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Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior
Folclore em Campo Maior

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Portalegre
Grupo de Cantares “Ceifeiras de Degolados”

O Grupo de Cantares “Ceifeiras de Degolados” foi formado em 2007, por ocasião do desfile etnográfico em Degolados. Efetuou a sua primeira atuação em 14 de dezembro 2007 no programa do “Natal dos Hospitais” em Arronches. Conta com 13 elementos – já chegaram a ser 18 -, e para além das vozes, apresenta dois acordeões, cinco pandeiretas, dois cartuchinhos, duas castanholas, uns ferrinhos e um bombo. Tem atuado em Campo Maior e noutros pontos do país.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior

O Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior foi fundado em 2008 a partir de um grupo de saias já existente. A ideia surgiu depois de 2 anos consecutivos de realização da festa das “Tradições” em que vários grupos e ranchos se deslocam nessa altura a Campo Maior. E Campo Maior, uma terra de tanta tradição no cantar e bailar as “saias”, não tinha Rancho. Depois de vários meses de ensaios, o grupo fez a estreia nas comemorações do 25 de Abril de 2008 em Campo Maior. Desde então têm sido muitas as atuações, tanto em Campo Maior como em várias localidades do país e mesmo em Espanha.

Pretende divulgar a cultura dos povos da região, fazer chegar às novas gerações o que era o dia a dia dos antepassados, dar a conhecer as tradições etnográficas e musicais do povo alentejano e principalmente do povo raiano de Campo Maior. Nas atuações está presente aquela que é a sua principal tradição musical: as saias de Campo Maior.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior

Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e corrigidos erros de português.

Banda 1º Dezembro de Campo Maior
Filarmónicas de Campo Maior

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda 1º Dezembro de Campo Maior

A Banda 1º de Dezembro de Campo Maior foi fundada em 1936. Foi denominada de Sociedade Recreio Musical 1º Dezembro. Desde sempre tem funcionado na Banda uma Escola de Música, com cerca de trinta alunos que tem sido um viveiro de músicos. Neste momento, a Banda é constituída por trinta elementos que ao longo do ano fazem arruadas, procissões, e concertos em todo o distrito. Tem também participado em encontros de bandas promovidos quer por entidades regionais quer por entidades locais. É Maestro da Banda Manuel Canelas da Encarnação.

Largo do Barata, nº 9A
7370-119 Campo Maior

Banda 1º Dezembro de Campo Maior

Banda 1º Dezembro de Campo Maior

Sutil Roque, fadista, de Campo Maior
Músicos naturais do Concelho de Campo Maior

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Sutil Roque (cantor, 1932-2018)

António Sutil Roque

Sutil Roque, fadista, de Campo Maior

Sutil Roque, fadista, de Campo Maior

António Saturnino Sutil Roque nasceu em 1932, em Campo Maior, no Alentejo, mas passou a infância nos Açores. Matriculou-se na Faculdade de Medicina de Coimbra em 1952 e licenciou-se em 1958. Especializou-se em Medicina do Trabalho e Medicina Aeronáutica, tendo trabalhado muitos anos para a TAP. Em Coimbra fez parte da Tuna Académica e foi um notável solista do Orfeão.

Começou a cantar o fado de Coimbra por acaso: indo uma noite na rua a caminho de casa, deparou com uma serenata onde estavam alguns amigos do Orfeão, entre eles o guitarrista José Pais Alexandre. Com havia falta de cantores, anuiu ao pedido de cantar ali mesmo o fado “Dizem que as mães querem mais ao filho que mais mal faz…”. Nunca mais parou de cantar o Fado de Coimbra. Na “República dos Inkas” o guitarrista Júlio Ribeiro acompanhou-o e ajudou-o nos ensaios. Em 1954 estreou-se oficialmente num espetáculo da Tuna, no Teatro Avenida, alternando com Fernando Rolim. Depois foi integrado no programa de rádio de Serenatas da então Emissora Nacional, com José Afonso, Fernando Rolim, Machado Soares e Luiz Goes.

Gravou em 1956 um série de três LP acompanhado pelo Quinteto de Coimbra – António Portugal e Jorge Godinho na guitarra e Manuel Pepe e Levi Batista na viola. Em 1961 foi aos EUA em digressão. Voltou a gravar em 1985 um LP para a UNICEF. Com o Orfeão, foi ao Brasil em 1954, a Espanha em 1957, aos Açores e à Madeira em 1960 e, com a Tuna, a Angola em 1958. Em 1961 voltou ao Brasil junto com Amália Rodrigues. Em 1957 participou na primeira Serenata de Coimbra transmitida diretamente pela RTP, junto aos velhos estúdios do Lumiar. A  13 de março de 1958 na récita de despedida do Curso Médico de 1952-1958, a Balada da Despedida (Coimbra tem mais encanto na hora da despedida) foi expressamente composta para ser cantada, pela primeira vez, pelo estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e membro do Coimbra Quartet, António Sutil Roque.

Fonte: Tertúlia do Fado

Fados e Guitarradas de Coimbra

Fados e Guitarradas de Coimbra e Sutil Roque

Fados e Guitarradas de Coimbra e Sutil Roque

A1. Fado das Minhas Penas- (António) Sutil Roque
A2. Graça de Deus- Luis Góis
B1. Fado da Noite- Fernando Machado Soares
B2. Variações em Lá Menor- António Portugal/ Jorge Godinho/ Manuel Pepe e Levi Baptista