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Coreto de Câmara de Lobos
Coretos de Câmara de Lobos

Coreto do Largo da República

No Largo da República, na cidade de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira existe um coreto de 12 colunas, construído em ferro fundido.

Datado de 1883, este coreto foi primitivamente adquirido pela Câmara Municipal do Funchal, que o instalou no Jardim de São Francisco, hoje Jardim Municipal do Funchal. Em 1942, foi desmontado e colocado à venda em hasta pública, acabando por ser adquirido, por cinco mil escudos, em julho do mesmo ano, pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos, a fim de o instalar no então denominado Largo 28 de Maio, em substituição de outro lá existente.

Em 1942, a sua montagem estaria quase concluída e para a inauguração estava prevista a realização de um concerto pela Banda Municipal de Câmara de Lobos, sob a direção artística de Francisco Fernandes da Silva Júnior. Segundo Guido Monterrey, a sua inauguração só se terá verificado, em 1943.

Instalado e inaugurado, o coreto tornou-ser palco para várias atuações, não só da Banda Municipal de Câmara de Lobos, como da Filarmónica Recreio Camponês.

Fonte: Câmara de Lobos Dicionário Corográfico

Coreto

Coreto de Câmara de Lobos

Coreto de Câmara de Lobos

Banda Recreio Camponês
Filarmónicas de Câmara de Lobos

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Municipal de Câmara de Lobos
  • Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”
  • Banda Recreio Camponês
Banda Municipal de Câmara de Lobos

A Banda Municipal de Câmara de Lobos, também conhecida por Música Velha, foi fundada em 1872, com o nome de Filarmónica Recreio dos Lavradores, com 12 executantes. Foi seu fundador João de Nóbrega Noronha, do Porto Santo e que ficaria, após o serviço militar, a viver em Câmara de Lobos. Em 1930, foi-lhe atribuído o título de Banda Municipal.

Na procura de melhores condições para as suas instalações sociais, a banda passou por quatro sedes. A primeira, que foi também o local da fundação, situava-se no sitio da Saraiva, próximo ao convento de São Bernardino. Depois mudar-se-ia para o sítio do Serrado da Adega, onde ocupou uma loja de um prédio. Em 1930 procedeu à inauguração da sua terceira sede localizada à rua Principal da vila e a que atualmente correspondem os números 98 e 100 da rua São João de Deus. Finalmente, mudou-se para as instalações que hoje ocupa ao sítio da Torre.

Regida desde a fundação por João de Nóbrega Noronha, em 1908 ocupou o cargo de regente, como seu sucessor, João Rodrigues de Nascimento. Contudo admite-se que antes dele, João de Nóbrega Noronha Aguiar, filho do fundador, tenha exercido durante algum tempo, em simultâneo ou depois do seu pai, funções de regência. Nos finais de 1910 novo maestro assume a chefia artística da banda, o sargento músico de infantaria Artur Maria Lopes e que pela primeira vez iria ministrar aos executantes as primeiras aulas de solfejo.

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Banda Municipal de Câmara de Lobos

Banda Municipal de Câmara de Lobos

Destas aulas sairia aquele que o viria mais tarde a substituir, Francisco Fernandes da Silva Júnior, e que iniciando funções em 1916, nelas permaneceu durante cerca de cinquenta anos. Em 1967 por motivos de saúde, Francisco Fernandes da Silva viu-se obrigado a abandonar o seu cargo, no que foi substituído pelo sargento músico Raúl Gomes Serrão que se manteria na banda até meados de 1980. Em 1973 e 1974, período durante o qual esteve a fazer uma comissão de serviço em África, ocupou o seu lugar José da Costa Miranda. Em 1980, entrou para o lugar de regente José António Nunes de Faria, e que se manteve em funções até 1986. Sucedeu-lhe Virgílio Vieira Marques dos Ramos, que se manteve em funções até 1990, altura em que dá lugar a Alberto Cláudio Sousa de Barros.

Com origem na Banda Municipal de Câmara de Lobos duas outras coletividades musicais se constituíram. Em 1910 a existência de desentendimentos no seu seio levaria a uma cisão e à criação da Filarmónica Recreio Camponês de que foi seu fundador José Gonçalves de Freitas, um dos músicos dissidentes. Em 1986 nova cisão ocorre e pela mão de José António Nunes de Faria surge a Banda Orquestral de Câmara de Lobos «Os Infantes».

Como momentos de particular significado ao longo da sua existência destacam-se a atribuição de um Diploma de Honra com o segundo prémio ganho no Concurso Regional de Bandas Civis 2ª categoria, em 1929; em 1959 o apuramento na 1ª. eliminatória do 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis promovido pela FNAT, no Funchal; em 1960 a participação na 2.ª eliminatória do mesmo certame em Setúbal; em 1968. O 2º lugar na eliminatória (2ª categoria) ao II Concurso Nacional de Bandas Civis promovido pela FNAT e realizado no Funchal; em 1984 a realização de uma digressão à Venezuela, a convite do Centro Social Madeirense de Valência; em  1986 o lançamento do primeiro disco e em 1988 a participação no 2º Festival de Bandas da cidade da Amadora.

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

A Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, foi  fundada em 1986, tendo como seu principal fundador José António de Faria, que ocupou as funções de maestro. Outros músicos fundadores foram João Ferreira dos Santos, Victor José Góis Gonçalves, Ivo Xavier Hilário de Júnior, José Manuel Abreu Petim, Marcelino Abreu Petim, Fernando Saúl de Barros Azevedo, Fernando Cândido Vieira da Silva e Norberto Maurílio de Barros Gonçalves, todos eles então ex-músicos da Banda Municipal de Câmara de Lobos.

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Banda Orquestral de Câmara de Lobos "Os Infantes"

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

Tal como havia acontecido em 1910 com a Banda Recreio Camponês, Os Infantes surgiram na sequência de desavenças no seio da Banda Municipal de Câmara de Lobos. Em resultado de um litígio existente entre a Direcção Artística da banda e um grupo de nove músicos liderados por José António Faria, então maestro e, perante um ultimato recebido do grupo contestatário, a Direcção Administrativa decidiu em 1986 prescindir dos serviços de José António Faria e convidou os restantes músicos a ponderarem a sua posição, ou seja a optarem pela permanência na Banda, aceitando a disciplina existente ou então a abandoná-la.

Com exceção de um, todos os músicos contestatários decidiram-se pelo abandono e viriam logo de seguida e, em redor de José António Faria, a constituir o núcleo do novo agrupamento musical. A este grupo de músicos juntar-se-iam depois outros que pertenciam ou pertenceram a outras bandas ou ainda provenientes do Conservatório de Música da Madeira. A estreia ocorreu a 27 de Julho de 1986, no coreto da vila de Câmara de Lobos, Os Infantes.

Na constituição desta nona formação musical que a 9 de Abril de 1987 veria os seus estatutos publicados no JORAM e que posteriormente ver-lhe-ia ser dado o Estatuto de Utilidade Pública, teria importância fundamental João Martinho Faria, empresário da construção civil e primeiro presidente da Direcção que financiou o instrumental necessário para o grupo de executantes e para a escola de formação, além da cedência de instalações onde esteve instalada a sua primeira sede e sala de ensaios.

Depois de José António Faria, foram regentes da Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, José Manuel Petim (1991), João Paulo Santos (1997) e Marco Paulo T. Correia (2002), quem em  2007 ainda se mantinha em funções.

Desde 2005, a Banda Orquestral “Os Infantes” têm a sua sede no sítio da Saraiva construída num terreno cedido pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

Banda Recreio Camponês

Fundada, em Câmara de Lobos, a 1 de dezembro de 1910, inicialmente com o nome de Filarmónica Recreio Camponês, com pouco mais de uma dezena de músicos. O Fundador e primeiro maestro, com 26 anos, era um homem muito estimado e respeitado, não só pelos elementos da sua Filarmónica, como pelos muitos simpatizantes desta. A morte surpreendeu-o a 30 de novembro de 1913, quando tinha apenas 29 anos.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

Em 1913, a Banda realizou o seu primeiro arraial, no dia 1 de janeiro, no Estreito de Câmara de Lobos, por altura dos festejos em honra do Senhor Jesus. No mesmo ano conseguiu a primeira sede social, uma dependência da casa pertencente ao pai do fundador, Francisco Gonçalves de Freitas, situada no Caminho Grande e Ribeira d’Alforra, Câmara de Lobos, onde permaneceu por 10 anos.

Aos 20 anos de idade foi escolhido pelos músicos e simpatizantes para ser o Chefe, estando à frente dos destinos da Banda até 1972 (54 anos sem interregno). Durante estes anos foi o “Mestre Ornelas”, como era tratado, que fez todo o trabalho relacionado com esta coletividade: era Maestro, Professor, Copista, desempenhava ainda todas as funções de Presidente, Secretário e Tesoureiro. Faleceu a 2 de fevereiro de 1985 aos 87 anos de idade.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande
Folclore em Câmara de Lobos

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma da Madeira
  • Ilha: Madeira
  • Concelho: Câmara de Lobos

02 grupos

  • Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras
Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Inicialmente denominado Grupo Folclórico da Quinta Grande, foi fundado por João de Carvalho, tendo escritura de associação datada de 8 de junho de 1988. Fez a sua primeira apresentação pública no dia 12 de setembro do mesmo ano, no polivalente da escola primária da Quinta Grande.

Constituído, na sua maioria por familiares do seu fundador, foi durante os primeiros tempos ensaiado por ele próprio, ainda que com o apoio de Danilo José Fernandes, membro do Grupo Folclórico da Boa Nova. Tem atuado em vários pontos da região e, no decurso de 1991, procedeu ao lançamento de uma cassete sonora, contendo parte do seu repertório.

Por volta de 1995 passou a fazer parte da Casa do Povo local, integrante desta instituição tendo por esse facto mudado de denominação, ou seja, passado a denominar-se de Grupo de Folclore da Casa do Povo da Quinta Grande. Só mais tarde veio a assumir a atual designação.

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

O Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, do Concelho de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira e RAM, apresentou em público, pela primeira vez em 1987, por ocasião da Festa da Castanha, anualmente celebrada naquela freguesia no primeiro de novembro. Representa uma época em que a população do Curral das Freiras se encontrava essencialmente dependente do que produzia na terra e do que vendia no mercado. O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspetos relacionados com o campo ou de aspetos alusivos às romarias.

GFCPCF

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

O Grupo de Folclore do Curral das Freiras, a convite de entidades ou de outros grupos de folclore, representou a Madeira no Continente. A nível internacional já atuou na Venezuela. Na Madeira atua semanalmente em hotéis e tem participado em vários eventos regionais, religiosos e profanos. Tem acuado também em festas particulares, como casamentos e batizados.

A Casa do Povo do Curral das Freiras é uma instituição particular de solidariedade social fundada em 1973, no Concelho de Câmara de Lobos, Madeira, que tem como missão tornar as populações responsáveis por iniciativas de cooperação solidária no campo da cultura, desporto recreio e solidariedade social. Promove ações de animação sociocultural, apoia crianças e jovens em risco assim como famílias carenciadas, promove a inserção socioprofissional e proteção aos cidadãos na velhice e invalidez.

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

GFCRQG

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

GFCRQG

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Acordeão

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Brinquinho

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. No Musorbis, em desenvolvimento, foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos
Músicos naturais de Câmara de Lobos

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Fernando Eldoro

Natural de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira, Fernando Eldoro iniciou a formação artística na Academia de Música e Belas-Artes do Funchal, tendo concluído os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa, onde se diplomou nos cursos superiores de violino, canto de concerto e composição, ao mesmo tempo que frequentou a classe de piano.

Foi aluno de Sandor Vegh e Margit Spirk (violino), Renate von Schenchendorff e Lisie Egger (canto), Jean-Françaix (música de câmara), Paul von Schillawsky (interpretação) e Michel Corboz e Kurt Prestel (direcção coral). Entre 1975 e 1982 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudando direcção de orquestra com J. S. Béreau, Michel Tabachnik e John Nelson.

Dirigiu as seguintes orquestras: Orquestra Sinfónica da ORTF, Orquestra Filarmónica da Lorena Metz, Orquestra da Ópera de Lille, Orquestras de Avignon, Bordéus e Arhnen, Orquestra da Rádio de Basileia, Orquestra de Plovdiv, Orquestra da Rádio de Sófia, Kent County Orchestra, Junges Philharmonisches Niedersachsen, Junges Philhamonisches Nordhein Westfalen, Orquestra Nacional de Toulouse e Orquestra Nacional de Detmold.

Leia AQUI a biografia completa.

João Victor Costa

João Victor Costa nasceu a 24 de abril de 1939, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, Madeira, e faleceu a 25 de outubro de 2018. Frequentou durante nove anos o Seminário Diocesano do Funchal, onde desenvolveu o gosto pela música, dedicando-se desde muito jovem à composição e estudo de instrumentos. Estudou canto, piano e composição na Academia de Música e Belas Artes da Madeira.

Concluídos esses estudos musicais, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pela Fundação Calouste Gulbenkian para cursos de aperfeiçoamento na Escola Superior de Música de Munique onde se especializou na interpretação de Lied, Oratória, Ópera e Composição.

Nos Festivais de Verão dessa mesma cidade, estreou-se como cantor na ópera Zaida de Mozart. Seguidamente integrou um quarteto vocal, contratado para uma digressão de concertos em Israel. Na ópera estadual de Augsburgo esteve contratado diversos anos consecutivos desempenhando papéis principais em óperas como A força do Destino, Il Trovatore de G. Verdi, La Bohéme e Tosca de Puccini.

Actuou como tenor convidado em Portugal, Áustria, Checoslováquia, Itália, entre outros países.

Nunca deixou de compor desenvolvendo um estilo muito próprio, sem sujeitar-se nunca aos ditames da moda. É o autor do Hino da Madeira, bem como de 2 oratórias em português, de mais de 100 canções eruditas para canto e piano, das quais se destacam 13 sonetos de Luís de Camões, já por ele mesmo gravados e editados em CD.

Leia AQUI a biografia completa.

João Victor Costa

Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos

Victor Costa, maestro, de Câmara de Lobos

João Atanásio

Músico, compositor, professor, fundador e diretor artístico de grupos musicais, João Atanásio é uma figura relevante no panorama musical. A sua relevância destaca-se a nível nacional devido às inúmeras composições que criou, sobretudo para diversos festivais. João Nunes Atanásio nasceu a 15 de maio de 1947 e é natural de Câmara de Lobos. Nasceu numa família de poucas posses e nenhum dos seus parentes esteve relacionado com o meio musical. Foi através do seu mestre, padrinho e mecenas, João Hermógenes de Barros, que iniciou o percurso musical. A filha de João Atanásio segue o percurso do pai e estuda música no Conservatório. Com cerca de sete anos João Atanásio integrou o coro dirigido por João Hermógenes de Barros. O maestro Hermógenes de Barros identificou de imediato o talento de Atanásio e aos onze anos encaminhou-o para a Academia de Música e Belas Artes da Madeira, matriculando-o no curso de piano.

Anos mais tarde, o músico foi para Lisboa e em 1973 concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, com distinção. Também frequentou durante três anos um Curso de Aperfeiçoamento no Conservatório de Música, em Aveiro. João Atanásio teve a oportunidade de escolher entre continuar a sua formação académica em Aveiro ou no estrangeiro, porque ganhou uma bolsa para estudar em Paris. No entanto o diretor do Conservatório de Aveiro tinha ministrado o mesmo cargo na Academia de Música e Belas Artes madeirense e contava com a presença de João Atanásio em Aveiro. O fato de não saber francês, aliado à boa receção no Conservatório de Aveiro influenciou a decisão do músico, que escolheu permanecer em Portugal.

A par da formação musical na Madeira e no Conservatório de Aveiro, João Atanásio também frequentou, durante alguns anos um curso de Musicoterapia. Quanto à execução instrumental Atanásio destacou-se desde criança no Piano, embora a prática coral também tenha despertado o seu interesse, o que deu origem ao estudo de Canto, no Porto e à direção artística de alguns coros, atividade que ainda exerce.

João Atanásio destacou-se sempre como pianista na Academia de Música e Belas Artes da Madeira, como prova do seu talento a Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu-lhe durante treze anos consecutivos uma bolsa. A duração deste subsídio colocou João Atanásio como um dos alunos, com mais anos de bolsa atribuída, pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1973 João Atanásio participou num concurso internacional no Estoril, classificando entre os 10 melhores de 150 participantes. O reconhecimento do seu talento a nível nacional aconteceu no Porto, enquanto cumpria o serviço militar na cidade do norte. Atanásio conseguiu a indulgência de ser dispensado duas vezes por semana, para frequentar o conservatório. O músico também foi dispensado da guerra do Ultramar, mas neste caso a decisão ocorreu devido ao fato de ser um excelente aluno na disciplina de Morse, uma qualidade que desenvolveu devido ao ritmo e reconhecimento apurado do som, noções adquiridas com a prática de música. Nos anos que esteve no Porto fez vários cursos: Pedagogia Musical com Jos Witack e Pierre Van Hauwe. A esta formação académica Atanásio adicionou um curso de Criatividade Musical realizado na Holanda. Quanto aos locais onde trabalhou João Atanásio lecionou no Conservatório em Aveiro, as disciplinas de Piano, Formação Musical e Composição. Dirigiu ainda o Grupo Coral do Conservatório de Aveiro.

Regressou à madeira em 1977, após concluir os estudos no continente, e foi convidado pela direção da antiga Academia de Música e das Belas Artes da Madeira para lecionar as disciplinas de Piano e Composição. Atividades que ainda hoje ministra. Em 1977 exerceu o ensino de música no Serviço Técnico de Educação de Deficiência Intelectual e formou em 1987, com Eleutério de Aguiar, uma orquestra constituída por músicos portadores de deficiência intelectual, visual, auditiva e motora. Esta orquestra representou Portugal em três eventos divulgados a nível internacional em Lisboa em 1987, na Dinamarca em 1989 e na Holanda em 1991.

A formação académica diversificada influenciou a forma de ensinar de João Atanásio e valeu-lhe um convite, entre 1988 e 1989, para ir à Holanda na qualidade de adjunto do mestre Pierre Van Hauwe. Quanto aos grupos musicais aos quais esteve ligado, evidencia-se a direção artística do Grupo Coral da Casa do Povo de Câmara de Lobos, em 1987; a direção artística do Orfeão Madeirense; a fundação da Turma do Funil e do Coro de Câmara de Câmara de Lobos, em 1989; a direção do Grupo Coral de Santana, em 1996. Dirigiu também alguns coros de igrejas e tocava em missas. Como pianista deu concertos de piano a solo e como acompanhante de orquestra, em várias cidades do país. Das composições da sua autoria existem mais de cem peças, mas a maioria não está arquivada nem inventariada.

João Atanásio destacou-se na composição temas infantis, que alcançaram enorme sucesso: Os Amiguinhos; Brinquedo; Cantiga do Mar; Minha Bola Linda; Porquê; Meus Olhos; O Grilo; As Abelhas; Tri-u-li-u-li; Peixinho Vermelho; A Lagartinha; A Chuva; Meu Ursinho; Carrocel; A Capoeira; O Galo; Lá Vai a Gaivota; Bichinho de conta; Arco-íris; Zic Tric-Zon; Ter Umas Asas Assim”; Sempre em Pé; O Eco; Dona Bússola; O Se…má…fo…ro; O Palhaço; Flor Borboleta; A Menina do Trapézio; A Sorte Macaca; A Chuva; O Meu Violino; Bailarina de Porcelana; Porquinho Mealheiro; Laranjinha Doce; A Praia; A Primavera Chegou; O Vento; A Escola; O Relógio Despertador; O Calhambeque; Parabéns; A Borboleta; Vou Ser Grande e Artista; O Sapo Trovador; Macaco de Imitação; Pauzinho de Giz; O Grilo Desafinado; Maria das Nuvens; Figura de Urso; Gota d’Água; A Um Peixinho; Coração, Meu Coração; Pinguim; Meu Avô, Meu Avozinho; A Mochila Cor-de-rosa; Aos Saltinhos na Canção; Minha Amiga Catarina; Eterna Ternura; Sou Menina Traquina; Um Tenor às Escondidas; Num Momento de Magia; Assim Brinquei Sonhando. A composição contribuiu para a consolidação da carreira de João Atanásio, principalmente pela sua participação em festivais infantis e juvenis, regionais e nacionais. O músico participou em dezanove edições do Festival da Canção Infantil da Madeira, nas quais apresentou um total de 63 canções e alcançou sete vezes o primeiro lugar, representando a Madeira em certames nacionais.

Em 1990, com a canção O Macaco de Imitação venceu o Festival da Canção Infantil na Figueira da Foz; em anos anteriores as canções O Palhaço e a Flor Borboleta foram consideradas as melhores músicas, no Festival da Canção Infantil da Madeira. João Atanásio também compôs para um festival no Curaçau uma música com letra de Maria Aurora, que alcançou o 3º lugar. O madeirense clarifica que sempre se dedicou à música por gosto e não por lucro. Em confissão pessoal, durante a entrevista realizada a João Atanásio, o músico revelou “quando morrer desejo que seja interpretada a minha composição La Stellina. João Atanásio ainda é uma figura relevante no panorama musical devido à sua atividade no Conservatório da Madeira e às inúmeras composições da sua autoria. Durante o seu percurso artístico não destaca nenhum mentor ou professor em particular exceto o seu padrinho, João Hermógenes, responsável pela sua dedicação à arte musical.

Fonte: Catarina Gomes (2011). “João Nunes Atanásio”. Realizado no âmbito da Disciplina Ciências Musicais VI, integrada no plano curricular da Licenciatura em Educação Musical, do Instituto Superior de Ciências Educativas, Universidade da Madeira. Atualização: Ventura, Ana (2011). “João Nunes Atanásio”. Dicionário Online de Músicos na Madeira. Funchal: Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, atualizado em 06/09/2011.

Rufino da Silva
Rufino da Silva, de nome completo João Arnaldo Rufino da Silva, nasceu em 1929 em Câmara de Lobos e morreu no dia 18 de julho de 2016. Iniciou a formação académica no Seminário Diocesano do Funchal no início da década de 1950, tendo sido ordenado sacerdote em 1953, situação em que se manteve durante 23 anos. Foi professor de música no Seminário Diocesano, onde dirigiu o coro durante 13 anos.

De 1958 a 1962 frequentou o Instituto Pontifício de Música Sacra em Roma, licenciando-se em Canto Gregoriano e Composição Sacra. Nos anos 60 diplomou-se em Paris no método Ward. Frequentou a academia de Música e Belas Artes da Madeira, como aluno e professor, onde se diplomou no Curso Superior de Canto de Concerto.

De 1973 a 1975 dirigiu o Coro de Câmara da Madeira. De 1977 a 1994 pertenceu ao Coro Gulbenkian e foi professor de Educação Musical na Escola Preparatória de São Julião da Barra, em Oeiras, de 1980 a 1994.

Durante 10 anos, de 1994 a 2004, fez parte do “Coro Paz e Bem”, de Oeiras e actualmente pertence ao “Coro Solemnis” de Lisboa, dedicado ao canto gregoriano.

Leia AQUI a biografia completa.

Igreja Matriz de Câmara de Lobos
Órgãos de tubos do concelho de Câmara de Lobos [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Câmara de Lobos

[ São Sebastião ]

Igreja Matriz de Câmara de Lobos

Igreja Matriz de Câmara de Lobos

Dedicada a São Sebastião, a Igreja Matriz de Câmara de Lobos é um edifício de arquitetura religiosa no centro da cidade de Câmara de Lobos. A Capela de São Sebastião foi mandada construir em 1426 sob a ordem do Infante D. Henrique. Nos séculos XVII e XVIII, com o crescimento da população, foi necessário ampliar e remodelar a capela transformando-a na atual igreja. Apresenta-se em estilo barroco, com três naves e um altar-mor em talha dourada. Na capela do Santíssimo Sacramento existe um painel de azulejos do século XVIII representando o Agnus Dei (Cordeiro de Deus). No exterior, destaca-se o brasão da família de João Gonçalves Zarco em pedra de calhau. A festa em honra de São Sebastião ocorre no dia 20 de janeiro.

Fonte: VisitMadeira

Igreja Matriz do Estreito de Câmara de Lobos

[ Nossa Senhora da Graça ]

Igreja Matriz do Estreito de Câmara de Lobos

Igreja Matriz do Estreito de Câmara de Lobos