Nogueira da Silva, Braga, Portugal

Jorge Barradas, Museu Nogueira da Silva

Painel de azulejos de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Portugal

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Cena bíblica do Rei David

Rei David tocando guitarra. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Cena bíblica do Rei David

Flautim e violino. Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Cena bíblica do Rei David

Dança. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Pandeiro. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Violinos. Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Pormenor do painel de azulejo onde se figura “a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança” de Jorge Barradas, no Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Dança. Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga, Espaço Jorge Barradas. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Painel de azulejo do Museu Nogueira da Silva, Braga. “Neste painel se figura a cena bíblica do Rei David dançando diante da arca da aliança”.

Iconografia Musical em azulejos do Museu Nogueira da Silva, Braga

Músicos pintados em azulejo

Palácio dos Biscainhos

O Palácio dos Biscainhos localiza-se na rua que lhe deu o nome, em Braga, numa alusão aos artífices vindos da Biscaia, que aqui se instalaram, no século XVI. Tem um museu, e os jardins são de acesso gratuito.

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Palácio dos Biscainhos, Braga, foto Luzia Rocha

Santuário do Bom Jesus, Braga
Órgãos de tubos do concelho de Braga

Braga é um concelho com uma longa e rica História e isso reflete-se na fixação de organeiros e nos numerosos órgãos de tubos, sendo um dos três concelhos com mais extenso portefólio de instrumentos em Portugal.

Sobre O órgão ibérico em Braga – instrumentos e características, José Alberto Rodrigues apresentou em 2017 a sua Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Católica Portuguesa – Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – para obtenção do grau de mestre em Património Cultural e Religioso. “

“Apesar da individualidade de cada instrumento, o órgão em Portugal, que herda do seu congénere espanhol muitas dos elementos particulares da organaria ibérica, terá também um percurso próprio onde surgirão aspetos distintivos. Também ao nível da composição, os registos de palheta dispostos nas fachadas e o someiro dividido, influenciarão a criação das célebres Batalhas e de várias obras com contraste tímbrico entre a parte esquerda e a direita do teclado. Em Braga, o fervor religioso e a vetusta tradição ligada à Igreja, serão palco para a instalação, em torno da sua catedral, de vários conventos, mosteiros, igrejas e capelas. Nestas, a existência de um órgão que ajudasse a dar maior pompa às cerimónias permitiu  que, na atualidade, exista um significativo número de instrumentos históricos que, apesar das vicissitudes a que estiveram sujeitos, sobretudo no século XIX, resistiram e são testemunho único de uma época áurea da arte organística no Norte do país. Hoje assiste-se a um crescente despertar do interesse pelo “rei dos instrumentos”. Realizam-se concertos e festivais, recuperam-se órgãos que agora, além do propósito fundamental da solenização dos ritos litúrgicos, surgem como um bem cultural que desperta o interesse de muitos. O órgão ibérico, simultaneamente património material e, pela sua música, imaterial, é um tesouro que urge preservar e dinamizar, especialmente em Braga, cuja tradição na construção deste instrumento é evidente. A presença, ao longo de séculos, de mestres organeiros vindos de outras paragens, mas também bracarenses, faz indubitavelmente desta cidade pólo de difusão da organaria em Portugal.” (José Alberto Rodrigues)

De Braga é José António de Sousa (século XVIII) o organeiro que, “em 1774, aquando do contrato com a Irmandade da Senhora à Branca se indica “Joze Antonio de Sousa da rua dos Chãos de Baixo desta cidade”. Contudo, em 1782, residia na rua do Alcaide, segundo refere o contrato notarial  para a construção do órgão para a Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco (Terceiros). Valença refere que a rua dos Chãos de Baixo era o local da sua oficina e que, mais tarde, se dá uma mudança para a rua do Alcaide. (José Alberto Rodrigues)

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos nos seguintes edifícios do Concelho:

Basílica do Bom Jesus do Monte

Santuário do Bom Jesus, Braga

Santuário do Bom Jesus, Braga

O Santuário do Bom Jesus do Monte possui um órgão histórico de tipo ibérico, construído por Manuel de Sá Couto, em 1798; teclado: C – g5 (56 notas); [ II; (20+20) ]. Foi reparado por António Simões em 1993.

Montra do órgão

Órgão da Igreja do Bom Jesus do Monte

Órgão da Igreja do Bom Jesus do Monte

Basílica dos Congregados

A Basílica dos Congregados, também conhecida por Igreja dos Congregados, possui um órgão histórico de tipo ibérico, de Francisco António Solha, séc. XVIII, órgão, remodelado por Augusto Joaquim Claro, em 1900; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (7+7) ]. Foi reparado em 1995 por António Simões.

Órgão e tribuna

Órgão da Igreja dos Congregados, Braga

Órgão da Igreja dos Congregados, Braga

Capela da Casa de Vale de Flores

A Capela da Casa de Vale de Flores, localizada em Infias, possui um órgão falso decorativo, segundo informação de José Alberto Rodrigues.

Capela das Convertidas

A Capela das Convertidas, no Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena ou das Convertidas, freguesia de São Victor, possui um órgão histórico de tipo ibérico, construído por Luís António de Carvalho, opus 43, 1814; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (4+4) ].

Capela de Santa Teresa

A Capela de Santa Teresa, do Lar de São José, possui um órgão histórico de tipo ibérico, atribuído a Francisco António Solha, séc. XVIII; teclado C – d5 (47 notas, oitava curta); [ I; (6+7) ].

Capela de Santo António

Na Casa das Lages, Pousada, a Capela de Santo António possui um órgão histórico de tipo ibério de autor desconhecido, do séc. XVIII (?), teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), de 10 meios registos [ I; (5+5) ].

Capela de Santo Estêvão

A Capela da Santo Estêvão, Palmeira, possui um órgão moderno Richard Rensch (Alemanha), 1958, teclado: C – f5 (54 notas); pedaleira C – d3 (27 notas), 9 meios registos [I+P; 4+5) ].

Capela de São Miguel-o-Anjo

A Capela de São Miguel-o-Anjo (Maximinos) possui um órgão histórico de autor desconhecido, séc. XVIII (?), teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), 6 meios registos [ I; (3+3) ].

Igreja da Lapa

A Igreja da Lapa possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto (Lagonsinha), construído em inícios do séc. XIX; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (5+5) ].

Montra do órgão

Órgão da Igreja da Lapa

Órgão da Igreja da Lapa, Braga

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia de Braga, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Braga, possui um órgão histórico de tipo ibérico, construído por Luís de Sousa, em 1768; teclado: C – f5 (54 notas); [ I; (9+9) ]. Foi restaurado por António Simões em 2003.

Montra do órgão

Órgão da Igreja da Misericórdia de Braga

Órgão da Igreja da Misericórdia de Braga

Igreja da Penha de França

A Igreja da Penha de França possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1774.

Igreja da Senhora-a-Branca

A Igreja da Senhora-a-Branca possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1819; teclado: C – f5 (54 notas); [ I; (6+6) ].

Igreja de Adaúfe

A Igreja Paroquial de Adaúfe (Santa Maria) possui um órgão histórico de tipo ibérico de um teclado e 14 meios registos [ I; (7+7) ] da autoria de José António de Sousa construído por volta de 1795?, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2001, opus 37.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Adaúfe

Órgão da Igreja de Adaúfe

Igreja de Cividade

A Igreja Paroquial de Cividade (São Tiago) possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1870, de um teclado: C – f5 (54 notas) e 8 meios registos [ I; (4+4) ].

Igreja de Crespos

A Igreja Paroquial de Crespos (Santa Eulélia) possui um órgão histórico de tipo ibérico de autor desconhecido, construído no séc. XVIII (?), teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), 12 meios registos [ I; (6 + 6) ].

Igreja de Dume

A Igreja Paroquial de São Martinho de Dume possui um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1891, teclado C – f5 (54 notas), com 12 meios registos [ I; (6+6) ].

A Igreja Paroquial de Dume possui um órgão moderno Oberlinger (Alemanha), construído em 1977, teclado C – g5 (56 notas); pedaleira C – f3 (30 notas),  com 11 registos (II + P; 11), montado em 2011 por António Simões.

Montra do órgão

Órgão moderno da Igreja de Dume

Órgão moderno da Igreja de Dume

Igreja de Lamaçães

A Igreja de Santa Maria de Lamaçães possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do organeiro vimaranense Luís António de Carvalho, opus 45, construído em 1815, teclado C – f5 (54 notas), com 8 meios registos [ I; (4+4) ].

Igreja de Nogueira

A Igreja Paroquial de Nogueira (São João Batista) possui um órgão histórico de tipo ibérico de autor desconhecido, construído no séc. XVIII (?), teclado C – d5 (51 notas), 16 meios registos [ I; (8+8) ]

Igreja de São Pedro de Maximinos

A Igreja de São Pedro de Maximinos possui um órgão histórico de tipo ibérico, atribuído a Manuel de Sá Couto (Lagonsinha), construído em inícios do séc. XIX, teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), com 10 meios registos [ I; (5+5) ].

Igreja de Nossa Senhora da Torre

Igreja de Padim da Graça

A Igreja Paroquial de Padim da Graça (Nossa Senhora) possui um órgão histórico de tipo ibérico, atribuído a Manuel de Sá Couto (Lagonsinha), construído em inícios do séc. XIX, teclado C – f5 (50 notas, oitava curta), 10 meios registos [ I; 5+5) ]

Igreja de Palmeira

A Igreja Paroquial de Palmeira (Santa Maria) possui um órgão histórico de tipo ibérico de autor desconhecido, do séc. XVIII (?), teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), 14 meios registos [ I; (7+7) ].

positivo de armário

Órgão da Igreja da Palmeira

Órgão da Igreja da Palmeira

Igreja de Real

A Igreja Paroquial de São Jerónimo de Real possui um órgão histórico de tipo ibérico de 1 teclado e 22 meios registos [ I; (11+11) ] da autoria de José António de Sousa, construído em 1783. Foi restaurado em 1997 por António Simões e recebeu manutenção pela Oficina e Escola de Organaria em 2004, opus 45.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Real

Órgão da Igreja de Real

No salão paroquial, a paróquia possui um órgão moderno Richard Rensch (Alemanha), 1960, teclado: C – f5 (54 notas); pedaleira C – d3 (27 notas), com 5 registos [ II+P; 5 ].

Órgão positivo moderno Claus Sebastian, 2001, teclado C – c6 (63 notas), [ I; (3+6) ]

Igreja de Santa Cruz

A Igreja de Santa Cruz possui um órgão histórico de tipo ibérico, de Miguel de Mosquera, 1742, teclado: C – f5 (54 notas); [ I; (11+11) ]. Foi restaurado por António Simões em 2001.

Órgão histórico da Igreja de Santa Cruz, Braga

Órgão histórico da Igreja de Santa Cruz, Braga

Igreja de São João da Ponte

A Igreja de São João da Ponte (Santo Adrião) possui um órgão histórico de tipo ibérico, atribuído a Manuel de Sá Couto, construído em inícios do séc. XIX; teclado C – f5 (54 notas);  [ I; (5+5 ) ].

Igreja de São João de Souto

A Igreja Paroquial de São João de Souto possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de José Joaquim da Fonseca, construído em 1863; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (4 + 4) (+ Subbasso) ].

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São João do Souto

Órgão da Igreja de São João do Souto

Igreja de São José de São Lázaro

A Igreja Paroquial de São José de São Lázaro possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1817; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (5+5) ]. Terá sido restaurado em 2009 por António Simões.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São Lázaro

Órgão da Igreja de São Lázaro

Igreja de São Marcos

A Igreja do Hospital de São Marcos possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em inícios do séc. XIX; teclado C – f5 (54 notas); [ I; (8+8) ]. Foi restaurado por António Simões em 2013.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja de São Marcos

Órgão da Igreja de São Marcos

Igreja de São Sebastião das Carvalheiras

A Igreja Paroquial de São Sebastião das Carvalheiras possui um órgão histórico de tipo ibérico, de autor desconhecido, do séc. XVIII (?), um teclado [C – d5 (47 notas, oitava curta)], três registos inteiros. [ I; 3 ].

Igreja de São Vicente

A Igreja Paroquial de São Vicente possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de de Francisco António Solha, construído em 1769; teclado: C – d5 (47 notas, oitava curta); [ I; (11+12), atualmente (9+10), segundo José Alberto Rodrigues ].

Igreja de São Vítor

A Igreja Paroquial de São Vítor possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1815; teclado: C – f5 (54 notas); [ I; (8+8) ]. Foi restaurado em 2016 por António Simões.

Montra

Órgão da Igreja de São Victor

Órgão da Igreja de São Victor

Igreja de Tibães

A Igreja do Mosteiro de São Martinho de Tibães possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1785, teclado C – f5 (54 notas), 49 meios registos [ II; (24+25) ].

Órgãos históricos

Órgãos da Igreja do Mosteiro de Tibães

Órgãos da Igreja do Mosteiro de Tibães

Órgão e tribuna

Órgão da Igreja do Mosteiro de Tibães

Órgão da Igreja do Mosteiro de Tibães

Órgão da Igreja do Mosteiro de Tibães

Órgão da Igreja do Mosteiro de Tibães

Igreja do Carmo

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de Joaquim Lourenço Ciais Ferraz da Cunha, construído em 1790; teclado: C – d5 (51 notas); [ II; (15+15) ]

Igreja de Montariol

A Igreja do Convento de Montariol, ou do Colégio de São Boaventura de Montarial, possui no coro alto  um órgão histórico de tipo inglês [ I + P; 7 ] da autoria de Joseph Walker – London, construído em 1868, restaurado em 2003 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 43.

Montra do órgão

Igreja do Convento de Montariol

Igreja do Convento de Montariol

A Igreja do Convento de Montariol possui no altar um órgão moderno Th. Forbenius & Co., 1954; Teclado: C – g5 (56 notas); [ I; 6 ]

Órgão moderno

Órgão moderno da Igreja do Convento de Montariol

Órgão moderno da Igreja do Convento de Montariol

Igreja de Santa Maria do Pópulo

A Igreja do Convento de Santa Maria do Pópulo possui um órgão histórico de tipo ibérico, de autor desconhecido, construído no séc. XVIII; teclado: C – d5 (47 notas); [ I; (13+13) ].

Montra do órgão

Órgão da Igreja do Pópulo

Órgão da Igreja do Pópulo

Igreja de São Salvador

Localizada no Lar Conde de Agrilongo, a Igreja do Convento de São Salvador possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1736, teclado: C – g5 (56 notas); 9 registos [ I; 9 ]. Foi restaurado em 2018 por António Simões.

Igreja dos Terceiros de São Francisco

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco possui um órgão histórico de tipo ibérico, da autoria de José António de Sousa, construído em 1782; teclado C – d5 (47 notas, oitava curta); [ I; (11+11) ].

de Braga

A Primaz de Braga (Santa Maria Maior), do lado do Evangelho, a Primaz de Braga apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Frei Simón Fontanes (Galiza, Espanha), construído em 1737; teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), dois manuais, [ II; (24 + 24) ]. Restaurado por António Simões em 1992 a expensas do IPPC.

Do lado da Epístola, a de Braga apresenta um órgão histórico Barroco de tipo ibérico, da autoria de Frei Simón Fontanes (Galiza, Espanha), construído em 1739; teclado: C – d5 (47 notas, oitava curta), registos 14 + 14. Restaurado por António Simões em 1989 a expensas do Cabido.

Conjunto dos órgãos

Órgãos da Sé de Braga

Órgãos da de Braga

No transepto, a de Braga possui um órgão positivo de coro de tipo ibérico, órgão de armário, da autoria de José Carlos de Sousa, construído em 1799; teclado: C – d5 (47 notas, oitava curta); [ I; (5+5) ]. Restaurado por António Simões em 1992 a expensas do Cabido.

positivo de armário

Positivo da armário da Sé de Braga

positivo da armário da de Braga

No Museu, a de Braga possui um órgão histórico de tipo ibérico, atribuído a João Antunes, construído em 1685; teclado: C – a4 (42 notas, oitava curta), quatro registos [ I; 4 ]. Foi restaurado em 2007 por António Simões.

Seminário de São Pedro e São Paulo

No Seminário Conciliar de Braga leciona o organista e professor André Bandeira, licenciado pela Universidade de Aveiro, onde estudou Órgão sob orientação de Domingos Peixoto e Edite Rocha,, mestrado em Performance em 2013.

Na Igreja de São Paulo, coro alto, existe um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1899, de teclado [C – g5 (56 notas)] e pedaleira [C – d3 (27 notas)], com 29 registos (II+P; 29).

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São Paulo

Órgão da Igreja de São Paulo

> > Altar: órgão Manuel de Sá Couto, 1832, um teclado [C – d5 (47 notas, oitava curta)], [ I; 5+5 ], 10 meios registos.

Na Capela da Árvore da Vida existe um órgão construído em 2011 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, teclado [ C – d5 (54 notas) ], registos: 1 + 1/2.

Órgão moderno

Órgão da Capela da Árvore da Vida

Órgão da Capela da Árvore da Vida, Seminário Conciliar

A Capela da Imaculada dispõe de um órgão positivo moderno construído em 2016 pela firma holandesa Henk Klop; teclado: C – g5 (56 notas), dividido entre Si e Dó3; [ I; (3+3) ].

A Capela de São Pedro e São Paulo dispõe de um órgão positivo moderno construído em 2016 pela firma Giovanni Pradella (Itália), de teclado [C – g5 (56 notas)] e  pedaleira [C – f3 (30 notas)], com 5 registos [ II+P; 5 ].

positivo de armário moderno

Órgão Pradella do Seminário Conciliar

Órgão Pradella da Capela de São Pedro e São Paulo

positivo de portadas fechadas

Órgão Pradella do Seminário Conciliar

Órgão Pradella do Seminário Conciliar

A Capela do Ano Propedêutico do Seminário Conciliar de Braga dispõe de um órgão positivo moderno construído em 2016 pela firma alemã Johannes Rohlf, opus 180, teclado: C – f5 (54 notas); 1 registo [ I; 1 ]

Pequeno positivo Orgelbau Rohlf

Órgão da Capela do Ano Propedêutico do Seminário Conciliar

Órgão da Capela do Ano Propedêutico do Seminário Conciliar

positivo de armário

Positivo do Seminário Conciliar de Braga, sacristia

positivo do Seminário Conciliar de Braga, sacristia

Universidade Católica Portuguesa

Na Capela da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa – Braga, dispõe de um órgão positivo de armário moderno da firma Troels Krhon (Dinamarca); 1979; teclado: C – g5 (56 notas); pedaleira C – d3 (27 notas); [ I+P; 5+5 (+16’) ].

positivo de armário

Órgão da Capela da UCP

Órgão da Capela da UCP

Universidade do Minho

No Salão Nobre do Departamento de Música da Universidade do Minho existe um órgão histórico de tipo ibérico, de autor desconhecido, construído no séc. XVIII (?); teclado C – f5 (54 notas); [ I; (5+7) ]. Terá sido restaurado por António Simões em 1999.

Instituto de Estudos da Criança

Na Capela do Instituto Monsenhor Airosa existe um órgão histórico de tipo ibérico, de autoria atribuída a Filipe da Cunha, construído em 1737, teclado C – d5 (47 notas, oitava curta), 18 meios registos [ I; (9+9) ]. Foi restaurado por António Simões em 1998.

Órgão em dia de concerto

Órgão da Igreja da Conceição, Braga

Órgão da Igreja da Conceição, Braga

Novos órgãos no Seminário Conciliar de Braga

Há novos órgãos de tubos em Braga, que vêm enriquecer o património existente, na qualidade do que de melhor se construiu e usufruiu ao longo de séculos. De facto, os órgãos de tubos voltam a encher de música a Pólis, não apenas igrejas e capelas. A promoção da cultura, também a este nível, abre janelas de esperança e de superação nos dramas da existência, na redescoberta duma sensibilidade plural e orgânica, sobretudo no combate à cegueira dos ouvidos.

O Seminário Conciliar de Braga move-se no contexto deste esfoço partilhado, tendo em atenção a formação musical (da cultura da música em geral, mas também da música sacra e da litúrgica em particular) dos candidatos ao ministério ordenado das dioceses de Braga e Viana do Castelo.

Não só por esta missão específica, investiu na aquisição de novos órgãos: um órgão de 5 registos com 2 teclados e pedaleira, na Capela dos Padroeiros, S. Pedro e S. Paulo, e um órgão de arca de 1 registo (bordão 8’), na Capela do Tempo Propedêutico. Foram ambos contruídos segundo os princípios tradicionais e artesanais da organaria, o primeiro por Giovanni Pradella, o segundo por Johannes Rohlf, organeiros da Itália e da Alemanha, respetivamente.

A qualidade de um trabalho ancestral, construído com competência, como é desenvolvido na Organaria Giovanni Pradella; o concurso internacional e a Comissão Técnica; os detalhes da madeira e dos tubos (com chapas feitas sobre areia); a colaboração do Arq. António Jorge e seu atelier Cerejeira Fontes Arquitetos; e sempre, em todo o processo, a alegria dos trabalhadores: Giovanni Pradella, Roberto Tognolatti, Matteo Pradella, etc.; um concerto excepcional por Sietze de Vries… Este é um elenco que poderia continuar, mas ficaria sempre inacabado.

Joaquim Félix, Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, publicação e consulta em 22 de março de 2017

Órgão da Igreja de Santa Cruz

A 15 de setembro de 2001, o JN noticiava:

O velho órgão de tubos da Igreja de Santa Cruz, em Braga, voltou, ontem, a ouvir-se, após 100 anos de silêncio. Foi durante a missa solene que assinalou a inauguração do seu restauro. O organista Isolino Dias até improvisou, depois de ter presenteado os irmãos de Santa Cruz com peças de Bach.

«Continuemos a restaurar estes órgãos», desejou o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, ao mostrar-se surpreendido com a pujança melodiosa do «novo» órgão, que, ontem, acompanhou o Grupo Coral de Santa Cruz.

Na homilia, D. Jorge considerou o restauro uma interpelação do mundo à «construção de uma vida diferente. Assim como a música, com os seus sons diferentes, nos conduz à harmonia, também a humanidade deve seguir os caminhos da paz», disse, aludindo ao atentado terrorista ocorrido em Nova Iorque.

Concertos agendados

Um ano foi o tempo que demorou a trazer à vida o órgão setecentista de Santa Cruz. Os trabalhos custaram cerca de 12 mil contos, pagos pela Irmandade. A responsabilidade do restauro coube ao organeiro António Simões.

O provedor da Irmandade de Santa Cruz, Alberto Quintas, promete, agora, proporcionar «grandes concertos» à cidade. O próximo está já marcado para 27 de Outubro, às 21.15 horas, com o organista Rui Paiva. Segue-se outro, agendado para 22 de novembro.

Com o instrumento recuperado, as missas dominicais em Santa Cruz passam a contar com os sons do velho órgão de tubos para acompanhar o seu Grupo Coral, dirigido por Maria Teresa Couto.

Alberto Martins confessa não saber a razão pela qual o órgão esteve parado tanto tempo. «Foi coisa que a Irmandade deixou escapar», disse.

Fala-se em 100 anos de silêncio, mas o provedor de Santa Cruz admite que tenha sido mais de um século, já que o órgão terá deixado de tocar já em finais do século XIX: «Em todo o caso, posso garantir que nunca funcionou durante o século XX, nem podia funcionar, porque tinha já os seus tubos em completa ruína», acrescentou.

O restauro permitiu colocá-lo, pela primeira vez, na parte central do coro alto da igreja, em vez de encostado à parede lateral daquele espaço do templo, posição que lhe foi atribuída aquando da sua construção, no idos do século XVIII.

Tal facto obrigou a trabalhos de talha suplementares para tapar a parte do móvel que esteve até agora descoberta, o que fez onerar o orçamento da obra, inicialmente prevista para custar dez mil contos.

Considerado um dos mais importantes de Braga, o certo é que a sua história ainda não está, de todo, esclarecida. Não há, por exemplo, certezas sobre o seu construtor.

O investigador australiano W. Jordan atribui a autoria da sua construção a D. Francisco António Solha, um galego que veio para Braga na década de 30 do século XVIII, a convite de Frei Simão Fontanes, organeiro famoso na época, e autor do Órgão da de Ourense.

Autorias incógnitas

Outros investigadores atribuem a construção do órgão de Santa Cruz a Miguel Mosquera, com base num contrato que este organeiro, também galego, terá feito com a Irmandade. Indicam, ainda, o instrumento de tubos foi alterado, em 1760, por Simão Fernandes Coutinho.

Sabe-se que D. Francisco António Solha acabou por se radicar em Braga, onde ter-se-á dedicado a outros trabalhos em igrejas da região. De Miguel Mosquera pode dizer-se que também foi construtor de outros órgãos na diocese de Braga. É-lhe atribuída a autoria do do Santuário de Nossa Senhora de Porto de Ave, Póvoa de Lanhoso.