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Conservatório Regional de Castelo Branco
Escolas de Música em Castelo Branco

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Música Prof António Folgado Bernardo

Rua de Santiago, 45
6000-179 Castelo Branco
Tel. (+00 351) 965 640 304

Belgais Center for Arts

Escola Dramática da Música e das outras artes
Quinta dos Belgais
6005-150 Escalos de Baixo
Castelo Branco
Tel. (+00 351) 272 467 539

Conservatório Regional de Castelo Branco

Largo da , 20
6000-155 Castelo Branco
Tel. (+00 351) 272 344 405
Sítio: conservatoriocb.pt

Conservatório Regional de Castelo Branco

Conservatório Regional de Castelo Branco

Associação Cultural de utilidade pública e sem fins lucrativos, o Conservatório Regional de Castelo Branco iniciou as atividade em 1971, após fundação por iniciativa de Carlos Gama. Foi constituído como Associação Cultural, por escritura a 5 de dezembro de 1986.

Tendo por objetivo expresso o ensino da música e da dança, visava sobretudo a formação de professores e instrumentistas bem como o fomento da formação cultural da população de Castelo Branco e respetiva área de influência.

Já em 1986, com um corpo discente de cerca de seiscentos alunos e com uma oferta alargada de cursos de música, desde a iniciação, passando pelos cursos Básicos, Complementares, até ao Superiores de Instrumento, Piano e Composição, o Conservatório de Castelo Branco foi o promotor das comemorações nacionais do Dia Mundial da Música.

Nesse mesmo ano foi atribuída ao Conservatório Regional de Castelo Branco, pelo então Ministério da Educação e Cultura e respetiva Secretaria de Estado da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural.

A área de influência do Conservatório tem-se estendido ao longo dos anos por um raio de mais de cem quilómetros, desde a Guarda, Covilhã, Ponte de Sor, Portalegre, Proença-a-Nova, Alpedrinha, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, tendo-se constituído secções da Escola em algumas destas localidades.

Vários organismos oficiais, para além dos supracitados, como a Câmara Municipal de Castelo Branco e o Governo Civil do Distrito, a Fundação Calouste Gulbenkian e as Câmara Municipais de Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão têm procurado dar o apoio material necessário à prossecução dos projetos do Conservatório, não só pela confiança que lhes merece, como também pela esperança dos benefícios culturais que dele resultam.

Paralelamente às atividades pedagógicas, e como complemento das mesmas, tem sido levado a efeito um considerável número de audições e concertos, dentro e fora da Escola, no País e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Holanda, Suíça e Polónia.

Entre 1993 e 2006, desenvolveu-se o Projeto “Crescer com a Música” que abrangeu todas as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, públicas e privadas da cidade de Castelo Branco. Este projeto foi extinto por deixar de ter enquadramento legal, na altura em que o Ministério da Educação implementou a reforma de Organização Curricular e incluiu o ensino da música como atividade de complemento educativo. Importa realçar que este projeto exerceu uma marcada influência em todo o país, refletindo-se na inspiração para o alargamento do ensino da música no 1.º Ciclo.

Nesse mesmo ano de 1993 deu-se início à organização e promoção do Festival Internacional de Música de Castelo Branco, “Primavera Musical”, que durou até ao ano de 2007, com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, dos Ministérios da Educação e da Cultura, entre outras entidades, que, nas suas diversas edições anuais, permitiu aos públicos da região o acesso à grande arte musical nacional e internacional, como atesta o preenchido historial de inesquecíveis concertos, com artistas como Jordi Savall, Quarteto Borodin, Orlando Consort, Natalia Gutman, Quarteto Takács, Trio Hantai, Egberto Gismonti, Anner Bylsma, Tallis Scholars, entre muitos outros artistas do mesmo nível artístico.

Entre 2007 e 2015, o Conservatório promoveu e organizou o “Festival e Concurso de Acordeão de Castelo Branco – Folefest” em colaboração com a Escola Superior de Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, tendo-se afirmado como um marco importante na dinamização deste instrumento na região e no país.

Cientes da importância de atividades desta natureza, e no seguimento do trabalho que se tem vindo a realizar, desde 2012 que o Conservatório Regional de Castelo Branco promove e organiza anualmente o “Festival de Guitarra de Castelo Branco”, que constitui já uma referência nacional no panorama guitarrístico.

Em 2008/09, de acordo com a reforma do ensino artístico especializado de música, levada a cabo pelo Ministério da Educação, o Conservatório estabeleceu, nos 2.º e 3.º Ciclos, protocolos de articulação com os seguintes agrupamentos de escolas da cidade de Castelo Branco: Agrupamento de Escolas António Faria de Vasconcelos, Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco, Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Agrupamento de Escolas João Roiz e Agrupamento de Escolas José Sanches de Alcains, a fim de constituir turmas exclusivas (dedicadas) em regime articulado.

Após a criação dos Mega Agrupamentos, o Conservatório continua a sua atividade pedagógica com os alunos em turmas dedicadas em regime articulado, no Agrupamento de Escolas Nuno Álvares (Escola Básica Faria de Vasconcelos, Escola Básica Cidade de Castelo Branco e Escola Secundária Nuno Álvares), Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Agrupamento de Escolas Amato Lusitano (Escola Básica João Roiz e Escola Secundária Amato Lusitano) e Agrupamento de Escolas José Sanches e São Vicente da Beira, em Alcains.

O prestígio das diversas formações instrumentais do CRCB valeu em 2005/06 o convite para a participação no “Festival de Música da Beira Interior” que, de forma ininterrupta se tem repetido, assim como no “Festival Internacional de Clarinete” e noutros festivais e eventos para o qual é convidado: “1001 Músicos – Festa das Escolas de Música”, “Mostra Inter-Escolas de Música”, “Guitarrafonia”, para além de intercâmbios com outras escolas de música, estágios, ou concertos.

Associação Recreativa Cultural Grupo Bombos de Almaceda
Grupos de bombos de Castelo Branco

Zés Pereiras e outos grupos de percussão tradicional no Concelho

Fontes: Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Associação Recreativa Cultural Grupo Bombos de Almaceda
  • Grupo de Bombos de Alcains
  • Grupo de Bombos de Lardosa
  • Grupo de Bombos Os Vicentinos (São Vicente da Beira)
  • Grupo de Percussão da Escola Cidade de Castelo Branco
Associação Recreativa Cultural Grupo Bombos de Almaceda

Associação Recreativa Cultural Grupo Bombos de Almaceda

Ernesto Veiga de Oliveira identificou, na década de 1960, tocadores e construtores em Bravães, Fermil de Basto, Passos (Cabeceira de Basto), Tecla (Celorico de Basto), Vila Mou e Vila Franca do Lima (Viana do Castelo), em Ribeira de Frades (Coimbra), Barreira (Condeixa), Gesteira (Soure), em S. Simão (Amarante), Carrazeda de Ansiães (Bragança), Constantim e Duas Igrejas (Miranda do Douro), Relva (Castro Daire) e também em Lavacolhos e na Póvoa de Atalaia (Fundão), Caseirinhos (Pombal) e várias aldeias da serra de Montemuro, além de Água Longa (Paredes de Coura). Armando Leça, antes disso, por seu turno, registou em especial construtores de tambores populares em Fermentões e Airão (Guimarães). No presente existem construtores ativos, documentados, nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Coimbra e Castelo Branco. (Bombo a Património, Tocá Rufar)

Tunas de Castelo Branco

Fontes: www.portugaltunas.com, redes sociais e pesquisa em motores de busca

  • Arrebitátuna – Tuna Feminina da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação de Castelo Branco
  • Castra Leuca – Tuna Académica Masculina do Instituto Politécnico de Castelo Branco
  • C’a Tuna aos Saltos – Tuna Médica Feminina da Universidade da Beira Interior
  • Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Interior
  • EncantaTuna – Tuna Académica Feminina da Universidade da Beira Interior
  • Estudantina Académica de Castelo Branco
  • ESTuna – Castelo Branco
  • Orquestra Académica Jab’Ubi & TokusKopus
  • TAFIPCB- Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico de Castelo Branco
  • Tuna Feminina Albicastrense
  • Tuna Feminina da E.S. de Tecnologia Castelo Branco
  • Tuna Feminina da Universidade da Beira Interior – As Moçoilas
  • Tuna Mus – Tuna Médica da Universidade da Beira Interior
  • TUSALD – Real Tuna Académica da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias
Estudantina Académica de Castelo Branco

Estudantina Académica de Castelo Branco, créditos ZakiGym

Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco
Filarmónicas de Castelo Branco

Bandas de música, história e atividades no Concelho

Banda Filarmónica Cidade Castelo Branco

Fundada em 2005, a Banda Filarmónica Cidade Castelo Branco é um protejo da Associação Cultural e Recreativa “As Palmeiras”, em parceria com a Câmara Municipal e Junta de Freguesia. Tem por objetivo a formação musical de pessoas das várias faixas etárias e colmatar uma lacuna existente na cidade de Castelo Branco na vertente da cultura popular. Robalo Nunes foi o primeiro maestro e impulsionador da banda, desempenhando funções até 2007. A partir dessa data deu lugar ao maestro Carlos Monteiro, que deu início a uma escola de formação musical, juntamente com mais dois colaboradores: Pedro Reis e Jorge Duarte.

Em 2011 a B.F.C.C.B. sofreu alterações a nível de ensino, passando a ter uma escola de música organizada e com funcionamento semanal, tendo como professores: Formação Musical, Ana Leão; Sopro de Madeira, Diana Dias; Sopro de Metais, Tiago Mendes. Vítor Ávila é o Diretor Pedagógico e no cargo de Maestro da Banda. Em 2012, B.F.C.C.B. passa a ter mais docentes para dar resposta ao número de alunos da banda, tendo como docente de Flauta, Elena Santos; Percussão, Filipa Castilho; Nuno Pinheiro em Clarinete/Saxofone e Filipe Vicente em Sopro de Metais.

A 4 de julho de 2013 a banda recebeu novo fardamento, em que as cores predominantes são o vermelho, cinza e preto, cores da Cidade de Castelo Branco. Foi estreado o Hino da Banda composto pelo Maestro Vítor Ávila. A 5 de outubro de 2013, no concerto comemorativo do dia Mundial da Música, a BFCCB homenageou o Comendador Joaquim Morão através de uma Marcha, composta pelo Maestro Vítor Ávila, que recebe o nome de “Homenagem ao Comendador Joaquim Morão”, pelos feitos do comendador a esta banda.

A 5 de abril de 2014 teve a sua primeira apresentação a Orquestra de Sopros e Percussão Jovem da Escola de Música (OSPJ EM BFCCB). Este protejo surgiu para facilitar a passagem dos novos executantes da escola de música para a banda filarmónica. Funciona como patamar intermédio para que a integração final seja feita com maior precisão, fazendo com que os novos executantes se sintam mais confortáveis e enquadrados na Banda.  A Banda fez atações no concelho e cidade de Castelo Branco, o que tem permitido aos músicos adquirir os conhecimentos e a confiança, elementos indispensáveis para a concretização do protejo.

BFCCB

Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco

Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco

Danças da Lousa, Castelo Branco
Folclore em Castelo Branco

Tradições, grupos e atividades no Concelho

  • Região: Beira Baixa
  • Distrito: Castelo Branco
  • Concelho: Castelo Branco

06 grupos

  • Danças Tradicionais da Lousa
  • Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa
  • Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”
  • Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima
  • Rancho Folclórico de Escalos de Cima
  • Rancho Folclórico de Retaxo
Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”

O Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco” foi fundado a 23 de novembro de 2004. Integra a Associação Cultural e Recreativa, que engloba outros sectores da Cultura, Recreio e Desporto.

GTCCB

Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”

Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

O Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa é um grupo que defende as tradições da Beira Baixa, nomeadamente os Concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão, com o maior rigor possível ao nível das danças e cantares e das representações etnográficas.

Em 2017, o Grupo das Palmeiras organizou o seu XXI encontro de folclore. Cinco grupos folclóricos participaram no Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco, que o Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa – Castelo Branco, da Associação Cultural e Recreativa “As Palmeiras”. Pelo palco passariam o grupo anfitrião e os convidados Grupo Regional de Moreira da Maia (Porto, Douro Litoral), Rancho Folclórico de Acipreste (Alcobaça, Leiria), Rancho Típico de Pombal (Leiria) e Grupo de Danças e Cantares do Paul (Covilhã). Este encontro acontece numa altura em que “As Palmeiras” assinalam 25 anos e o seu rancho faz 20 anos.

A 14 de julho de 2018, na 22ª edição do Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco, no centro cívico da cidade albicastrense, atuariam, além do grupo anfitrião, Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa, marcaria presença o Rancho Folclórico do Grupo Desportivo da Lousa – Loures, Lisboa (Estremadura); Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, Coimbra (Beira Litoral); Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém, Santarém (Ribatejo); e Rancho Folclórico de Escalos de Cima, Castelo Branco (Beira Baixa).

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima

O Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima foi fundado em 1968, após duas experiências de agrupamento de folclore anteriores, que não vingaram.

Tem sido um lídimo representante da região. A sua representação baseia-se nos hábitos de gente alegre e prazenteira que tinha por hábito divertir-se e ocupar os seus tempos livres, dançando e cantando as suas melodias, entoadas de improviso, tanto ao som do harmónio, como ao ritmo da guitarra e do bandolim ou então ao compasso cadenciado dos adufes.

Nestes cantares, eram invocados os mais variados temas de índole campesina ou então cerzidos verdadeiros hinos ao trabalho ou ainda produzidas acrisoladas manifestações de idolatrado amor.

Estas exteriorizações poéticas, eram invariavelmente vazadas em sentidas quadras de redondilha maior, de saborosa frescura, fácil espontaneidade, aguçada brejeirice e acutilante sentido crítico.

O Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima regista, anualmente, uma invejável carteira de convites, para participar nos mais variados e sonantes festivais folclóricos que se realizam no país.

Organiza um festival de folclore anual que tem contado com ranchos importantes no folclore nacional. É membro aderente da Federação de Folclore Português.

Rancho Folclórico de Escalos de Cima

O Rancho Folclórico de Escalos de Cima foi criado através da Associação Cultural e Etnográfica de Escalos de Cima – SQUALIUS em  2010, na localidade de Escalos de Cima. Foi fundado por um grupo de amigos da aldeia, com missão de preservar, salvaguardar e divulgar as suas próprias raízes culturais. Subiu ao palco pela primeira vez em 30 de abril de 2011.

É sobretudo composto por elementos jovens, que tentam representar de forma responsável, mas ao mesmo tempo com alegria e entusiasmo o desejo em preservar aquilo que o Homem aliou à Terra: os cantares, as danças, o labor.

Ao som da concertina e adufes, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam, com os tradicionais trajes de trabalho e domingueira, de mordoma, lavadeira e de noivos, com a graciosidade que caracteriza a beleza do seu povo.

Desde a sua existência,  o grupo já participou em várias festas, romarias e festivais do folclore, em Portugal. É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico do Retaxo

O Rancho Folclórico do Retaxo foi fundado em 1981. Após uma década de boas vontades iniciou um trabalho de pesquisa nos trajes, danças cantares, tradições, culinária. Atualmente é um representante fiel da sua terra, suas gentes e da zona sul do distrito de Castelo Branco.

Lousa e as suas danças

A aldeia de Lousa tem um vasto património artístico e cultural enraizado em tradições e costumes repletos de originalidade, com destaque para a Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus e das suas danças tradicionais.

Grande é a devoção deste povo pela sua Padroeira e, no dia da sua festa, depois de recolhida a procissão, têm lugar as Danças das Virgens (ou das Donzelas), a Dança dos Homens (também chamada da Farrombana ou das Genébres) e a Dança das Tesouras.

Em meados da década de 1930, estas danças deixaram de ser realizadas durante alguns anos, tendo sido reiniciada a tradição em 1958. De então para cá têm-se mantido a apresentação da Dança das Virgens e da Dança dos Homens. A Dança das Tesouras há muitos anos que não era dançada, sendo retomada em 2001 e, depois de 2005, é apresentada anualmente com as duas outras.

Danças da Lousa, Castelo Branco

Danças da Lousa, Castelo Branco

A Dança das Virgens ou Donzelas

Oito raparigas, de 15 a 18 anos, vestidas de branco, flores na cabeça e no peito, muitos objectos de ouro pendentes do pescoço, e lenço branco, engomado, na mão, percorrem as ruas e as principais casas da povoação, acompanhadas por um tocador de guitarra, ao som da qual dançam e recitam versos.

A Dança dos Homens, das Genébres ou da Farrombana

A Dança das Genébres é executada por 10 homens, 6 vestidos com calça e camisa branca, gravata, banda de seda, de cor azul, à cinta, muitas fitas, também de seda, pendentes dos ombros e, a servir de coroa, na cabeça, grande capela ou capacete de forma cónica enfeitada com flores artificiais e fitas que lhes caem sobre as costas (complemento das que pendem dos ombros) encimada com um penacho de flores artificiais de várias cores e de penas brancas;

Três, os mais novos, vestidos de mulher, saia e casaco branco, rede preta de malha miúda e flores na cabeça, trunfa de cabelo na nuca, e muitos colares e outros objetos de ouro pendentes do pescoço; e, finalmente, o guardião, mestre ou ensaiador, vestido de soldado, com velha espada à cinta.

Dos seis primeiros, um toca a genébres (1) e cinco as bandurras (2), e os três que fazem de mulher, os pandeiros. À ordem do guardião, formam todos em linha de três, ficando ao centro os que vestem de mulher. E a dança começa ao som arranhado e chocalheiro da genébres, acompanhado pelas bandurras e pandeiros.

(1) A genébres é provavelmente um instrumento único no País. Consta de 14 pauzinhos de pau-ferro, redondos, de tamanhos diferentes, enfiados, nas extremidades, em uma correia de couro. Crescendo em extensão, do primeiro ao último, por forma regular e progressiva, o maior deve ter de comprimento, pouco mais ou menos, o dobro do primeiro. A genébres é suspensa do pescoço pela correia que enfia nas extremidades dos paus e cobre o peito do tocador. Espécie de moderno xilofone que o tocador tange com o chuço, pedaço de pau da qualidade dos demais da genébres, produz sons mais ou menos arrastados, mais ou menos vivos, consoante a vontade do tangedor e o compasso da dança. A genébres pertence à comissão da festa e passa anualmente de uns para outros festeiros.

(2) As bandurras, que noutro tempo se vendiam na Romaria da Senhora da Póvoa, são uma espécie de violas de cordas de arame, já hoje raras.

A Dança das Tesouras

Um grupo de 8, 10 ou 12 homens vestidos de cotim, lenço branco em volta da cabeça, cada um com sua tenaz fingindo tesoura; um velho dos mais folgazões da povoação igualmente vestido de cotim e com um lenço branco atado à cabeça, e alguns rapazes de 10 a 15 anos, com seus casacos vestidos das avessas, a fingir de carneiros, começam a Dança das Tesouras pela tarde de segunda-feira, à porta da Igreja, e percorrem seguidamente as ruas e principais casas do lugar, a cantar e a representar.

O grupo, de 8, 10 ou 12 homens, consoante os que se reúnem, forma duas alas, frente a frente, a pequena distância uma da outra, deixando no meio os rapazes (carneiros). Simulando tosquiá-los, os homens batem as tenazes e cantam.

A Viola Beiroa nas Danças Tradicionais da Lousa

Conforme refere a autora Susana Dias, a Viola Beiroa era “usada na Lousa desde o século XVII para acompanhar a “Dança das Virgens” e a “Dança dos Homens”. As Danças Tradicionais da Lousa, que foram objeto de inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (Anúncio 6/2015, D.R. , 2ª série, n.º4, 7 de janeiro) incluem ainda a “Dança das Tesouras”, para além daquelas duas danças.

No documento “Pedido de Inventariação Danças Tradicionais da Lousa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial”, em que é descrita e caracterizada pormenorizadamente cada uma das danças da Lousa, refere-se que as “Danças Tradicionais da Lousa consistem num conjunto de manifestações musicais e coreográficas, específicas desta povoação, integradas nos festejos em honra de Nossa Senhora dos Altos Céus”.

Para além do papel dos dançarinos, em cada uma das danças, “destaca-se o papel dos tocadores que, no caso das Virgens é apenas um e toca a guitarra portuguesa, não integrando a Dança e, no caso dos homens, coincide com os 6 dançarinos uma vez que estes dançam e tocam em simultâneo. Dos 6 dançarinos/tocadores, 5 tocam viola beiroa e um deles toca a genebres” (Julho de 2014, 4).

Conforme refere Isabel Leal da Costa “A viola beiroa, também conhecida por bandurra, é um instrumento popular português que aparece na zona raiana, no Distrito de Castelo Branco.(…) Embora menos difundida que o típico adufe beirão é um dos instrumentos que acompanha a Dança dos Homens” (2011).

Na descrição e caracterização que Lopes Marcelo faz dos instrumentos mais representativos da Beira Baixa, faz referência à viola beiroa ou bandurra. “Trata-se de uma viola popular portuguesa de cinco ordens de cordas de arame” e que era utilizada para acompanhamento de “descantes festivos, aos domingos, nas tabernas e, sobretudo, nos parabéns e serenatas aos noivos, nas vésperas e na noite da boda. Atualmente, quase desapareceu e apenas pode ser encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na Dança dos Homens, nas festas de Maio, em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa, bem perto de Castelo Branco” (1993)

Fonte: Lousanet

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Viola beiroa, Manuel Moreira
Instrumentos Musicais Populares da Lousa
Genebres

No País, o instrumento aparece apenas na freguesia de Lousa, concelho de Castelo Branco. É um atributo peculiar da “Dança dos Homens”,  conhecida também por “Dança da Genebres”. Ela tem, nessa dança, um carácter cerimonial, sendo usada apenas nessa ocasião, até porque pertence à comissão de festas e passa anualmente dos velhos festeiros para os novos.

Às genebres os antigos da Lousa chamam, por terem também ouvido chamar, «naves ou geneves». Consta de catorze pauzinhos de pau-ferro, redondos, de tamanhos diferentes, enfiados, nas extremidades, em uma correia de couro. Crescendo em extensão, do primeiro ao último, por forma regular e progressiva, o maior deve ter de comprimento, pouco mais ou menos, o dobro do primeiro.

Genebres, Joaquim Brilhantino

Genebres, Joaquim Brilhantino

É uma espécie de moderno xilofone e o homem que a leva comanda as marcações da dança e representa o elemento libertino que nela figura. Trá-la pendurada ao pescoço (os paus mais curtos para cima) pela correia de couro que liga os paus e que aí faz aselha; afasta-a do corpo com a mão esquerda, que segura a correia em baixo, e bate a bagueta (chuço) com a direita não em cada pau individualmente, mas correndo todos os paus ao mesmo tempo, de baixo para cima e vice-versa, produzindo sons mais ou menos arrastados, mais ou menos vivos, consoante a vontade do tangedor e o compasso que a dança requer.

Fonte: Dora Lourenço (2000)

Viola beiroa, ou bandurra

Este cordofone pertence à família das violas de arame tradicionais portuguesas. Também é chamada bandurra ou viola de Castelo Branco, sendo originária da região da Beira Baixa. Esta viola é, provavelmente, o parente popular do instrumento de corte chamado vihuela, muito tocado na Península Ibérica nos séculos XVII e XVIII.

Uma das diferenças em relação às suas congéneres do Norte, Sul e Ilhas de Portugal são duas cordas muito agudas, as requintas, que não podem ser pisadas sendo tocadas só com a mão direita. O instrumento foi desaparecendo da cena musical campestre, sendo substituído por outros, nomeadamente a guitarra clássica e o acordeão.

A primeira afinação conhecida da viola Beiroa é ré, si, sol, ré, lá, ré, que não permitia fazer melodias acompanhadas, sendo usada na Lousa desde o século XVII para acompanhar a “Dança das Virgens” e a “Dança dos Homens”. A sua forma de execução era semelhante à da guitarra portuguesa na mão direita, tal como o Manuel Moreira a tocava na Lousa. Não sendo conhecidos construtores deste instrumento, pensa-se que os tocadores compravam estes instrumentos nas Romarias da Senhora da Póvoa e da Senhora do Almortão.

Viola beiroa, Manuel Moreira

Viola beiroa, Manuel Moreira

A afinação atual da viola beiroa, definida por Alísio Saraiva, tem como base a da guitarra portuguesa de Lisboa. As primeiras quatro ordens da viola beiroa estão exatamente uma quinta abaixo da guitarra portuguesa de Lisboa, sendo que a quinta ordem é uma segunda maior acima e as requintas são a mesma nota que a sexta ordem da guitarra, mas numa oitava diferente. Percebe-se aqui que os tocadores definem as afinações segundo os seus conhecimentos de outros instrumentos.

Fonte: Susana Vicente da Silva Dias (licenciada e mestre em Música /Guitarra Clássica)

A Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa

A criação da Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa, em 2013, foi essencial para a recuperação, revitalização e divulgação deste instrumento. Na sede, cedida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, na Rua Tenente Valadim, em pleno Centro Histórico da cidade, decorrem várias atividades semanais.

Desde logo a sede acolhe a sala de ensaios da Orquestra Viola Beiroa, que conta com 15 elementos: o mais jovem tem 15 anos e o menos jovem 80 anos. As solicitações para concertos deste agrupamento têm vindo de todo o País e permitem divulgar este instrumento e o repertório da música de tradição oral da Beira Baixa.

Esta sede é também escola onde se aprende a tocar a Viola Beiroa. Os alunos integram depois a Orquestra Viola Beiroa.

A realização de cursos de construção de viola beiroa permitiu aos elementos da Orquestra Viola Beiroa fazerem os seus próprios instrumentos. Além destas pessoas, houve outras que depois de participarem no curso decidiram integrar a Orquestra. A sede acolhe, igualmente, a Oficina que, devidamente apetrechada de ferramentas e materiais, permite que o Mestre Eduardo Loio ministre estes cursos.

A atividade de investigação que tem sido feita pelos elementos desta Associação já originou uma tese de mestrado sobre esta temática, apresentada pela Mestre Susana Dias, onde se projeta a integração do ensino da viola beiroa nos conservatórios e escolas de música.

Foi elaborado também um método de ensino deste instrumento, concebido pelo Professor Doutor Miguel Carvalhinho com edição da Fundação Inatel e a conceção gráfica da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Paralelamente, foi gravado o CD Viola Beiroa com edição de autor, no qual o Professor Doutor Miguel Carvalhinho apresenta uma série de arranjos de músicas tradicionais da Beira Baixa e um tema original de sua autoria. Este CD teve o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco e teve divulgação nacional através da Antena 1.

Durante um Encontro de Violas de Arame na cidade estiveram presentes vários instrumentistas: Fernando Deghi com a Viola Caipira do Brasil, Pedro Mestre com a Viola Campaniça, Guilherme Órfão com a Viola de Arame da Madeira, Daniel Cristo com a Viola Braguesa e João Vila com a Viola Toeira.

Destaque, ainda, para o papel do etnomusicólogo Domingos Morais, responsável pela explicação sobre a origem desta família de instrumentos.

Nos anos 60, aquando da 1ª edição do livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses”, o autor Ernesto Veiga de Oliveira, referia-se a esta viola como muito rara e em vias de total extinção. Felizmente o cenário mudou e, embora não seja muito comum encontrar tocadores desta viola, ela está viva e a ser explorada não só para folclore mas também por quem procura novas sonoridades.

A loja Porto Guitarra tem à venda violas beiroas com diferentes configurações de construção, sendo as mais usuais:

Tampo: em tília, pinho (abeto)
Ilhargas e costas: nogueira
Braço: mogno
Escala: panga panga, pau santo, ébano
Mecanismo de afinação: carrilhão

Tampo: em tília, pinho (abeto)
Ilhargas e costas: mogno, cerejeira, plátano, pau santo
Braço: choupo, mogno, cedro
Escala: panga panga, pau santo, ébano
Mecanismo de afinação: cravelhas de madeira, carrilhão

Viola Beiroa

No distrito de Castelo Branco existe um interessante instrumento, de grande importância organológica e etnológica, a viola beiroa, ou bandurra. Trata-se de uma viola popular portuguesa de cinco ordens de cordas de arame, hoje muito rara. Era sobretudo usada na zona arraiana para acompanhar descantes festivos, aos domingos, nas tabernas e, sobretudo, nos parabéns e serenatas aos noivos, nas vésperas e na noite da boda. Quase desapareceu e apenas pode ser encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na dança dos homens, nas festas de maio, em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa. Aqui, aparece figurando a par com a genebres.

A bandurra tem o braço semelhante ao das violas ocidentais, com 80 cm de comprimento. A boca é redonda e pequena, com cerca de 6 cm de diâmetro, rodeada de frisos circulares lineares. De todas as violas portuguesas, esta é ao mesmo tempo a mais rústica e a que apresenta maior profusão de motivos ornamentais. As cravelhas, em muitos casos, foram feitas por pastores e são por vezes finamente recortadas. O cravelhal mostra dez cravelhas dorsais que correspondem a outras tantas cordas, num encordamento de cinco ordens de cordas duplas de arames.

Esta viola possui um traço peculiar que a distingue de todas as outras violas portuguesas: além desse cravelhal normal, existe um outro, situado no fundo do braço, no ângulo que este faz com a caixa, para duas cravelhas, também dorsais, a que correspondem duas cordas igualmente de arame, simples, agudas e curtas – as requintas – , que não são trilhadas e se tocam sempre soltas, como na harpa.

A “Viola Beirã”, como é conhecida, é utilizada pelas mãos de homens lousenses que a tratam com um certo cuidado e aplicam nela uma estimação tal como se fosse uma “pedra preciosa”. Na realidade até se pode considerar uma, pois estas violas já têm mais de 400 anos, segundo testemunho confirmado por um tocador das mesmas, que afirma: “Estas violas são utilizadas na Dança dos Homens e têm passado de mão em mão, desde 1640, creio eu, quando começou esta dança. Apenas uma conseguimos conservar agora connosco, algumas desapareceram e uma delas está na Gulbenkian exposta”.

Tocada apenas com o esforço das unhas dos homens, a “Viola Beirã”, é feita de madeira de casquinha e trabalhada à mão, aplicando nela alguns motivos que lhe fornecem uma certa alegria para além daquela que ela própria consegue colocar junto do nosso ouvido, através das dez cordas que possui.

Na Dança dos Homens, dão-se por contadas cinco violas que dão alegria à dança. Como apenas só foi possível conservar uma, as restantes já foram feitas à cerca de 30 anos ou mais, afirma o tocador, havendo ao todo seis, as quais tentam ser, o quanto possível, idênticas às que têm sido passadas de geração em geração. Segundo reza a história, são os descendentes que têm feito com que estas ainda sejam tocadas como à 400 anos. Também a musica que foi passada de geração em geração, se conserva intacta, e, segundo o tocador, nunca sofreu nem sofrerá alterações. Não é tocada por acordes, mas é ensinada aos descendentes, que pelo ouvido aprendem. E tudo isto se conserva desde o inicio do século XVII, desde que os homens se decidiram dedicar às Danças em honra da sua padroeira, Nossa Senhora dos Altos Céus.

Dora Lourenço, 2000 (com ligeiras adaptações)

Monumento a José Afonso em Malpica do Tejo

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Castelo Branco

Malpica do Tejo

José Afonso

Monumento a José Afonso em Malpica do Tejo

Monumento a José Afonso em Malpica do Tejo

O monumento a José Afonso na Malpica do Tejo, datado de 2014, é da autoria do escultor Cristiano Ferreira.

Ao lado do Tejo, a Malpica é vizinha de Espanha e foi imortalizada por Zeca Afonso que se inspirou em quatro músicas do cancioneiro local. A mais conhecida é Maria Faia. O músico e compositor visitava com alguma regularidade a Malpica embora não tivesse aqui qualquer relação de parentesco. Nos anos 60 as visitas tornaram-se mais frequentes. Nestas deslocações encontrou no campo grupos de trabalhadores agrícolas em que era usual cantarem a trabalhar.

Zeca Afonso gravou algumas destas músicas e compôs e editou quatro canções: Cantiga da Maria Faia, A moda do Entrudo, Oh que calma vai caindo e Lá vai Jeremias. Com estas músicas Zeca Afonso imortalizou Malpica o que honra os locais e retribuem com uma homenagem que é o Festival Zeca Afonso.

O Festival José Afonso contou com a participação gratuita de músicos que trabalharam com José Afonso. Numa das ruas principais da aldeia há um restaurante com o nome Tasca da Maria Faia e segundo um dos proprietários, José Manuel Galvão, é uma homenagem ao cantor e às mulheres de Malpica. Maria Faia não é o nome de uma mulher. Faia é relativo a trabalho no campo. A música Maria Faia é sobre as campesinas de Malpica. Muitas das pessoas que vão ao restaurante cantam a Maria Faia e quem não sabe tem a letra escrita numa das paredes.

Filipa Castilho, violoncelista, de Castelo Branco
Músicos naturais do Concelho de Castelo Branco

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Eugénia Lima (acordeonista, 1926)
  • Filipa Castilho
  • Maria Inês Pires (saxofonista)
Filipa Castilho

A violoncelista Filipa Maria Cerqueira Correia Castilho nasceu a 27 de maio de 1993 em Castelo Branco. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Castelo Branco (CRCB), aos 4 anos na classe de violino de António Martelo. Aos 7 anos mudou para Violoncelo, tendo estudado com os professores Miguel Matias, Samuel Santos, Guenrik Elessine e Ana Catarina Claro, com quem termina o 8º grau do Conservatório.

Em 2012 entra para a Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), na classe de Miguel Rocha, onde iniciou a licenciatura em Violoncelo. Em setembro de 2014 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) no âmbito do programa Vasco da Gama, na classe de Clélia Vital e de Paulo Gaio Lima. Em setembro de 2015 voltou para a classe de Miguel Rocha e, ao mesmo tempo, frequenta 8 unidades curriculares do Mestrado em Ensino de Música.

Em setembro de 2016 ingressa na Universidade de Évora na classe de Nelson Ferreira, onde acabou a Licenciatura, em junho de 2018. No mesmo ano ingressou na Universidade de Aveiro na classe de David Cruz, para frequentar o mestrado em Ensino de Música, na especialidade de Violoncelo e termina o mesmo em julho de 2020, com a defesa do trabalho de investigação com o título “A Canção: Uma proposta pedagógica no ensino aprendizagem do violoncelo”.

Filipa Castilho, violoncelista, de Castelo Branco

Filipa Castilho, violoncelista, de Castelo Branco

Ao mesmo tempo frequenta ao Mestrado em Ensino de Música, na especialidade de Formação Musical na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco, o qual termina em fevereiro de 2021, com a defesa do trabalho de investigação com o título “Perfil do docente vs perfil do aluno: processos de ensino-aprendizagem na disciplina de Formação Musical”.

Participou com uma comunicação com o título “Song: a pedagogical proposal in teaching learning violoncelo”, no dia 7 de novembro de 2020 na 48th Internacional ESTA Conference: Bridges between research and practice, organizada pela ESTA – European String Teachers Association – Portugal e realizada no Porto, através de vídeo conferencia entre 30 de outubro e 8 de novembro de 2020.

Como instrumentista tem participado em várias classes de aperfeiçoamento com os professores Miguel Rocha, Nuno Abreu, Paulo Gaio Lima, Filipe Quaresma, entre outros. Também tem participado em várias orquestras a nível nacional e internacional, como a Orquestra BISYOC (Inglaterra), Orquestra do Conservatório Superior de Música de Badajoz (Espanha), Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra da Escola Superior de Música de Lisboa, Orquestra Barroca da ESART, Orquestra Sinfónica da ESART, Orquestra da Universidade de Évora, Orquestra Sinfónica da Universidade de Aveiro, Orquestra do Conservatório Regional de Castelo Branco, Orquestra Scutvias, Orquestra Mima, entre outras. Foi membro da Orquestra Clássica de Fátima em 2017 e desde janeiro de 2019 é membro da Orquestra Sinfónica de Tomar.

Foi professora de Expressão Musical no Jardim Escola João de Deus de Castelo Branco e professora do naipe de violoncelos na Academia de Música de Abrantes. Leciona Violoncelo no Agrupamento de Escolas Nº. 2 de Abrantes desde o ano letivo 2017/2018 e Formação Musical desde o ano letivo 2019/2020 na mesma instituição.

Bio facultada por Filipa Castilho em 24 de fevereiro de 2021

Maria Inês Pires

Natural de Castelo Branco, Maria Inês Pires frequenta o Doutoramento em Ciências Musicais Históricas da Unidade NOVA de Lisboa (FCSH NOVA). É licenciada em saxofone e mestre em Ensino de Música pela ESART, (Castelo Branco). Estudou no Pôle d’Enseignement Supérieur Musique et Danse de Bordeaux, na classe de Marie-Bernadette Charrier.

Maria Inês Pires

Maria Inês Pires, saxofonista, de Castelo Branco

Maria Inês Pires, saxofonista, de Castelo Branco

Em 2014, obteve o prémio Melhor Intérprete no concurso interno do CRCB, alcançou o 2º prémio no Concurso Nacional de Clarinete e Saxofone Sons de Cabral e foi finalista do Concurso Internacional de Saxofone Vitor Santos. Participou no 17º e 18º World Saxophone Congress, em Strasbourg e Zagreb. Em 2017 e 2019, estreou peças de jovens compositores portugueses no Festival Mónaco Electroacoustique.

Frequentou classes de aperfeiçoamento com Jean-Marie Londeix, Claude Delangle, Vicent David, Lars Mlekusch, Christophe Grèzes, Jean-Michel Goury, Marcus Weiss, Andrés Gomis, entre outros.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Eugénia Lima

Eugénia Lima, acordeonista, nasceu em Castelo Branco, a 29 de março de 1926 e morreu em Rio Maior, 4 de abril de 2014. Foi uma acordeonista prodígio e compositora portuguesa, autora de mais de duas centenas de temas e com uma discografia que excede as 50 gravações. Estreou-se publicamente como solista do Acordeão aos oito anos de idade, tendo sido à hora da sua morte a mais velha acordeonista no ativo com oitenta anos de carreira e oitenta e oito de vida.

Eugénia Lima

Eugénia Lima, acordeonista, de Castelo Branco

Eugénia Lima, acordeonista, de Castelo Branco

Eugénia Lima essencial

Disco Essencial, de Eugénia Lima

Disco Essencial, de Eugénia Lima

Antiga sé e concatedral de Castelo Branco
Órgãos de tubos do concelho de Castelo Branco

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Antiga e concatedral de Castelo Branco

Antiga sé e concatedral de Castelo Branco

Antiga e concatedral de Castelo Branco

A Igreja de São Miguel está erigida num local onde, desde 1213, existem notícias da existência de um templo, cuja propriedade é atribuída aos templários. Elevada a Concatedral em 1956, foi reedificada no século XVII, em estilo renascentista. São visíveis os elementos das diferentes fases de construção: arco cruzeiro do século XVI, retábulos e painéis do século XVII e capela-mor e sacristia dos séculos XVIII-XIX. Devido à escassez de meios para fazer uma obra monumental, foi D. Martim Afonso de Melo, Bispo da Guarda, que a reedificou no último quartel do século XVII. Tem apenas uma nave que é separada da capela-mor por um belo arco renascentista, no fecho do qual está o brasão de armas do Bispo D. Martim Afonso de Melo. Ao segundo bispo da diocese de Castelo Branco, Frei Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), deve-se a construção (em estilo barroco), dos dois corpos laterais, com os quais foi aumentado o templo: a Sacristia Grande e a Capela do Santíssimo Sacramento.

Fonte: CMCB

Localizado na capela-mor, lado da Epístola, foi construído por Joaquim António Peres Fontanes no século XVIII. Foi restaurado por António Simões em 1987, e restaurado novamente em 2018 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, sediada em Esmoriz. A  obra foi promovida pela Câmara Municipal.

Tribuna e montra do órgão

Órgão da Concatedral de Castelo Branco

Órgão da Concatedral de Castelo Branco

Igreja de S. José Operário
Igreja de São José Operário

Igreja de São José Operário

Montra do órgão

Órgão da igreja de São José Operário, Castelo Branco

Órgão da igreja de São José Operário

FOI NOTÍCIA

Segundo Diário Digital de Castelo Branco, de 01 maio 2013, o órgão instalado na igreja de São José Operário encontrava-se numa igreja de Liverpool e foi restaurado na firma Oliver Schulte, na Alemanha.

Foi no primeiro dia do mês de maio que o órgão de tubos instalado recentemente na Igreja de S. José Operário, Cansado, se ouviu pela primeira vez. A missa da bênção do órgão foi celebrada durante a amanhã, com a participação do coro paroquial, com a direção de Ana Paula Oliveira e José Carlos Oliveira ao órgão.

Para o maestro o órgão é uma mais valia para a igreja, mas acima de tudo para a cidade, “este órgão vai permitir termos outro tipo de eventos culturais diferentes dos que tínhamos até aqui, alargando o conhecimento deste instrumento”.

O órgão que agora está na Igreja de S. José Operário, é segundo o maestro, “um órgão de tubos já com características de grande órgão, em direção a um órgão romântico inglês” apesar de não ser um órgão sinfónico José Carlos Oliveira explica que já tem muitas características de um órgão desse tipo, “com vários timbres e variados e que permitem fazer muito reportório”.

A missa da bênção do órgão foi celebrada pelo padre Agostinho Dias, que destacou o facto de o órgão, “vir contribuir para que a divina liturgia seja mais bela e solene”.

A aquisição do órgão foi possível graças a um protocolo celebrado entre a Paróquia de S. José Operário e a Câmara de Castelo Branco, através do qual a autarquia contribuiu com 118 mil euros, para a aquisição do órgão datado do século XIX.