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Rancho Folclórico da Mãe D’água
Folclore em Bragança

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico da Mãe D’água
Rancho Folclórico da Mãe D’água

Rancho Folclórico da Mãe D’água

A 8 de julho de 2017, a Praça Camões, em Bragança, foi palco de tradição, música, dança e muita cor com o XIX Festival de Folclore da Cidade de Bragança, que contou com a participação de seis grupos, oriundos de Portugal e Espanha. Organizado pelo Município de Bragança e pela Associação Cultural e Recreativa do Bairro da Mãe d’Água, com o apoio da União das Freguesias de , Santa Maria e Meixedo, o XIX Festival de Folclore da Cidade de Bragança contou com a participação do Rancho Folclórico da Mãe D’Água (Bragança), Grupo Folclórico Ronda do Carreço (Viana do Castelo), Grupo Folclórico Cultural “Alegria Berciana” (Espanha), Grupo Folclórico de Esgueira (Aveiro), Rancho Folclórico de Gandarela (Celorico de Basto) e Rancho Folclórico “Vila Medieval de Santo Estêvão” (Chaves).

Banda Filarmónica de Pinela
Filarmónicas de Bragança

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica de Bragança
  • Banda Filarmónica de Pinela
  • Banda Musical de Izeda
Banda Filarmónica de Bragança

A Banda Filarmónica de Bragança foi fundada em 1977. Durante vários anos manteve-se num formato de pequena dimensão sobre a direção musical do maestro Albino Carneiro, tendo regularmente um efetivo de 16 a 20 músicos e chegando a adotar a denominação de Mini-Banda de Bragança. Na década de 90, a direção musical foi assumida pelo maestro José Barradas, fase em que a Banda Filarmónica de Bragança atingiu os 30 músicos.

Em 2007 a Banda entrou numa nova fase sob a direção musical do maestro Chéu Líbano. Desde então, foi criada uma escola de música com um projeto educativo definido e um corpo docente como apoio à formação dos alunos e músicos efetivos da Banda. Neste momento fazem parte desta Associação Filarmónica 42 músicos efetivos e 20 alunos na escola de música. A Banda Filarmónica de Bragança tem como objetivos primordiais o incentivo pela aprendizagem musical das crianças e jovens de Bragança e a promoção da cidade.

BFB

Banda Filarmónica de Bragança

Banda Filarmónica de Bragança

Banda Filarmónica de Pinela

A Banda Filarmónica de Pinela é uma coletividade de natureza filarmónica da freguesia de Pinela, concelho de Bragança.

BFP

Banda Filarmónica de Pinela

Banda Filarmónica de Pinela

Banda Musical de Izeda

Coletividade centenária fundada em 1895, a Banda de Música de Izeda, tem dignificado a Vila de Izeda e proporcionado aos seus elementos uma formação contínua a nível musical e cultural, sendo um pilar fundamental da região para a formação de gerações vindouras. No seu currículo constam inúmeras atuações em festas religiosas e cívicas, concertos, festas populares, desfiles e comemorações. Esta coletividade é sócio fundador da Federação Transmontano-Duriense de Bandas Filarmónicas. Está inscrita no Instituto Português da Juventude, no INATEL e no Registo Nacional das Associações Juvenis.

Gravou o seu 1º CD em 2010 sob a direção musical do maestro Hugo Diz. Participa regularmente em iniciativas culturais, convívios e intercâmbios onde se destaca a deslocação a França a convite da Philharmonique Portugaise de Paris.

BMI

Banda Musical de Izeda

Banda Musical de Izeda

Em 2013, o maestro Carlos Costa assumiu a direção artística e pedagógica da Banda de Música de Izeda, com o principal objetivo de reforçar e fortalecer os pilares da Banda de música. Desde então, foi criada uma escola de música com um projeto educativo definido e um corpo docente como apoio à formação dos alunos e músicos efetivos da coletividade. A principal função destas “Oficinas da música”, assim intituladas, passa pelo incentivo na aprendizagem musical das crianças e jovens de Izeda e suas freguesias envolventes.

É composta por cerca de 40 elementos sendo estes na sua maioria jovens que se formam na sua Escola de Música.

Personalidades da música do concelho de Bragança

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Abade de Baçal (etnógrafo, 1865-1947)
  • Gualdino Campos (coletor, 1847-1919)
  • Telmo Pires (fadista)
Telmo Pires
Telmo Pires, fadista, de Bragança, créditos Ismael Prata

Telmo Pires, fadista, de Bragança, créditos Ismael Prata

Telmo Pires nasceu em Bragança, viveu 34 anos na Alemanha e está há uma década em Lisboa, onde já gravou três discos: Fado Promessa (2012), Ser Fado (2016) e Através do Fado, que foi este ano lançado nas plataformas digitais e também em CD.

No novo álbum, Telmo Pires gravou temas dos repertórios de Amália, Ana Laíns e Carlos do Carmo, entre outros.

“Tudo o que faço é, e sempre foi, uma evolução muito orgânica. Seja no meu percurso artístico ou na minha vida pessoal. Uma coisa está sempre ligada à outra. Cada novo trabalho reflete, também, um novo ponto de vista, uma nova marca na minha vida. Eu vejo a vida, a arte, o amor, a ‘minha’ cidade através do meu próprio fado. Daí o título do álbum”, justificou.

“Através do Fado” tem produção do fadista, com Davide Zaccaria, que também produziu o anterior CD, “Ser Fado”, editado em fevereiro de 2016.

O fadista, na gravação, foi acompanhado pelos músico Rui Poço, na guitarra portuguesa, Carlos Viçoso, à viola, e Yami Aloelela, na violas baixo.

Telmo Pires assina a letra do tema de abertura, “Só o Meu Canto”, uma confissão do fadista, na qual afirma “Só o meu canto está em mim/guardado, como um rio corre”. O fadista assina também a música com Maria Baptista.

Outro tema da sua autoria é “Era uma Vez”, em letra e música. Assina também a letra de “No Espelho”, que canta na melodia tradicional do Fado Vianinha, de Francisco Viana.

Outros fados tradicionais que interpreta são o “Cravo”, de Alfredo Marceneiro, para um poema de Tiago Torres da Silva, “Sem Peso ou Medida”, o “Fado Lopes”, de Mário José Lopes, para uma letra de Ana Laíns, “Não Sou Nascido do Fado”, do repertório de Lains, e “Fado Menor do Porto”, de José Joaquim Cavalheiro Júnior, para o poema de Vasco de Lima Couto, “Minha Mãe Eu Canto A Noite”,do repertório de Vasco Rafael (1949-1998).

Telmo Pires é um dos embaixadores do fado na Alemanha, país onde chegou ainda criança, e manteve a paixão pela língua e pela música portuguesas.

“Cheguei a Alemanha com dois anos e meio, frequentei a escola durante 13 anos, mas cresci com o fado, porque a minha mãe era uma grande admiradora da Amália Rodrigues e do Carlos do Carmo, e trouxe discos deles”, disse Telmo Pires à agência Lusa.

Do repertório de Amália, neste CD, gravou “Medo”, poema de Reinaldo Ferreira, com música de Alain Oulman, e “Oiça lá Senhor Vinho”, com letra e música de Alberto Janes. De repertório de Carlos do Carmo, canta “Uma Flor de Verde Pinho”, com letra de Manuel Alegre e música de José Niza, canção que venceu o Festival RTP da Canção, em 1975. Também do festival recuperou, em versão fado, “Silêncio e Tanta Gente”, de Maria Guinot que venceu o certame em 1984.

Telmo Pires interessou-se pelo fado, na década de 1990, aos 20 anos, depois de, na escola secundária, sob as influências da música pop anglo-americana, ter sido guitarrista de uma banda de rock. Nas suas preferências estão Prince, David Bowie, também Jacques Brel e, de uma maneira geral, a música portuguesa.

“Só quando tinha 20 anos, acabada a escola, comecei a sentir qualquer coisa que me puxava para outro lado e deixei o rock. Mas primeiro ainda fui pianista de um grupo, escrevia e cantava ‘canção francesa’ e também alguns temas em inglês”, contou o músico português. “No início da minha carreira a solo, tinha então 21 anos, fiz um arranjo musical ao piano para o tema ‘Foi Deus’ [de Alberto Janes, criação de Amália]. Cantei-o, e foi assim que começou a minha carreira de cantor português na Alemanha”, explicou Telmo Pires.

Começou a gravar fado em 2001. “Através do Fado” é o seu sexto álbum.

Teatro Municipal de Bragança

AUDITÓRIOS DO CONCELHO

TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA

O Teatro Municipal de Bragança, da autoria do arquiteto Filipe Oliveira Dias, é o mais emblemático do Concelho e do Distrito. O foyer assume um papel fundamental neste projeto pois é o primeiro espaço interior do edifício ao qual o público tem acesso. A grande boca de cena que constitui a parede envidraçada do foyer com pé direito de cerca de 6m permite ter uma visibilidade total da Praça Professor Cavaleiro de Ferreira e ser visto a partir desta. Lateralmente de ambos os lados e à mesma cota encontram-se duas praças que permitem a extensão do foyer.

Do foyer às entradas da sala de espetáculos acede-se a partir de 4 caixas de escadas ou ainda por um elevador. A sala é constituída por plateia sem coxia central com uma capacidade para aproximadamente 400 pessoas. A sua forma é o resultado de um diálogo entre o desenho conceptual de arquitetura e o comportamento acústico. O edifício do Teatro Municipal de Bragança, apesar da sua modernidade, contém a imagem da própria cidade: austera, branca e limpa.

O TMB permite conjugar um plano de elevada requalificação urbanística do centro da cidade, com uma surpreendente solução arquitetónica, moderna e arrojada, plena de opções originais que garantem o mais elevado índice de satisfação de todos os utentes, os que criam e os que desfrutam o espetáculo. A arquitetura e integração urbana, as técnicas de sala, a organização interna e as vertentes estéticas e tecnológicas, contêm aspetos muito salientes. Três configurações de sala foram conseguidas com sucesso: Concerto, Teatro e Ópera. A construção do Teatro foi um projeto que a autarquia assumiu no âmbito dos principais objetivos estratégicos no que diz respeito à política cultural, procurando deste modo responder aos anseios mais antigos e profundos dos agentes culturais, da população em geral, da cidade e da região.

Filipe Oliveira Dias (Porto, 16 de outubro de 1963 – Porto, 15 de outubro de 2014), é autor dos teatros de Bragança, Vila Real e Helena Sá e Costa, no Porto, entre outras obras. Licenciado em 1989 pela Escola Superior Artística do Porto e doutorado pela Universidade de Sevilha, Filipe Oliveira Dias foi também autor do projeto de reabilitação do cinema de São João da Madeira. O arquiteto do Porto ficou conhecido por ter concebido as cadeiras instaladas na renovada sala de imprensa da Casa Branca, “casa oficial” do presidente dos Estados Unidos. A obra de Filipe Oliveira Dias está documentada em dois livros editados pela Campo das Letras: 15 Anos de Obra Pública (2004) e Odyssey – Architectural and Design Exploration (2007).

CONTACTOS

Sé velha de Bragança
Órgãos de tubos do concelho de Bragança [2]

Numa cidade com dois órgãos, o Conservatório de Música e Dança de Bragança possui a disciplina de Órgão, de que é professor Tadeu Filipe, que obteve a Licenciatura em Ensino de Música da Universidade de Aveiro (área específica Órgão) sob a orientação de Domingos Peixoto, bem como o Curso de especialização do Mestrado em Música na mesma Instituição sob a regência de Edite Rocha.

Igreja e Convento de São Francisco

[ Arquivo Distrital e Biblioteca Pública de Bragança ]

Igreja e Convento de São Francisco, Bragança

Igreja e Convento de São Francisco, Bragança

A chegada dos franciscanos a Bragança ocorreu provavelmente em meados do século XIII.

Nas obras efetuadas em 1982 foi descoberta uma pequena cripta que continha um túmulo assente sobre leões, uma peça que, pela sua simplicidade e austeridade, foi datada da época de fundação do convento, apesar de ter sido reaproveitada para outra tumulação no século XVII. A existência do cenóbio já se encontra atestada em 1271, ano em que D. Afonso III deixou cinquenta libras aos frades menores brigantinos.

O conjunto é composto por igreja e núcleo conventual, implantado no lado esquerdo da mesma. A igreja de planta longitudinal, composta por nave antecedida por galilé, com duas capelas laterais salientes e capela-mor mais estreita, possuindo coberturas internas diferenciadas de duas águas. As fachadas dispõem de cunhais apilastrados, sendo os da frontaria coroados por pináculos. A fachada principal é terminada em empena, datável do século XVII, rasgado ao centro por galilé em arco de volta perfeita (tendo no interior o portal axial, de perfil contracurvo) e por janelão retilíneo. No lado esquerdo, integra a torre sineira, de dois registos, o superior com sineira em arco de volta perfeita em cada uma das faces.

Aqui funciona desde 1985 o Arquivo Distrital de Bragança.

Possui um órgão histórico

velha de Bragança

Sé velha de Bragança

velha de Bragança

Órgão histórico

Enquadramento

Órgão da sé velha de Bragança

Órgão da velha de Bragança

Caixa do órgão

Órgão da sé velha de Bragança

Órgão da velha de Bragança

Cai do órgão

Órgão da sé velha de Bragança

Órgão da velha de Bragança